Hitler: o marxista heterodoxo que tentou implantar a utopia socialista

Em abril de 1945, quando Hitler cometeu suicídio em Berlim, ninguém estava interessado no que ele acreditava. A guerra não é um período de reflexão e o que Hitler fez foi tão destruidor – e ficou amplamente conhecido pelas fotos de corpos nus empilhados em valas coletivas – que pouca atenção foi dada ao ideal nacional-socialista (vulgo “nazista”).

Décadas depois, há muito a ser dito. Os diversos materiais que apareceram posteriormente enriqueceram e aprofundaram o conhecimento sobre o nacional-socialismo. Amigos íntimos de Hitler, como Albert Speer, publicaram as suas memórias; as conversas privadas que Hitler teve durante o período da guerra se transformaram em livros; revelações como as conversas políticas que Hermann Rauschning teve com Hitler foram confirmadas por pesquisas minuciosas; e diários de nazistas como o do consultor econômico de Hitler, Otto Wagener, e de seu conhecido ministro de propaganda, Joseph Goebbels, igualmente se transformaram em livros.

Lendo esses materiais, fica claro, sem sombras de dúvidas, que Hitler e seus aliados se consideravam socialistas e que outros também acreditavam nisso. Adotar o nome “nacional-socialismo” não foi uma hipocrisia. Numa época onde a União Soviética era o único estado socialista no mundo e Hitler adotou a retórica antibolchevique como parte de seu apelo popular, é compreensível que ele relutasse em falar abertamente sobre as suas fontes – em público, Hitler sempre se declarou um antimarxista. Sua megalomania impedia que ele se declarasse discípulo de qualquer pessoa. E isso levou a uma estranha e paradoxal aliança entre os historiadores de esquerda modernos e a mente de um ditador. Muitos analistas atuais se recusam a analisar a mentalidade de Hitler e aceitam, sem questionar, o slogan “Cruzada contra o Marxismo” como uma síntese de sua visão, classificando Hitler e seu nacional-socialismo, erroneamente, como sendo “conservador” ou de “extrema-direita”.

Em suas conversas privadas, Hitler reconhecia sua dívida com a tradição marxista. De acordo com Hermann Rauschning, um nazista que conheceu Hitler antes de sua ascensão ao poder em 1933 e publicou as conversas que teve com o ditador, Hitler afirmava que “havia aprendido muito com o marxismo”. Ele se orgulhava de ter se aprofundado na lógica marxista quando era um estudante, antes da Primeira Guerra Mundial, e posteriormente na prisão em 1924, para onde foi levado quando sua tentativa de golpe (o Putsch de Munique) falhou. O problema dos políticos da República de Weimar, como Hitler afirmou a Otto Wagener, era que “eles nunca leram Marx” e acreditavam que a Revolução Russa de 1917 era apenas “uma questão limitada à Rússia” e não um acontecimento que teria mudado a história humana. Suas diferenças com os comunistas eram mais táticas do que ideológicas. Para Hitler, os comunistas eram meros panfleteiros, enquanto ele acreditava que “tinha colocado em prática o que esses vendedores ambulantes e empurradores de canetas começaram timidamente”, afirmando, com todas as letras, que “todo o nacional-socialismo era baseado em Marx”.

Essa é uma observação devastadora e mais bruta do que qualquer coisa em seus discursos ou em Mein Kampf: mesmo em sua autobiografia, ele salienta que a sua doutrina era diferente do marxismo por reconhecer a importância das “raças” – deixando implícito que poderia ser facilmente ser reconhecida como mera derivada. Sem a luta de raças, Hitler afirmava, o nacional-socialismo “apenas competiria com o marxismo em seu próprio terreno”. O marxismo era internacionalista. Os proletários, como diz o famoso slogan, não têm uma única pátria. Hitler tinha uma pátria e ela era tudo para ele.

