5 grandes farsas do marxismo que foram destruídas pelos liberais

Ainda hoje, Marx é considerado uma figura ilustre, de uma forma ou de outra. Infame para os liberais, grande profeta para os socialistas, o pensador alemão foi de longe um dos homens mais influentes do mundo – especialmente por alguns de seus defensores terem assumido o poder em dezenas de países durante o último século, rachando o mundo numa batalha ideológica entre socialismo e capitalismo.

Nossa intenção aqui é apresentar algumas de suas teorias falseadas, com um pequeno resumo de como elas se mostraram equivocadas.

1. A farsa da “luta de classes”

Até hoje vemos muitos crentes da ideologia marxista comportando variantes da mesma ideia, apresentando modificações que surgiram para contornar os problemas da teoria marxista, que com o tempo iam se mostrando completamente equivocadas. Talvez o melhor exemplo disso tudo seja a ideia de luta de classes entre proletários e burgueses que, gradualmente, abre alas para as mais distintas lutas de grupos: lutas de raça, lutas de gênero, lutas de credo, etc…

Altera-se a ideia, mas a essência permanece a mesma: a sociedade é dividida em grupos (ou castas) em que uns são dominantes (opressores) e outros são subjugados (oprimidos). A ideia é lutar pelos interesses do segundo grupo para derrubar o primeiro.

O problema é que o capitalismo não é um sistema dividido em castas rígidas, onde o grande culpado pelo indivíduo da base da pirâmide não subir nessa hierarquia seja o próprio sistema. Mises explica que o capitalismo (de livre mercado), na verdade, permite que os indivíduos não apenas subam, como desçam nessa escala supostamente arbitrária de classes. E essa era até então uma concepção inédita na história da humanidade: o capitalismo foi o primeiro sistema econômico adotado em larga escala a permitir a mobilidade social. Membros da base da pirâmide que obtém sucesso em atender as demandas da população, melhoram sua situação econômica. O efeito contrário pode acontecer aos mais ricos. Como atesta Mises:

Os ricos, que já estejam na posse de suas riquezas, não têm qualquer razão especial para desejar a preservação de um sistema de livre competição, aberto a todos; particularmente, se não ganharam, eles próprios, sua fortuna, mas a herdaram, têm mais a ter medo do que a esperar da concorrência. De fato, demonstram interesse especial no intervencionismo, que tem sempre a tendência de preservar a existente divisão das riquezas entre os que a possuem. Mas não podem esperar por qualquer tratamento especial do liberalismo, um sistema que não dá qualquer atenção a reivindicações de tradições consagradas pelo tempo, propostas por interesses investidos de riqueza estabelecida.

O capitalismo de livre mercado é um sistema dinâmico de ascensão e queda social. E mais do que isso: é um sistema que continuamente enriquece a sociedade como um todo. O cidadão mais pobre do atual continente europeu vive com mais conforto que qualquer rei da Idade Média.

A sociedade não apenas não é composta por castas, como tampouco é conflitante entre si. O que temos são indivíduos trabalhando para atender as demandas de outros indivíduos para, através dessas trocas, melhorarem suas próprias condições.

2. A farsa da relação de “exploração” entre empregadores e trabalhadores

Boa parte da teoria marxista é focada em tratar das relações entre empregadores e trabalhadores: mostrar que há uma relação de exploração entre eles. Esse é possivelmente o principal cerne das teorias dos pensadores socialistas, não apenas de Marx.

Para Marx, a exploração é fundamental para que o capitalista consiga se sustentar. Sem explorar, ele irá à falência. Mais do que isso, o fato dele ser o dono dos meios de produção lhe dará poder para explorar o proletário, dado que este não tem escolha: ou trabalha nas condições arbitrárias do dono dos meios de produção, ou morre de fome. Se tivesse poder aquisitivo, os próprios proletários teriam seus meios de produção garantidos e melhorariam suas condições, pois trabalhariam para si mesmos.

Aqui encontramos dois grandes equívocos. Ignora-se, primeiramente, que a concorrência entre diferentes empresas obriga o empresário a brigar pelos melhores funcionários – e isso ocorre fundamentalmente para aumentar sua própria eficiência, melhorar a qualidade de seu serviço e, por consequência, melhor atender as demandas da sociedade. Tal briga implica em ofertar as melhores condições de trabalho possíveis para determinado empregado, forçando a concorrência a aumentar seus salários e melhorar seus benefícios. Isso, ao contrário do que postula a teoria marxista, beneficia os trabalhadores como um todo. Basta analisarmos friamente a história: os salários continuamente tendem a crescer, jamais cair, especialmente quando falamos de países de economias mais livres. Ao longo desse meio século, o rendimento real per capita só caiu em seis países (Afeganistão, Haiti, Congo, Libéria, Serra Leoa e Somália). Nos restantes, dispararam. Os ricos ficaram mais ricos, mas os pobres ficaram em condições ainda melhores. Os pobres do mundo em desenvolvimento aumentaram o seu consumo duas vezes mais depressa do que o mundo como um todo entre 1980 e 2000. Apesar de vermos a população mundial dobrar nessas últimas cinco décadas, até a porcentagem de pessoas que vivem na absoluta pobreza caiu mais da metade – para menos de 10%, pela primeira vez na história da humanidade. Logo, mesmo se o trabalhador não tivesse escolha a não ser trabalhar nos empregos ofertados, a concorrência inerente entre as empresas forçaria os empresários a valorizarem as condições do trabalhador.

