Eu, uma ex-apaixonada por Che, fui a Cuba. E essa é a visão que tive por lá

Fui a Cuba com meu marido, o cara que eu amo, que eu escolhi para, junto comigo, fazer, parir e criar duas pessoas. Meu marido é um dos caras mais sérios, justos e comprometidos com a verdade dos fatos que já conheci na vida. O mais comprometido provavelmente. Tanto que, às vezes, acho que ele tem dificuldade de sonhar. E, talvez por isso, não mede esforços para realizar os meus sonhos. Ir à Cuba era um deles.

Eu devia estar na sétima ou oitava série quando ouvi falar pela primeira vez de um lugar “onde todos eram iguais”, mas as crianças pediam bala e canetas Bic aos turistas na rua. Lembro bem de uma professora que hoje, se estiver viva, deve ter uns 80 e tantos anos, dizendo que, quando menina, sonhava com Fidel fardado chegando em um cavalo branco para levá-la. Eu não entendia bem aquela paixão, era mais da turma das amigas da minha professora, as quais, dizia ela, eram apaixonadas por Che.

Aos 15, ganhei dos meus amigos um pôster do revolucionário argentino clicado por Alberto Korda. Preguei na parte interna do meu armário, onde ficou até eu deixar a casa da minha mãe, aos 24 anos. Na época em que ganhei o souvenir, nossa curtição era usar boina, fumar charuto e discutir sobre a revolução e o absurdo do capitalismo. De lá para cá, já perdi a conta da quantidade de vezes em que participei de discussões acaloradas entre a turma contra e a favor do (socialismo de) Cuba. Em todas elas, sempre havia um sujeito que tentava calar o opositor com o argumento: “Você nunca foi para Cuba, não sabe o que está falando!”

Eu precisava ir a Cuba para saber do que estava falando. Então fomos, um casal de jornalistas, passar nossa nova lua de mel em Cuba. Lá, vi gente cantando e dançando – muito bem – a cada esquina. Ouvir música e dançar em Cuba é comer macarrão com vinho na Itália, amar em Paris, escalar no Himalaia. Em Cuba, vi turistas por todos os lados, carros antigos (custam cerca de 18 mil dólares e são passados de pai para filho), casas de pé direito alto onde os andares são divididos em dois para caber mais gente, casas que desmoronaram de tão velhas, esgoto a céu aberto, mercados só para cubanos onde a maior transgressão é vender amendoim sem passar pelo governo. Vi crianças com uniformes impecáveis e escolas cheias com quadras poliesportivas e prédios não muito diferentes das nossas escolas públicas. Vi pouca gente doente na rua e banheiros públicos limpos, mesmo que não saísse água da torneira ou da descarga (no banheiro do Museu da Revolução, uma senhora abastecia baldes que os visitantes enojados usavam para mandar embora suas necessidades).

Fiz questão de entrar no hospital central de Havana para ver a tal fantástica medicina cubana. Dei de cara com um arremedo de pronto socorro público muito parecido com os que topei em minhas apurações no Brasil. Gente se desmilinguindo na sala de espera, chão limpo, mas todo detonado, salas vazias com paredes caindo aos pedaços e um médico-bedel nervoso com a minha presença. Enfiei a cara dentro do laboratório e fui imediatamente transportada para a década de 1980, quando visitava minha mãe no laboratório de análises clínicas onde ela trabalhava. Nostálgico, mas sei bem o quanto a medicina andou de lá para cá graças aos novos equipamentos tecnológicos. Na rua, conversei com pessoas que têm esperança no governo de Trump. Para eles, Obama nada fez pelos cubanos. A retomada das relações foi apenas cosmética.

Fiz também o roteiro de turismo “oficial” e fui aos museus. Circulando pelas centenas de fotos de Fidel, Che e outros combatentes, suas fardas e pijamas ensanguentados, restos de equipamentos e pôsteres com palavras de ordem e frases de louvor, não conseguia parar de pensar nos trechos do texto que lera dias antes de viagem, do livro “A Verdade das Mentiras”, de Mario Vargas Llosa: “Numa sociedade fechada, o poder não se arregra apenas o privilégio de controlar as ações dos homens, o que fazem e o que dizem: aspira também governar suas fantasias, seus sonhos e, evidentemente, suas memórias.” Lembrei do mesmo texto quando entrei nas livrarias, onde os poucos livros exibidos nas estantes quase vazias eram de autores aliados ao governo cubano.

Não satisfeita, quis ter uma conversa franca com um cidadão, digamos, mais antenado. Na manhã de nosso último dia de viagem, W. (a conversa foi absolutamente informal, não me sinto à vontade de publicar o nome dele aqui), um jornalista cubano que resolveu desafiar o poder e contar a verdade e, por isso, paga com a própria liberdade, veio nos encontrar. Dias atrás, depois de cobrir um ato pró-Trump (sim, houve um ato pró-Trump em Cuba), W. foi preso por uma semana. Para proteger a mulher e a filha de 4 anos, W. não vive na mesma casa que elas. Vê a família apenas aos finais de semana.

Quando foi nos encontrar na manhã do último domingo (20), W. estava tenso. Ele não temia estar sendo seguido. Já desistiu de se proteger. Sua aflição era pela prima, que estava em trabalho de parto desde o dia anterior. Eu, que já passei horas parindo por duas vezes, pensei: “coisa de homem, parto é assim mesmo”. Aí ele explicou melhor. Em Cuba, praticamente não há parto cesáreo. “Tentam o parto normal até o fim.” Cesária é algo raro mesmo quando é necessária. Por isso, uma outra prima de W. perdeu um bebê que, por complicações de parto, morreu cinco dias depois de nascer. Só que o priminho de W. foi registrado como natimorto, uma estratégia safada para camuflar os dados sobre mortalidade infantil. E lembrei de Llosa novamente: “Em uma sociedade fechada, a história se impregna de ficção, pois se inventa e reinventa em virtude da ortodoxia religiosa e da política contemporânea ou, mais grosseiramente, de acordo com os caprichos do poder.”

Ao longo de nossa conversa e do passeio que fizemos pela periferia de Havana, W. criticou a miséria, a insegurança (a maior parte das casas tem grades), a censura e o povo que não promove a mudança, ficando à espera de um salvador. Questionei W. sobre a educação, uma das bandeiras do governo e um dos argumentos mais utilizados pela turma pró-Fidel nas discussões dos bares da Vila Madalena, onde os protagonistas costumam pagar fortunas por escolas onde seus filhos aprendam “a pensar”. W.: “Sim, tem escola para todo mundo. Mas não há educação. Há doutrinação. Educação, para mim, é ensinar a descobrir, a questionar, a fazer perguntas. Não é isso o que se ensina às crianças cubanas.”

Naquele ponto da conversa – e da viagem – já estava tristíssima, mas ainda não havia perdido a esperança de encontrar aquela partícula animadora dos meus amigos tão encantados pelo país. Queria ver algo de realmente bom, algo esperançoso. Queria achar o samba e o futebol dos cubanos. Então perguntei: “W., os cubanos, pelo menos, são felizes de alguma maneira?” W. deu um sorriso irônico e contou uma história para responder minha pergunta.

Há pouco tempo, W. foi contratado por uma agência de notícias para fazer um documentário com o tema “Projeto de Vida”. A ideia era entrevistar conterrâneos para saber quais eram os planos para o futuro deles. “Todos deram a mesma resposta: ‘meu projeto de vida é sair daqui, quero deixar Cuba’. Não, os cubanos não são felizes”, disse W.