Mesmo assim, privadamente ele reconhecia que o nacional-socialismo era baseado em Marx. E faz todo sentido. O nazismo era baseado no marxismo de diversas formas. Ambos são teorias históricas que afirmam explicar todo o passado e o futuro da humanidade. Hitler apenas descobriu que o socialismo poderia ser nacional e não apenas internacional. Era possível haver um nacional-socialismo. Como Hitler afirmou a seu conselheiro econômico, Otto Wagener, em 1930: o socialismo do futuro seria baseado na “comunidade do povo”, não no internacionalismo, e sua tarefa era “transformar o povo alemão em socialista sem matar os antigos individualistas”, ou seja, os empreendedores e gestores da era liberal. Eles deveriam ser usados e não destruídos. O estado poderia controlar tudo sem que fosse o proprietário, e, guiada por um único partido, a economia poderia ser planejada e direcionada sem estatizar totalmente a propriedade privada.

Essa percepção foi fundamental para o nacional-socialismo. A estatização da propriedade privada, como a então recente Guerra Civil Russa mostrava, significava que alemães teriam que lutar contra outros alemães, e Hitler acreditava que havia um caminho mais rápido e eficiente rumo ao socialismo, sem demandar uma guerra civil.

Como Hitler disse a Wagener, a era do individualismo havia chegado ao fim e sua tarefa era “encontrar e trilhar o caminho do individualismo ao socialismo, sem que haja uma revolução”. Marx e Lenin teriam escolhido a meta correta, mas o caminho errado – longo e desnecessariamente doloroso. Ao destruir os burgueses e os latifundiários, Lenin transformou a Rússia numa massa cinza de humanidade indiferente, uma vasta e anônima horda de pessoas que tiveram suas propriedades tomadas e perderam padrão de vida. O estado nacional-socialista elevaria o padrão de vida de todos, muito mais do que o capitalismo. Em outras palavras, Hitler e seus aliados levavam muito a sério a implantação do socialismo.

A mentalidade de Hitler muitas vezes olhava para o passado: não para a Idade Média, como os socialistas vitorianos Ruskin e William Morris, mas para um passado ainda mais remoto e supostamente cheio de virtude heroica. O mesmo pode ser dito de Marx e Engels.

Foi a questão da raça, acima de todas as outras, que tem evitado que o nacional-socialismo fosse classificado como socialismo. Os proletários não têm pátria, como Lenin dizia, mas havia raças que deveriam ser exterminadas, de acordo com a visão de Engels escrita no artigo “Der Magyarische Kampf” (“A Luta dos Magiares”), de janeiro de 1849, publicado no jornal Neue Rheinische Zeitung, editado por Karl Marx. Essa visão foi reforçada pelos socialistas até a ascensão de Hitler ao poder e é possível afirmar que Auschwitz foi inspirado pela mentalidade socialista. A teoria histórica marxista requer e defende genocídios por motivações implícitas na afirmação de que o feudalismo estava dando lugar ao capitalismo, e que este deveria ser suplantado pelo socialismo. Após a “revolução do proletariado”, raças inteiras ficariam para trás, verdadeiros resquícios feudais em uma era socialista; e como estes não conseguiriam avançar dois passos de uma vez, deveriam ser exterminados. Eles seriam o “lixo”, de acordo com Engels, e serviriam apenas para ser “o esterco da história”.

Essa visão brutal, a qual foi reforçada pela pseudo-ciência chamada eugenia na geração seguinte, se tornou uma defesa comum dos socialistas em geral, e foi convenientemente esquecida após a liberação de Auschwitz em janeiro de 1945. Há farta evidência da defesa da eugenia nos escritos de HG Wells, Jack London, Havelock Ellis, Bernard Shaw, Sidney e Beatrice Webb e outros socialistas que não hesitavam em defender o genocídio no Século XX. A ideia de “limpeza étnica” fez parte do ideal socialista por praticamente um século: do artigo de Engels escrito em 1849 até a morte de Hitler em 1945, todos aqueles que defendiam o genocídio se autointitulavam socialistas, sem exceções.

Os intelectuais socialistas do Ocidente defendiam, durante a Primeira Guerra Mundial, a “pureza racial” e a “dominação dos brancos” por meio da violência. O ideal socialista oferecia a eles um cheque em branco e a licença para matar incluía o genocídio. Em 1933, Bernard Shaw exaltava o extermínio em massa no prefácio de On the Rocks, uma ideia que a União Soviética já havia adotado na fome ucraniana conhecida como Holodomor. Os socialistas podiam se orgulhar de um estado que teve a coragem de agir (em prol da eugenia). Sidney e Beatrice Webb, os criadores de sociedade fabiana e da London School of Economics – a qual abrigaria futuramente outro eugenista, John Maynard Keynes  – chegaram a escrever livros em 1935 e 1942 exaltando o “Comunismo Soviético” como uma “Nova Civilização”, a “mais alta forma de democracia já criada”. No mesmo período, em 1935, a Suécia iniciou um programa estatal de eugenia que esterilizou compulsoriamente ciganos e pobres, tendo sido finalizado somente em 1975.

