Defender a guerra estatal às drogas é defender os bandidos e desvalorizar a vida dos policiais

Entre 1994 e 2016, passaram pela PM do Rio de Janeiro cerca de 90.000 policiais. Desses, 3.234 foram assassinados e 14.452 foram feridos. Outros 2.751 PMs foram afastados por problemas psiquiátricos. Os dados foram informados pela própria PM-RJ.

Só nesse ano, mais 100 PMs foram assassinados.

É um percentual de PMs mortos (3,59%) superior ao dos soldados americanos mortos na Primeira Guerra Mundial (2,46%), na Segunda Guerra Mundial (2,52%) e no Vietnã (0,98%).

Como bem disse o comandante da comissão de vítimas da PM-RJ: “A polícia não tem a função de guerrear. Essa é uma anomalia que estamos sendo submetidos no Rio de Janeiro. A função da polícia é proteger”.

Sim, GUERRA.

Uma guerra estúpida, criada por Nixon nos EUA, em 1971, que coloca policias para caçar derivados de plantas que foram usados por toda a história da humanidade, mas que, recentemente proibidas pelo estado, criaram cartéis formados justamente por aqueles que não respeitam as leis: os criminosos.

Enquanto diversos estados americanos aos poucos acabam com a guerra estatal às drogas, no Brasil, colocamos PMs com 38s para subir morros atrás de um cartel fortemente armado e que sujeita milhões de pessoas, a ampla maioria delas pobres, a tiroteios, mortes e medo constante.

Tudo isso enquanto temos 58.000 assassinatos por ano, 45.000 estupros e mais de 1.000.000 de assaltos, crimes com vítimas que são deixados de lado para que o “papai estado” impeça que as pessoas prejudiquem seus próprios corpos.

Se você apóia a guerra estatal às drogas, por qualquer motivo que seja, você não apenas defende que esse panorama continue acontecendo, como está ao lado dos cartéis de criminosos que dominam a venda das drogas.

Os liberais preferem que esses cartéis sejam extintos. E a única foram de fazer isso é retomarmos o que funcionou em toda a história humana: que as pessoas sejam livres para serem estúpidas a ponto de estragarem seus próprios corpos, e que a venda deixe de ser controlada por aqueles que não respeitam as leis, para que passe a ser descentralizada e feita por aqueles que respeitam.

Defender a guerra estatal às drogas é defender os bandidos e desvalorizar a vida dos policiais.

47 COMENTÁRIOS


  1. Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
    Guilherme Almeida

    Não acredito que a liberação das drogas acabe com o tráfico, na verdade, só beneficiará os atuais traficantes, aumentando o lucro deles. Eu digo isso porque a partir do momento que existisse uma legalização para entorpecentes, o estado passaria automaticamente a cobrar imposto sobre o produto, como faz hoje com cigarro e álcool. Imposto esse que é um dos mais elevados do Brasil (cachaça: 81,87% e o cigarro: 80,42% do valor do produto), então, por que com outras drogas seria diferente? Analisando esse cenário, é fácil perceber que o usuário vai preferir pagar barato. A maconha, por exemplo, pode ser facilmente cultivada, facilitando ainda mais o comércio ilegal. Agora vamos pegar as favelas do Rio, tomadas por carteis de tráfico. Você acha que o traficante, dono do território iria ceder espaço para concorrência? É claro que não. A perspectiva é que ele continue dominando a venda de entorpecentes, agora legalmente e com um lucro muito maior.


    • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
      Marcelo Faria

      Da mesma forma que o fim da lei seca americana beneficiou o grupo de Al Capone e similares, que hoje dominam a venda de bebidas no mund… não, pera, eles sumiram do mapa.


  2. Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
    José Julio

    Texto estúpido.

    O Uruguay liberou a maconha e o crack veio atrás trazendo violência.

    No Colorado(USA), já notam aumento de violência e piora de desempenho escolar entre adolescentes.

    Texto estúpido.


    • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
      Marcelo Faria

      Estúpido é o seu comentário. Por dois motivos:
      1. O Uruguai não “liberou a maconha”. O Uruguai estatizou a maconha. Quem chegou mais perto do modelo de liberação – e mesmo assim, não é totalmente liberada – foi o Colorado e outros estados americanos.
      2. TODOS os crimes no Colorado tiveram redução depois da semi-liberação da maconha. Sem exceção.
      Comentário estúpido.