Terminamos aquela manhã com tristeza e um buraco no peito. Eu e meu marido continuamos rodando a cidade a pé (quase não usamos carro ou outro tipo de transporte), enfrentamos a fila da chocolataria onde cubanos e turistas esperam um tempão para comer o chocolate mais doce que eu já provei na minha vida, demos de cara com a loja da Benetton em Cuba (!!!) e dissemos “não” às crianças que, na rua, pediam “caramelos” (balas, em português). Voltamos ao hotel, jantamos no único lugar onde encontramos uma comida dessas que acolhem o estômago e a alma, o Paladar Los Amigos, uma espécie de restaurante que funciona dentro de uma casa. Depois, não tivemos mais disposição emocional para fazer nada. E fomos dormir para enfrentar a viagem de volta.

No dia seguinte, na fileira atrás de nós no avião, uma brasileira chorava copiosamente. Aflitos, os passageiros ao lado tentavam confortá-la. Parei a leitura que acabara de começar, “A Insustentável Leveza do Ser”, de Milan Kundera, para ouvir o que ela contava. Chorava porque o “marido” tinha ficado em Cuba. Meses antes, os dois se conheceram no Brasil. Médico, ele viera trabalhar no Programa Mais Médicos. Apaixonaram-se, tentaram fazer com que ele ficasse aqui, mas não teve jeito. Por determinação do governo, ele precisou voltar. Ainda assim, tinha a esperança de ser enviado para uma nova missão, o que lhe foi negado. A moça voltava de uma temporada de um mês com seu amor, seu “marido”, ela dizia aos companheiros de voo.

Ouvi a história, abracei meu marido, trocamos carinhos e retomei minha leitura com o coração apertado. Logo cheguei à parte do livro em que a Checoslováquia é invadida pelos russos e Tomas, um dos protagonistas, tem a possibilidade de emigrar para a Suíça. No início, pensa em ficar. Afinal, Tereza, sua mulher, estava no auge da carreira de fotojornalista. Surpreendentemente, ela diz que está disposta a se mudar, apesar de saber que, na Suíça, vivia uma das amantes de Tomas. Sobre isso, Kundera escreve: “aquele que quer deixar o lugar onde vive não está feliz.” E eu completo: seja ele um personagem de ficção, um venezuelano, um cubano ou eu mesma, quando, em viagem a trabalho, quero voltar para perto dos meus amores.

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Giuliana Bergamo
Giuliana Bergamo é jornalista freelancer, escritora e repórter especial do Prêmio CLAUDIA.

135 COMMENTS

  1. É assim mesmo.
    Sugiro que a jornalista Giuliana Bergamo faça uma visita a Detroit e venha com uma nova matéria.
    Só para ser intelectualmente honesta.

      • O desespero dessa turma é engraçadíssimo. O indivíduo busca um exemplo aleatório e, obviamente, se destrói. Detroit passou por 60 anos de administração democrata, foi o suficiente pra fazer uma cidade americana próspera desmoronar.

        • Eu vivi 13 anos em Detroit. Saí de lá em 2012 e ainda visitei algumas vezes. A cidade caiu devido a mudança de mole de economia, baseado em novos tipos de automóveis. A cidade insistia em resistir a verdade e isso a afundou. Também estive em Cuba. Eu garanto a você que em nada se parece. Você olha os prédios feios e acha que pode comparar? Em Cuba nem o livre pensar existe. Não há opção. Só a fuga. Em Detroit pode ir embora. Acho que aí está a maior diferença: em Cuba as pessoas são forçadas àquela realidade que lhes é imposta; em Detroit, não. Além do que, vc pega uma das milhares de cidade dos EUA para comparar com Cuba e tem coragem de falar em “exemplo aleatório” e “intelectualmente honesta”??

          • Não tem nada a ver com “resistir às mudanças”. Só a GM produzia mais carros “eficientes” do que Toyota e Honda. Qual o carro mais vendido dos EUA? F-150. Isso foi uma desculpa esdrúxula utilizada por quem fingia não enxergar o óbvio: Detroit foi destruída pelos democratas, pela esquerda, pelos sindicatos, pelos gastos, pelo populismo tosco e recorrente.

          • Roberto, os comunistas doutrinados são assim mesmo, por isso a propaganda comunista trabalha pregando a mentira, já que o comunismo não tem nada de bom a oferecer. Um amigo meu, doutrinado radical, acabou me obrigando a estudar os países nórdicos, pois, segundo ele (o mais novo argumento da esquerda, é que) o verdadeiro socialismo se encontra nos países nórdicos. Li a respeito, e nada poderia estar mais longe da verdade. Eles praticam a democracia social e o livre comércio. Podem-se contratar funcionários hoje e demiti-los daqui há 30 dias (ou quando bem o proprietário desejar) sem multas rescisórias, e coisas afins que dificultem a administração de um estabelecimento. Nada parecido com o Brasil, onde há um protecionismo muito grande. Então, é assim. Os doutrinados continuam defendendo algo que não conhecem. Não conheço ninguém que gostaria de receber 50 dólares por mês de salário, independentemente do que fazem. O Karnal teria que receber 50 dólares por mês por suas palestras. Professores universitários, sabidamente de esquerda, teriam que receber 50 dólares por mês de salário. Duvido que eles aceitassem essa parte do governo de esquerda! Eles simplesmente não sabem o que dizem. E mesmo porque, Detroit pode ter sido destruída (pelas mudanças no comércio), mas os Estados Unidos continuam sendo a nação mais poderosa do mundo, enquanto Cuba tinha melhores índices em tudo antes que Fidel se instalasse.

          • Sem falar que, comparar um PAÍS (Mesmo que ilha) com um única cidade, é desespero.

      • Em Detroit também falta papel higiênico? As pessoas são impedidas de sair de lá? O prefeito da cidade está lá há seis décadas? Se alguém criticar o prefeito de Detroit, vai para a cadeia? O prefeito de Detroit fuzila quem não concorda com ele? O prefeito de Detroit entrou pobre e morreu com o nome incluído na lista da Forbes? Há racionamento de comida e tiquetes de compras em Detroit?

        Por isso prefiro o capitalismo. Não é perfeito, mas quando se perde, a culpa é da própria incompetência.

        E foi graças a Detroit que a indústria dos automóveis prosperou. Senão, estaríamos na fila da autorização para comprar um Trabant ou um Lada.

    • Detroit não está bem hoje por causa de governos, mas porque empresas privadas saíram de lá. Coisa normal.
      Se lá hoje está com poucas oportunidades de trabalho, no resto país pode-se encontrá-las. De mais a mais, a estrutura física de Detroit continua boa, como qualquer cidade dos EUA.
      Comparar Detroit com Cuba é o mesmo que compara o purgatório com o inferno de Fidel, pois
      as possibilidades de um reerguimento de Detroit, num país como os EUA, são grandes.
      Para terminar: o assunto aqui é o inferno criado pelos castros e não uma cidade de um grande país democrático

    • Detroit, assolado por medidas socialistas. Acha que foi o liberalismo que arruinou a cidade? O méqui está fazendo um bom trabalho de doutrinação.

    • Detroit, aquela cidada que é governada pela esquerda desde 1970? Em que mundo você vive campeão? Repita consigo mesmo: “estudar antes de falar”.