No mais, quem disse que o trabalhador gostaria de estar na condição de empresário? Consideremos as seguintes atribuições: preocupação com os lucros, com os salários dos funcionários, com o calvário da burocracia estatal, com o cálculo correto dos impostos, com a variação natural dos preços dos insumos, escolher os melhores investimentos, aproveitar as melhores oportunidades de negócio, suportar quedas de demandas em quadros inflacionários, cumprir as regulações mais arbitrárias possíveis, atender demandas de forma competente e ainda colocar a mão na massa em algum ponto do processo produtivo da empresa – sobretudo nas empresas menores. Tudo isso são atribuições costumeiras de um empresário. É fato que muitos, à medida que prosperam, passam a delegar suas funções, contratando empregados para suas atribuições iniciais. Ainda assim, não há como delegar a terceiros a parte mais importante de todas: a de assumir os riscos. Se a empresa declina, quem está no prejuízo é o empresário. Certamente ele poderá optar por demissões para mitigar os custos – e isso é terrível para o empregado demitido. Mas ainda assim: o empregado receberá seu último salário, quando partirá para encontrar outro emprego.

Enquanto isso, a ocupação do empregado é cumprir com seu cargo. Normalmente, isso implica que sua única preocupação seja realizar uma função específica e receber seu salário por isso, independentemente do lucro ou do prejuízo do empresário. É verdade que alguns empregos demandam múltiplas funções e ainda que outros possuem condições precárias de trabalho, mas, à luz dos fatos, essas são condições em contínuo processo de melhoria, especialmente nos países com economia mais livre.

3. A farsa da lei de ferro dos salários

Em seu Manifesto Comunista, Marx defende – e utiliza isso como base em sua obra magna – a velha lei de ferro dos salários, anterior ao próprio Marx, onde os salários estão sempre no patamar mínimo necessário para que o proletário sobreviva e garanta a sobrevivência de sua prole. Para Marx, aumentar o salário só iria permitir que os proletários tivessem mais filhos, uma vez que agora poderiam sustentá-los. Esse excedente de proletários geraria um aumento em suas fileiras, fazendo com que os salários declinassem. Em sua visão de mundo apocalíptica, a partir do instante em que os salários declinam, mais filhos morrem de fome, menos proletários estarão disponíveis e só a queda da oferta permitiria novamente com que os salários aumentassem, fazendo com que eles oscilem sempre no sentido de se manterem no menor patamar possível para garantir o sustento dos filhos, sem que isso cause uma grande variação do número dos proletários.

Mises já havia percebido que não apenas isso é falso, como contraditório com a principal defesa de Marx: a de que a tendência da exploração é sempre piorar a situação do trabalhador a um patamar insustentável onde ele não teria outra alternativa senão apelar para a força bruta e tomar para si o que lhe é de direito. Isso é terrivelmente falso porque trata os trabalhadores como criaturas não humanas. Como disse Eugen von Böhm-Bawerk:

Os seres vivos não humanos têm necessidade de proliferar até os limites traçados pelo suprimento disponível de meios de subsistência. Nada, senão a quantidade de alimento possível de se obter, controla a multiplicação ilimitada de elefantes ou roedores, de pulgas e germes. Seu número se mantém no nível dos alimentos disponíveis. Mas essa lei biológica não se aplica ao homem. O homem também aspira a outros fins além daqueles relacionados às suas necessidades biológicas e fisiológicas. A lei de ferro presumia que o assalariado — o homem comum — não é melhor do que um coelho: não anseia por outras satisfações além de comer e proliferar-se, não sabe aplicar seus ganhos senão na perseguição dessas satisfações animais. É óbvio que essa é a coisa mais absurda que já se imaginou. O que caracteriza o homem enquanto homem e o eleva acima do nível dos animais é que ele aspira também a objetivos especificamente humanos, que podemos chamar fins mais altos. O homem não é, como os outros seres vivos, impelido apenas pelos apetites de seu ventre e de suas glândulas sexuais. Também o assalariado é um homem, ou seja, é uma pessoa moral e intelectual. Se ganha mais do que o mínimo que lhe é essencial, gasta isso na satisfação de seus anseios especificamente humanos, tenta tornar mais civilizada a sua vida e a de seus dependentes. 

4. A farsa do aumento do desemprego graças à mecanização

Marx alegava que as máquinas substituiriam os trabalhadores, piorando sua condição, jogando-os no desemprego e, por consequência, derrubando suas rendas. Felizmente a história mostra que isso não é verdade. Olhemos em volta: a evolução tecnológica em relação aos tempos do velho barbudo é inquestionável. Ainda assim, desde 1800, a população mundial cresceu seis vezes, mas a expectativa média de vida mais do que duplicou e o rendimento real aumentou mais de nove vezes.

Embora máquinas exerçam trabalhos braçais de dezenas de operários do passado, as demandas são infinitas e os trabalhadores do presente se alocam em outros tipos de serviços com demandas que, até então, nem sequer eram consideradas. O próprio mercado de informática é um exemplo disso. Hoje, programadores podem desenvolver softwares para permitir que computadores, controladores, robôs e as mais variadas máquinas desempenhem múltiplas tarefas até então executadas por um grande número de pessoas – essas, por sua vez, podem agora se tornar vendedores, gerentes, cozinheiros ou assumir outras tantas profissões que se reinventaram com o tempo, trazendo diversidade e dinamismo para a economia mundial.

As máquinas não só não pioraram as condições do trabalhador, como as melhoraram, potencializando sua produtividade e desempenhando trabalhos outrora mal remunerados – embora básicos para a indústria e a cadeia produtiva – agraciando os trabalhadores com o surgimento de trabalhos mais sofisticados – e consequentemente, melhor remunerados.

5. A farsa da mais-valia

Um dos princípios da teoria de mais-valia é a de que o trabalhador tem direito sobre 100% do valor produzido pelo seu trabalho em cima daquele produto. Parece justo: você trabalha e recebe exatamente aquilo que o produto produzido vale.

