Eu, uma ex-apaixonada por Che, fui a Cuba. E essa é a visão que tive por lá

Fui a Cuba com meu marido, o cara que eu amo, que eu escolhi para, junto comigo, fazer, parir e criar duas pessoas. Meu marido é um dos caras mais sérios, justos e comprometidos com a verdade dos fatos que já conheci na vida. O mais comprometido provavelmente. Tanto que, às vezes, acho que ele tem dificuldade de sonhar. E, talvez por isso, não mede esforços para realizar os meus sonhos. Ir à Cuba era um deles.

Eu devia estar na sétima ou oitava série quando ouvi falar pela primeira vez de um lugar “onde todos eram iguais”, mas as crianças pediam bala e canetas Bic aos turistas na rua. Lembro bem de uma professora que hoje, se estiver viva, deve ter uns 80 e tantos anos, dizendo que, quando menina, sonhava com Fidel fardado chegando em um cavalo branco para levá-la. Eu não entendia bem aquela paixão, era mais da turma das amigas da minha professora, as quais, dizia ela, eram apaixonadas por Che.

Aos 15, ganhei dos meus amigos um pôster do revolucionário argentino clicado por Alberto Korda. Preguei na parte interna do meu armário, onde ficou até eu deixar a casa da minha mãe, aos 24 anos. Na época em que ganhei o souvenir, nossa curtição era usar boina, fumar charuto e discutir sobre a revolução e o absurdo do capitalismo. De lá para cá, já perdi a conta da quantidade de vezes em que participei de discussões acaloradas entre a turma contra e a favor do (socialismo de) Cuba. Em todas elas, sempre havia um sujeito que tentava calar o opositor com o argumento: “Você nunca foi para Cuba, não sabe o que está falando!”

Eu precisava ir a Cuba para saber do que estava falando. Então fomos, um casal de jornalistas, passar nossa nova lua de mel em Cuba. Lá, vi gente cantando e dançando – muito bem – a cada esquina. Ouvir música e dançar em Cuba é comer macarrão com vinho na Itália, amar em Paris, escalar no Himalaia. Em Cuba, vi turistas por todos os lados, carros antigos (custam cerca de 18 mil dólares e são passados de pai para filho), casas de pé direito alto onde os andares são divididos em dois para caber mais gente, casas que desmoronaram de tão velhas, esgoto a céu aberto, mercados só para cubanos onde a maior transgressão é vender amendoim sem passar pelo governo. Vi crianças com uniformes impecáveis e escolas cheias com quadras poliesportivas e prédios não muito diferentes das nossas escolas públicas. Vi pouca gente doente na rua e banheiros públicos limpos, mesmo que não saísse água da torneira ou da descarga (no banheiro do Museu da Revolução, uma senhora abastecia baldes que os visitantes enojados usavam para mandar embora suas necessidades).

Fiz questão de entrar no hospital central de Havana para ver a tal fantástica medicina cubana. Dei de cara com um arremedo de pronto socorro público muito parecido com os que topei em minhas apurações no Brasil. Gente se desmilinguindo na sala de espera, chão limpo, mas todo detonado, salas vazias com paredes caindo aos pedaços e um médico-bedel nervoso com a minha presença. Enfiei a cara dentro do laboratório e fui imediatamente transportada para a década de 1980, quando visitava minha mãe no laboratório de análises clínicas onde ela trabalhava. Nostálgico, mas sei bem o quanto a medicina andou de lá para cá graças aos novos equipamentos tecnológicos. Na rua, conversei com pessoas que têm esperança no governo de Trump. Para eles, Obama nada fez pelos cubanos. A retomada das relações foi apenas cosmética.

Fiz também o roteiro de turismo “oficial” e fui aos museus. Circulando pelas centenas de fotos de Fidel, Che e outros combatentes, suas fardas e pijamas ensanguentados, restos de equipamentos e pôsteres com palavras de ordem e frases de louvor, não conseguia parar de pensar nos trechos do texto que lera dias antes de viagem, do livro “A Verdade das Mentiras”, de Mario Vargas Llosa: “Numa sociedade fechada, o poder não se arregra apenas o privilégio de controlar as ações dos homens, o que fazem e o que dizem: aspira também governar suas fantasias, seus sonhos e, evidentemente, suas memórias.” Lembrei do mesmo texto quando entrei nas livrarias, onde os poucos livros exibidos nas estantes quase vazias eram de autores aliados ao governo cubano.