      • repita comigo, não vou mais usar esse argumento idiota…
        Uma simples busca no google vc vai notar que durante 51 anos seguidos Detroit foi administrado por um Democrata, não vale nem dizer para vc estudar, só pesquisar, o esforço mental é menor …

    • Por pior que seja Detroit, há uma sutil diferença quase sempre ignorada outros esquerdistas: lá em Detroit qualquer cidadão insatisfeito pode reagir pelo voto ou se mudar para qualquer outro lugar que achar melhor, nos EUA ou no resto do mundo. Já os cubanos são um povo sequestrado do direito de ir e vir, escravos da vontade desses ditadores sanguinários. É uma diferença “sutil” entre os cidadãos de Detroit e de Cuba, mas acho que nesse sentido eu me inclino a achar que os americanos de Detroit levam uma”pequena” vantagem…

    • Detroit faliu porque as empresas que lá estavam não se interessaram em evoluir. Elas simplesmente abraçaram a causa de pedir sempre ajuda ao governo. Se elas tivessem se preocupado em servir aos seus clientes melhorando seus serviços/produtos talvez as coisas teriam sido diferentes. De qualquer forma é uma cidade falida dentro de um país ainda muito rico no geral. Além disso, quem defende o livre mercado sabe que esse não é um sistema perfeito. Simplesmente porque perfeição não existe dentro das nossas condições humanas. Já aqueles que defendem ditaduras mundo afora dizem que há um paraíso na terra. Paraíso nunca haverá. O mais próximo disso é onde houver mais liberdade individual.

    • DETROIT EH DEMOCRATA DESDE SUA INCEPCAO E NAO VAI PARA FRENTE POR CAUSA DA MENTALIDADE QUE EXISTE EM hAVANA, SOMENTE QUE COM OUTRO NOME. diZER QUE MELANCIA EH AZEITONA NAO FAZ QUE VIRE FATO.

    • Rubens, você acha que se a jornalista Giuliana Bergamo for para Detroit também vai encontrar pessoas que gostariam de deixar o lugar, mas que são proibidas de fazer isso? Responda, por gentileza, só para ser intelectualmente honesto.

      • Perfeita argumentação… Mas pra um esquerdista doente a perfeição é vermelha, comunista e vive em Cuba ou na Coréia.

        • Mas, curiosamente, essas pessoas continuam vivendo em países capitalistas e nao se mudam pará os paises socialistas, nem que levem sua fortuna pessoal que pode ser de mil ou 5 ou de 10 mil dolares (nao pracisa muito pra ser rico em Cuba) …..

    • Digamos que ela visite a “liberal” Detroit e se depare com um cenário um tanto desolador. Mas e os outros 18217 municípios americanos? Claro que estão anos luz à frente de toda a ilha de Cuba. Socialismo no cu dos outros é refresco

    • Pronto, virou questão ideológica. É inevitável falar em Cuba e ser atacado.
      Lembro que o Muro da Alemanha Oriental causava a mesma reação da esquerda. Até hoje há socialistas chorando a queda daquele horror.
      Essa gente não aprende nunca e não muda, não importa o preço, em vidas humanas, que isso represente.

    • Conversa mais idi e ota que esta, é só chamá-la de coxinha, por puro desprezo né Zé Mané!

    • Como todo crápula esquerdopata tenta mudar o assunto. Chega a ser deboche um esquerdomerda usar a expressão “intelectualmente honesta”….

    • Quantos sindicatos existem em Cuba???? Deixa eu contar, zero ! O direito do trabalhador cubano é ficar calado.

    • Haver ainda um energúmeno que “tenta” de alguma maneira defender a abominação do regime comunista é para quase perder a fé na humanidade…

    • E quem quebrou Detroit ? Foi a cidade com maior sindicatos do pais, e por copiar cuba virou cuba

    • Meu amigo, se ela for a Detroit, aí sim que ela se vai se desiludir de vez com Cuba. Pq até a pior desgraça de lugar nos Estados Unidos tem para qualquer pessoa o que o cidadão comum não tem em Cuba: saída.

    • Detroit está há mais de 30 anos sob a administração de esquerdistas progressistas, desses que defendem o socialismo como o sistema ideal para os EUA. Querer colocar Detroit como exemplo para mostar as falhas do capitalismo é no mínimo desonestk e incoerente, pois ignora que a grande maioria das cidades americanas vivem sob o mesmo capitalismo de Detroit e vão muito bem com crescimento econômico e prosperidade!

  2. Quando? Quando pessoas de bem que se apaixonaram pelas ideias desses lideres comunistas assassinos abrirao os olhos? Nao podemos abrir suas cabeças… apenas sinto por elas.

  3. Nossa, é super triste isso! Políticos porcos, tratam o pessoal cubano como lixo… Privam os mesmos da coisa mais valiosa do ser humano, a liberdade.

    Confesso me vi um pouco nesses cidadãos entrevistados que não estão felizes com a situação do país. Nosso país também não está nada bom, vontade pra sair daqui é que não falta.

      • Se vc tiver grana sim, se não vc vai ter que encarar a prisão econômica. Nosso governo tem dificultado a “fuga” cada vez mais.

    • Venezuela está nessa situação igual a Cuba com menos 40 anos. É outro paraíso socialista/comunista bolivarianos que em 15 anos passou de ser uns dos mais ricos países da América Latina para ser um dos mais pobres. Com filas de racionamento, fome e morte. Nacionalizações forçadas, prisões e assassinatos políticos. Valas comuns. Maduro é um ditador igual a Castro e louco como Guevara, culpando os outros pela porcaria que faz. E pior de tudo é que mesmo que você queira, não pode sair ou tirar seu dinheiro. Comunismo é isso, igualdade para todo o povo, mas sempre alinhado por baixou, igualdade na pobreza, na fome e na morte.

  4. Gostei de seu texto, e achei muito honesto de sua parte, considerando que a história é, de fato, verídica (estamos na internet).
    Poste fotos de Cuba se tiver.. irá reforçar o argumento para nós dois.

  5. Não fui a Cuba mas tive oportunidade de viajar e conversar por várias horas com um cubano anos atrás aqui no Brasil. Pessoa culta e reservada mas aos poucos me relatou o dia a dia de viver lá. Se parece com o que você relata mas muito mais aprofundado demostrando o controle por quarteirão de pessoas ligadas ao regime denunciando encontro de pessoas (Lembrei de 1984 de G. W. ), o controle da quota de alimentos, um amigo dele criando porco escondido em casa para ter alimento. Pressão psicológica extrema. A Venezuela deve estar vivendo isso hoje.

  6. Deixo aqui uma pergunta.
    Se voce tivesse que escolher,
    preferiria ser pobre no Cazaquistao, ou ser pobre em Cuba?
    Preferiria ser pobre em uma vila na Africa ou ser pobre em Cuba?
    Preferiria ser morador de rua em new york, ou ser probre em Cuba?

    E por ai vai.. a lista de lugares piores que morar en Cuba eh longa, e nem precisa sair do Brasil: favela no rio, cracolandia em SP, sertao do nordeste, etc

    Facil falar mal quando se tem tudo do bom e do melhor, mas para que nao tem nada.. Cuba eh paraiso.

    Cuba apesar de ser ruim,
    a maioria tem teto e ninguem passa fome.

    • Cuba é o paraíso com a galera morrendo de fome, tendo comida racionada e recebendo $27 dólares por mês?
      Você deveria seguir o exemplo da autora e ir morar lá por umas semanas pra ver como é um “paraíso”.

    • O que vc tem que se perguntar é porque Cuba não tem tudo do bom e do melhor também.Porque antes de Fidel já teve.

    • Se mesmo depois de sessenta anos de regime socialista Cuba é tão ruim que você precisa comparar ela com um país pobre que passou por décadas de socialismo também, uma vila africana ou com um morador de rua, pra quê serviu o regime?

    • Voce acha que comer so duas vezes por semana e nao passar fome? Ou voce nao sabe que isso acontece? Se nao sabe se informe porque isso e uma realidade nua e crua em Cuba.

