Desconstruindo a nova mentira da esquerda femimiminista: Dilma e o suposto “gaslighting”

Há um tempo, olhando a linha do tempo do meu facebook, me deparei  com o link de um texto que falava sobre um fenômeno chamado Gaslighting. A pessoa que compartilhou o link também aproveitou para escrever um textão relatando que havia passado por isso com um antigo namorado. Fiquei curiosa, visto que nunca tinha ouvi falar do termo, e resolvi ler o artigo para descobrir do que se tratava. Segundo o texto, gaslighting é uma espécie de abuso psicológico que as mulheres sofrem em relacionamentos abusivos em razão do machismo. A Wikipédia o define como sendo “uma forma de abuso psicológico no qual informações são distorcidas, seletivamente omitidas para favorecer o abusador ou simplesmente inventadas com a intenção de fazer a vítima duvidar da sua própria memória, percepção e sanidade”. Pois bem. Minha intenção aqui não é fazer uma análise do fenômeno em si, até porque não sou psicóloga e de fato esse tipo de situação pode existir em qualquer tipo de relacionamento. O que me chamou atenção, na época, foi a banalidade do uso do termo no contexto de relacionamentos amorosos.

Simplesmente colocam como se qualquer coisa que o homem fale e que questione o estado emocional da mulher de alguma maneira seja uma forma de abuso psicológico, como se o homem “gaslaiteador”, ao dizer coisas como “você é doida”, “está na tpm?”, “você é muito sensível” ou “nossa, como você é dramática” (essa sempre escutei muito, seria eu uma vítima de gaslighting? rs) automaticamente torne a mulher uma vítima manipulada e sofredora de graves abusos psicológicos e mentais. Eu, como mulher, acho esse tipo de coisa muito, muito ridículo. Quer dizer que se eu tenho auto-estima baixa, medo de perder o meu companheiro e me deixo enganar por qualquer coisa que ele fale ao tentar se safar de alguma situação que eu questione, sou uma vítima abusada e manipulada? É simplesmente ridículo rebaixar as mulheres dessa forma. Se alguém está preso a um relacionamento ruim e se deixa ser enganado pelo outro (deixo claro que mulheres também realizam joguinhos psicológicos para tentar se isentar de alguma culpa), a culpa é da pessoa que se deixa enganar. Simples. Não é questão de manipulação psicológica, e sim que existem pessoas com auto-estima baixa, o que acaba refletindo nos seus relacionamentos. Essa foi a opinião que tive quando tomei conhecimento do fenômeno e ela não mudou, mesmo com a pesquisa que fiz para escrever este artigo.

Depois dessa breve introdução, faz algum sentido achar que o fenômeno gaslighting tem alguma coisa a ver com a nossa atual crise econômica e política? Em minha opinião, nenhum sentido. Entretanto, não é o que vem acontecendo. A revista “Isto É” publicou essa semana uma reportagem falando das explosões raivosas da presidente Dilma Rousseff, mostrando que a presidente anda muito tensa com toda a pressão que vem sofrendo e que isso está afetando o seu psicológico (o que particularmente acho normal dentro da situação que está passando, estranharia se estivesse tranquila). Segundo a revista, é comum ouvir da parte dela diversos xingamentos, falta de paciência e explosões, e a presidente estaria literalmente vivendo à base de remédios, mais especificamente rivotril. Na verdade, de acordo com outros relatos, Dilma nunca foi exatamente uma pessoa muito paciente e sua falta de controle e ignorância em algumas situações eram comuns desde os tempos de ministério, mas atualmente o quadro é bem pior por motivos óbvios.

Desde que a matéria foi publicada, uma onda de revolta feminista e de outros setores da esquerda pôde ser visto nas redes sociais. “Dilma está sendo vítima de gaslighting, uma forma de machismo perniciosa e cruel!”, dizem elas, cujo argumento é que a imprensa tem como objetivo retratá-la como louca para desmerecê-la profissional e pessoalmente, tudo para fomentar o estereótipo de “loucas descontroladas” que tanto assombra as pobres mulheres, sempre tão vítimas da sociedade machista. Também realizaram um comparativo entre outra matéria da mesma revista, cuja capa trouxe o técnico da seleção brasileira Dunga e como ele utiliza a raiva ao seu favor, porque isso, na opinião dos esquerdistas, é uma clara forma de como o mundo é machista, visto que a raiva nos homens é mostrada como algo bom e nas mulheres como uma forma de loucura e descontrole. Claro, porque um técnico de futebol, que em nada influencia na nossa sociedade de forma direta, tem tudo a ver com o cargo de Presidente da República. O que essas pessoas esquecem é que algo similar aconteceu com o então presidente Fernando Collor, no começo dos anos 90, quando o mesmo passava pelo processo de impeachment. As revistas mostravam que ele tentava aparentar que estava tudo bem, mas que o clima no Palácio do Planalto era muito tenso.