Não satisfeita, quis ter uma conversa franca com um cidadão, digamos, mais antenado. Na manhã de nosso último dia de viagem, W. (a conversa foi absolutamente informal, não me sinto à vontade de publicar o nome dele aqui), um jornalista cubano que resolveu desafiar o poder e contar a verdade e, por isso, paga com a própria liberdade, veio nos encontrar. Dias atrás, depois de cobrir um ato pró-Trump (sim, houve um ato pró-Trump em Cuba), W. foi preso por uma semana. Para proteger a mulher e a filha de 4 anos, W. não vive na mesma casa que elas. Vê a família apenas aos finais de semana.

Quando foi nos encontrar na manhã do último domingo (20), W. estava tenso. Ele não temia estar sendo seguido. Já desistiu de se proteger. Sua aflição era pela prima, que estava em trabalho de parto desde o dia anterior. Eu, que já passei horas parindo por duas vezes, pensei: “coisa de homem, parto é assim mesmo”. Aí ele explicou melhor. Em Cuba, praticamente não há parto cesáreo. “Tentam o parto normal até o fim.” Cesária é algo raro mesmo quando é necessária. Por isso, uma outra prima de W. perdeu um bebê que, por complicações de parto, morreu cinco dias depois de nascer. Só que o priminho de W. foi registrado como natimorto, uma estratégia safada para camuflar os dados sobre mortalidade infantil. E lembrei de Llosa novamente: “Em uma sociedade fechada, a história se impregna de ficção, pois se inventa e reinventa em virtude da ortodoxia religiosa e da política contemporânea ou, mais grosseiramente, de acordo com os caprichos do poder.”

Ao longo de nossa conversa e do passeio que fizemos pela periferia de Havana, W. criticou a miséria, a insegurança (a maior parte das casas tem grades), a censura e o povo que não promove a mudança, ficando à espera de um salvador. Questionei W. sobre a educação, uma das bandeiras do governo e um dos argumentos mais utilizados pela turma pró-Fidel nas discussões dos bares da Vila Madalena, onde os protagonistas costumam pagar fortunas por escolas onde seus filhos aprendam “a pensar”. W.: “Sim, tem escola para todo mundo. Mas não há educação. Há doutrinação. Educação, para mim, é ensinar a descobrir, a questionar, a fazer perguntas. Não é isso o que se ensina às crianças cubanas.”

Naquele ponto da conversa – e da viagem – já estava tristíssima, mas ainda não havia perdido a esperança de encontrar aquela partícula animadora dos meus amigos tão encantados pelo país. Queria ver algo de realmente bom, algo esperançoso. Queria achar o samba e o futebol dos cubanos. Então perguntei: “W., os cubanos, pelo menos, são felizes de alguma maneira?” W. deu um sorriso irônico e contou uma história para responder minha pergunta.

Há pouco tempo, W. foi contratado por uma agência de notícias para fazer um documentário com o tema “Projeto de Vida”. A ideia era entrevistar conterrâneos para saber quais eram os planos para o futuro deles. “Todos deram a mesma resposta: ‘meu projeto de vida é sair daqui, quero deixar Cuba’. Não, os cubanos não são felizes”, disse W.

Terminamos aquela manhã com tristeza e um buraco no peito. Eu e meu marido continuamos rodando a cidade a pé (quase não usamos carro ou outro tipo de transporte), enfrentamos a fila da chocolataria onde cubanos e turistas esperam um tempão para comer o chocolate mais doce que eu já provei na minha vida, demos de cara com a loja da Benetton em Cuba (!!!) e dissemos “não” às crianças que, na rua, pediam “caramelos” (balas, em português). Voltamos ao hotel, jantamos no único lugar onde encontramos uma comida dessas que acolhem o estômago e a alma, o Paladar Los Amigos, uma espécie de restaurante que funciona dentro de uma casa. Depois, não tivemos mais disposição emocional para fazer nada. E fomos dormir para enfrentar a viagem de volta.