  3. Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
    Adriano

    Exemplos de fracasso em proibição por parte do estado não faltam(alguém ai lembra da proibição das bebidas alcoólicas nos EUA, deu certo pra caramba né ?), mas fazer oque as pessoas insistem que o estado deva controlar ou não se o individuo pode ou não ferrar com o próprio corpo,


  4. Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
    Aloisio Siscari

    E digo mais, nenhum drogado é filho de chocadeira. Tem que pegar essa gente drogada nas ruas e levar pra suas respectivas famílias. Se as famílias não cuidarem de seus rebentos e o drogado for internado em hospital público ou coisa do tipo, a conta tem que ser enviada pra família do drogado em vez ser paga pelo Estado. A mesma coisa se o drogado for preso. A conta da “hospedagem” tem que ser paga pela família e não pelo contribuinte.


    • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
      Ex-microempresário

      Vale também para quem é internado por beber demais? E fumante com câncer no pulmão? Ataque cardíaco para quem frequenta churrascaria?
      Não é melhor então abolir todas as escolhas individuais e colocar nossa vida na mão do papai governo de uma vez?


  5. Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
    Aloisio Siscari

    Texto totalmente equivocado. Quem consome maconha, cocaína, etc., torna-se o que na vida? um grande filósofo, engenheiro, escritor? E quem consome droga não prejudica só a si própria, também prejudica a família toda: pai, mãe, irmãos, tios, avós, etc. E permitir a venda de droga é permitir que vagabundos enriqueçam sem trabalhar, pois produzir drogas não é trabalho digno de ninguém. Morte aos traficantes! Quero ver droga entrar no país tão facilmente.


    • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
      Marcelo Faria

      Então o pessoal da Ambev e da Souza Cruz enriqueceu sem trabalhar? Devem ser assassinados?


    • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
      Paula Tejando

      Aloisio:

      Charles Dickens e Samuel Taylor Coleridge gostavam de um ópio. Baudelaire curtia um haxixe.
      Edgar Allan Poe, Tennessee Williams, Ernest Hemingway, Tchaikovsky, van Gogh – todos alcoólatras.

      Winston Churchill também curtia um whisky.

      Philip K. Dick de vez em quando tomava uns rebites e escreveu os livros e histórias que deram origem a

      Blade Runner, o Caçador de Androides
      Total Recall (O Vingador do Futuro)
      Minority Report
      A Scanner Darkly (O Homem Duplo)

      Só estou brincando de advogado do diabo, é claro que nem todo mundo nasce pra brilhar apesar (ou por causa) dos próprios vícios, mas a noção de que todo usuário de droga é um fodido na vida não é muito acertada.

      Segundo o World Drug Report da ONU de 2017, estima-se que 255 milhões de pessoas consumiram drogas ilegais naquele ano. Dessas, cerca de 11,6%, ou pouco menos de 30 milhões de pessoas no mundo todo, são consideradas como usuários “problemáticos” que sofrem com distúrbios causados pela droga, como dependência.

      Note que isso não inclui o consumo de álcool e drogas legalizadas, são apenas drogas ILEGAIS.

      Não chequei nem a metodologia e nem os dados e fontes do relatório, então não faço qualquer afirmação categórica. Nem estou tentando minimizar o potencial destrutivo das drogas, mas o relatório certamente indica que a grande maioria das pessoas que usam algum tipo de droga não vão necessariamente acabar a vida pagando boquete na estação da luz em troca de pedra.

      Mas esse não é o ponto crucial do relatório. O que nos interessa de verdade é o número de usuários do produto. 255 milhões de pessoas, o que corresponde a 1 em cada 28 viventes mais ou menos.

      Pra você ter uma ideia, se somarmos todas as populações da Alemanha, do Reino Unido, da França, Canadá, Dinamarca e Islândia, não chega a 255 milhões de pessoas.

      O Netflix, que é barato e de fácil acesso, tem 104 milhões de assinantes no mundo inteiro hoje.

      Como acabar com um negócio global que tem uma demanda tão monstruosa?

