A história de uma inventora brasileira que é uma amostra da nossa mentalidade

Quando estava no 2° ano do ensino médio, Sayuri Miyamoto criou uma bandeja biodegradável, feita com bagaço de cana-de-açúcar, para substituir as tradicionais bandejas de isopor.

Sua invenção rendeu mais de 15 prêmios, participação em uma conferência científica em Portugal e em uma feira de ciências em New York, o prêmio “Jovens Inventores” do Caldeirão do Huck e uma semana visitando a Universidade de Harvard (EUA).

Fosse uma americana, Sayuri muito provavelmente estaria buscando investidores para financiar a produção de sua invenção em larga escala e lucrar. Mas não foi o que ela fez.

Ela preferiu gastar quatro anos da sua vida estudando Engenharia Biomédica, veja só, nos EUA.

Pode ser que a experiência lhe renda conhecimento e contatos para transformar o invento em uma empresa. Pode ser que seja apenas desperdício de tempo enquanto outras pessoas copiam sua invenção e lucram com ela, e no fim ela descubra que um pedaço de papel não significa muita coisa.

Mas nem é essa minha crítica principal.

Quando retornar ao Brasil, Sayuri não quer montar uma mega empresa, ganhar muito dinheiro, empregar milhares de pessoas e usar parte do lucro para novos inventos.

Sayuri quer voltar para aplicar seu conhecimento no Ministério da Ciência e Tecnologia, onde pretende “lutar para tornar nosso país uma referência mundial em desenvolvimento científico”.

Ê Brasil…

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30 COMENTÁRIOS

  1. Deixa a menina fazer o que gosta. A maioria das pessoas que tentam formar uma empresa falham, e ela e jovem, sem experiência, a probabilidade de falhar é enorme. E para iniciar um negócio precisa-se grana. Escolher carreira de pesquisa não é ser comunista, ou contra capitalismo, afinal o capitalismo depende da ciência. A maioria das pessoas nunca serão grandes empresários, nunca criarão empregos, poucos, pouquissimos chegam a esse nível. Enfim, se vc adora tanto business vc deveria contatar ela, ajudá-la fazer um plano de negócio e ajudar com capital inicial, ao invés de ficar enchendo o saco.

  2. “tornar o Brasil um país onde as pessoas tenham plenos direitos à vida, liberdade e propriedade”

    Sei lá, querer que todo mundo que inventa uma coisa boa na aula de ciências do segundo grau seja industrial não me parece uma opção pelo pleno direito à liberdade.

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