No dia seguinte, na fileira atrás de nós no avião, uma brasileira chorava copiosamente. Aflitos, os passageiros ao lado tentavam confortá-la. Parei a leitura que acabara de começar, “A Insustentável Leveza do Ser”, de Milan Kundera, para ouvir o que ela contava. Chorava porque o “marido” tinha ficado em Cuba. Meses antes, os dois se conheceram no Brasil. Médico, ele viera trabalhar no Programa Mais Médicos. Apaixonaram-se, tentaram fazer com que ele ficasse aqui, mas não teve jeito. Por determinação do governo, ele precisou voltar. Ainda assim, tinha a esperança de ser enviado para uma nova missão, o que lhe foi negado. A moça voltava de uma temporada de um mês com seu amor, seu “marido”, ela dizia aos companheiros de voo.

Ouvi a história, abracei meu marido, trocamos carinhos e retomei minha leitura com o coração apertado. Logo cheguei à parte do livro em que a Checoslováquia é invadida pelos russos e Tomas, um dos protagonistas, tem a possibilidade de emigrar para a Suíça. No início, pensa em ficar. Afinal, Tereza, sua mulher, estava no auge da carreira de fotojornalista. Surpreendentemente, ela diz que está disposta a se mudar, apesar de saber que, na Suíça, vivia uma das amantes de Tomas. Sobre isso, Kundera escreve: “aquele que quer deixar o lugar onde vive não está feliz.” E eu completo: seja ele um personagem de ficção, um venezuelano, um cubano ou eu mesma, quando, em viagem a trabalho, quero voltar para perto dos meus amores.

Vaquinha O ILISP comprou o domínio "aborto.com.br" e lançará uma campanha pró-vida, mas isso exige recursos. Os interessados em ajudar podem fazê-lo por meio do botão abaixo:

253 COMENTÁRIOS

  1. Cara Guiliana Bergamo,

    Concluo que foi apaixonada mais pelo que Che representa como icon da juventude (moda, posters, bonés, T-shirt, etc) do que ele representa para a humanidade, pela sua contribuição pela libertação dos povos oprimidos, na America Latina, Africa, etc.

    O seu artigo enferma de ingenuidade e peca por falta de uma perspetiva histórica do caso de Cuba. Como vivia a esmagadora maioria da população antes da revolução e como essa população vive hoje, analisando todos os aspectos relevantes da vida das pessoas e do desenvolvimento humano.

    O cubano que entrevistou é muito provavelmente um dissidente ou insatisfeito com o regime cubano. É o equivalente a ir aos EUA e entrevistar um dissidente ou insatisfeito com o regime americano. Isso não é representativo. Essas pessoas existem em todos os países, incluindo o Brasil, e a opinião delas tem o valor que têm numa amostragem populacional.

    Uma jornalista (no caso um casal) “sérios, justos e comprometidos com a verdade dos fatos” não deve ignorar os aspetos acima mencionados ou o seu trabalho não passa da mediocridade, sem qualquer credibilidade e apenas merecedor do caixote do lixo…

    • Alfredo, Cuba é pior do que ela descreveu. Pobreza e autoritarismo típicas de regimes totalitários. Abaixo, um texto de um ex-comunista, que conhece aquilo lá melhor do que eu ou você. Caia na real!

      CUBA, O INFERNO NO PARAÍSO
      Juremir Machado da Silva

      Correio do Povo, Porto Alegre (RS), 4 de março de 2001

      Na crônica da semana passada, tentei, pela milésima vez, aderir ao comunismo. Usei todos os chavões que conhecia para justificar o projeto cubano. Não deu certo. Depois de 11 dias na ilha de Fidel Castro, entreguei de novos os pontos.

      O problema do socialismo é sempre o real. Está certo que as utopias são virtuais, o não-lugar, mas tanto problema com a realidade inviabiliza qualquer adesão. Volto chocado: Cuba é uma favela no paraíso caribenho.

