Como o estado destrói a sua vida todos os dias – e você nem percebe

“Não há nenhuma maneira de medir a qualidade e o sucesso de um produto pelo qual os consumidores são forçados a pagar.” (murray rothbard)

A História nos conta, em minúcia e detalhe, as maiores tragédias sofridas pelo homem no decurso dos séculos. Terremotos, maremotos, inundações e secas, tempestades elétricas e vulcanismo estão entre os eventos que causaram maior dano à espécie humana.

O estado, no entanto, parece ser um campeão em causar estardalhaço e destruição à vida de seus próprios cidadãos – na escala de tragédias, ele é o supremo mestre. Dentre os piores morticínios, guerras sanguinárias, execuções sumárias, eugenia e segregação, a mão legitimadora do Estado, na maior parte dos casos, estava presente.

Há, obviamente, atos suficientes para encher um livro inteiro, mas, aqui, decidi listar três deles.

  1. Impostos

Toda vez que você compra algo no supermercado, na feira ou mesmo do vendedor ambulante que não emite nota fiscal, você está pagando imposto de uma forma ou de outra: mais cedo ou mais tarde, o dinheiro que circula cairá nas mãos de alguma instituição importante, seja ela um banco ou uma loja de departamentos, que deve satisfações ao fisco. Necessariamente, de alguma forma, seu dinheiro, mesmo que indiretamente, acaba sendo recolhido pelas múltiplas taxas que temos por aqui, o que, evidentemente, representa uma perda gratuita de riqueza. Em outras palavras, toda vez que o governo leva seus recursos financeiros na forma de impostos, ele está te roubando – você não recebe nada em troca além da promessa de serviços públicos, além desse repasse acontecer de forma coercitiva, já que somos obrigados a pagar impostos se quisermos continuar vivendo em sociedade.

Além disso, cada hora, cada minuto que se trabalha, há um imposto sendo recolhido em cima, numa média de 25%. Ou seja, leitor, a cada cem horas trabalhadas, 25 você trabalha para o Estado, sem receber nada por isso. Alguns gostam de dizer que isso é escravidão. Eu, particularmente, gosto de dizer que isso é servidão – trabalhar algumas horas para si e outras horas para um “senhor” (no caso, o Estado) é idêntico às horas que os servos feudais eram obrigados a trabalhar no manso senhorial, durante a Idade Média. O imposto comum é a talha; o imposto em cima do trabalho, é a corveia. Sim, leitor: o Estado age, literalmente, de forma medieval.

No final das contas, os impostos sobre produtos, sobre transações financeiras ou sobre o trabalho são a mesma coisa: roubam sua riqueza, suas horas trabalhadas, seu tempo de vida. Gasta-se energia vital para servir o Estado que, conforme todos sabemos, é corrupto e, no melhor dos casos, incompetente, não por uma questão de gestão, mas sim, por uma questão ontológica.

  1. Banco Central

Um Banco Central, em teoria, é uma entidade que tem como função ditar os rumos da economia, ou seja, coordenar a política econômica de um país. O Banco Central garante o valor da moeda, as taxas básicas de juros, o câmbio e gere a dívida pública.

Na cabeça de um economista da Unicamp, por exemplo, é maravilhoso que haja uma entidade central num país para evitar os excessos do mercado, os juros extorsivos das entidades de crédito e para controlar o câmbio monetário. Sem embargo, para quem vive no mundo real, não é bem assim que a coisa funciona.

O Banco Central, por ser uma entidade controladora e que, na maior parte das vezes, senão todas, vai contra as tendências naturais do mercado e impõe limites sobre as trocas voluntárias e os rumos da economia, cria uma situação artificial que pode perdurar um, dois, dez anos, mas que, no final, quando não houver mais caixa para subsídios e os outros diversos recursos pelos quais o BC estende seus tentáculos sobre a riqueza, a artificialidade cede: é o que é chamado, comumente, de “estouro da bolha”. E, quando essa bolha estoura, em vista de todas as relações econômicas forçadas que o Estado, por meio do banco, criou, a compensação se dá no aumento da inflação, na desvalorização da moeda corrente frente às demais, enfim, no caos econômico que, para ser vencido, necessita da retomada do crescimento – coisa que nenhum Banco Central é capaz de fazer, com nenhuma de suas políticas econômicas mirabolantes.

