Conheça o país africano com IDH melhor que Cuba

Port Louis, capital da ilha africana Marício
Port Louis, capital da ilha africana Maurício

Você provavelmente já deve ter ouvido falar na escola que Cuba deve ser modelo a ser seguido no Brasil, pois na ilha caribenha o índice de analfabetismo é extremamente baixo, o número de moradias é elevado e a taxa de mortalidade infantil é baixa. Mas você não deve ter escutado ou lido em algum jornal importante que existe uma ilha africana, com 10% do tamanho de Cuba, que possui índice de desenvolvimento humano de países de primeiro mundo: a ilha Maurício.

A explicação é muito óbvia. Não se ouve falar do exemplo africano porque o sucesso de Maurício não pode ser explicado por medidas sociais defendidas pela esquerda. Como a maioria dos jornalistas e professores são alinhados às retóricas progressistas, eles evitam, então, ensinar ou informar a população de algo que vai contra seus ideais. Às vezes nem é de propósito, é somente ignorância mesmo, não é fácil se informar onde um conhecimento não atingiu o “mainstream” político.

Outra informação ainda não propagada é a história cubana. Pouca gente sabe quais eram os indicadores sociais de Cuba antes da revolução. Por exemplo, mais de 90% das construções em Cuba, que são usadas para moradia, foram erguidas no período pré-revolução e a grande maioria atualmente está às ruínas por falta de manutenção. O próprio governo cubano já admitiu que existe um deficit habitacional que afeta mais de um milhão de pessoas, quase 10% da população.  Ou seja, foi o período capitalista que garantiu as poucas moradias existentes hoje, e o próprio governo já tomou algumas medidas para voltar e permitir especulações e construções imobiliárias, isto é, ir contra as medidas defendidas pela esquerda para garantir moradias aos cubanos.

Em relação aos indicadores sociais como Saúde e Educação, as informações do período pré-revolução de Cuba também ficam escondidas. Em 1957, Cuba tinha a 13° melhor taxa de mortalidade infantil no mundo, hoje, apesar de continuar entre os primeiros da América latina, em nível mundial caiu para 43° do ranking.  A taxa de alfabetismo talvez foi o único mérito de Fidel, mas Cuba já tinha um elevado nível de alfabetizados. Antes da revolução, Cuba estava em 3° da América latina e hoje está em 1°. A diferença é que no período pré-revolução os cubanos tinham a liberdade para adquirir conhecimento. Hoje, a maioria não tem acesso livre à internet e só podem ler livros autorizados pelo governo socialista.

A ilha africana Maurício, teve um processo de colonização bem semelhante ao de Cuba, escravos eram usados na produção de cana-de-açúcar para enriquecer os colonizadores. Mas ao contrário de Cuba — que havia deixado de ser explorada pelos espanhóis há muito tempo, desde 1898, com apoio do Tio Sam (americanos malvados, não?) – Maurício conseguiu independência dos ingleses somente em 1968, um pouco mais de 45 anos atrás. Em 1975, quando Cuba acabara de perder a posição de uma das economias mais ricas do mundo, chegara a superar até o PIB/per capita da antiga colonizadora Espanha, a ilha africana era extremamente pobre, mais de 40% da população viviam abaixo da linha da pobreza (taxa comum de países africanos nos tempos atuais) e uma grande maioria não tinha lugar para morar. E algo mudou desde então.

Na década de 70, enquanto Cuba dirigia sua economia em direção ao socialismo soviético, Mauricio passou por um enorme processo de liberação da economia. E hoje a ilha colhe os frutos do “excesso” de capitalismo. Em 2010, a população que vivia abaixo da linha da pobreza caiu para 2%, a menor taxa da África Subsaariana.  O número de moradores com casa própria subiu para 87% em 2011. Atualmente, segundo o instituto Heritage, a economia da ilha africana foi classificada como uma das mais livres do mundo, superando até mesmo países como Alemanha e Japão. O alto índice de liberdade econômica gerou riqueza e prosperidade nesse pequeno pedaço de terra africano, no ranking de desenvolvimento humano, por exemplo, Maurício já supera Cuba e inclusive o Brasil.

Diante de tantos dados positivos para um país africano fica até vergonhoso não encontrar informações como essa em livros escolares ou em alguma matéria de um jornal importante. Em tempos onde os socialistas “monopolizam” o saber, é preciso fazer um enorme esforço para buscar a verdade. Ou senão vamos continuar achando que um país localizado no Caribe, cujo o maior salário não passa de R$ 100,00, é exemplo de prosperidade e desenvolvimento para todas as nações.

Referências:

http://super.abril.com.br/cotidiano/fidel-castro-deu-educacao-saude-ao-povo-cubano-620289.shtml

http://www.sjsu.edu/faculty/watkins/cubanfirsts.htm

http://siteresources.worldbank.org/AFRICAEXT/Resources/Mauritius_success.pdf

http://hdr.undp.org/sites/default/files/hdr15_overview_pt.pdf

http://www.heritage.org/index/ranking

 

 

 

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10 COMENTÁRIOS

  1. Será que não é um delírio querer comparar o Brasil com ilhas pequenas (Cuba, Singapura, Mauríciu…etc)???

    Não seria mais fácil falar que poderíamos estar entre paradigmas mais parecidos com o Brasil (observado suas especificidades históricas, econômicas e políticas – falo de especificidade política que vai além do simplismo de comunismo/libertarianismo que perpassa em entender social democracia, liberalismo, trabalhismo, entre outros modelos utilizados)….???