A alegação de que Hitler não poderia ser um socialista porque ele defendeu e praticou um genocídio, portanto, é uma falha monumental que ignora a história. Somente os socialistas defendiam ou praticavam genocídios naquele período, e Hitler sabia disso. Em seu famoso discurso “Por Que Somos Antissemitas“, feito a uma plateia de 2000 pessoas do Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães) no dia 15 de agosto de 1920, em Munique, Hitler afirmou: “Somos socialistas e, portanto, devemos ser necessariamente antissemitas porque queremos lutar contra o exato oposto (do socialismo): o materialismo e o mamonismo”. A plateia irrompeu em aplausos. Hitler continuou: “Como é possível não ser antissemita quando se é um socialista! Haverá um dia em que será óbvio que o socialismo só pode ser implantado se estiver acompanhado do nacionalismo e do antissemitismo. Os três conceitos estão conectados de forma inseparável. Eles são a base do nosso programa e, por isso, nos chamamos nacional-socialistas!”

As primeiras reações ao nacional-socialismo fora da Alemanha se perderam no tempo. A ascensão do fascista Mussolini ao poder, em 1922, pegou a Europa de surpresa. De onde vinha? Harold Nicolson, eleito para o parlamento em 1935 e um dos primeiros a alertar para a ascensão do fascismo (por ter visitado Roma em janeiro de 1932 e estudado os panfletos fascistas) afirmava que o fascismo era um socialismo militar, um “experimento socialista que destrói a individualidade”, como afirmou em seu diário. Já a União Soviética acreditava que o fascismo era o último estágio do capitalismo antes de se destruir.

Com o início da Guerra Civil Espanhola em 1936, era necessário ter um lado, e foi aí que surgiu o mito – criado pelos “intelectuais” ocidentais – de que Hitler era “de direita” (em contraposição à esquerda de Stalin). Essa súbita mudança de visão jamais foi explicada, e provavelmente não será, exceto com base na conveniência argumentativa. Posições binárias simples como mocinho-bandido e cowboys-índios são sempre satisfatórias. Praticamente todos consideraram o pacto Molotov-Ribbentrop (tratado de não-agressão firmado em 1939 por Hitler e Stalin) como um casamento cínico movido pela conveniência e não como uma tentativa de reunificar o socialismo.

No início da II Guerra Mundial, em 1939, a ideia de que Hitler era um socialista estava praticamente enterrada. A única exceção à regra foi o socialista George Orwell, que em sua obra de 1940, “O Leão e o Unicórnio” – escrita logo após Hitler conquistar a França – afirmou que o avanço nazista era “o desmantelamento físico do capitalismo”, mostrando que “uma economia planejada é mais forte do que uma sem planos”. Orwell afirmava que “a Alemanha possuía muito em comum com um estado socialista” e que Hitler entraria para a história como “o homem que fez a Cidade de Londres deixar de sorrir e passar a chorar” ao provar que o planejamento central funcionava melhor do que o livre mercado.

O diário do nazista Otto Wagener, consultor econômico de Hitler, registrou em 1933 – pouco depois de Hitler chegar ao poder – uma visão onde muitas das facetas que haviam tornado o socialismo “utópico” irresistível foram trazidas para uma era marcada por crises econômicas e guerras. Hitler associava, da mesma forma que o socialismo vitoriano fez anteriormente, um intenso radicalismo econômico a um entusiasmo romântico por uma suposta era onde o capitalismo não havia transformado o heroísmo em ganância sórdida e ameaçado instituições tradicionais como a família e a tribo.