      Não fiquei trancando no mundo cinco estrelas do hotel Habana Libre. Fui para a rua. Vi, ouvi e me estarreci. Em 42 anos, Fidel construiu o inferno ao alcance de todos. Em Cuba, até os médicos são miseráveis. Ninguém pode queixar-se de discriminação. É ainda pior. Os cubanos gostam de uma fórmula cristalina: ‘Cuba tem 11 milhões de habitantes e 5 milhões de policiais’. Um policial pode ganhar até quatro vezes mais do que um médico, cujo salário anda em torno de 15 dólares mensais. José, professor de História, e Marcela, sua companheira, moram num cortiço, no Centro de Havana, com mais dez pessoas (em outros chega a 30). Não há mais água encanada. Calorosos e necessitados de tudo, querem ser ouvidos. José tem o dom da síntese: ‘Cuba é uma prisão, um cárcere especial. Aqui já se nasce prisioneiro. E a pena é perpétua. Não podemos viajar e somos vigiados em permanência. Tenho uma vida tripla: nas aulas, minto para os alunos. Faço a apologia da revolução. Fora, sei que vivo um pesadelo. Alívio é arranjar dólares com turistas’. José e Marcela, Ariel e Julia, Paco e Adelaida, entre tantos com quem falamos,pedem tudo: sabão, roupas, livros, dinheiro, papel higiênico, absorventes. Como não podem entrar sozinhos nos hotéis de luxo que dominam Havana, quando convidados por turistas, não perdem tempo: enchem os bolsos de envelopes de açúcar. O sistema de livreta, pelo qual os cubanos recebem do governo uma espécie de cesta básica, garante comida para uma semana. Depois, cada um que se vire. Carne é um produto impensável.

      José e Marcela, ainda assim, quiseram mostrar a casa e servir um almoço de domingo: arroz, feijão e alguns pedaços de fígado de boi. Uma festa. Culpa do embargo norte-americano? Resultado da queda do Leste Europeu? José não vacila: ‘Para quem tem dólares não há embargo. A crise do Leste trouxe um agravamento da situação econômica. Mas, se Cuba é uma ditadura, isso nada tem a ver com o bloqueio’. Cuba tem quatro classes sociais: os altos funcionários do Estado, confortavelmente instalados em Miramar; os militares e os policiais; os empregados de hotel (que recebem gorjetas em dólar); e o povo. ‘Para ter um emprego num hotel é preciso ser filho de papai, ser protegido de um grande, ter influência’, explica Ricardo, engenheiro que virou mecânico e gostaria de ser mensageiro nos hotéis luxuosos de redes internacionais.

      Certa noite, numa roda de novos amigos, brinco que,quando visito um país problemático, o regime cai logo depois da minha saída. Respondem em uníssono:

      Vamos te expulsar daqui agora mesmo’. Pergunto por que não se rebelam, não protestam, não matam Fidel? Explicam que foram educados para o medo, vivem num Estado totalitário, não têm um líder de oposição e não saberiam atacar com pedras, à moda palestina. Prometem, no embalo das piadas, substituir todas as fotos de Che Guevara espalhadas pela ilha por uma minha se eu assassinar Fidel para eles.

      Quero explicações, definições, mais luz. Resumem: ‘Cuba é uma ditadura’. Peço demonstrações: ‘Aqui não existem eleições. A democracia participativa, direta, popular, é um fachada para a manipulação. Não temos campanhas eleitorais, só temos um partido, um jornal, dois canais de televisão, de propaganda, e, se fizéssemos um discurso em praça pública para criticar o governo, seríamos presos na hora’.

      Ricardo Alarcón aparece na televisão para dizer que o sistema eleitoral de Cuba é o mais democrático do mundo. Os telespectadores riem: ‘É o braço direito da ditadura. O partido indica o candidato a delegado de um distrito; cabe aos moradores do lugar confirmá-lo; a partir daí, o povo não interfere em mais nada. Os delegados confirmam os deputados; estes, o Conselho de Estado; que consagra Fidel’.Mas e a educação e a saúde para todos? Ariel explica: ‘Temos alfabetização e profissionalização para todos, não educação. Somos formados para ler a versão oficial, não para a liberdade.

      A educação só existe para a consciência crítica, à qual não temos direito. O sistema de saúde é bom e garante que vivamos mais tempo para a submissão’.José mostra-me as prostitutas, dá os preços e diz que ninguém as condena:’Estão ajudando as famílias a sobreviver’. Por uma de 15 anos, estudante e bonita, 80 dólares. Quatro velhas negras olham uma televisão em preto e branco, cuja imagem não se fixa. Tentam ver ‘Força de um Desejo’. Uma delas justifica: ‘Só temos a macumba (santería) e as novelas como alento. Fidel já nos tirou tudo.Tomara que nos deixe as novelas brasileiras’. Antes da partida,José exige que eu me comprometa a ter coragem de, ao chegar ao Brasil, contar a verdade que me ensinaram: em Cuba só há ‘rumvoltados’.