No final das contas, quem paga a conta pela ingerência estatal na economia é o próprio povo, com aumento dos impostos para saldar a dívida pública e diminuição do poder de compra, que, na realidade, faz com que os trabalhadores tenham que trabalhar mais para comprar menos, desperdiçando as horas de cidadãos que nada tinham a ver com os fracassos do governo.

A moeda estatal, paralelamente, é outro instrumento do governo para centralizar a economia e te atrapalhar – uma vez obrigados a usar o Real, todos acabarão arcando com o ônus das despesas governamentais e com os insucessos financeiros do governo.

Naturalmente, os políticos, quando tal situação ocorre, dizem que a “culpa é do mercado desregulado” e que é preciso “mais controle da economia” para que o país volte a crescer. Toda vez que uma troca voluntária é impedida, ou que uma troca ocorre de maneira forçada, que é o que governos geralmente fazem, nada se produz; pelo contrário, cria-se uma dívida que jamais existiria em condições de livre-mercado.

  1. Direitos

Ayn Rand, com maestria, resumiu o efeito prático dos direitos em A Revolta de Atlas:

“O plano era o seguinte: cada um trabalhava conforme sua capacidade e recebia conforme sua necessidade […] É como derramar água dentro de um tanque onde tem um cano no fundo puxando mais água do que entra, e cada balde que se derrama lá dentro o cano alarga mais um bocado, e quanto mais se trabalha, mais exigem de nós, e no final estamos despejando balde quarenta horas por semana, depois quarenta e oito, depois cinqüenta e seis, para o jantar do vizinho, para a operação da mulher dele, para o sarampo do filho dele, para a cadeira de rodas da mãe dele, para a camisa do tio dele, para a escola do sobrinho dele, para o bebê do vizinho, para o bebê que ainda vai nascer, para todo mundo à sua volta, tudo é para eles, desde as fraldas até as dentaduras, e só o trabalho é seu, trabalhar da hora em que o sol nasce até escurecer, mês após mês, ano após ano, ganhando só suor, o prazer só deles, durante toda a sua vida, sem descansar, sem esperança, sem fim.”

O tempo todo, em toda parte, fala-se em direitos – “Direito à moradia”, “Direito ao trabalho”, “Direito à saúde”, “Direito à educação”, estando, inclusive, muitos desses direitos na Constituição Brasileira.

A pergunta é: se esses direitos existem, quem os garantirá? Ora, obviamente é a entidade maior, o Estado. Conseguintemente: uma vez que o Estado os garante, quem dará recursos para o Estado prover isso? Os próprios cidadãos. Então, a legislação cria direitos, que são garantidos pelo Estado, e este é sustentado pelos habitantes do território, ou seja, os direitos são garantidos pelos próprios pagadores de impostos. Trocando em miúdos, direitos são obrigações para com os outros. Sempre que se cria um direito, deve-se ter em mente que o dinheiro não só virá de um pagador de impostos; bem como, passará pela mão de algum burocrata, e aí já sabemos como a história termina.

A simples existência de um “direito” já legitima a existência de um aparelho repressor que arrancará, à força, o capital de outra pessoa para fazer tal direito valer. Todos querem viver às custas do Estado, mas ninguém lembra-se que o Estado vive às custas de todos.

Assim, leitor, um grupo de burocratas, junto com legisladores – eleitos e pagos com o seu dinheiro – criam entraves a sua vida, enquanto gozam dos mais altos luxos, sem ninguém saber como. Políticos, esses sim, são os verdadeiros portadores dos direitos, os grandes beneficiários da política econômica estatal e os que angariam os recursos conseguidos com os impostos.

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