    • Vc prefere morar em Cuba ou a Noruega? Em Cuba ou nos EUA? Em Cuba ou na França, Suécia, Dinamarca, Cuba ou Brasil? Pq nivelar por baixo?

    • Se um morador de rua de Nova York pegar um violão e sair cantando por aí como Ibrahim Ferrer, ele deixa de ser morador de rua em meses. Em Cuba ele fica pobre pra sempre.

    • Prefiro morar em qualquer um desses lugares, menos em Cuba, pois em qualquer um destes ligares, dependeria de mim para me reerguer. Provavelmente muitos teriam muito mais, e isso faz parte, mas não precisaria me contentar e viver para enriquecer um governo de décadas se enriquecendo.

    • Nenhum desses lugares é pior que Cuba. Sabe pq? Pq nesses outros lugares, apesar de pobres, as pessoas são livres. Há a chance, mesmo que remota, deles saírem da pobreza, o que não acontece em Cuba. A única chance dos cubanos é pegar um barco para os EUA.

    • Marcel, primeiramente, não foi “uma pergunta”, foram três… bom, isso não vem ao caso, mas retrata seu desequilíbrio emocional.
      Então, eu entendo teu raciocínio, mas não achas que estás a ser tendencioso e hipócrita?
      Pra que entendas meu questionamento, vou explicar…
      O que o texto da Giuliana Bergamo tenta elencar não tem relação com “preferências”. Você não escolhe onde quer ser pobre. Se pudesse escolher, não seria pobre, não acha?! Pergunte a um morador de rua em qual País ele ia preferir “ser pobre”. Uns dirão “aqui mesmo” por conhecerem a “língua-mãe”. Outros sonharão com outro País qualquer… mas, lógico, isso não passará de mera ilusão.
      Então, meu caro, deixemos de ser desonestos conosco e com os demais e pensemos no texto de forma contemporânea (Principalmente por rebuliço político que temos vivido, muito por discursos enfeitados da esquerda brasileira acerca do comunismo cubano) e deixemos o relato adentrar de forma intrínseca na nossa consciência de forma a corroborar com argumentos (para ambos os lados) em discussões cada vez mais evidentes entre pessoas com entendimentos distintos…
      Sinta a história. Use-a como argumento… pois seu questionamento é vazio, supérfluo e infantil.

    • O problema da doutrinação/indução é que a pessoa não nota por muito tempo o caráter esquerdista que nela se construiu. Tenhamos mais tolerância com quem se descobriu um doutrinado e passa por reeducação, pois esse é o quadro geral da mentalidade brasileira formada nas escolas desde a década de 60, quando do início da dominação gramcista. As crianças não tem como escapar ao assédio ideológico e você sabe.

      • Esquerdopata, o “socialista doente”, é a pessoa que substituiu sua própria capacidade de pensar e argumentar (interna e externamente) por um conjunto de “pensamentos prontos”, do que alguns convencionaram chamar “o Pensador Coletivo”.

  7. Eu vivo com minha família no Canadá há alguns anos, e Cuba é o destino de férias preferido dos canadenses por ser barato, seguro, com um povo e praias maravilhosos. Já a culinária não é muito interessante, o lado bom é que não se engorda tanto nas férias. 🙂
    Tudo isso pra dizer, que fizemos uma investigação semelhante que a jornalista Giuliana, saímos do resort, contratamos um casal de guias cubanos, andamos por Matanzas, Varadero e Havana, conversamos muito com nossos guias, sobretudo com a mulher, pois o homem dirigia e falava muito pouco. Falamos com as pessoas nas ruas, nas feiras de artesanato, lojas, com as pessoas que vinham na praia do resort nos pedir comida, roupas, shampoo, produtos de higiene, absorventes, etc. Aliás isso é considerado crime e elas podem ser presas, mas eles pedem assim mesmo, pois tem fome e falta de roupas e de coisas básicas. Falamos com os cubanos de maneira natural, mas muito interessado em saber suas percepções sobre o país e o regime em que vivem ante ao pacote de restrição de liberdades do país. Para nossa surpresa muita gente nos disse que gosta de viver neste sistema e não gostaria que mudasse, sobretudo os mais velhos. Já os mais jovens, são super curiosos e gostariam de saber o que se passa no mundo externo, ter internet banda larga sem limitações, canais de TV livres e outras formas de liberdade impensáveis por lá. Esses esperam que mudanças aconteçam em breve.
    Uma vez perguntei em voz alta o que aconteceria quando Fidel morresse, e fui educadamente aconselhado a calar a boca e não tocar neste tema se não quisesse me meter em encrenca, como ser dedurado para os milicos.
    Me chamou a atenção que as pessoas que nos pediam comida na praia nos diziam para quando fazermos seus pratos para não colocarmos carne bovina. Intrigado perguntei a razão da restrição, e me disseram que para os cidadãos comuns comer carne bovina é um crime grave que pode levar a prisão, pois a ilha produz muito pouco gado, sendo a maior parte dedicada a produção de leite, e a pouca carne que se produz é para os estrangeiros nos hotéis e restaurantes, e para o alto escalão do governo.
    Muito parecido com o brasileiro, o povo cubano é lindo, festivo e aparentemente feliz, apesar da miséria em que vive. Os prédios estão caindo aos pedaços literalmente. Tudo é muito velho e sem manutenção.
    Do que vi e ouvi posso confirmar que o artigo da Giuliana é bastante fiel a realidade de Cuba.

  8. Mas você era muito mal informada mesmo hein? Eu desde criança, nos anos 70, já sabia bem o que era Cuba, lembro das tragédias dos cubanos ante os dentes afiados os tubarões. Sou convicto que todos que idolatram Fidel, os esquerdistas em geral são muito ingênuos ou mal intencionados mesmo. O que fizeram na cabecinha de vocês? Nunca procuram fontes diversas, não conseguem situar a mente fora da estreiteza que os professores, midia amestrada e “intelectuais” delimitam?

  9. Socialismo seria viável se o ser humano, em seu âmago, não fosse egoísta, que o mina e fragmeta.. O capitalismo não nega, e tem no egoísmo o fator da sua dinâmica, se destrói para se reconstruir. Optar pelo capitalismo é assumir a condição de lupus homini e preparar-se para a proxims guerra, genocidio, submissão de semelhiantes, em nome do conforto – IDH – de poucos. Pelo socialismo, a crença, que todos podemos viver com dignidade, pelo fruto do nosso trabalho, conviver sem medo dos semelhantes. Mesmo que para isso tenham que matar ou morrer. Assim caminha a humanidade.

    • O socialismo nunca será viável, independente de como seja o ser humano, simplesmente porque recursos são escassos e o planejamento central (no caso, do estado) é sempre mais ineficiente do que a descentralização do livre mercado. A busca desse mundo lindo colorido cor de rosa só gerou mortes, fome e destruição pelo mundo.

    • Você trocou as definições, sendo que os maiores genocidas que escravizaram os seus semelhantes (vide as Gulags, campos de concentração, e campos de trabalho forçado) em nome do conforto (do alto escalão do partido e dos aliados do ‘Rei’) foram socialistas. Em contrapartida só o capitalismo, o livre mercado, e a defesa das instituições capitalistas (sendo a propriedade privada, a principal delas na minha opinião) permitiram a dignidade, o desfrute do trabalho e a convivência pacifica entre os semelhantes (sendo este ultimo resultado das relações positivas de troca voluntárias entre pessoas e nações). O sonho socialista é tentador partindo do pressuposto que igualdade é um ideal ou um valor superior a qualquer outro, quando na verdade não o é, pois podemos ser igualmente miseráveis, todavia sociedades que prezam pela liberdade acima de igualdade tendem a prosperar, isso é comprovado por meio de estatísticas, ou seja, é empírico, diferente do socialismo, onde quanto mais se tenta provar sua “eficácia” mais se prova seu total fracasso a nível econômico, social e filosófico.