  2. Giuliana Bergamo,

    Excelente explanação! Há tempos não lia um relato a ponto de me enlevar como o seu! Muito bem escrito… coeso como há tempos não vejo um… Parabéns!

  3. O capitalismo dá certo nos EUA, exceto onde é governada pelos comunistas. Piada isso. Ainda mais chamar o partido democrata, comando e financiado por capitalistas, de esquerda.

    A verdade, independente de Cuba, é que o capitalismo está desmoronando em todo o mundo. E a classe média indo junto.

    Seria bom a autora visitar uma favela de um país capitalista, se conseguir entrar.

    Comparar Cuba com os olhos da classe média brasileira vai sempre produzir relatos como esse, de comovida decepção. A sorte dos cubanos deve ser comparada aos pobres e excluídos do capitalismo.

    A comparação das condições dos cubanos com as condições vividas pela classe média só será possível daqui a uma décadas quando o processo de sua proletarização pelo capitalismo, em marcha célere, estiver concluído, conforme preconizado por Marx. Aí, sim. E poderá ser visto que os cubsnos estarão em situação melhor.

    • Quer dizer que Cubanos normais, o cidadão comum cubano deve ser comparado com os favelados e excluídos, para assim vermos que a situação deles não é tão ruim. Foi pra isso que serviu 60 anos de regime e restrição de liberdade? Para que um homem médio de Cuba ser comparado somente com o pior que um país pobre capitalista pode produzir? Imagine os realmente excluídos de cuba, os favelados, ou os que vivem na zona rural, onde turista nenhum pode ir! (já sei, vai dizer que não existem miseráveis em cuba, só pobres, tá certo). Porquê não comparar com os pobres da Europa? Porque não comparar com os pobres dos EUA que vivem em condições equiparadas ao da classe média europeia. Pq não comparar com o pobres dos países com maior liberdade econômica, os realmente capitalistas, Austrália, Cingapura, Nova Zelandia, Estônia, Taiwan, até paises africanos tem melhores que Cuba. Que piada. E Marx que errou tudo e já foi inúmeras vezes refutado vai acertar que o capitalismo vai gerar uma proletarização. Sei. Continue apostando nisso e fazendo papel de burro.

      • É isso aí, Arthur. Quando falo do que vi em Cuba, uns amigos gostam de comparar com um cidadão médio do Haiti ( olha o ” desespero” ) mas não com um cidadão médio da Inglaterra, por exemplo. Tenho uma tia petista que adora falar bem de Cuba, mas só passa as férias na Europa e nos EUA, para onde já foi umas 3 vezes, aliás .Uma vez lhe perguntei o porquê de não conhecer a India , por exemplo, para variar um pouco, ao que ela me respondeu ; de pobreza já basta o Brasil. Será que é por este o motivo que ela , apesar da boa condição financeira e de férias anuais , ainda não visitou Cuba?

  4. Rubens é só mais um imbecil, prontamente a disposição da ideologia socialista-marxista-bolivariana-petista-paulofreiriana-psolista-comunista que deve ser ignorado.
    Refutação aqui já foi dada a medida.
    Aqui tem gente com cérebro meu filho. Vai se tratar, Socialista de Iphone.

    • Sefazpiauidf, fiquei bastante curioso com a sua adjetivação, razão a minha pergunta: O que vem a ser um Socialista de Iphone?

  5. Aluguei um carro e andei 3 mil quilometros em Cuba. Deprimente a situação. Mas quem vai com dinheiro e fica nos resorts é igual quem vem a Florianópolis e fica apenas em Jurerê Internacional. A foto do post é a real situação de Cuba. Calamitosa. Excelente a reportagem!!!

