18 propostas socialistas de Marine Le Pen, a candidata que a mídia chama de “extrema-direita”

Desde o início da cobertura da imprensa sobre as eleições francesas, me causou certo incômodo o rótulo atribuído a Marine Le Pen de “extrema-direita”, ainda mais sabendo que a mídia – tomada pela esquerda – tem a tradição de classificar a esquerda nacional-socialista como “extrema-direita”.

Dessa forma, fui buscar as informações do programa oficial de Marine Le Pen, incluindo seus livros temáticos, bem como a ótima compilação feita pela Generation Libre, que também inclui as informações divulgadas nas primárias dos partidos e nos debates eleitorais, para elaborar a seguinte lista de propostas socialistas de Marine Le Pen:

– Criar o PAC da Agricultura (sério, o nome é PAC);
– Proteger produtores agrícolas e indústrias para combater o “capital financeiro especulativo” e a “competição desleal”;
– Aumentar tarifas de importação e criar cotas máximas para produtos estrangeiros;
– Impedir a privatização de edifícios culturais estatais;
– Manter a jornada de trabalho em 35 horas semanais e limitar as possibilidades de horas extras;
– Reduzir o preço do gás, da energia elétrica e dos trens na canetada (vai dar certo, sim!);
– Praticamente acabar com a exploração de gás de xisto para não “prejudicar o meio ambiente”;
– Regular os preços das universidades;
– Aumentar o poder do governo central no controle das pesquisas científicas;
– Permitir que o Tesouro francês seja financiado pelo Banco Central Francês (impressoras, impressoras en tous lieux!);
– Criar um imposto de renda progressivo onde “os ricos pagam mais”;
– Criar cotas para idosos nas contratações estatais;
– Aumentar os gastos com a Justiça em 25%;
– Ampliar o programa de subsídios para construção de casas populares (só faltou chamar de “Ma Maison, Ma Vie”);
– Criar um “Bolsa Família” para os pais (!) que tenham filhos em idade escolar e desejem deixar de trabalhar (!!) para viver às custas do governo, recebendo 80% do salário mínimo (!!!);
– Garantir que todos os franceses tenham Previdência Social estatal;
– Barrar a reforma da previdência e reduzir a idade de aposentadoria para 60 anos;
– Não promover qualquer mudança nas leis de aborto francesas (que são uma das mais permissivas do mundo).

E outras propostas mais da candidata que a mídia chama de “extrema-direita” que tem uma figura oculta, que é um chien atrás, e que inclusive declarou apoio à vitória do Syriza, o PSOL grego.

Vaquinha O ILISP comprou o domínio "aborto.com.br" e lançará uma campanha pró-vida, mas isso exige recursos. Os interessados em ajudar podem fazê-lo por meio do botão abaixo:

35 COMENTÁRIOS

  1. O fascismo é uma resposta a ameaça da aproximação da população ao comunismo. Não tem nenhuma relação com livre mercado.
    As posições políticas tem dois planos e não é uma linha reta.
    As contra posições são menos ou mais Estado, contraposto com pro ou contra a regularização do mercado. A favor ou contra a liberdade de costumes. Dessa forma Le Pen está contra a liberdade de costumes e a favor da presença do Estado na economia.

  2. A Le Pen seria a representante da oposição como é o Aécio, considerado de direita em relação ao Lula. E que agora seu partido apoia e pede proteção ao petista que está com um pé dentro da cadeia?!…

  3. Se não Le Pen, então qual é o candidato menos esquerdista e que irá combater o Islã no buraco que se torna a França? O país está enfiado em progressismo destrutivo desde sua versão mais ancestral ainda na Revolução Francesa. Nenhum candidato, até onde percebo poderá da noite para o dia reverter essa história de erros. Dos problemas atuais o islâmico é o mais preemente. E “desincentivos” econômicos é pouco para parar uma invasão que se utiliza dos ganhos assistenciais, mas não é um efeito colateral deles e sim planejada pela lógica do Islã que foi construído de origem com o objetivo de invadir e conquistar a Europa. Então…quem é o candidato disposto a mexer no vespeiro mais imediato?

  4. Marcelo, bom dia! Me parece que há uma certa confusão no Brasil em relação aos termos liberal, conservador, direita. Entendo que muitas vezes os valores defendidos por conservadores nos EUA são traduzidos como liberais no Brasil. Acredito que seja em parte pelo tom pejorativo que o termo conservador infelizmente adquiriu. Digo infelizmente porque priva as pessoas de entenderem o real significado. O termo liberal nos EUA está associado aos valores progressistas, ou “left wing”, ou simplesmente a esquerda americana, que inclui Bernie Sanders e Obama em seu espectro. Percebo pessoas defendendo o partido Democratas dos EUA acreditando que estão defendendo a direita, quando na realidade estão apoiando a esquerda. Por favor, qual sua opinião nesta questão? Por exemplo, quando você diz que a maioria dos liberais são contra o aborto, se refere aos conservadores dos EUA? Abraço e obrigado pelo trabalho no Ilisp.

    • A esquerda americana capturou o termo “liberal”, que lá realmente significa ser “left-wing” – os liberais como conhecemos aqui são chamados de “libertarian” por lá. Isso não aconteceu em outras partes do mundo, onde o termo liberal significa liberalismo econômico e social. E não, boa parte dos liberais brasileiros e dos “libertarian” americanos são contra o aborto. Abraço.