      Não vai acabar nunca. Pode combinar repressão maciça, educação, doutrinação, pena de morte e trabalhos forçados, que não vai funcionar.

      Veja o álcool, por exemplo. Tem gente que não bebe, tem gente que bebe socialmente. Tem gente que toma um pilequinho de vez em quando, dá risada e não enche o saco de ninguém. Tem bêbado chato que passa da conta, faz discurso e dá vexame. Tem gente que enche a cara e dirige. E tem gente que bebe até morrer de cirrose.

      O que aconteceu quando proibiram o álcool nos EUA?

      Como ninguém mais podia produzir, transportar ou vender legalmente, a máfia, que até então operava com jogos de azar, roubos e prostituição, viu ali a oportunidade de abrir um novo mercado negro para atender a uma demanda reprimida.

      E para a surpresa de ninguém, todo mundo continuou bebendo. Todo mundo sabia onde ficava o bar clandestino (speakeasy) mais próximo.

      As quadrilhas de mafiosos ficaram poderosas a ponto de se tornarem um poder paralelo. O crime explodiu, as gangues se enfrentavam a tiros nas ruas, a corrupção da polícia chegou a níveis inéditos e até políticos eram comprados com o dinheiro da máfia das bebidas.

      Qualquer semelhança com a nossa situação atual NÃO é mera coincidência.

      E durante 13 anos, o governo Americano gastou uma fortuna tentando fechar a fronteira, mas o contrabando só aumentou, e o povo continuou bebendo.

      Gastaram uma segunda fortuna tentando fiscalizar, mas as destilarias e bares clandestinos brotavam do dia para a noite feito cogumelos, por toda parte, e o povo continuou bebendo.

      Gastaram uma terceira fortuna para vigiar e punir. Morreu um monte de gente, lotaram as cadeias… e o povo continuou bebendo.

      Perderam uma quarta fortuna em impostos que deixaram de ser recolhidos (e que fizeram uma falta danada quando a grande depressão bateu em 1929).

      Treze anos e os únicos resultados foram um enorme desperdício de dinheiro, a ascensão meteórica do crime organizado e um longo derramamento de sangue em uma uma luta inútil contra a natureza humana.

      No final, a solução foi acabar com a proibição e regularizar a bagaça, mantendo algum nível de controle sobre a produção e a distribuição.

      E o povo? Continuou bebendo.

      No final todo mundo percebeu que o consumo do álcool era um problema muito menor do que ter que lidar com a imensa estrutura criminosa que surgiu para atender a essa demanda reprimida.

      É uma realidade amarga, mas nem por isso menos verdadeira, e essa é exatamente a nossa situação agora.

      Drogas são um negócio extremamente lucrativo. Sempre haverá uma demanda forte e garantida.
      Mantê-las na clandestinidade só vai servir para enriquecer bandidos, e mais nos gabinetes do que nos morros.

      A quantidade de crimes diretamente relacionados ao tráfico é absurda. Homicídios. Roubos e receptação de veículos e cargas. Tráfico de armas, porte ilegal. Corrupção maciça em todas as esferas do poder público.

      Os crimes ligados ao tráfico respondem pela vasta maioria das prisões e condenações. Mesmo com a baixíssima taxa de elucidação de crimes do nosso judiciário (em torno de 8% dos crimes reportados, se não me engano), as cadeias estão abarrotadas com 600+ mil presos.

      Estamos queimando um everest de dinheiro a cada ano no combate às drogas, e a cada ano o consumo aumenta, o poder dos traficantes aumenta, os roubos e homicídios aumentam.

      Acho que é hora de reconhecer que o único objetivo dessa “guerra” é usar a estrutura do estado e a grana do contribuinte para garantir a uma seleta camarilha de patifes o monopólio desse negócio.

      Não seria melhor legalizar com uma taxação sensata?

      1. Eliminaria a recompensa para o tráfico, que é um crime de fácil entrada. Droga se vende sozinha e o usuário é que vai atrás. Se o usuário pode comprar na farmácia, de laboratório autorizado e a um preço competitivo, vai ter que estar desesperado pra subir o morro e comprar pozinhos de origem duvidosa.