O socialismo, dizia Hitler a Wagener, não era uma invenção recente do espírito humano, e quando ele lia o Novo Testamento via socialismo nas palavras de Jesus. Para Hitler, os longos séculos de existência do cristianismo falharam ao não aplicar os ensinamentos de seu mestre, e a tarefa do nacional-socialismo era dar corpo aos provérbios de um grande professor. Os judeus não eram socialistas e, portanto, Jesus crucificado era o verdadeiro criador da redenção socialista. Em relação aos comunistas, Hitler se opunha a eles por terem criado meros rebanhos soviéticos sem vida individual, e seu “socialismo formado por nações” era oposto ao socialismo internacionalista de Marx e Lenin. O principal e único problema de sua era, disse Hitler a Wagener, era libertar os trabalhadores, substituindo o controle do capital sobre o trabalho pelo controle do trabalho sobre o capital.

Com tudo o que sabemos sobre Hitler hoje, podemos afirmar, sem dúvidas: Hitler era um marxista heterodoxo que conhecia as fontes de suas ideias e como elas eram manipuladas por ele de forma heterodoxa. Hitler era um socialista dissidente, com um programa ao mesmo tempo nostálgico e radical, que buscava alcançar algo que os cristãos não haviam tentado e que os comunistas anteriores a ele haviam tentado e falhado: “O que os marxistas, leninistas e stalinistas não conseguiram realizar, nós teremos condições de alcançar”.

Essa era a visão nacional-socialista, vulgo nazista. Ela chegou a ser sedutora, e, ao mesmo tempo, nova e tradicionalista. Como todas as visões socialistas, ela se considerava moral, com políticas econômicas e raciais supostamente baseadas em leis morais universais. E se ainda restarem dúvidas sobre isso, sempre podemos recorrer ao diário de Goebbels, que em 16 de junho de 1941 – cinco dias antes do ataque de Hitler à União Soviética – exultou, na privacidade de seu diário, que o nazismo iria vencer os “bolcheviques judeus” na Rússia para implantar Der echte Sozialismus – o verdadeiro socialismo. Goebbels certamente era especialista em mentiras, mas não havia motivo para mentir em seu próprio diário. E até o fim da vida, assim como Hitler, ele acreditou que o nacional-socialismo era nada mais do que o seu próprio nome diz: socialismo.

Tradução: Marcelo Faria

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80 COMENTÁRIOS

  1. O texto relata o que realmente era… li os discursos de Hitler e o seu livro… totalmente compatíveis com os fatos, datas e sequência de momentos. Qualquer cidadão, Qualquer um, até o mais solucionado esquerdista, se fosse ler na fonte e nas vozes dos protagonistas, Jamais, teria duvida qualquer sobre o Socialismo Alemão, o verdadeiro, o mais puro Socialismo Marxista melhorado, segundo o próprio Hitler. Raramente eles mencionam a direita, e quando o fszem e para criticar a fraqueza e a falta de acoes por parta “daqueles burqueses”, claramente eles se excluiam sempre daquele grupo… a briga sempre foi entre Duas Esquerdas.

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    “Der Idee der NSDAP entsprechend sind wir die deutsche Linke. Nichts ist uns verhaßter als der rechtsstehende nationale Besitzbürgerblock.” Dr. Joseph Goebbels, 1931

    “De acordo com a idéia do NSDAP, somos a esquerda alemã.” Nada é mais odioso para nós do que o bloco nacional de direita”
    Dr. Joseph Goebbels, 1931

    “Der Kommunismus … Ich bin deutscher Kommunist.”
    Dr. Joseph Goebbels, 1931

    “Comunismo … Eu sou comunista alemão” Dr. Joseph Goebbels – 1924
    Ministro da Propaganda na Alemanha Nazista

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    “Wir sind Sozialisten und Feinde, Todfeinde des derzeitigen kapitalistischen Wirtschaftssystems mit seiner Ausbeutung der wirtschaftlich Schwachen, mit seinen ungerechten Löhnen, mit seiner unmoralischen Bewertung von Personen nach Wohlstand und Geld anstatt nach Verantwortung und Leistung, und wir sind entschlossen, dieses System unter allen Umständen abzuschaffen!“
    Gregor Strasser

    “Nós somos socialistas, nós somos inimigos do sistema econômico capitalista atual de exploração dos economicamente fracos, com seus salários injustos, com sua ultrajante avaliação de um ser humano de acordo com sua riqueza e propriedade ao invés de responsabilidade e comportamento, e nós estamos determinados a destruir esse sistema, custe o que custar” Gregor Strasser

