Atentados terroristas: até quando a esquerda vai tentar nos fazer respeitar quem nos odeia?

Mais uma vez, o mundo se comove diante das atrocidades de grupos terroristas islâmicos. Não há semana sem pelo menos uma notícia de barbaridade contra inocentes. Desta vez, contra um público de adolescentes.

Alguém já ouviu uma declaração de pelo menos um importante líder islâmico pregando respeito ao Ocidente? Não, as manifestações sempre são de ódio e guerra. Quando não estão incitando o ódio contra nós, estão fazendo-o contra eles mesmos, como vemos desde sempre entre sunitas e xiitas.

Do lado de cá, ninguém quer guerra. As pessoas só querem trabalhar, construir uma vida normal, criar os filhos, ter alguns prazeres, passar férias em algum lugar. A grande luta dos cristãos é contra o aborto. O Papa já se manifestou em favor do casamento gay. As diversas variações do cristianismo convivem bem entre si. Católicos toleram protestantes e vice-versa. Ninguém explode as igrejas de ninguém. Mas somos vítimas de grupos terroristas islâmicos que contam com a conivência de seus líderes religiosos, de suas sociedades e dos movimentos de esquerda do Ocidente. Nunca se viu uma grande manifestação de muçulmanos contra os atos de seus terroristas; e é exatamente por isso que, com cada vez mais frequência, uma bomba explode em algum lugar, um caminhão é jogado contra pedestres, pessoas são degoladas, crianças são estupradas…

O Ocidente precisa se livrar do sentimento de culpa, de uma culpa que ele não tem e nunca teve. Não temos responsabilidade sobre as tragédias daquelas sociedades. Eles vivem em guerra contra eles mesmos desde sempre. Eles desrespeitam uns aos outros desde sempre. A pobreza da maioria dos países do Oriente Médio é resultado do subdesenvolvimento social e político deles, que se mantém fechados para o mundo, presos ao radicalismo religioso misturado ao dirigismo estatal. Apesar de ainda sofrermos diversos problemas, somos nós que reduzimos drasticamente a pobreza, que massificamos a educação, que desenvolvemos a cura de diversas doenças, que criamos inúmeras tecnologias que possibilitaram à humanidade – incluindo eles − sofrer menos e viver mais.

Enquanto eles instituem diversas formas de discriminação de mulheres, gays e crentes de outras religiões, somos nós que permitimos que mulheres, gays e crentes de outras religiões ocupem cargos em governos e em empresas. Enquanto eles explodem as mesquitas uns dos outros, nós permitimos que sejam erguidas em nossas cidades templos de todas as religiões. Enquanto eles coíbem a educação e a liberdade intelectual de seus jovens, nós oferecemos bolsas de estudo para jovens de todos os cantos do mundo.

Precisamos entender que o islamismo enxerga a vida de uma forma completamente diferente da nossa. Eles nos enxergam como um bando de hereges, “infiéis”. Abominam nossa cultura. A grande maioria deles vêm morar no Ocidente por questões econômicas, incentivados por governos que oferecem muitos benefícios e nenhuma obrigação. Os governos europeus não lhes cobram sequer respeito à religião e às leis daqueles que os acolhem.

Enquanto a esquerda daqui tenta nos fazer admirar o islamismo, os líderes islâmicos continuam fazendo de tudo para que seus fiéis odeiem o cristianismo. Eles não manifestam nem uma fração da tolerância que manifestamos por eles e por todas as outras religiões. Enquanto eles obrigam que mulheres ocidentais usem véus em seus países, por aqui temos grupos de esquerda pregando a construção de mesquitas e aulas sobre as “maravilhas” do islamismo nas universidades.

Compreendo que para nós seja um tanto difícil entender o que é o islamismo; e é essa incapacidade que nos leva a tentar “catequizá-los” cultural e politicamente por meio de patéticas ações diplomáticas, ou por meio de intervenções militares quase sempre desastrosas, que na maioria das vezes nos transforma em vilões. O Ocidente tenta fazê-los se conciliarem uns com os outros, quando eles não desejam isso. Insistimos em oferecer valores que eles não querem conhecer. Não entendemos que o conceito de liberdade deles é outro, muito distinto do que acreditamos.

O islamismo é um grande entrave para o desenvolvimento de diversos povos porque restringe a liberdade das pessoas, especialmente quando se alia ao poder estatal. O cristianismo e o judaísmo, com todos seus desvios e pecados, convivem bem com a liberdade intelectual, política e econômica. Não precisamos cobrar submissão de outros povos, mas apenas respeito; e é exatamente isso o que nunca acontece.

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5 COMENTÁRIOS

  1. Ótimo texto,mas apenas uma correção:Os únicos com desvios e pecados somos nós,a fé em Cristo é irrepreensível.

  2. Gostei do artigo, no geral, apesar de algumas simplificações excessivas, como no caso da afirmação de que não haveria disputas no interior do cristianismo. Não nos esqueçamos das rivalidades e das disputas entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte.

    • Isso é coisa do passado e foi uma ocorrência restrita a uma pequena parte da Grã-Bretanha e motivada por outras questões que não religiosas. É um exemplo, portanto, limitado e irrelevante.

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