      2. Eliminaria a motivação para os crimes acessórios. Muitos jovens empreendedores da comunidade dão seus primeiros passos rumo ao sucesso roubando um carrão, trocando por uma pacoteira e abrindo a lojinha. Depois que conquistou a clientela tem que dar uns tiros em alguém de vez em quando pra defender a boca, e assim vai. Claro que ainda vai ter roubo e assassinato, mas tornar o tráfico pouco atraente em termos de rentabilidade também reduziria outros delitos relacionados.

      3. Geraria um monte de receita que poderia ser aplicada em iniciativas de prevenção e tratamento.

      4. Desoneraria a polícia, o judiciário e o sistema prisional, que estão paralisados nessa ciranda de prender e soltar peixe pequeno enquanto os tubarões fazem a festa.

      Entendo muito bem quem é contra, porque essa não é uma solução perfeita, é apenas a escolha de um mal social menor. Mas enquanto a gente fica parado esperando a solução perfeita aparecer, a coisa só piora. Intensificar a repressão não vai funcionar, como não funcionou em lugar nenhum do mundo, nem nos EUA.

      Já passou da hora de tentar alguma coisa diferente.


  6. Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
    Rafael D Acosta

    É um tema não obvio pois a liberação muito provavelmente gerará um maior número de usuários em situação degradada e vivendo a margem da lei como temos nas cracolândias. Em princípio acho que os argumentos do texto fazem sentido , mas é importante dizer como essas pessoas serão controladas. Não adianta nada parar de gastar com a polícia para passar a gastar o mesmo valor em saúde ou recuperação de drogados e pior ainda é deixar que se formem locais como as cracolândias que prejudicam comércio , turismo e a vida dos cidadãos que nada querem ter a ver com as drogas. Qual seu pensamento sobre esses pontos?


    • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
      Marcelo Faria

      O estado já gasta com recuperação de drogados, vide o SUAS federal, o Recomeço estadual em SP, etc. As cracolândias já existem hoje, quando as drogas são proibidas, o que diz muito sobre como a proibição não funcionou.


  7. Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
    Bernardo Hermano Apsan

    Resume tudo o que eu penso. Faltou dizer que os consumidores – aqui eu rejeito a noção de que todos são viciados) – tem direito a uma droga onde se conheça as quantidades de cada substância e que sejam feitas em condições higiênicas sem a adição ( desculpe o trocadilho) de “carga” para aumentar volume.


  8. Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
    PATRICK

    Leio esses comentários e fico triste, pois vejo que o caminho é ainda mais longo…


  9. Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
    Felipe LR

    Prezado Marcelo,
    Primeiramente, gosto muito de seus textos, mas tive dificuldade de compreender esse, pois acredito que um mercado negro das drogas se formará inevitavelmente com a liberação das mesmas. Ademais, como utilizou a palavra droga em sentido amplo, o que dizer do uso liberado do crack, sabendo que esta droga marginaliza e crimes decorrentes desta marginalização continuarão ocorrendo e, em razão da liberação, aumentando?

    Abr


    • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
      Ex-microempresário

      Qual o tamanho do mercado negro de vodka? pinga? uísque? cerveja? cigarro? charuto?
      Eu não conheço ninguém que deixe de tomar uma antártica para tomar uma cerveja sem marca comprada de um traficante na esquina.


  10. Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
    Márcio Paes

    Marcelo, muito interessante o seu projeto e seus artigos. Mas, este é um dos pontos que me fazem não ser liberal. Apesar de todo respeito intelectual aos economistas liberais. Pode-se olhar em relação à eficiência (seja econômica ou social); que, segundo entendo, é o argumento liberal sobre este tema. Porém, não penso que temos elementos suficientes, baseados em dados concretos, que a liberalização das drogas, resolveria os problemas apontados em seu artigo (e realmente são problemas sociais graves).

    Ademais, além da questão da eficiência da liberalização das drogas. Entendo que este tema só é apontado pelo ótica da “Thesis”. Como se a proibição às drogas, presente na maiorias das sociedades, tivesse sido criada sem que antes existisse nas sociedades como normas “Nomos”. Esta distinção de Hayek (apesar de não se referir às drogas utilizando estes conceitos), para mim, é uma importante chave para a compressão dos limites da liberdade.


    • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
      Marcelo Faria

      Todas as drogas foram liberadas em todo o mundo até a Convenção do Ópio de 1912. E a guerra estatal às drogas começou de fato com Nixon em 1971.
      No mais, para entender a lógica liberal sobre o tema, recomendo: https://www.youtube.com/watch?v=-shwabBMEXQ


  11. Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
    João

    Seguindo essa logica, o cigarro é uma droga liberada, mas muitos consumidores preferem os cigarros de contrabando que são mais baratos, sem mencionar os CD piratas que já foi explorado acima. Agora, me expliquem como fica aquele garoto da favela que não trabalha e nunca tem dinheiro, como ele vai fazer para comprar a maconha na loja da esquina? Será que não irão aumentar os crimes como furtos e latrocínios, tudo para que o viciado consiga dinheiro para comprar as drogas liberadas?


    • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
      Marcelo Faria

      O tabaco não é uma droga liberada, é uma droga legalizada e controlada pelo estado. O contrabando existe justamente porque o estado impõe altos impostos sobre os cigarros de tabaco. Sem impostos, o contrabando não faria sentido econômico de existir.
      Com relação ao segundo questionamento, cabe lembrar que nenhuma loja que respeite as leis aceita produtos roubados como pagamento.


  12. Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
    André

    Vender drogas para um dependente químico é uma agressão na minha opinião.


    • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
      Ex-microempresário

      Então vc é a favor da proibição de todas as bebidas alcoólicas e do cigarro?


  13. Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
    Matheus Ferreira

    Marcelo, acompanho aqui seus textos e muitos deles são excelentes. Mas há um problema que eu não vejo nenhum liberal/libertário comentando: os casos de FRACASSO dá liberação das drogas em diversos países. Peguemos o exemplo do Uruguai onde o tráfico de maconha só aumentou depois que a liberaram e o consumo de outras aumentou a invés de diminuir, o que dizer sobre esse país? E o que dizer sobre a Holanda onde os próprios políticos que liberaram as drogas agora se arrependem? (Linksys no final). Veja bem, não estou aqui negando que a guerra estatal às drogas é um fracasso, mas qual é a solução eficaz? Porque simplesmente liberar a maconha e pronto, não resolveu o problema. Nós não queremos apenas soluções, nos queremos soluções que funcionem?


    • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
      Marcelo Faria

      O Uruguai não é um exemplo de liberação das drogas, mas sim de estatização da maconha. E a Holanda em nenhum momento liberou as drogas, pelo contrário, apenas autorizou o uso da maconha em alguns locais. No mais, o parlamento holandês aprovou a autorização para cultivo da planta há poucas semanas.
      O exemplo do Colorado é melhor para exemplificar algo próximo do que os liberais defendem: http://www.ilisp.org/noticias/maconha-legalizada-no-colorado-esta-falindo-cartel-de-traficantes-de-drogas/


  14. Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
    luiz cavagnoli

    mmmm, faltando uma “caneta desesquerdizadora” nessa matéria……
    Como se a zumbilandia (cracolândia) não fosse fonte de assaltos, homicídios, estupros, etc….
    Esse raciocínio de que se liberar drogas vai acabar o trafico é muito errado!!! Vide cigarro…. é legalizado e ainda sim há MUITO tráfico.
    Com a diferença que ninguém mata pra pegar um cigarro….. já as pessoas que “estragam seus próprios corpos”!
    mesmo paises como holanda que tem um acesso maior (não é 100% liberada) também tem um controle bastante rigido.


    • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
      Ex-microempresário

      Não existe tráfico de cigarro. Existe descaminho, que é uma forma de sonegação de impostos.


      • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
        Igor

        Isso depende. A Lei 9.532/97 veda a importação de cigarro que não é fabricado no país de origem (artigo 46). Também não se pode importar cigarro de fabricantes que tiveram o registro especial cassado no país (decreto-lei 1.593/77). Nestes casos, o crime é de contrabando, o que nós tratamos comumente como tráfico de cigarro.


        • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
          Ex-microempresário

          Misturar termos jurídicos só aumenta a confusão. Na prática, tráfico é vender algo que é proibido (maconha, cocaína, etc). Contrabando ou descaminho é vender algo que é permitido dentro do país, mas não é permitido trazer de fora; as razões geralmente são político-econômico-arrecadatórias, ou seja, proteção aos oligopólios locais e garantia de arrecadação de impostos.
          Apenas como exemplo: é proibido trazer pneus de outro país. Se vc estiver viajando de carro pela Argentina e um pneu estourar, pela lei ou você abandona o carro lá ou manda vir um pneu do Brasil. Se seu carro voltar ao país com um pneu comprado lá, é crime de contrabando. Agora, isso tem algo a ver com tráfico? Devemos criminalizar os pneus para “reprimir os traficantes”? Óbvio que não.
          Voltando ao assunto: cigarros e bebidas (e outras coisas) vem do Paraguai por pagarem menos impostos, o que os torna mais baratos. Não tem nada a ver com tráfico de substâncias proibidas.


          • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
            Igor

            Não é questão de “misturar” termos jurídicos, mas de dar as definições corretas.

            “Tráfico” é um termo genérico para a operação e/ou comercialização ilícita de algo. Por isso existe desde tráfico de drogas a tráfico de influência. O bem comercializado pode ser lícito, mas obtido de forma ilícita, ou simplesmente ilícito.

            Logo, contrabando e descaminho são, na definição genérica, tráfico. E existe tráfico de cigarro, tanto na forma do descaminho, como, principalmente, no contrabando. Sendo que eu usei a forma comumente usada, ou seja, tratar como tráfico somente o contrabando.

            Sobre os pneus, não há impedimento de se importar, desde que esteja homologado em nosso país. Então se um pneu estourar na Argentina, você vai trocá-lo por um semelhante, guardar a nota de compra e declarar à receita federal, para assim recolher os impostos. Caso contrário, o crime é de descaminho, e não contrabando. Contrabando você só iria cometer se o pneu estivesse com alguma especificação vedada pela legislação brasileira.


  15. Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
    E.lima

    Por este raciocínio, se liberarmos o assassinato o número irá cair. #SQN. Por exemplo a venda de CDs é liberada mas ainda sim há o “tráfico”. Liberar as drogas só irá expandir o mercado. Muitos que tem medo de consumir pelo medo de ser preso (apesar de não ser) vai testar “agora tá liberado! será que é bom?” O crime organizado existe independentemente da proibição. O que falta é o combate adequado.


      • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
        JBD

        Existe o mercado legalizado de cigarros, mas o descaminho ainda é praticado, inclusive pelo crime organizado. Quanto custaria uma porção de droga legalizada? Terá mais de 90% por cento de impostos assim como o cigarro? O usuário crônico de crack comprará a porção legalizada ou buscará o traficante, que venderá porção igual por um terço, metade do preço? Exemplos de outros países de primeiro mundo nem sempre valerão para o Brasil.


        • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
          Marcelo Faria

          Descaminho não gera cartéis com fuzis tomando morros por aí.


          • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
            Igor

            Concordo com seu pensamento acima (sobre as drogas), mas o tanto o contrabando quanto o descaminho são praticados pelos mesmos traficantes de drogas. Muitas às vezes são os matutos os responsáveis por trazer esses cigarros, junto com as drogas.

            Tem muito policial passando por enfrentamento à tiro nas fronteiras por causa de cigarro.


        • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
          Paula Tejando

          JBD:

          Onde houver demanda não atendida por meios legais, haverá o fornecimento e o consumo por meios ilegais. A repressão pode até dificultar, mas não elimina essa situação (além de ter um custo alto).

          Prova de que a repressão não funciona é que nego entra na Indonésia com o rabo cheio de cocaína, sabendo que vai ser fuzilado se for pego.

          Como aconteceu com o Marco Archer, o cara que traficou drogas por 25 anos até rodar na Indonésia – e ainda serviu de pivô no vexame mundial da Dilma, que pediu clemência pelo bandido, não foi atendida e fez beicinho dizendo estar “indignada” com o fato de que um país soberano fez cumprir a lei.

          Penso que há abordagens bem mais eficazes do que a repressão.

          Concorrer com a ilegalidade exige eficiência no serviço, facilidade de acesso e um preço atraente. Vejamos o que aconteceu com os produtos de entretenimento, como filmes, séries, músicas, livros e jogos.

          Antes da popularização dos serviços digitais de distribuição, você tinha que ir à loja e ver o que eles tinham no estoque, e muitas vezes não conseguia encontrar um título específico. Se morasse em um grande centro urbano, talvez pudesse encomendar para receber dali a uma semana, talvez não.

