Livre comércio capitalista explica queda em guerras, dizem pesquisadores de Stanford

A abertura comercial entre vários países no mundo ajudou a evitar conflitos ao criar vínculos que, caso rompidos, podem trazer consequências ruins para todas as partes.

Um grupo de pesquisadores liderados por Matthew Jackson, da Universidade Stanford, tentou entender por que a quantidade de guerras no mundo diminuiu tanto nas últimas décadas. A incidência de conflitos entre 1820 e 1949 foi dez vezes maior do que entre 1950 e 2000.

Foram considerados os conflitos entre ao menos dois países com mais de mil mortes.

O que explica essa queda? Isolando variáveis, a que aparece com uma correlação estatística mais forte é justamente a densidade de alianças comerciais. Ou seja, a probabilidade de que dois países entrem em guerra cai na medida em que aumentam as trocas comerciais (capitalismo) e laços entre eles.

“Comércio em alta diminui os incentivos dos países para atacar uns aos outros e aumenta seus incentivos para defender um ao outro, levando a uma rede estável e pacífica de alianças militares e comerciais que é consistente com os dados observáveis”, diz o texto.

A explicação é muito simples. Por exemplo, no Brasil a empresa privada Embraer é a terceira maior montadora de aviões do mundo. Ou seja, várias empresas de diversos países compram aeronaves da montadora e dependem delas para ganhar dinheiro. Em uma eventual guerra entre Brasil e um país em que a Embraer exporta aviões, ocasionaria uma queda no lucro da Embraer. E provavelmente a montadora de aviões iria se juntar com outras empresas também afetadas pela guerra para fazer pressão política para acabar com a guerra.

O mesmo efeito acontece em países que dependem das aeronaves brasileiras. Ao perder lucro, as empresas pressionam seus governantes para acabar com os conflitos. E a Embraer também não produz as peças dos aviões, para montar suas aeronaves, a empresa precisa importar peças de diversos países no mundo. Cada laço comercial da montadora com o mundo é um motivo a menos para o governo iniciar uma guerra. Quanto mais lanços comerciais, menores são as chances de guerra, os governantes vão pensar duas vezes antes de começar uma guerra que pode trazer caos econômico e social em seu país.

1.

Após a segunda guerra mundial, a divisão do mundo em dois blocos econômicos, fez EUA e URSS buscarem parceiros comerciais para aumentar o seu poder de influência, isso levou a diminuição de conflitos entre países em cada bloco (A bomba nuclear também foi fundamental para evitar conflitos entre os blocos).

2

No final da década de 80, com a queda de governos socialistas, que não coincidentemente faliram por tentar controlar o comércio interno e externo de seus países, o mundo se tornou mais globalizado. Vários países abandonaram as políticas socialistas, abriram suas economias e aumentaram seus laços comerciais.  E o resultado desse aumento na liberdade econômica mundial, como foi constado pelos cientistas de Stanford, foi a queda drástica em guerras (sem contar o aumento da riqueza que gerou com o aumento do comércio capitalista).

Vaquinha O ILISP comprou o domínio "aborto.com.br" e lançará uma campanha pró-vida, mas isso exige recursos. Os interessados em ajudar podem fazê-lo por meio do botão abaixo:

1 COMENTÁRIO

  1. Interessante artigo, porém, acredito que o real motivo está na presença de armas nucleares. Ninguém é louco de entrar em guerra com países que tem armas nucleares – e estes, geralmente são os que estão mais envolvidos em guerras.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here