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    “the basic principle of my Party’s economic programme should be made perfectly clear and that is the principle of authority… the good of the community takes priority over that of the individual. But the State should retain control; every owner should feel himself to be an agent of the State; it is his duty not to misuse his possessions to the detriment of the State or the interests of his fellow countrymen. That is the overriding point. The Third Reich will always retain the right to control property owners.” Adolf Hitler

    “O princípio básico do programa econômico do meu Partido deve ser perfeitamente claro e esse é o princípio da autoridade … o bem da comunidade é prioritário sobre o indivíduo. Mas o Estado deve manter o controle; Todo dono deve sentir-se um agente do Estado; É dever dele não abusar de seus bens em detrimento do Estado ou dos interesses de seus compatriotas. Esse é o ponto dominante. O Terceiro Reich sempre conservará o direito de controlar os proprietários.” Adolf Hitler

    “To put it quite clearly: we have an economic programme. Point No. 13 in that programme demands the nationalisation of all public companies, in other words socialisation, or what is known here as socialism. … the basic principle of my Party’s economic programme should be made perfectly clear and that is the principle of authority” Adolf Hitler

    “Para dizer com toda a clareza: temos um programa econômico. O ponto No. 13 nesse programa exige a nacionalização de todas as empresas públicas, ou seja, a socialização ou o que se conhece aqui como socialismo. … o princípio básico do programa econômico do meu partido deve ser perfeitamente claro e esse é o princípio da autoridade”

    Hitler’s interview with Richard Breiting, 1931, published in Edouard Calic

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    “Die Diskussion um den politischen Standort des deutschen Nationalsozialismus ist nie gründlich geführt worden. Klar ist jedenfalls: Zeit seines Bestehens hatte er mehr mit dem Totalitarismus Stalins gemein als mit dem Faschismus Mussolinis” Joachim fest

    “A discussão sobre a posição política do socialismo nacional alemão nunca foi minuciosamente conduzida. O que é claro é, pelo menos, o tempo de sua existência, ele tinha mais em comum com o totalitarismo de Stalin do que com o fascismo de Mussolini” Joachim fest Historiador alemão mundialmente conhecido pela sua biografia de Adolf Hitler

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    Outros fatos

    1 – Margarete Buber Neumann que sobreviveu aos campos de concentração nazistas e soviéticos diz que os métodos que o nazismo e comunismo tinham eram muito similares

    2 – Françoise Thom historiadora francesa compara o nazismo com o comunismo mas não diz que são a mesma coisa porem há muitas Similaridades!

    3 – Hannah Arendt’s filósofa alemã também compara nazismo e comunismo

    Kurt Schumacher politico alemão disse que os dois movimentos eram iguais. diz ele que o Partido Comunista da Alemanha, que era ferrenhamente stalinista e era feito de nazistas pintados de vermelho

    4 – Institute of National Remembrance da polônia também compara Comunismo e Nazismo

    5 – a União Soviética foi contra os judeus também tanto que empreendeu práticas para romper a cultura, a religião e a língua judaica. No outono de 1918, o Partido Comunista Soviético criou a seção judaica Yevsektsiya com uma missão declarada de “destruição da vida judaica tradicional” (y)

    6 – os historiadores Joachim Fest e Götz Haydar Aly também apontam o nazismo mais para esquerda

    7 – Nos panfletos de Joseph Goebbels de 1931 para alemães desempregados, o partido fez uma imensa publicidade dizendo que iria destruir o capitalista e substituir por uma nova ordem socialista

  3. O texto é bem explicado, mas a esquerda só entendo o q lhes doutrina, com burro puxando carroça, eles são piores q os “burros”, são as “carroças”, a esquerda q se safar da maldição, mas a história verdadeira, sabe q tudo q não presta vem deles.

  4. Hitler era socialismo mesmo, mas a esquerda maldita quer nos enganar,, pq matam, destrói e querem jogar pra cima da direita. CANALHAS comunistas.

  5. Não precisa disso tudo.
    Basta pesquisar os 25 pontos do programa do partido nazista, o NSDAP..
    E esquerda pura, comunismo puro.