          Morando no interior, muitas vezes o único jeito era tentar mandar vir de outra cidade. De uma forma ou de outra, tudo chegava ao país com meses ou anos de atraso.

          Quem tinha grana pra torrar podia assinar uma TV a cabo, mas não podia escolher os canais, porque eles só vendem pacotes prontos e os bons sempre ficam nos pacotes mais caros.

          De repente a banda larga apareceu e tudo isso podia ser encontrado de graça, como ainda é hoje. Tudo o que você pudesse querer, ao alcance dos dedos, sem gastar um tostão.

          Claro que a pirataria explodiu e as empresas tradicionais começaram a arrancar os cabelos. Como concorrer com um produto ilegal que era idêntico ao original e podia ser obtido instantaneamente e de graça?

          Mas algumas pessoas entenderam que isso era só o mercado funcionando – se a demanda existe e os meios existem, alguém vai atender.

          E apostaram que a maioria das pessoas preferiria aceitar uma proposta de valor interessante do que ficar na ilegalidade sem gastar nada.

          O resultado tá aí: todo o conteúdo do Netflix, do Spotify e do Steam pode ser baixado de graça a qualquer momento, mas centenas de milhões de pessoas preferem pagar um preço que consideram justo para ter acesso legítimo e conveniente ao conteúdo.

          O que isso tem a ver com a liberação das drogas? Tudo.

          No momento, 100% das drogas consumidas no país são ilegais, fruto de crime, não geram impostos e não têm qualquer tipo de controle.

          A demanda existe e o monopólio é dos bandidos, mas o preço é um fator determinante apenas para uma pequena parte dos consumidores.

          Comprar legalmente no comércio um produto legalizado e de um laboratório/fornecedor conhecido me parece uma proposta de valor muito melhor do que se arriscar a ser preso, sofrer um assalto, ou encontrar uma bala perdida entrando na favela na hora errada pra comprar algo cuja procedência e composição você desconhece – mesmo que seja um pouco mais caro.

          O que se consegue com isso?

          1. Tirar da ilegalidade a grande maioria dos usuários, os recreativos
          2. Diminuir a participação do tráfico no negócio, enfraquecendo-o
          3. Diminuir o risco de crimes para quem vai comprar
          4. Diminuir o risco de saúde com drogas batizadas sabe-se lá com quê
          5. Gerar empregos!
          6. Gerar receita que pode ser aplicada em iniciativas de prevenção e tratamento.

          Não existe uma fórmula mágica que vai erradicar o crime no Brasil e nos transformar na Suíça da América Latina em um único passo. Penso que já seria um grande avanço se pudéssemos reduzir as consequências nefastas do crime a um patamar que não impedisse a sociedade de funcionar.

          Andar primeiro, depois correr.


    • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
      César Bergamaschi

      A sua colocação dos CDs foi boa, mas ela tem uma falha. Existe sim o mercado de CDs ilegais (piratas), pelo fato de que o preço dos CDs originais tem o preço nas alturas graças a nossa carga tributária, tirando totalmente o incentivo de compra-los.

      Todos preferem itens originais a itens pirateados, o problema é que o valor ofertado pelos CDs originais não é proporcional ao salário pago aos brasileiros, mesmo eles querendo consumir este produto. Por tanto, recorrendo ao produto piratas.

      A mesma lógica se aplica as drogas. Também não irá adiantar liberar as drogas, e colocar uma carga tributária altíssima. A demanda continuará a mesma, e esses mesmos vão continuar se submetendo ao mercado negro.


      • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
        PinkFloyd

        Veja o próprio caso no Netflix e Spotify, quantas pessoas pararam de piratear e consumir pirataria por serviços originais, de qualidade e preço justo. A pirataria não acabou e acho que nunca vai acabar, assim como o tráfico, mas diminuiu muito.


    • Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
      Gabriel Cunha

      Claro, até porque liberar a venda de uma substancia que vai ser vendida de qualquer maneira pode sim ser relacionado com liberar o assassinato. E quanto aumentar o consumo, em todos os países ou estados(EUA) em que a maconha foi liberada ouve queda no consumo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here