O problema é que, para Marx, a roupa costurada manualmente tem a totalidade do seu valor produzido pelo trabalho de quem a costurou. O material de nada vale se não tiver trabalho nele cristalizado. Logo, se todo valor produzido para aquela mercadoria advém do trabalho, como o empresário lucraria com o produto vendido se todo o dinheiro da venda é, em tese, do trabalhador? Para Marx, isso somente seria possível se o dono do meio de produção se apropriasse de parte desse valor – a mais-valia – e entregasse ao trabalhador menos do que ele produziu em forma de trabalho, constituindo-se a exploração do trabalhador no modo de produção capitalista.

Essa ideia parece lógica se você aceita que o valor produzido é fruto somente do trabalho. O problema é que isso é falso.

E é aí que surge Böhm-Bawerk. O primeiro ponto que ele levanta é que os socialistas – e essa não é apenas uma crítica a Marx – ignoram a influência do tempo no valor das coisas. Em muitos casos, o salário é pago aos trabalhadores antes que o produto por eles produzido seja sequer vendido. Há, portanto, um investimento para o futuro.

Os trabalhadores em geral preferem receber dinheiro hoje em detrimento de amanhã – principalmente quando esse amanhã significa longo prazo. Isso é conhecido como preferência temporal. Como resultado, o dinheiro no futuro vale menos que a mesma quantia no presente. Tal fato significa que, se os trabalhadores recebem antes do produto ser vendido, a quantidade de dinheiro recebido deve ser menor que o preço da venda no futuro, para que ambos os valores sejam equivalentes em dois tempos distintos, ainda que consideremos que a íntegra do valor produzido no produto seja de posse do trabalhador. Esse é o fenômeno do juro que Marx dizia ser só mais uma manifestação da mais-valia.

Contudo, o fenômeno do juro é real, contrariando a premissa de que, se o trabalhador tem direito a 100%, seu salário deveria ser igual ao preço praticado pelo produto no futuro. Se isso acontecesse, na prática, o trabalhador estaria ganhando mais do que deveria – e ironicamente explorando o dono do meio de produção, que estaria investindo dinheiro no presente para receber exatamente a mesma quantia no futuro, perdendo parte do valor investido.

Outra questão importante é que, se Marx diz ter encontrado o “tempo de trabalho socialmente necessário” para produzir uma mercadoria como único fator determinante comum a todas as mercadorias no valor final de troca, Böhm-Bawerk encontrou exceções que furam o que Marx chama de “lei de valor”:

1. Bens raros não obedecem a essa lei. Seus valores não se encontram proporcionais ao tempo médio de trabalho. Isso inclui quadros e outras obras de arte – exemplos que erradamente levam as pessoas a acreditarem que essas são “pequenas exceções”. A regra vai muito além: terrenos, bens patenteados, direitos autorais, segredos industriais e outros exemplos nos mostram o quão comum são esses tipos de produtos. Terras são rarefeitas por natureza, visto que não se pode replicar espaço físico. Existe uma quantidade infindável de bens que são rarefeitos, frutos de patentes, direitos autorais e segredos industriais. Embora não caiba aqui discutir se tais artifícios são corretos ou não, o fato é que sendo rarefeitos são valorizados e compõem uma grande parte da gama de produtos que o mercado possui. É, portanto, uma “exceção” bastante comum.

2. Produção por trabalho qualificado. Essa é uma exceção tão óbvia que nem Marx ousou negá-la. Ao contrário, tentou encaixá-la em sua teoria, afirmando que a mão-de-obra qualificada gera um efeito multiplicador na proporção, ou seja, uma hora de trabalho qualificado valeria, digamos, duas horas de trabalho comum. Se uma ferrovia alega cobrar sua tarifa proporcionalmente à extensão da viagem do passageiro – cobrando, num trecho particularmente dispendioso, cada quilômetro computado como se fosse dois – será possível confirmar que o único princípio para a tarifação seja a extensão do trajeto ou qual tipo de trajeto esse passageiro tomou? O tipo de trabalho mudar a proporção não seria um segundo princípio de determinação de valor, portanto, uma exceção? Exceção das grandes, pois a ampla maioria do que temos hoje em bens e serviços são frutos de mão-de-obra qualificada.

3. Bens produzidos por mão de obra extraordinariamente mal paga. Análogo ao segundo ponto, mas no sentido inverso. Alguns trabalhos manuais como bordado, costura, malharia, entre outros, são pouco valorizados e, por isso, paga-se pouco por eles.

4. Ainda que os produtos obedeçam uma proporção fiel de trabalho ao seu valor, essa valoração oscila em relação à oferta e à demanda. Marx diz que a lei de oferta e demanda funciona como um fenômeno oscilatório em relação ao valor real determinado objetivamente pelo tempo de trabalho e que, no final, tudo irá obedecer à sua lei de valor. Entretanto, deve-se observar que essas oscilações de valor de troca são reais e que isso é uma evidência de que existem outros fatores que modificam esses valores. É como se um físico observasse a oscilação de um corpo em queda livre para, apenas quando ele se espatifasse no chão, afirmar que tudo não havia passado de meras oscilações passageiras, que o que vale mesmo é a gravidade, a única componente de força atuante sobre o corpo. A gravidade puxa para baixo e somente para baixo. Se um corpo, supostamente em queda livre, modifica sua trajetória de forma absolutamente contrária durante a queda, certamente há outras forças atuando sobre ele, ainda que desconhecidas.