  6. No artigo sobre George Watson (historiador) na wikipedia, a seção:

    “Ver também –
    David Horowitz
    Françoise Thom
    Olavo de Carvalho
    Paul Johnson
    Roger Scruton”

    Game Over.

  7. Esquerdistas donos da razão e engessados na doutrina que idolatram! Se dizem “mente aberta”, mas em sua maioria, como nas respostas que vejo acima, são retos e contrários a qualquer argumentação que venham de encontro as suas convicções! Não conheço o autor, mas pelos créditos dados a ele, pelo menos tem um bom curriculum. Esquerda ou direita não importa, o que fica registrado na história é que o socialismo de Stálin, da china, de cuba, foram regimes totalitários e sanguinários, assim como o Nazismo de Hittler. Comunismo é utopia, assim como também o Estado mínimo!

  8. Tem gente que não sabe ler, tem gente que sabe e não quer, tem gente não lê e chama quem lê de burro.
    Uma dica, quer ter certeza de algo, escute os dois lados. Terraplanistas não estão errados por discordar da maioria, e sim por quê não faz sentido, não interessa quem compõe a maioria.

  9. Me tirem uma dúvida. Marx era Judeu?
    E mesmo assim pregava a eliminação de certas raças? Ou de certas religiões? – certas nao- todas as religiões.? Talvez esteja enganada, mas pelo que sei, muitos judeus se aliaram à revolução bolchevique.Por identidade partidariia/ filosófica. Mas continuam com religião. E foram perseguidos.

    • Sim era de família Judaica.e sim, Bolcheviques, Marxistas contra os Socialista Nacionais Alemãs…uma guerra entre as esquerdas… o Hitler na tentativa de retomar o poder para os Alemães oferece o verdadeiro Socialismo, o que tinha espírito Alemão, e não Russo. Além disso oferece vantagens para os Jovens deixarem o Marxismo e viram par ao Nazismo, o o Marxismo não aceitava. Hitler oferece a fim da divisão de classes criando uma classe única, o acesso a propriedades privadas (dentro de limites do Governo é claro) o direito de ir e vir e incentivou pão e circo… a estratégia deu certo é o partido dele foi vitorioso….

  10. Claro que Hitler era socialista, ele era muito pobre, veio das classes operárias, findou o Partido Socialista dos Trabalhadores Alemão, vcs acham que ele era o que caralho? Vocês são idiotas? Claro, todo comunista é um idiota, me esqueci disso! Ele se dizia anticomunista porque na Alemanha o maior partido era justamente o comunista, ele precisaria derrota-los para chegar ao poder, ao mesmo tempo a elite alemã viu em Hitler a chance de derrotar os comunistas e apostaram nele, mas a proposta dele era bem clara, populista com a mão pesada do estado, tomando o dinheiro dos judeus e se aliando aos magnatas da indústria, o que é isso senão o fascismo? O próprio Mussolini ficou muito impressionado com Hitler e logo se aliou a ele porque via nele muitas refenciaz do fascismo! Claro!

    • deixe de ser burro cara… no anonimato vc não precisa nutrir sua ‘peleguice’ para ter aprovação do grupinho…

    • Eles estão escrevendo para quem acreditou em mamadeira de piroca distribuída pelo estado, cara, é isso.
      Vale qualquer coisa pra essa galera.

    • O texto acima foi escrito por George Watson, George W. foi professor de inglês na Universidade de Cambridge, crítico literário, intérprete e historiador. Aluno de C. S. Lewis, trabalhou na Comissão Européia e foi membro ativo do Partido Liberal Democrático inglês. Foi autor de 25 livros, incluindo “Lost Literature of Socialism”.

      • E? O argumento e a prova que é valida. O que esse senhor fez foi cherry picking, com um toque de mudar o contexto. Só para ter uma ideia, o que Hitler considerava como socialismo não tinha nada a ver com o de Marx, mas se não tinha nada ver com o de Marx não é socialismo. Marx é o criador do Socialismo, a ideia de Hitler era “mercado livre” com controle estatal na exportação e a isenção de impostos para as empresas alem da privatização de empresas publicas, algo bem da direita.

        • Marx não é criador do Socialismo não Gênio. Ele deu sobrevida ao mesmo depois de já ter sido derrubado por econômia e logica básica… Mas ai veio o Marx e disse, em outras palavras, que lógica e econômia servem ao Capitalismo, e pronto. Virou o senhor do socialismo.