      • Dizer que está correto, sem uma explicação conceitual, me parece ridículo. Ser liberal é ser a favor de menos intervenção do Estado, seja econômica, seja social. O Brasil está repleto de esqueletos da ditadura, que foi considerada de direita, mas não tinha nada de liberal. Inclui-se aí voto obrigatório, horário eleitoral gratuito, voz do Brasil etc. Dizer que o Estado deve controlar decisões de cunho individual, que não afetam outras pessoas, como é o caso do aborto, não tem nada de liberal. Lamentável.

          • Bem da verdade o mundo todo parece se comportar mais à esquerda que o de costume. Talvez a internet junto com o celular tenha produzido esse fenômeno, essa coisa de saber instantaneamente o que se passa tanto com o seu vizinho quanto como um cara há 20 mil quilômetros de distância (que é a maior distância que alguém pode ficar de outra nesse planeta), isso gera uma preocupação inconsciente em relação ao outro o que tende a gerar uma interferência mesmo que discreta. Já a Direita é “eu sei que você tem problemas, mas eu não vou interferir, pois o que serve para mim não serve para você.” Não é só uma relação de Estado, é pessoal, é direta, a própria ideia de comentar algo que está em curso em outro país já demonstra nosso lado esquerdo, não o físico, para o sujeito de direita outra cidade, Estado, país já é outro planeta. Para o cidadão mediano do centro oeste dos EUA não existem outros países ou continentes, nem seres viventes, tudo que vem de fora é alienígena, sobrenatural, para eles o Canadá é o quinquagésimo primeiro Estado e o México é o Distrito 9 (os mexicas – tribo alienígena remanescente de uma tentativa de colonização da Terra que ocupa um território cedido pelo governo americano ao sul da Califórnia, Arizona, Novo México e Texas).

  5. Uma Dilma à francesa… mas me confundiu tudo, então o Trump também é um Lula à americana? Tá tudo errado nesse mundo. Ajuda Marcelo… que é que tá acontecendo? Buraco de minhoca? Universo alternativo? Seria a “Zona do Crepúsculo”? Além da Imaginação? China capitalista e ocidente socialista, onde tudo isso vai parar? Coreia do Norte super potência mundial e desafiando todo mundo?! Mas será o Apocalipse???

  6. assustador isso, Marcelo. realmente eu não tinha menor ideia dessas propostas comunistoides da Lê Pen.

    sobre o aborto, sinceramente não conheço um liberal / libertário que seja contra o aborto.

  7. Não entendi o ponto das leis do aborto. Se as leis são das mais permissivas e ela não vai alterar, pontos liberais pra ela, não?

    De resto, realmente vários itens assustadores. Pelo que tenho visto a mídia tende a chamar de extrema direita o que entendo que seja a direita autoritária (não liberal), vocês vêm o mesmo?

    • A maioria dos liberais são contra o aborto, nós inclusos. A mídia tende a chamar de extrema-direita tudo o que ela não concorda veementemente em algum ponto específico.

  8. Desde quando ser contra o aborto é ser liberal? Ser liberal não é defender as liberdades individuais? Só a direita brasileira que acha que isso é pauta da esquerda…

  9. Agora todos ultras conservadores são esquerda? Até quando esse site de propaganda conservadora e não liberal, vai desinformar seus leitores?
    Sua base bibliografica deve ser aquela que fala que o Progressismo liberal, atrapalhou a América.

      • Talvez o correto fosse ultra nacionalista, normalmente relacionado com a direita. Posso estar errado, mas acho que foi daí que surgiu o extrama direita. Agora, sem estas propostas, ela dificilmente estaria no segundo turno. Acredito que ela irá, de eleita, honrar o programa eleito. Vamos ver.

      • São ultraconservadoras, porque a volta da França sem a União Européia. Isso é algo reacionário. Não progressista. A Le Pen é ultra direita na Europa por isso. Como o Hitler foi, ao destituir a República Weimar e colocar de voltar o Reich

        • Dá para perceber que você não entende do assunto. Há correntes contra e a favor da União Europeia tanto na esquerda quanto na direita (conservadora) e entre os liberais. Isso não define nada.
          E Hitler era de esquerda.

    • Então pelo jeito a midia deveria ter dito para a esquerda votar nela, em termos de propostas, não tem diferença entre ela e a esquerda. Acho que o problema é em temas pessoais ou não ter sido o candidato que os chefões queriam…

    • caraca eu ate gostava do ilisp até o momento dessa postagem. como o conservadorismo flerta com estatismo a galera vem falando q é socialismo. é muita esquizofrenia

  10. Se oferecermos aos liberais as seguintes opções:

    1) Algum protecionismo, mas ordem pública e alguma decência pública.
    2) Liberalismo econômico com islâmicos explodindo coisas, estuprando mulheres adoidadamente e implantando a Sharia em cada bairro do país, o que no fim das contas levará ao fim do liberalismo.

    Os liberais escolherão sem pestanejar a 2.

    • Vou corrigir para você. As opções na verdade são:
      1) Um estado altamente intervencionista à lá Mussolini controlado por uma candidatada com 0,5% de apoio no Congresso que não poderá entregar absolutamente nada do que promete, usando o discurso apenas para enganar sua base eleitoral e conquistar votos;
      2) Um candidato ruim em algumas propostas, mas que quer reduzir um pouco que seja o estado assistencialista francês, reduzindo o incentivo econômico aos imigrantes que querem apenas viver às custas dos pagadores de impostos locais.
      Agora sim está correto.

      • Marcelo Faria. Respondeu certo, ao invés dos idiotas clamarem para que parasitas os protejam de eventuais ameaças, por que não exigem o direito de possuir e portar armas??? O povo gosta de ser gado do estado mesmo.

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