5. Marx dizia que, dados dois produtos que contenham a mesma quantidade de trabalho médio cristalizado, aquele que teve maior quantidade de trabalho prévio seria o mais valioso. Entretanto, quando percebemos que levamos menos de 15 minutos de trabalho para se plantar um carvalho – que produz certamente uma valiosa madeira – não teremos como usar esse postulado para explicar porque, dadas duas mesas com o mesmo processo produtivo, a de carvalho ser mais valiosa, ainda que tenha custado menos trabalho prévio que a de uma mesa com outro material.

Dessa forma, temos uma plenitude de bens que desabam completamente a lei de valor, que postula a obediência à regra de que o valor é proporcional ao trabalho cristalizado. É interessante notar que Marx chamava de transgressão da lei de valor o fato de alguma mercadoria não obedecer a essa lei. E – dado que lei, na ciência, descreve uma realidade exaustivamente verificada com inúmeros testes – podemos concluir que, segundo Marx, somos todos infratores da realidade, dada a frequência com que essa lei é transgredida.

Conclusão

Há muitos outros erros na lógica de Karl Marx do que os citados nesse artigo. Diversas críticas foram feitas às suas teorias e metodologias. Paul Johnson chega a mostrar evidências históricas de que Marx usou dados falsos para atestar sua tese quanto à condição dos trabalhadores. Muito embora supostamente advogue em favor da melhoria de condição do trabalhador, Marx parecia não fazer ideia do que realmente melhoraria essa situação nem o que estava em processo com o capitalismo. Por melhores que fossem suas intenções, como o próprio Marx costumava dizer, “o caminho para o inferno está pavimentado de boas intenções”. O marxismo, de fato, leva o trabalhador à ruína. Como atestou o alemão Hans Sennholz:

Do ponto de vista das consequências econômicas e sociais, a teoria marxista provoca a desgraça. A legislação trabalhista que sobrevém com a sua adoção não apenas reduz a produtividade do trabalho e o salário, mas também traz descontentamento e conflitos sociais. Tanto as legislações de salário mínimo, como outras tentativas de elevar os salários acima dos níveis determinados pelo mercado, estão criando desemprego e depressão, o que, por sua vez, fomenta um coletivismo radical. O seguro social compulsório torna seus receptores tutelados do estado, destruindo a sua autoconfiança, sua responsabilidade individual e sua independência. As taxas de confisco que incidem sobre o capital e o ganho de nossos empresários e capitalistas — impostas em benefício dos que ganham menos — prejudicam o crescimento econômico e causam estagnação. Encorajam o desperdício e a ineficiência, baixam os salários, causam rigidez econômica e criam as classes sociais. Por fim, os sindicatos de trabalhadores não apenas reduzem a eficiência do trabalho, através de uma multiplicidade de medidas, que causam desajustamentos e desemprego, mas também agem como eficientes propagadores da ideologia socialista. Todas essas políticas e medidas, juntas, estão provocando o controle econômico geral e a onipotência do governo.

Em resumo: se você, caro leitor, está realmente preocupado em lutar por mecanismos que melhoram as condições de vida do trabalhador, abrace o livre mercado.

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33 COMENTÁRIOS

  1. O capitalismo gera lucro e incentiva a concorrência. Ainda assim a mais valia existe e gera acúmulo para o patrão. Parte do que o trabalhador obtém novamente retorna ao patrão, pois o operário não dispondo dos meios de produção se vê obrigado a comprar! Assim, no capitalismo, o trabalhador recebe apenas para que sua existência seja garantida para que sempre venda sua força para engordar o que lhe explora. O trabalho é imoral dentro da ótica neoliberal. E isso nunca é enfatizado nessas discussões. O pensamento marxista, dentre muitas incompreensões contempla o trabalho como uma atividade não lucrativa para minimizar o ócio e seus estigmas. Dessa forma o trabalho seria dispensável como forma de lucro privado, não obstante ainda geraria riqueza para o bem comum. No entanto esse tipo de idéia não pode germinar no solo liberalista justamente porque ameaça o conforto do sistema patronal e desmantela a estrutura segregacionista imposta pelo capitalismo que não contempla a equidade. O marxismo não é um regime e a burrice de muitos já começa aí. O marxismo é uma reunião de idéias que mostra o quão pernicioso é o acúmulo de riqueza tendo como pressuposto o sofisma de que a livre concorrência gera benefícios para todos. A incoerência é muito clara! Sendo o mercado uma balança, um lado sempre cresce quando outro cai em detrimento. Que o capitalismo tem suas maravilhas, disso não tenho dúvida! Marx também não tinha duvidas a esse respeito. Mas a forma como o capitalismo funciona é moral? Ou moral é a livre concorrência em um ambiente que já parte da desigualdade social? Se a principio o mundo fosse igualitário, a livre concorrência seria justa. Mas não é o que ocorre porque só ascende quem tem capital acumulado. E dos muitos que tentam ascender, grande parte é sufocada porque não tem força para competir. Pela falência, devolve, pelo erro o lucro que teve ao Estado que por fim fomenta mais aqueles que se achavam estabelecidos no mercado e assim promove mais a diferença de classe. A propaganda então é muito válida porque corrobora para o fortalecimento dos grupos minoritários que atendem ao Estado firnecendo-lhe condições para que se mantenha. Tais grupos são os que fornecem os subsídios para que a máquina mantenha a produção de mão de obra barara. E esse ciclo é mantido. Tudo o que tenta romper o ciclo é excluído porque esse rompimento implica em distribuir de forma justa o capital acumulado. Com o mundo globalizado o capitalismo ganhou força porque alimenta a esperança de ascensão pela comparacao com países desenvolvidos. Mas novamente aparece a falácia. Eles os são porque apenas administram já que ditam as regras podendo, quando bem quiserem efetuar embargos para que possam garantir o gargalo na justa distribuição.