    Será que não poderíamos melhor fazer escolhas se queríamos ser algo parecido com o México ou com a Austrália (países mais parecidos, mas que fizeram/fazem escolhas diferentes do Brasil)???

    Os países mais desenvolvidos do mundo são os Escandinavos e alguns europeus… mas acho que nossas escolhas mais imediatas podem nos levar a serem mais parecidos ou com o México ou com a Austrália…

    Será que eu estou saindo muito da cortina de fumaça que querem realizar com essa “verborragização emociona” entre comunistas/bolivarianos/mortandelas e libertários/neo-liberais/coxinhas???

    As escolhas impõem a reflexão de como os brasileiros (ou o indivíduo ou o coletivo dos brasileiros) ganhariam mais com suas escolhas…. e isso se sustentaria ao longo dos tempos? Será que nascemos para lamber as botas dos outros e nunca fazer reflexões para que quem possa ganhar seja os brasileiros (indivíduos ou o coletivo de pessoas do Brasil ou o Estado do Brasil)…

    Será que realmente temos o pensamento livre??? Ou se vigora uma “sapiência seletiva” em que se enxerga apenas o próprio umbigo e próprias convicções… mesmo que furadas e superadas em outros lugares com os quais poderíamos aprender.

  2. Para mim, o caso de Cuba foi semelhante ao Brasil em 2002, quando Lula se elegeu. Criou-se uma atmosfera politica que o advento de um governo socialista seria o trunfo do progresso e a nova esperança para um país melhor. Muitos acreditaram nisso e deram seu voto, e o resultado final foi essa catástrofe politica e social. Se tivessemos continuado com o sistema de governo iniciado por FHC e sua equipe econômica (por mais que nao se queira acreditar, o mérito do plano real e da melhora econônica são delea sim, vide o tripé macroeconômico) poderiamos ter atingido o status de país com os melhores indices econômicos e sociais, estando no patamar de muitos países desenvolvidos. Cuba esta acordando aos poucos desse pesadelo socialista, assim como a China estão deixando de lado isso. Não quero dizer que o socialismo, pelo menos em teoria, não seja ruim mas, a população em geral, bem como os governantes não estão prontos para esse sistema. O certo é deixar o Liberalismo atuar no globo para caminharmos para a evolução em todos os aspetos.

  3. Se a situação de Cuba era tão boa no tempo da ditadura de Batista como o artigo quer fazer crer, como se explica que um punhado de revolucionários tenha conseguido derrubar aquele governo sob as barbas do Tio Sam?
    E que moral temos para fazer tais críticas se o nº de miseráveis no Brasil é três vezes maior do que a população de Cuba? Apesar de termos território, população e recursos naturais cerca de vinte vezes maiores!
    A questão fundamental é a forma como se distribuem socialmente esses recursos.

  4. Cuba é um país de potencial tremendo , entretanto sob as mãos de ferro da ditadura castrista e seus partidários comunistas/ socialistas os quais impuseram através da força um regime totalitário, somente com uma abertura política e econômica para reverter tal quadro caótico que tal país encontra há meio século , triste e vergonhoso saber que no Brasil há pessoas supostamente esclarecidas que defendem tal modelo de governança corrupta e autoritária tanto para Cuba bem como para o Brasil , isso é uma postura totalmente desumana que retrata o grau de degradação moral em que tais defensores de tal regime totalitário e opressor estão.

    Vamos torcer para que haja abertura e o povo cubano seja respeitado nos seus direitos e que tal regime totalitário seja deposto e uma era de liberdade surja e o povo tenha dignidade e viva feliz.

  5. A esquerda no Chile também é muito forte, mas isso não significa que o país é socialista, bem como nos EUA. O que importa são os incentivos que as instituições garantem e dão aos indivíduos. Isto tornou, o Chile um país economicamente livre. O sucesso de uma economia livre independe de um líder ou maioria esquerdista, até que se alterem essas características esses países poderão gozar disto por muito tempo ainda. A Venezuela, por exemplo, levou mais de 15 anos para atingir a beira do abismo hoje. Riquezas não desaparecem de um ano para o outro.

  6. Grandes, mas vcs sabem que a esquerda de lá eh mto forte neh? No ano de 2000, por exemplo, a republica parlamentarista elegeu para mais de 90% das cadeiras de seu parlamento políticos de esquerda. Nao sei de que forma o liberalismo economico eh exercido na ilha. O liberalismo político sim, até compreendo, no que se refere aos direitos humanos, direitos civis e políticos. Nao sei que excesso de capitalismo eh esse, que trata a materia. A economia de lá depende 60% de commodities (açucar, tabaco).

  7. sem falar que as estatisiticas sobre cuba são extremamente questionaveis, pois são dados oficiais, ai ja viu. Mesmo onde temos liberdade de imprensa, como no brasil, o governo menti descaradamente para popolução, sonega informação, distorce dados, uisam estatiticas duvidosas. E onde ha uma ditadura como a cubana? os dados são inconfiaveis. É como esta lorota de mortalidade zero, em um pais que o aborto é livre, a população é pauperrima, não tem acesso a remedios de qualidade, comida, assistencia medica digna.. para cima de mim não enganam mesmo!!

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