  10. Nossa! Pela descrição parece até que a ilha sofreu um embargo econômico da potência econômica hegemônica da região por 50 anos… perae, o país realmente sofreu um embargo econômico por 50 anos! Será que é por isso que as coisas lá estão degradadas, ou por culpa do regime que universalizou o acesso da população a direitos que nem a potência econômica hegemônica que o embargou consegue fornecer a seus habitantes? Aff…

    • Ué, então a culpa pelo fracasso do socialismo é a falta de capitalismo?
      É difícil pedir lógica de quem é de esquerda.

    • E só podem comerciar com os EUA?? Aliás, por que precisam comerciar com capitalistas? O que dariam em troca? Charuto? Rum? O embargo – 6 mil propriedades de americanos confiscadas sem indenização – é a desculpa dos ditadores de lá! Viveram de mesada da URSS e da Venezuela. Agora a mesada acabou. Por que será?

  11. Acho interessante a grande preocupação que se tem sobre a realidade de Cuba, seu regime e povo. Usam frequentemente esta ilha pobre como exemplo de regime socialista fracassado. Dificilmente usam a China como exemplo de fracasso do comunismo. Ou mesmo usam a Coréia do Norte, como o que um comunismo pode fazer. . Mas a bola da vez é sempre Cuba, talvez porque fique mais perto de nós brasileiros e sejamos mais identificados com o povo cubano. Tem também os com fetiche com a ilha. Enquanto alguns da esquerda a idolatram, o da direita menosprezam. No fundo ambos cumprem uma papel passional ao olhar todo o contexto da história Antes de mais nada devemos ser honestos a falar sobre as condições de Cuba. Tentar não ser contaminados com o que os dois lados mais radicais a olham . Todos sabem das condições econômicos e regime político. Mas chamo a atenção que Cuba não nestas condições apenas pelo regime em si, mas também porque vem sofrendo restrições internacionais há bastante tempo, muito pela pressão americana. Impedida de participar de negócios internacionais, realmente fica difícil virar um exemplo de avanço tecnológico como a China. Agora com o investimento previsto pelo governo de Obama e até o primeiro pouso de aeronave dos EUA na ilha nos últimos 40 anos, mais a morte e Fidel, pode ser que as coisas melhorem por lá. Outra coisa. Nós brasileiros vivemos vários dramas de segurança, econômicos, moradia, saúde em nossos país. A cada dia vejo mais gente morando nas ruas da minha cidade. Se todos que estiverem preocupado com a miséria dos cubanos também estivessem preocupados com os nossos miseráveis, talvez nem miserável teríamos.

    • Não se engane. Na China, o povo também tem salário de 50 dólares por mês e vive escravizado nesse sistema. Na China você tem a economia de estado, que é o mesmo que Fidel fez em Cuba (onde o governo detém os meios de produção, e por isso mesmo não é socialista), mas, Fidel era um ignorante e incompetente. Os chineses, pelo menos, estudam em universidades, se não chinesas mesmo, na Europa ou nos Estados Unidos, mas é o governo quem controla tudo; do mesmo modo que no Brasil comunista do PT, onde os amigos do rei tinham privilégios, assim é a China (e na Rússia também). Os amigos do rei na China são permitidos a terem propriedades; na Rússia idem. O povo chinês quer sair do comunismo e o povo russo também quer. Então, o placar está assim. Nenhum povo está pedindo ao governo que seu país seja comunista, mas em todos os países comunistas o povo sonha com um governo livre. Isso diz tudo.

    • China é o exemplo máximo do fracasso do comunismo. Tanto é que teve que virar capitalista (no aspecto econômico) para que o povo não morresse de fome. Continuam uma ditadura de partido único onde os donos das empresas são os políticos e suas famílias enquanto o povo trabalha como escravo em fábricas de produtos para exportação (iphones, etc).

    • Deixe de ser boba Marta Macedo, Cuba e uma ruina. Quando voce vai entender isso? Nao falemos das duas refeicoes semanais que cada cubano tem, nem da prostituicao infantil que leva milhares de homens de outros paises a vajar tanto para la, nem dos gays que vao para la para “curtir” os brutamontes negros que se prostiuem como uma maneira de ganhar dinheiro ja que a ilha nao produz nada que nao esteja na mao do governo! Eu ja cansei de tanto tentar alertar as pessoas que Cuba e uma farsa e um lixo mas parece que alguns gostam de manter aquele romantismo aliado a ilha. Esse embargo de que fala e uma falacia e uma mentira porque os estados Unidos embargaram mas o mundo todo estava aberto ao comercio com eles que fizeram do embargo a sua maneira de sobreviver com a escravidao do seu povo, aproveitando o maximo para se lamentar e jogar a culpa do fracasso do regime nos USA. Chega dessa bobagem de achar alguma vantagem em Cuba. O seu ditador era sim um carrasco, genocida, assassino, aproveitador, ja que se tornou bilionario com varios palacios nas ilhas em volta e sempre viveu uma vida de rei, roubando todo o ouro retirado de minas na Africa em troca de Mao de Obra escrava, como aconteceu com os tais “mais medicos” contratados a peso de ouro, sendo que o dinheiro nao vai para os escravos mas para Raul Castro e Fidel que foi um rei assassino cruel a maldito para todo o sempre.

  12. Com. Lulismo o Brasil caminhava ou caminha a passos largos para ser uma versão sulamericana de.cuba

  13. Ainda bem que tive acesso a uma matéria com argumentos tão eloquentes …..Eu tambem sou fã do Che ,, mas depois dessa matéria , temos que lutar para que o Haiti , Singapura , toda América latina , Africa, filipinas em fim , todo o 3o mundo, continue acreditando que a salvação é o capitalismo liberal e a subserviência ao império americano .

    • Singapura se tornou um dos países mais desenvolvidos do mundo justamente graças ao capitalismo liberal que você odeia.
      Haiti, boa parte da América Latina e da África foram governados (alguns continuam sendo) por décadas por governos socialistas.
      Logo nota-se porque você é fã de um assassino psicopata socialista.

    • Voce E apaixonado por Che e a jovem que fez essa materia ERA apaixonada por ele. Como colocar na cabeca de todas as pessoas que Socialismo e so um degrau para o comunismo e uma demonstracao de ignorancia? Pessoas com neuronios atuantes nunca sao Socialistas. E so estudar porque que comecou essa idiotice na Escola de Frankfurt, a Teoria Critica que abrange Feminismo, Genero, Minorias, Branco Opressivo, Transgenero e outras insanidades nascidas na cabeca de doidos como Marcuse e outros doidos

  14. É uma constatação. Não se trata de uma competição entre comunismo e capitalismo, mas alguns insistem nessa bipolarização para, de alguma forma, levar vantagem. Todos os regimes, de certa forma, exploram o povo, mas não há dúvida daquele que escraviza sua mente e seus sonhos.

    • Capitalismo não explora ninguém, amigo. Essa postura de “isentão” pra relativizar a tragédia chamada socialismo não cola aqui.

      • Acrescento que o capitalismo nem pode ser classificado como um “regime”. Não é um sistema político, é um modo de produção baseado no pressuposto de que as pessoas são livres para decidir. Sociedade de mercado. Quem trouxe o termo ‘capitalismo’ ao mundo foram os socialistas – Marx à frente.