    • Sério, às vezes eu me pergunto se marxistas já saíram nas ruas, se já trabalharam, enfim, se conseguem raciocinar aquilo que defendem. Porque é impressionante o festival de bobagem que pregam, parecendo pessoas que nunca trabalharam e sequer tem contato com trabalhadores. Aliás, tenho minhas desconfianças se essas pessoas saem às ruas…

      Mais-valia pressupõe “exploração do trabalho”. Para se pressupor a tal “exploração”, acredita-se que o trabalhador faz jus ao produto do trabalho, e o lucro seria a expropriação (roubo) deste valor do trabalhador por parte do capitalista (dono do meio de produção). Só que tem um detalhe: o trabalhador não faz jus a esse produto! O trabalhador vende sua mão-de-obra em troca de uma remuneração fixa, sem ter gasto dinheiro na compra dos meios de produção, sem antecipar os custos de produção, sem participar dos riscos do negócio, sem precisar ter percepção do mercado, sem se importar se o produto do trabalho vai ser vendido e nem qual valor vai ser atribuído pelos indivíduos em relação a este – teoria da utilidade marginal. Por isso que o conceito de mais-valia está errado: é uma abstração totalmente alheia à realidade, que inventa algo que não existe!

      Daí me vem com a pérola: “O trabalho é imoral dentro da ótica neoliberal.”.

      A começar que não existe “neoliberal” em conceito econômico. “Neoliberal” foi um termo cunhado por Alexander Rüstow na década de 1940 para definir um liberalismo que rompia com laissez-faire, prevendo que mercados são falhos, e preconizando uma economia social de mercado. O termo “neoliberal” não foi adiante, pela obviedade de que não se havia rompido com os pilares do liberalismo, sendo adotada a palavra ordoliberalismo. E ai vem algo muito engraçado nos marxistas falando criticamente contra o “neoliberal”: que o conteúdo do ordoliberalismo é basicamente defendido pelos marxistas brasileiros – em especial pela social-democracia! Mas não estudam o que falam, e não sabem que estão passando vergonha em ficar falando algo que não sabem!

      E então, acabando com a besteira do “neoliberal”, vamos a outro detalhe: se o trabalho fosse imoral para um liberal, esse não faria base de toda teoria liberal deste os protoliberais. Se o individuo que comentou tal atrocidade acima tivesse lido Locke, Adam Smith, David Ricardo, dentre outros, nunca teria falado tamanha estupidez. E tem mais: a teoria do valor-trabalho que Marx adota já vinha sendo desenvolvida desde Adam Smith! Se você tivesse lido Marx, saberia disto. Tanto que Marx fecha um ciclo da história do pensamento econômico chamado escola clássica de economia, que tem por característica a objetividade do valor – que inclui o valor trabalho. Aonde o trabalho é imoral para um liberal, rapaz?

      E em diante, vem o festival de baboseiras (de quem, pelo visto, nem Marx leu):

      1. Um recado do século XXI ao camarada que ainda tem a cabeça presa no século XIX: a riqueza se produz, e não somente circula. Não já descobrimos toda a riqueza existente no planeta, logo, economia não é um jogo de soma zero. Para uma pessoa ganhar, outra não precisa perder! Passamos o século XX inteiro crescendo a renda média da população mundial! Existem inúmeros artigos acadêmicos provando isto, a ponto de isto ser um consenso na economia! Marxista nega isto porque não sai às ruas; não tem contato com a realidade empírica.

      2. Falar que o marxismo não é um regime. Ok, dando essa “de barato”: não é mesmo um regime. É um dogma “crítico” à economia política que, ao final de tudo, prega o socialismo e o comunismo, que são regimes políticos (que resultam em regime de governo ditatorial). Tanto que existe toda uma engenharia social pensada, com determinações explícitas (estatizar meios de produção é um deles), com orientações práticas (Crítica ao Programa de Gotha; o Manifesto do Partido Comunista), com formas de minar o pensamento crítico que não seja socialista (Cadernos do Cárcere – Gramsci, apesar de ser uma obra revisionista) e por ai vai. E tem exemplos práticos na história de sua aplicação: URSS, China, Camboja, Cuba, Vietnã e etc. Todos adotaram um regime, e todos seguiram, de algum modo, o marxismo. E todos foram regimes sanguinários que mataram milhões de pessoas – e que vão continuar matando.

      3. Não existe igualdade material. Essa utopia marxista ignora a história e a natureza humana. Ou você acha que todos têm as mesmas aptidões, a mesma formação intelectual, que os países têm exatamente os mesmos recursos naturais? Pensa, rapaz!!! Você só vai combater desigualdade social quando aumentar a produtividade do trabalhador e defender um ambiente de mercado saudável. E isto só vai acontecer em economias liberais (mesmo em economias protecionistas, que às vezes apresentam certo enriquecimento da população, o pensamento liberal acaba sendo necessário para um crescimento sustentável). Pelo pensamento marxista isto nunca vai acontecer, ao contrário, a esmagadora maioria da população vive em condições de miserabilidade, de atraso social e tecnológico, enquanto uma elite (líderes marxistas) irá ter vida nababesca – a ponto de se tornar multimilionário. Até mesmo para se adotar políticas de bem estar social, ou de distribuição de renda, você precisa antes ter um país rico, e essa riqueza irá vir de um ambiente de livre mercado.

