Eike Batista: “nunca antiz na istória” ficou tão claro que o estado só beneficia a elite

“Nunca antiz na istória dessi paiz” um bandido ficou rico tão rápido quanto Eike Batista. E tudo graças ao corporativismo brasileiro.

Até então conhecido como o “ex-marido de Luma de Oliveira”, Eike teve uma ascensão meteórica durante o governo Lula. O homem que mais ganhou dinheiro com PowerPoint no mundo – superando inclusive Bill Gates nesse quesito – teve uma “ajudinha” de R$ 13,2 bilhões dos governos Lula e Dilma via BNDES.

Dinheiro dos pagadores de impostos que em parte virou pó – porque foi emprestado diretamente pelo BNDES – com o restante teoricamente garantido por bancos “privados”. Um desses bancos, o Votorantim, tem participação de 49,9% do Banco do Brasil.

A Caixa Econômica Federal também fez uma “contribuição” a Eike Batista no valor de R$ 4 bilhões. As garantias do empréstimo foram as ações da empresa, um terreno e um PowerPoint. As ações viraram pó, nenhum terreno vale bilhões de reais e nem preciso falar do PPT: a conta ficou para milhões de brasileiros, para variar.

E qual foi o custo para Eike de todo esse dinheiro? Cerca de R$ 50 milhões de propina para o governo do Estado do Rio de Janeiro – motivo pelo qual foi preso hoje – e outros R$ 10 milhões para bancar a campanha de Dilma em 2010.

Por pouco mais de R$ 60 milhões, Eike teve um “retorno” de R$ 17,2 bilhões às custas de milhões de brasileiros.

E depois os liberais, esses caras chatos que falam que o BNDES deveria ser extinto, o Banco do Brasil e a Caixa deveriam ser privatizados e o governo não deveria dar crédito subsidiado para ninguém, ainda são chamados – geralmente pelos defensores dos bandidos que ocuparam os últimos governos – de “defensores da elite”.

Quando não há coisa melhor para a elite corporativista do que um estado grande e cheio de dinheiro dos outros pra dar.

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Marcelo Faria
Presidente do ILISP e empreendedor.

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