          • O que Marx disse vc não entenderia. Also, Spraschen Sie Deutsch?
            Ele criou, sim. O Socialismo científico foi originado por Karl Marx (1818 até 1883) e Friedrich Engels (1820 até 1895), quando estes desenvolveram a teoria socialista, partindo da análise crítica e científica do próprio capitalismo. Ao contrário dos utópicos, Marx e Engels não se preocuparam em pensar como seria uma sociedade ideal.
            Espero ter ajudado.

          • Mais: o autor, cujo texto gerou essa tradução, é um conhecido conservador, com textos de vários assuntos, sempre com perfil simpático ao pensamento padrão da época.
            Normal.

        • Que merda você ta falando????? Marx não inventou socialismo. E Hitler era contra livre mercado, além de intervir na propriedade privada… bosteja mais, soça

    • Como você pode dizer que é besteira se esta tudo datado e com bibliografia?? VOcês são malucos?

  11. hitler nao queria ser comandado por stalin, e eliminando comunistas e vencendo stalin ele teria todo comunismo em suas maos adicionando uma nova raca. lembre-se lenin mandou matar trotski e nem por isso erq de direita, apenas nao queria concorrencia

    • Não só Trotsky, matou seus maiores apoiadores e amigos: Bukharin, Kaganovich e tantos outros. O pessoal aqui confunde ideologia com política.

  12. Todo mundo que tem alguma honestidade intelectual sabe que George Watson do partido liberal não é referência para falar de nada que não seja liberalismo e afins. O sujeito falar que alguém que perseguia marxistas era marxista é atestado de imbecilidade.

    • Mas o que tooooooodo imbecil sabe é que os maiores assassinos de marxista fora os próprios regimes marxistas .

    • Diego, se vc tivesse lido com atenção o texto veria que Hitler e o nazismo eram socialistas mas não exatamente marxistas: Marx era uma referência, mas eles se viam avançando o socialismo “além de Marx”. Veja a seguinte frase, bem no final do texto:
      “O que os marxistas, leninistas e stalinistas não conseguiram realizar, nós teremos condições de alcançar”.

      Por outro lado, sua alegação de “alguém que perseguia marxistas não pode ser marxista”, incluíndo a falta de educação que parece ser obrigatória para esquerdistas, não tem lógica. Então não pode haver divergências dentro de um movimento ou ideologia? Será que Lênin mandou matar Trotski porquê Trotski era de direita?

      • Horrivel comentario. O que Hitler considerava Socialismo não passava nem batido perto de algo semelhante ao Socialismo. Se existe capitalismo na economia já deixa de ser socialismo, mesmo com controle estatal.

      • Mal comparando, é a mesma coisa que dizer que o PSDB brasileiro é social democrata, quando sua prática, depois de descer do muro do primeiro governo de FHC, foi de direita conservadora.
        O Partido nazista tem socialista no nome, mas nunca exerceu políticas socialistas. Era de ultradireita.
        O nome disso é contrabando de ideias, dizer que uma coisa tem o nome de outra e, caracterizá-la diferentemente do que realmente é.
        Assim, é socialista no nome, mas nunca foi de fato.
        Espero ter ajudado.

        • Ich habe in Deutschland gelebt, meine Schwiegermutter hat das alles gelebt und sagt, es gibt nichts Ultra-Recht oder Recht, Sozialismus, und sie schämen sich für dieses Thema.

  13. nacionalismo não é só de direita, ok. mas hitler era de extrema direita e isso é indiscutível na história. se isso é um artigo, meu c* peidando é sinfonia.

    • Duas coisas que esquerdistas não cansam de fazer:
      – Colocar uma opinião pessoal como um fato consumado, sem o menor traço de argumentação ou embasamento.
      – Demostrar sua grosseria, falta de educação, desrespeito e baixo nível sócio-intelectual.

    • É mais fácil convencer um ventilador andar para a esquerda que um imbecil das falácias esquerdistas dar uma volta para a direita..

    • Ich habe in Deutschland gelebt, meine Schwiegermutter hat das alles gelebt und sagt, es gibt nichts Ultra-Recht oder Recht, Sozialismus, und sie schämen sich für dieses Thema.

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