      Enfim, chega! O camarada que não consegue ver que existe trabalhador ganhando 5, 10, 15 mil reais por mês e acha que ainda se remunera só para “sobreviver”, que ignora que existem milhões de trabalhadores que conseguem acumular capital (quiçá desconhece uma poupança ou um fundo DI), que não compreende o fato de ele próprio ter um computador e/ou smartphone (para comentar aqui) refuta tudo o que ele disse (afinal, consegue comprar bens que já foram destinados a somente aos ricos), atesta que tem a mentalidade presa em dois séculos atrás. Confunde capitalismo com uma mescla de feudalismo com mercantilismo, ou seja, nem sabe o que é capitalismo. E vive achando que tudo está conspirando, ao invés de acordar para a vida e tentar ser produtivo – e assim entender que o marxismo não passa de uma hediondez que leva pessoas à miséria, à fome e à morte.

  2. Excelente texto, contudo vale lembrar que o contexto histórico da época no que diz respeito ao capitalismo era completamente distinto ao atual, acredito que Marx humanizou o capitalismo com suas ideias, ainda que está não fosse a sua intenção.

  3. A discussão é a respeito de algo que nunca existiu (socialismo), isto é,um amontoado de blâ-blá-blá, comparando com o capitalismo que é real. Uma perguntinha – onde vivem os que se dizem socialistas?

    • O socialismo utópico é que nunca existiu. O socialismo real existiu (e existe), sendo que causou uma hecatombe imensa!

      Pensar que algo não existiu porque não foi aplicado exatamente como foi pensado em sua doutrina é de uma ingenuidade imensa. Se fosse assim, nem o nazismo poderia ser considerado como existente. Todas ideologias sofrem revisões e adaptações, inclusive o socialismo — que foi revisionismo com Marx e Engels ainda vivos.

  4. Alguém me explica por que a desgraça da URSS não deu certo se este cara estava certo? Alguém me explica por que a China se arreganhou para capitalista opressor fascista, de pois se tornou a segunda potência econômica o planeta?

  5. Estamos em 2018 e não vivemos mais na época em que Karl Marx publicou suas obras, entre outras, somente geraram dúvidas e não revelaram nada construtivo para o mundo. Alimentam apenas uma base político-ideológica, que tem o único objetivo de chegar ao poder e se manter nele pela eternidade, porque não sabem produzir nada, assim como seu ídolo Karl Marx.

    A educação e o conhecimento são grandes virtudes de qualquer país de desenvolvimento, mas nada vai para adiante quando o sistema educacional está cheio de profissionais de esquerda, que promovem uma cultura antiquada, ao invés de preparar os novos jovens para o futuro que está aí nas nossas esquinas, preferem discurso ideológico e na maioria das oportunidades, com grande violência verbal.

  6. Só há um problema com essa análise: ela comete anacronismo histórico, assim como aqueles que tendem a seguir o marxismo aplicando a sua teoria de forma literal hoje. Estamos falando de quase dois séculos de distância, o que era aplicado naquele momento não pode mais ser aplicado hoje, a análise teórica daquele momento, não pode ser usada para explicar ou comparar nossa realidade do século XXI. Um exemplo disto é a mecanização, naquele momento parecia sim que a mecanização traria desemprego, assim como hoje, parece, para muitos, que a informatização trará desemprego: quantos não temem por exemplo que a colocação de vale-transporte digital através de cartões nos transporte coletivo traga desemprego, ou a mecanização do campo? Outro exemplo é a relação de exploração entre empregador e empregado, hoje isto parece ridículo, melhores empresas e empregadores, absorvem melhores empregados/trabalhadores, e tendem a oferecer melhores salários para manter os melhores, mas lá no século XIX não era assim, os trabalhadores trabalhavam sobre um regime de exploração sim, em péssimas condições de trabalho, com baixos salários, sendo uma norma quase padrão essa realidade, havendo, uma grande massa desempregada, pronta para assumi o posto daqueles que não suportavam a realidade do seu trabalho.

    • Boa parte da teoria marxista foi refutada com Marx ainda vivo (por Bohm-Bawerk) com o restante sendo desmentido nas décadas seguintes (Menger, por exemplo, lançou suas principais obras menos de dez anos depois da morte de Marx). Não há anacronismo histórico algum.

    • Só há um detalhe importante sendo negligenciado, Israel: as condições de trabalho e de vida dos períodos que antecederam a Revolução Industrial eram piores ao que você se refere. Assim como os tempos que sucederam a Revolução Industrial foram melhorando o padrão de trabalho e vida da população. É uma trajetória evolutiva, e a Revolução Industrial não escapa disto. Você hoje tem condições de afirmar que aquilo era exploração (muito graças ao capitalismo, diga-se de passagem); mas naquela época tratava-se de uma praxe; de uma cultura de trabalho. No futuro pode ser que afirmem que atualmente somos explorados, baseando-se, por exemplo, em nossa carga horária de trabalho, tal como trabalhadores de diversos países já têm condições hoje de afirmar isto pela nossa jornada de horário semanal: no Brasil são 44 horas, enquanto em boa parte do mundo varia entre 35 a 39 horas.

      Assim, quem comete anacronismo histórico é você, até mesmo por não contextualizar o período da Revolução Industrial com períodos anteriores e posteriores. As condições de vida e de trabalho foram evoluindo, sendo que trabalhadores trabalhavam em fábricas de produtos em massa, onde o salário que recebiam lhes capacitava ao consumo destes produtos. Não se pode atribuir exploração nisto!

      Ademais, a teoria da exploração de Marx não é baseada nisto (pelo menos não estritamente). Como Marx considera que todo valor do produto advém exclusivamente do trabalho, e que por isto o trabalhador faz jus ao valor integral do produto, logo, quando o dono dos meios de produção (vulgo “capitalista malvadão”) se apropria de parte deste valor, ele estaria explorando o trabalhador. Como a premissa está errada (o valor de um produto não vem exclusivamente do trabalho), e teoria é falha – e já foi totalmente refutada por Bohm-Bawerk.