  6. Não vamos querer que Cuba tenha a tecnologia do Moinhos de Vento. Cuba não está lá para ser modelo tecnológico ( até por que com todos os embargos economicos feitos, a sua própria sobrevivencia é a prova pura de que algo lá deu muito certo). Cuba mostra ao mundo que é possível existir uma comunidade igualitária onde os egos não se sobrepõem a máxima do Estado, onde o coletivo é mais importante que o individual. Quem tem uma boa vida dentro de um país capitalista como o Brasil ( no mesmo país onde a esmagadora maior parte da população não usufrui de nada que esta boa vida oferece ), nunca, nunca visitará Cuba e voltará com Boa impressão. Quem deveria visitar Cuba para escrever um texto confiável é qquer pessoa desta esmagadora maioria que sofre dentro de um país capitalista. Só que estas pessoas não tem recursos para se deslocarem nem ao menos dentro do território em que vivem. Isto não é uma prisão? Uma ditadura? Ah, mas vc tem o sonho de que se um dia tiver dinheiro é livre para voar pelo mundo inteiro. Só que não. Só que é só um sonho porque o pobre é impedido de evoluir. Ele precisa ser pobre. Aliás , muita gente precisa ser pobre para que uns poucos sejam muito ricos. Comunistas Cubanos gostam da pobreza? Não . Quem gosta da ideia da pobreza é o defensor do capitalismo que vai a Cuba para dizer que o hospital deles é pobre. Se os capitalistas não fizessem tantos embargos econômicos a Cuba, teria ela progredido para vermos um modelo social mais justo com tecnologia avançada. Capacidade a eles é o que nao falta. Ah, por favor, estou cansada de ler as críticas destas pessoas privilegiadas. Querem fazer algo isento, justo? Paguem a viagem para um pobre brasileiro e perguntem a ele depois o foi visto em Cuba. A opinião de vcs não me interessa.

    • Flávia, Cuba é uma ditadura sanguinária, onde foram assassinados opositores, religiosos e gays!! Só quem não é pobre lá são os tiranos e seus asseclas! Não, não é preciso que alguém seja pobre para que alguém seja rico! Isso é uma das maiores falácias comunistas. Você ou é muito cínica ou muito ingênua. Caia na real!!

    • Que capitalistas fizeram embargos a Cuba? Fidel usou isso para passar por vitima durante 56 anos e isso deu muito certo, pois conseguiu esmolas de todos os ditadores africanos, (mas esmolas em forma de pedras preciosas e riquezas) para pagar vidas humanas que ele mandava para esses lugares a fim de espionar e ensinar guerrilhas! Cuba deu certo, nao? Ah, deu sim, Fidel usou a vida toda de criancas para fazer sexo, inventou o turismo sexual para todo homem estrangeiro que quer fazer sexo la, criou o mundo das prostitutas, meninas ou adultas que e a maior fonte de renda que ele criou. O EMBARGO foi uma grande farsa, pois os USA nao compravam seus produtos mas eles vendiam do mesmo jeito atraves de contrabando e alem do mais o mundo todo estava aberto a comerciar com os assassinos Castros. Ue, nao sei porque diz que o pobre brasileiro nao pode pagar a viagem pra la porque o seu Lula nao fez com que todos os pobres viajassem de aviao, provocando inveja nas elites? Pensei que sim! E eles veriam o que em Cuba, que os edificios todos nao tem agua e que sao pintados e reformados nas fachadas e dentro nao tem elevador, estao em ruinas, completamente e que ninguem pode entrar para verificar se isso e verdade? Pelo jeito voce e mais uma petralha que encontra mil desculpas para o genocidio do povo cubano sem se importar que nosso pais esta indo pelo mesmo caminho devido a gente idiota assim como voce. Certamente acha que Dilma fez bem em doar dinheiro para os assassinos ditadores de la, deixando o povo do Brasil sem saude, sem leitos hospitalares, sem curativos, sem medicamentos, sem produtos de higiene e limpeza, sem a minima estrutura nos hospitais, para sustentar Fidel e quadrilha com o dinheiro do “mais medicos” que foi outra farsa para dar mais dinheiro a eles.

    • Por que nao faz algo mais justo ainda, vá morar em Cuba o resto de sua vida? O Brasil agradece não ter uma pessoa tão hipócrita. Eu vim de família pobre, meu pai só comia o que podia plantar, como pequeno agricultor e já viajei muito, porque consegui estudar em escola publica, fazer uma faculdade paga por mim. Mas eu tive CHANCE, meu pai teve, TU TEM CHANCE de fazer algo diferente. Pense acordar todo dia e ser completamente igual a todos. Você não poder fazer nada pra mudar, pra ser diferente, pra inovar, pra se valorizar por uma boa ideia. E se você tivesse essa ideia, iria compartilhar com todos? O que faz hoje? Doa 90% do seu salário e sobrevive somente com o dinheiro suficiente para comer? A internet que usou para mandar este post é uma internet fornecida pelo governo? As pessoas em cuba não tem acesso, não podem ter. Vá lá você, e faça essa matéria. A pessoa que escreveu é muito mais imparcial que pensas, pois se notaste, no início do teste ela fala de sua paixão por Che, admiração por Fidel. Ela apenas descreveu o que viu!
      Quer melhor faça você mesmo.
      E quando dizes “A opinião de vcs não me interessa.” só confirmo minha tese de que esquerdistas não pensam, pois quem pensa conversa, escuta, discute, avalia e aprende!