  15. Depois dessa história de Detroit (um assunto que nada tinha haver com a postagem original) acredito fielmente naquele ditado que “Discutir com Esquerdista é jogar xadrez com pombo”! E ainda tem gente que cai nessa…
    Eu respeito a ideia do outro por mais estranha ou inconsequente que seja pois essa é a sua visão.
    O mais engraçado do Esquerdista é que por mais que você peça para ele respeitar a sua opinião ele te agredi. .
    É sempre o mesmo padrão: gritam, xingam, berram e quando as coisas não é como querem apelam para violência e depois vem com aquele discurso “contra ódio” e de “paz e amor”.
    O Pensamento Coletivo é só um nome bonito que se dá para Ditadura!

  16. Resumindo, menos um ditador nesse mundo de meu Deus, tive que viver 42 anos de minha vida tendo que ver e assistir as peripécias desse animal. Já foi tarde!!!!!!

  17. Tanto o capitalismo com o socialismo no mundo de hoje não prosperam porque o problema é a desigualdade de oportunidades e os privilégios de elites políticas, independentemente de ideologia.

    • Não, o socialismo não prospera porque é impossível isso acontecer no socialismo mesmo.
      O capitalismo prospera onde governantes socialistas deixam ele acontecer. O que não é o caso do Brasil.

  18. Artigo infantil de uma “jornalista”- no mínimo – muito mal informada! Em pleno século XXI, quem tiver mais de 15 anos e acesso à informação, mas ainda acreditar em socialismo, Cuba, Che, Fidel, só pode ser BURRO!

  19. O Dr Sócrates, médico e ex jogador do Corinthians, antes de morrer disse no programa cartão verde da TV Cultura, que quando queria tomar um banho de cultura ia para Cuba, e, que seu sonho era ser médico de praça no Brasil, fazendo consultas grátis, aos domingos.

    • É incrível que alguém ainda defenda o comunismo depois de tudo o que já se sabe. Não há liberdade e, até por isso, não se produz riqueza em quantidade suficiente, deixando (quase) todos na pobreza. (“Quase” porque os tiranos no poder nunca ficam na pobreza.) Conheço gente que já foi para Cuba e voltou de lá horrorizado, embora tenha ido com boa vontade. Nem o que alegam de bom sobre aquilo lá é verdade.

  20. Passei pela mesma tristeza quando estive em Cuba, temos uma história parecida, bom saber que não estou só no mesmo pensamento sobre Cuba. Um abraço, Dorival Moreira

  21. Estive em Cuba por duas semanas, hospedado em casas de cubanos autorizados a receber turistas. De carro alugado (pneus careca), percorremos boa parte do país. Legítimo turismo na favela. Vive um pouco melhor quem presta serviços no turismo. Escolas e serviços de saúde são desconcertantes, miseráveis, exceto para quem pode pagar por fora. Toda cidade tem seu hospício. Famílias cubanas compram promoções para seus jovens nos empregos públicos. Manteiga e papel higiênico são raros. Vacas são sagradas, leite e carne reservados para governantes e turistas. Com a saída dos russos, chineses, canadenses e espanhóis investem. Americanos também investem com laranjas locais. Famílias da Florida compram suas casas (das quais foram expulsas pela revolução) em La Havana. O governo fecha os olhos para remessas de dólares que chegam ao país. O borracheiro explicou que não há câmaras de ar ou pesca livre porque “se van”. Como pode ser bom viver em um país prisão?

    • Quem diz que é bom não se coloca no lugar de quem vive lá, tampouco gostaria de viver lá. Fácil elogiar quando se desfruta da liberdade de ir, vir e empreender e do conforto capitalista. Como disse um jornalista de esquerda (Juremir Machado), o problema do comunismo é sempre o mundo real.

  22. Mas que coisa mais ridícula, idiota, burra citar ou comparar Detroit com Cuba e ainda querer analisar a falência da cidade. Troço que irrita!

  23. Retirem o embargo imposto pela “democracia ” aos Cubanos e ai vamos ver o que acontece. Sociedade hipócrita e sem vergonha.

    • O embargo se dá por causa das mais de 6 mil propriedades confiscadas pelos cubanos sem indenização. Ademais, por que Cuba precisaria comerciar com os capitalistas, rapaz? Não se esconda atrás de uma peneira.

  24. Nossa, que texto mal escrito. Essa preocupação excessiva em adornar o texto de romantizações só serve pra esconder uma mensagem superficial. Pois é muitíssimo bem sabido que não é preciso nem por o dedão do pé para fora do Brasil para saber que Cuba é um lugar extremamente difícil… ou saber o que é a miséria.
    Espero que, de volta ao Brasil, a autora não precise nunca passar pelas áreas onde, sem qualquer tipo de regime cruel ou embargo, as classes mais baixas vivem em situação precária. Caso contrário, não sei se esse coraçãozinho insustentavelmente leve vai sobreviver.
    Entre ingenuidade ou ignorância, acredito que está bem claro com que espírito ela embarcou nessa viagem.

    • Sim, ela é (era?) ingênua, mas também é ingenuidade atribuir a pobreza de Cuba ao embargo, como fazem muitos. Em Cuba, só a elite política não é pobre.

    • Ué, o problema do mundo não é o Capitalismo? Tá culpado o embargo??? Se decide meu filho!

      • @Sefazpiauidf Não preciso me decidir EM NADA, porque meu comentário não tem nada a ver com o seu. Onde culpo o capitalismo no meu comentário? Favor ler o que as pessoas escrevem antes de comentar bobagens. Não estou aqui pra alimentar seus devaneios, nem apoiar seu analfabetismo funcional.

  25. O sonho da minha amiga de Volta Redonda era conhecer Cuba. Quando ela esteve naquela ilha da fantasia para os turistas de esquerda, fez amizade com um funcionário do hotel em que estava hospedada e marcou um encontro com ele na praia próximo ao resort. Contudo, ele foi retirado das areias da praia pela polícia, porque aquele local era proibido aos cubanos.

  26. Caraca, esse pessoal sabe mais da historia de Detroid do que do Brasil, kkkk, é muita gente culta, so queria saber quando os EUA tiveram direita e esquerda, la não existe, democratas e republicanos, oa dois lutara, do lado da direita na guerra fria, é, como falei, se esse pessoal estudasse maisa historia do Brasil acho q nossos governantes seriam melhor escolhidos, pq si,plesmente , sem conhecer o passado, a historia se repete.

  27. Cuba!, da quando me entendo por gente se sabe que Cuba é um país pobre, miserável conhecido a causa das lindas praias e mais ainda pelos revolucionários que ao meu ver monopolizaram a vida social econômica do país rendendo um povo livre a escravos de um governo politicamente monoteista que não escuta a voz do povo impondo ao mesmo um governo revolucionário que levou Cuba a miséria onde já se encontrava e ali cotinua…..

  28. Se realmente o comunismo fosse bom Cuba estaria lotada de imigrantes e o povo não estaria fugindo de lá a nado. Por que quem diz acreditar piamente neste sistema não compra uma passagem só de ida para lá!