      Por fim, acho temerário acreditar que análises teóricas de dois séculos atrás não podem ser utilizadas hoje. O pensamento de Adam Smith, de Bohm-Bawerk, de Bernstein e diversos outros. são perfeitamente válidos para explicar muita coisa atualmente. O marxismo que seria uma exceção: seus erros sobre economia (e filosofia) lhe impedem de ser uma teoria econômica válida para explicar fenômenos modernos. Marx erra na teoria da exploração (e consequentemente na teoria do juro), na teoria do valor-trabalho, na teoria da mais-valia, na tese do fetichismo de mercadoria, e até mesmo erra ao negar a natureza humana – e este é uma grande falha epistemológica da ideologia marxista. Realmente o pensamento marxista é travado no século XIX (não à toa a massa de manobra vermelha usa termos como “burguesia”, “proletariado”, “aristocracia”), e é por isto que diversos intelectuais tentaram adaptá-la às suas épocas (inclusive com Marx e Engels ainda vivos), mas o que lhe torna intransponível aos tempos atuais é sua total incompatibilidade com a economia. Como uma ideologia que escreve um roteiro intransigente e inflexível para um “final feliz” (comunismo) pode dar certo? Simples assim…

    • Pois é era outro tempo outras as condições mas a “pretenção à totalização tanto teórica(por quem nunca trabalhou ou produziu nenhum trabalho cristalizado.) quanto prática no conjunto de sociedades com diferentes conformações culturais,produtivas e de valores ou seja,antropológicas era por definição frágil ,até mesmo desonesta … Desmentida e questionada por gente muitissimo mais capaz àquele tempo…
      Pior permaneceu com essa mesma presunção e agora abertanente desonesta neste nosso século21…
      Por fim ,se é possível esse seu raciocínio,é preciso fazer o mesmo comparativamente a tudo que se produziu teórica ,incluso ciência e praticamente .

      • Jonh, a automação (ou automatização) não necessariamente gera desemprego, mas sim realocação de mão-de-obra. Se você fizer análises em períodos curtos, ou em setores escolhidos, certamente verá desemprego; mas quando se faz análise em ciclos longos e em setores abrangentes, verá essa migração de mão-de-obra. O problema nos casos de países subdesenvolvidos é que a mão-de-obra costuma ser pouco qualificada, o que acaba sendo obstáculo para o crescimento do capital humano e da produtividade em geral. Daí essa realocação do emprego pode ser mais demorada, gerar redução de renda e até motivar crescimento da taxa média de desemprego por prazos mais longos. Em países ricos e desenvolvidos, essa transição ocorre mais rápida, e a sociedade ainda se beneficia da automação para aumentar a produtividade, gerar riquezas, diminuir o esforço e o tempo no trabalho, melhorar a qualidade de vida e etc. Fora que a automação pode ser um fator de incentivo ao empreendedorismo — o que seria muito bom para aqueles que acreditam que empregado é sinônimo de explorado.

  7. Somente li o primeiro trecho do Mises, pois tenho mais o que fazer. Sobre o interesse dos ricos em intervencionismo, gostaria de citar o fascismo e o nazismo. Talvez esse trecho tenha sido escrito antes da Primeira Guerra. A própria burguesia, utiliza-se do Estado para regular as atividades do mercado. É clássico a passagem de Marx sobre as inúmeras dimensões de bitolas em estradas de ferro na Inglaterra, quando cada concorrente pretendia impor seu padrão no país, até que, através do Estado, estabeleceu-se o padrão vencedor. Medida necessária, pois a disputa, evidentemente, era um prejuízo nacional.
    Primeiro argumento liberal destruído! Imagino que os outros também dão pouco trabalho para serem ridicularizados.

    • “Não vou ler pois tenho mais o que fazer mas imagino que alguém possa ridicularizar seu argumento”…

      Cara, é incrível a semelhança entre a mentalidade de um socialista e a de um fanático religioso.

    • Parabéns Alexandre!!! Vc realmente é um autêntico marxista!
      Ler dá trabalho. E trabalho vc não quer né?
      Ficou com preguiça até de ler? Preguiçoso. Isso sim é ridículo.

      Mas deixa eu te ajudar…

      “5. Marx dizia que, dados dois produtos que contenham a mesma quantidade de trabalho médio cristalizado, aquele que teve maior quantidade de trabalho prévio seria o mais valioso. Entretanto, quando percebemos que levamos menos de 15 minutos de trabalho para se plantar um carvalho – que produz certamente uma valiosa madeira – não teremos como usar esse postulado para explicar porque, dadas duas mesas com o mesmo processo produtivo, a de carvalho ser mais valiosa, ainda que tenha custado menos trabalho prévio que a de uma mesa com outro material.”

      Liberdade é “coisa ruim” mesmo. SQN.

      Fala sério! Cérebro, está dentro do crânio pra ser usado.