  7. Se realmente o comunismo fosse bom Cuba estaria lotada de imigrantes e o povo não estaria fugindo de lá a nado. Por que quem diz acreditar piamente neste sistema não compra uma passagem só de ida para lá!

  8. Cuba!, da quando me entendo por gente se sabe que Cuba é um país pobre, miserável conhecido a causa das lindas praias e mais ainda pelos revolucionários que ao meu ver monopolizaram a vida social econômica do país rendendo um povo livre a escravos de um governo politicamente monoteista que não escuta a voz do povo impondo ao mesmo um governo revolucionário que levou Cuba a miséria onde já se encontrava e ali cotinua…..

  9. Caraca, esse pessoal sabe mais da historia de Detroid do que do Brasil, kkkk, é muita gente culta, so queria saber quando os EUA tiveram direita e esquerda, la não existe, democratas e republicanos, oa dois lutara, do lado da direita na guerra fria, é, como falei, se esse pessoal estudasse maisa historia do Brasil acho q nossos governantes seriam melhor escolhidos, pq si,plesmente , sem conhecer o passado, a historia se repete.

  10. O sonho da minha amiga de Volta Redonda era conhecer Cuba. Quando ela esteve naquela ilha da fantasia para os turistas de esquerda, fez amizade com um funcionário do hotel em que estava hospedada e marcou um encontro com ele na praia próximo ao resort. Contudo, ele foi retirado das areias da praia pela polícia, porque aquele local era proibido aos cubanos.

  11. Nossa, que texto mal escrito. Essa preocupação excessiva em adornar o texto de romantizações só serve pra esconder uma mensagem superficial. Pois é muitíssimo bem sabido que não é preciso nem por o dedão do pé para fora do Brasil para saber que Cuba é um lugar extremamente difícil… ou saber o que é a miséria.
    Espero que, de volta ao Brasil, a autora não precise nunca passar pelas áreas onde, sem qualquer tipo de regime cruel ou embargo, as classes mais baixas vivem em situação precária. Caso contrário, não sei se esse coraçãozinho insustentavelmente leve vai sobreviver.
    Entre ingenuidade ou ignorância, acredito que está bem claro com que espírito ela embarcou nessa viagem.

    • Sim, ela é (era?) ingênua, mas também é ingenuidade atribuir a pobreza de Cuba ao embargo, como fazem muitos. Em Cuba, só a elite política não é pobre.

      • @Sefazpiauidf Não preciso me decidir EM NADA, porque meu comentário não tem nada a ver com o seu. Onde culpo o capitalismo no meu comentário? Favor ler o que as pessoas escrevem antes de comentar bobagens. Não estou aqui pra alimentar seus devaneios, nem apoiar seu analfabetismo funcional.

    • Sim, a miseria do Brasil se deve justamente as politicas estatizantes a la castro q o brasil sempre adotou ferrando tudo com altos impostos pros governantes, burocratizando tudo, e impedindo a livre iniciativa

  12. Retirem o embargo imposto pela “democracia ” aos Cubanos e ai vamos ver o que acontece. Sociedade hipócrita e sem vergonha.

    • O embargo se dá por causa das mais de 6 mil propriedades confiscadas pelos cubanos sem indenização. Ademais, por que Cuba precisaria comerciar com os capitalistas, rapaz? Não se esconda atrás de uma peneira.

      • Na prática, o tal embargo não existe. O Brasil mesmo investiu mais de 1 bilhão de dólares na ilha, nos tempos de Lula e Dilma. Não teremos retorno dessa dinheirama porque a ilha só enriqueceu seus ditadores, os irmãos Castro.

    • so no programa + medicos foram 6 bilhoes pro rabo dos castros… Se o socialismo precisa tanto assim de comercio com o capitalsimo rpa sobreviver q bela merda o socialismo eh

  13. Mas que coisa mais ridícula, idiota, burra citar ou comparar Detroit com Cuba e ainda querer analisar a falência da cidade. Troço que irrita!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here