  29. Não vamos querer que Cuba tenha a tecnologia do Moinhos de Vento. Cuba não está lá para ser modelo tecnológico ( até por que com todos os embargos economicos feitos, a sua própria sobrevivencia é a prova pura de que algo lá deu muito certo). Cuba mostra ao mundo que é possível existir uma comunidade igualitária onde os egos não se sobrepõem a máxima do Estado, onde o coletivo é mais importante que o individual. Quem tem uma boa vida dentro de um país capitalista como o Brasil ( no mesmo país onde a esmagadora maior parte da população não usufrui de nada que esta boa vida oferece ), nunca, nunca visitará Cuba e voltará com Boa impressão. Quem deveria visitar Cuba para escrever um texto confiável é qquer pessoa desta esmagadora maioria que sofre dentro de um país capitalista. Só que estas pessoas não tem recursos para se deslocarem nem ao menos dentro do território em que vivem. Isto não é uma prisão? Uma ditadura? Ah, mas vc tem o sonho de que se um dia tiver dinheiro é livre para voar pelo mundo inteiro. Só que não. Só que é só um sonho porque o pobre é impedido de evoluir. Ele precisa ser pobre. Aliás , muita gente precisa ser pobre para que uns poucos sejam muito ricos. Comunistas Cubanos gostam da pobreza? Não . Quem gosta da ideia da pobreza é o defensor do capitalismo que vai a Cuba para dizer que o hospital deles é pobre. Se os capitalistas não fizessem tantos embargos econômicos a Cuba, teria ela progredido para vermos um modelo social mais justo com tecnologia avançada. Capacidade a eles é o que nao falta. Ah, por favor, estou cansada de ler as críticas destas pessoas privilegiadas. Querem fazer algo isento, justo? Paguem a viagem para um pobre brasileiro e perguntem a ele depois o foi visto em Cuba. A opinião de vcs não me interessa.

    • Flávia, Cuba é uma ditadura sanguinária, onde foram assassinados opositores, religiosos e gays!! Só quem não é pobre lá são os tiranos e seus asseclas! Não, não é preciso que alguém seja pobre para que alguém seja rico! Isso é uma das maiores falácias comunistas. Você ou é muito cínica ou muito ingênua. Caia na real!!

    • Que capitalistas fizeram embargos a Cuba? Fidel usou isso para passar por vitima durante 56 anos e isso deu muito certo, pois conseguiu esmolas de todos os ditadores africanos, (mas esmolas em forma de pedras preciosas e riquezas) para pagar vidas humanas que ele mandava para esses lugares a fim de espionar e ensinar guerrilhas! Cuba deu certo, nao? Ah, deu sim, Fidel usou a vida toda de criancas para fazer sexo, inventou o turismo sexual para todo homem estrangeiro que quer fazer sexo la, criou o mundo das prostitutas, meninas ou adultas que e a maior fonte de renda que ele criou. O EMBARGO foi uma grande farsa, pois os USA nao compravam seus produtos mas eles vendiam do mesmo jeito atraves de contrabando e alem do mais o mundo todo estava aberto a comerciar com os assassinos Castros. Ue, nao sei porque diz que o pobre brasileiro nao pode pagar a viagem pra la porque o seu Lula nao fez com que todos os pobres viajassem de aviao, provocando inveja nas elites? Pensei que sim! E eles veriam o que em Cuba, que os edificios todos nao tem agua e que sao pintados e reformados nas fachadas e dentro nao tem elevador, estao em ruinas, completamente e que ninguem pode entrar para verificar se isso e verdade? Pelo jeito voce e mais uma petralha que encontra mil desculpas para o genocidio do povo cubano sem se importar que nosso pais esta indo pelo mesmo caminho devido a gente idiota assim como voce. Certamente acha que Dilma fez bem em doar dinheiro para os assassinos ditadores de la, deixando o povo do Brasil sem saude, sem leitos hospitalares, sem curativos, sem medicamentos, sem produtos de higiene e limpeza, sem a minima estrutura nos hospitais, para sustentar Fidel e quadrilha com o dinheiro do “mais medicos” que foi outra farsa para dar mais dinheiro a eles.

    • Por que nao faz algo mais justo ainda, vá morar em Cuba o resto de sua vida? O Brasil agradece não ter uma pessoa tão hipócrita. Eu vim de família pobre, meu pai só comia o que podia plantar, como pequeno agricultor e já viajei muito, porque consegui estudar em escola publica, fazer uma faculdade paga por mim. Mas eu tive CHANCE, meu pai teve, TU TEM CHANCE de fazer algo diferente. Pense acordar todo dia e ser completamente igual a todos. Você não poder fazer nada pra mudar, pra ser diferente, pra inovar, pra se valorizar por uma boa ideia. E se você tivesse essa ideia, iria compartilhar com todos? O que faz hoje? Doa 90% do seu salário e sobrevive somente com o dinheiro suficiente para comer? A internet que usou para mandar este post é uma internet fornecida pelo governo? As pessoas em cuba não tem acesso, não podem ter. Vá lá você, e faça essa matéria. A pessoa que escreveu é muito mais imparcial que pensas, pois se notaste, no início do teste ela fala de sua paixão por Che, admiração por Fidel. Ela apenas descreveu o que viu!
      Quer melhor faça você mesmo.
      E quando dizes “A opinião de vcs não me interessa.” só confirmo minha tese de que esquerdistas não pensam, pois quem pensa conversa, escuta, discute, avalia e aprende!

  30. Aluguei um carro e andei 3 mil quilometros em Cuba. Deprimente a situação. Mas quem vai com dinheiro e fica nos resorts é igual quem vem a Florianópolis e fica apenas em Jurerê Internacional. A foto do post é a real situação de Cuba. Calamitosa. Excelente a reportagem!!!

  31. Rubens é só mais um imbecil, prontamente a disposição da ideologia socialista-marxista-bolivariana-petista-paulofreiriana-psolista-comunista que deve ser ignorado.
    Refutação aqui já foi dada a medida.
    Aqui tem gente com cérebro meu filho. Vai se tratar, Socialista de Iphone.

    • Sefazpiauidf, fiquei bastante curioso com a sua adjetivação, razão a minha pergunta: O que vem a ser um Socialista de Iphone?

  32. O capitalismo dá certo nos EUA, exceto onde é governada pelos comunistas. Piada isso. Ainda mais chamar o partido democrata, comando e financiado por capitalistas, de esquerda.

    A verdade, independente de Cuba, é que o capitalismo está desmoronando em todo o mundo. E a classe média indo junto.

    Seria bom a autora visitar uma favela de um país capitalista, se conseguir entrar.

    Comparar Cuba com os olhos da classe média brasileira vai sempre produzir relatos como esse, de comovida decepção. A sorte dos cubanos deve ser comparada aos pobres e excluídos do capitalismo.

    A comparação das condições dos cubanos com as condições vividas pela classe média só será possível daqui a uma décadas quando o processo de sua proletarização pelo capitalismo, em marcha célere, estiver concluído, conforme preconizado por Marx. Aí, sim. E poderá ser visto que os cubsnos estarão em situação melhor.

    • Quer dizer que Cubanos normais, o cidadão comum cubano deve ser comparado com os favelados e excluídos, para assim vermos que a situação deles não é tão ruim. Foi pra isso que serviu 60 anos de regime e restrição de liberdade? Para que um homem médio de Cuba ser comparado somente com o pior que um país pobre capitalista pode produzir? Imagine os realmente excluídos de cuba, os favelados, ou os que vivem na zona rural, onde turista nenhum pode ir! (já sei, vai dizer que não existem miseráveis em cuba, só pobres, tá certo). Porquê não comparar com os pobres da Europa? Porque não comparar com os pobres dos EUA que vivem em condições equiparadas ao da classe média europeia. Pq não comparar com o pobres dos países com maior liberdade econômica, os realmente capitalistas, Austrália, Cingapura, Nova Zelandia, Estônia, Taiwan, até paises africanos tem melhores que Cuba. Que piada. E Marx que errou tudo e já foi inúmeras vezes refutado vai acertar que o capitalismo vai gerar uma proletarização. Sei. Continue apostando nisso e fazendo papel de burro.