Não basta a esquerda simplesmente ignorar a realidade dos fatos e insistir no ridículo argumento de que impeachment é golpe, a nova tática é retratar a presidente como vítima da sociedade machista e da “direita” raivosa que não suporta ver uma mulher no poder. Ao falar esse tipo de asneira, esquecem, por exemplo, de Margareth Thatcher, a “Dama de Ferro”, sempre tão lembrada de forma respeitosa e saudosa como exemplo de força e poder feminino. Thatcher nunca usou seu gênero para se fazer de vítima mediante pressões políticas e, vale salientar, afirmou que nunca precisou do feminismo para nada. Pensando bem, quem precisa desse atual femimiminismo que não cansa de colocar as mulheres em eterna posição de vítima oprimida pelos homens? Eu não. Aliás, saliento que nada tenho contra o movimento feminista do começo do século XX, que tanto lutou pelos direitos civis e políticos das mulheres, mas atualmente esse movimento é patético. Sou adulta e forte o suficiente para sofrer as consequências das minhas atitudes e decisões, meu gênero nunca me impediu e nunca me impedirá de fazer nada.

Ainda sobre Dilma, vou confessar que tenho até certa pena de sua situação, visto que é fisicamente notável que ela está emocionalmente abalada e nem mesmo as mãos mágicas do Celso Kamura (cabeleireiro das celebridades) e quilos e quilos de maquiagens da MAC e da NYX estão dando um jeito na sua expressão cansada e sofrida. Entretanto, assim é a vida. A gente colhe o que planta e o fato de ser mulher não muda essa situação. A presidente está sofrendo a exposição pública que seu cargo e o atual momento histórico exigem, e usar termos como “machismo” ou “gaslighting” para tentar encobrir  ou minimizar os crimes do Partido dos Trabalhadores (PT) e a agressividade de Dilma, visível até nos atuais discursos, é uma clara tentativa desesperada da esquerda de desviar a atenção dos verdadeiros fatos. Parem de colocar as mulheres como seres fracos que precisam de justificativas psicológicas para tudo, femimiministas. Cresçam!

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6 COMENTÁRIOS

  1. Na verdade o gaslighting até existe, pois é um estratagema retórico de inverter os pólos entre vitima e algoz através da criação de uma paranóia naquela. Embora o termo seja usado para retratar tal abuso retórico em só um sentindo – do homem contra a mulher –, o fato é que tal estratégia é bem anterior ao surgimento da expressão e não possui gênero definido (mulheres também praticam contra homens, além da prática entre pessoas do mesmo sexo).

    Enfim, o que aconteceu no episódio da IstoÉ foi o chamado “dog whistle”: o “apito de cachorro” onde alguma liderança envia instruções ocultas (às vezes nem tanto…) para determinar como a militância deve se comportar, quais temas devem abordar e quais sofismas devem fazer. A falácia do espantalho em relação ao – falso – machismo contra Dilma na verdade era uma maneira de tirar de evidência, naquela época, a fase deflagrada da Operação Lava-Jato, atraindo para um tema alheio – que nem secundário ao assunto era. Ao disseminar isto na rede, os desavisados passam a repercutir tudo menos o assunto que a militância não quer que você discuta! No caso, as feministas não foram nada além de massa-de-manobra…

    Um abraço!

  2. Muito bom esse texto. Já vi manchete indicando que a saída da presidenta seria “um retrocesso para as mulheres”. Pelamor… não tive estômago pra ler. Também já ouvi o super “argumento” de que não se deveria criticá-la porque “é mãe e avó”. Oi? Fico pensando como é possível esse sumiço do bom senso na cabeça de tanta gente.

  3. Engraçado, pouquíssima gente tem coragem de dizer esse tipo de verdades. Feministas conseguem intimidar a grande maioria da população.

  4. Parabéns, Vanessa. Em minha timeline, na ocasião de falecimento da Thatcher, coloquei os xigamentos praticados contra ela. Impublicáveis.

    • Isso é fato. Eu presenciei um famoso professor esquerdista da UFRJ fazendo piada em uma palestra na ocasião do falecimento dela, foi nojento, pra dizer o mínimo.

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