    • Sobre seu “exemplo” de que o primeiro argumento liberal quebrado. Foi uma forma de se resolver a disputa, mas se deixasse as empresas resolverem entre elas, acredite, elas chegariam a um acordo. Exemplo, a porta USB que todo mundo usa foi feita por um consórcio de várias empresas, muitas delas concorrentes entre s como Apple, Microsoft e IBM, para resolver o problema que existia para conexão de dispositivos. Não houve Estado envolvido, esse é um de vários exemplos de disputas entre empresas que foram resolvidas sem intervenção estatal

  8. Primeiramente imposto é roubo, segundamente excelente texto!!!
    S.A.G., já viu aquela história do pescador, que pesca só pra subsistencia, ele está brincando com o filho dele, aí chega um grande investidor e pergunta o que ele faz o dia inteiro. Ele responde: de manhã eu saio para pescar, chego, almoço, durmo um pouco na rede, brinco com meu filho, saio pra caminhar, volto, janto e durmo. O investidor fala pra ele trabalhar o dia inteiro a fio, comprar um barco maior, contratar gente, expandir mercados, resumindo, o cara dita um plano de negocios onde levaria ele a ser um mega empresário e se aposentar milionário. No final o pescador pergunta: tá, e daí? no que o investidor responde: aí você pode dormir na rede, brincar com seus netos, sair caminhar. Enfim, a sua história desmistifica totalmente isso, se todos pensassem como o pescador estaríamos vivendo de agricultura de subsistência, parabéns para você e sua família.

    • O que há de errado nisso? Agricultura de subsistência… não foi assim que viveram por séculos e séculos?

      • E por séculos e séculos eventos climáticos causavam desabastecimento, que, por consequência, gerava fomes e mortes. Agora, experimenta analisar a condição humana a partir de dados científicos após a revolução industrial. A melhoria nas condições de vida está intimamente ligadas a geração de riquezas…

  9. A análise de valor vs trabalho apresentada é incompleta. Basicamente o valor de qualquer mercadoria não é determinado pelo trabalho, pelos materiais empregados ou qualquer outro fator. Tudo isso entra na conta do CUSTO: a produção de um produto tem um custo que é o agregado dos materiais, trabalho, custo de capital, etc e tal. O VALOR de um produto é determinado por sua UTILIDADE. As pessoas compram (e portanto pagam) por algo em função da utilidade percebida desse algo em suas vidas. Se o preço é tal que os benefícios percebidos são menores do que o esperado (e portanto a UTILIDADE do produto é superada pela utilidade de outros produtos cujos preços são mais atraentes ao consumidor) a mercadoria não é vendida por aquele preço.

    Isso vale para tudo: desde o trabalho simples vendido por um operário até um produto físico como um computador ou telefone celular.

    A questão da remuneração do trabalho se enquadra no conceito de utilidade. Quanto maior a oferta de um determinado tipo de trabalhador, menor será a remuneração pelo trabalho. Quanto maior a especialização do trabalhador, maior seu salário.

    Esta questão é importante: países que adotaram políticas de ensino pobres e equivocadas e que formam “especialistas em questão de gênero” e coisas assemelhadas (ex. USA) tem um excesso de contingente de profissionais que não servem para coisa nenhuma e, portanto, profissionais que serão sub salariados. Países nos quais os sistemas educacionais e de especialização profissional centram-se em formação de gente ÚTIL para o mercado de trabalho (nos níveis técnico, undergrad (bacharelado) e graded (pós graduação)) apresentam perfis de salário e distribuição de renda saudáveis.

    • Não é a análise que está incompleta, mas sim que Marx acreditava que o tempo de trabalho abstratamente empregado para produzir um produto era o que determinava quantitativamente o valor deste. Ele não via isto como custo. A teoria da utilidade é que supera a teoria do valor-trabalho, e observa o trabalho como parte do custo de produção.

      O seu comentário é corretíssimo, todavia, ele seria uma resposta neoclássica ao Marx — ou seja, refuta a teoria do valor-trabalho.

  10. Observação da minha parte, como filho e neto de empreendedores.
    Minha família, possuí há quase 50 anos um abatedouro de porte considerável no interior paulista, exportamos carne bovina congelada desde 1990, para quase 30 países que não barravam o produto por questões fito e zoosanitárias.
    Mas… voltando ao assunto, e em referência ao tópico de avanço da informatização e robotização dos postos de trabalho, no início, o abatedouro se resumia ao meu avô matando com as próprias mãos os bois que ele comprava ou criava, com um ou dois ajudante para destrinchar, retirar pele, vender o couro e etc. Sendo todo o trabalho quase que manual, hoje, com serras elétricas, máquinas próprias para mover o corte após o abate, pistola de pressão (antes se utilizava uma marreta para estourar à cabeça do boi), pequenas empilhadeiras, enfim… Isso tudo diminuiu em um muito o tempo de trabalho para se produzir uma tonelada de carne pronta para consumo, incluindo também a diminuição de custos de produção e acarretou à redução do preço do kg da carne para o consumidor e reduzimos o lucro na margem, para aumentarmos o lucro no volume.
    Com essa economia, no início dos anos 2000 meu pai abriu uma corretora de valores e uma financeira, gerando ainda mais empregos. O efeito foi inverso, porque a poupança que gerou, foi aplicada e gerou renda e empregos, mais prosperidade para a sociedade que ganhou como um todo. Hoje, o açougue que começou com 3 pessoas, se tornou em um grupo que emprega quase 600 pessoas. E mais de 120 com ensino superior, com salários acima do que o mercado paga.

    • Isso é mentira, impossível, impraticável, buaaaaaaa…. kkkkk… Nosso país virou tanta ladaínha esquerdista que durante um bom tempo me dediquei a tentar deixar o nosso território, agora finalmente voltei a acreditar que isto tem um futuro, está cada dia mais dificil pra esquerda acéfala argumentar e convencer alguém, principalmente porque a ladainha deles nunca evolui, é sempre a mesma há mais de 30 anos, todo empresário é ladrão e todo trabalhador é vitima, sou filho de empreendedor, porém sou prestador de serviço para grandes empresas, ninguém me explorou nem meus pais exploraram ninguém nesse processo até hoje, se sou vitima de alguma coisa foi de minhas próprias escolhas erradas em alguns momentos.

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