  33. Giuliana Bergamo,

    Excelente explanação! Há tempos não lia um relato a ponto de me enlevar como o seu! Muito bem escrito… coeso como há tempos não vejo um… Parabéns!

  34. Cara Guiliana Bergamo,

    Concluo que foi apaixonada mais pelo que Che representa como icon da juventude (moda, posters, bonés, T-shirt, etc) do que ele representa para a humanidade, pela sua contribuição pela libertação dos povos oprimidos, na America Latina, Africa, etc.

    O seu artigo enferma de ingenuidade e peca por falta de uma perspetiva histórica do caso de Cuba. Como vivia a esmagadora maioria da população antes da revolução e como essa população vive hoje, analisando todos os aspectos relevantes da vida das pessoas e do desenvolvimento humano.

    O cubano que entrevistou é muito provavelmente um dissidente ou insatisfeito com o regime cubano. É o equivalente a ir aos EUA e entrevistar um dissidente ou insatisfeito com o regime americano. Isso não é representativo. Essas pessoas existem em todos os países, incluindo o Brasil, e a opinião delas tem o valor que têm numa amostragem populacional.

    Uma jornalista (no caso um casal) “sérios, justos e comprometidos com a verdade dos fatos” não deve ignorar os aspetos acima mencionados ou o seu trabalho não passa da mediocridade, sem qualquer credibilidade e apenas merecedor do caixote do lixo…

    • Alfredo, Cuba é pior do que ela descreveu. Pobreza e autoritarismo típicas de regimes totalitários. Abaixo, um texto de um ex-comunista, que conhece aquilo lá melhor do que eu ou você. Caia na real!

      CUBA, O INFERNO NO PARAÍSO
      Juremir Machado da Silva

      Correio do Povo, Porto Alegre (RS), 4 de março de 2001

      Na crônica da semana passada, tentei, pela milésima vez, aderir ao comunismo. Usei todos os chavões que conhecia para justificar o projeto cubano. Não deu certo. Depois de 11 dias na ilha de Fidel Castro, entreguei de novos os pontos.

      O problema do socialismo é sempre o real. Está certo que as utopias são virtuais, o não-lugar, mas tanto problema com a realidade inviabiliza qualquer adesão. Volto chocado: Cuba é uma favela no paraíso caribenho.

      Não fiquei trancando no mundo cinco estrelas do hotel Habana Libre. Fui para a rua. Vi, ouvi e me estarreci. Em 42 anos, Fidel construiu o inferno ao alcance de todos. Em Cuba, até os médicos são miseráveis. Ninguém pode queixar-se de discriminação. É ainda pior. Os cubanos gostam de uma fórmula cristalina: ‘Cuba tem 11 milhões de habitantes e 5 milhões de policiais’. Um policial pode ganhar até quatro vezes mais do que um médico, cujo salário anda em torno de 15 dólares mensais. José, professor de História, e Marcela, sua companheira, moram num cortiço, no Centro de Havana, com mais dez pessoas (em outros chega a 30). Não há mais água encanada. Calorosos e necessitados de tudo, querem ser ouvidos. José tem o dom da síntese: ‘Cuba é uma prisão, um cárcere especial. Aqui já se nasce prisioneiro. E a pena é perpétua. Não podemos viajar e somos vigiados em permanência. Tenho uma vida tripla: nas aulas, minto para os alunos. Faço a apologia da revolução. Fora, sei que vivo um pesadelo. Alívio é arranjar dólares com turistas’. José e Marcela, Ariel e Julia, Paco e Adelaida, entre tantos com quem falamos,pedem tudo: sabão, roupas, livros, dinheiro, papel higiênico, absorventes. Como não podem entrar sozinhos nos hotéis de luxo que dominam Havana, quando convidados por turistas, não perdem tempo: enchem os bolsos de envelopes de açúcar. O sistema de livreta, pelo qual os cubanos recebem do governo uma espécie de cesta básica, garante comida para uma semana. Depois, cada um que se vire. Carne é um produto impensável.

      José e Marcela, ainda assim, quiseram mostrar a casa e servir um almoço de domingo: arroz, feijão e alguns pedaços de fígado de boi. Uma festa. Culpa do embargo norte-americano? Resultado da queda do Leste Europeu? José não vacila: ‘Para quem tem dólares não há embargo. A crise do Leste trouxe um agravamento da situação econômica. Mas, se Cuba é uma ditadura, isso nada tem a ver com o bloqueio’. Cuba tem quatro classes sociais: os altos funcionários do Estado, confortavelmente instalados em Miramar; os militares e os policiais; os empregados de hotel (que recebem gorjetas em dólar); e o povo. ‘Para ter um emprego num hotel é preciso ser filho de papai, ser protegido de um grande, ter influência’, explica Ricardo, engenheiro que virou mecânico e gostaria de ser mensageiro nos hotéis luxuosos de redes internacionais.

      Certa noite, numa roda de novos amigos, brinco que,quando visito um país problemático, o regime cai logo depois da minha saída. Respondem em uníssono:

      Vamos te expulsar daqui agora mesmo’. Pergunto por que não se rebelam, não protestam, não matam Fidel? Explicam que foram educados para o medo, vivem num Estado totalitário, não têm um líder de oposição e não saberiam atacar com pedras, à moda palestina. Prometem, no embalo das piadas, substituir todas as fotos de Che Guevara espalhadas pela ilha por uma minha se eu assassinar Fidel para eles.

      Quero explicações, definições, mais luz. Resumem: ‘Cuba é uma ditadura’. Peço demonstrações: ‘Aqui não existem eleições. A democracia participativa, direta, popular, é um fachada para a manipulação. Não temos campanhas eleitorais, só temos um partido, um jornal, dois canais de televisão, de propaganda, e, se fizéssemos um discurso em praça pública para criticar o governo, seríamos presos na hora’.

      Ricardo Alarcón aparece na televisão para dizer que o sistema eleitoral de Cuba é o mais democrático do mundo. Os telespectadores riem: ‘É o braço direito da ditadura. O partido indica o candidato a delegado de um distrito; cabe aos moradores do lugar confirmá-lo; a partir daí, o povo não interfere em mais nada. Os delegados confirmam os deputados; estes, o Conselho de Estado; que consagra Fidel’.Mas e a educação e a saúde para todos? Ariel explica: ‘Temos alfabetização e profissionalização para todos, não educação. Somos formados para ler a versão oficial, não para a liberdade.

      A educação só existe para a consciência crítica, à qual não temos direito. O sistema de saúde é bom e garante que vivamos mais tempo para a submissão’.José mostra-me as prostitutas, dá os preços e diz que ninguém as condena:’Estão ajudando as famílias a sobreviver’. Por uma de 15 anos, estudante e bonita, 80 dólares. Quatro velhas negras olham uma televisão em preto e branco, cuja imagem não se fixa. Tentam ver ‘Força de um Desejo’. Uma delas justifica: ‘Só temos a macumba (santería) e as novelas como alento. Fidel já nos tirou tudo.Tomara que nos deixe as novelas brasileiras’. Antes da partida,José exige que eu me comprometa a ter coragem de, ao chegar ao Brasil, contar a verdade que me ensinaram: em Cuba só há ‘rumvoltados’.

  35. Excelente o relato. Pena que, assim como no seu caso, essa percepção chegue somente com a idade. Essa imagem do Che foi a mais trabalhada da história. E a que ainda persiste, com a ajuda dos profissionais de humanas, enganando os mais jovens.

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