O discurso século XIX do movimento estudantil e a ignorância dos inimigos da liberdade

Esta semana o ILISP divulgou um vídeo em sua página no Facebook com um exemplo de como pensa boa parte (por enquanto) do movimento estudantil brasileiro. O vídeo, que alcançou 1,1 milhão de visualizações, 30 mil compartilhamentos e mais de 10 mil comentários apenas na nossa página – e foi retirado do Facebook após denúncias da “democrática” esquerda – levou a uma enxurrada de manifestações contrárias ao pensamento socialista nas universidades. Reproduzo abaixo o vídeo original e o texto que o acompanhou, e continuo a falar sobre o assunto logo abaixo do trecho.

Essa é a Jessica Antunes. Jessica é do Centro Acadêmico do Curso de Letras (FFLCH) da USP. Nesse vídeo, Jessica estava fundando a “Juventude Anticapitalista e Revolucionária” com um microfone capitalista opressor, sentada numa cadeira capitalista opressora e cercada por águas minerais engarrafadas por uma empresa igualmente capitalista opressora. Jessica acredita que ela é que deve escolher os juízes e que eles não podem ser formados nas melhores escolas dos EUA. Jessica acredita que a Lava Jato é uma operação para privatizar a Petrobras (uma pena que não seja), que Sérgio Moro está em conluio com a Shell e os interesses americanos (alguém esqueceu de avisar a ela que a Shell é anglo-holandesa), que o impeachment é uma medida “anti-democrática e reacionária” (enquanto não sabe sequer que foram milhões de pessoas que votaram nas eleições) e que a melancia socialista chamada Marina Silva e o social-democrata Aécio Neves são “direita”.

Na cabeça oca e ignorante de Jessica, dar calote em milhões de credores da dívida externa não teria efeito algum, o ensino privado deveria ser estatizado (vide as “maravilhosas” escolas estatais!), não há escassez de recursos (logo podemos abolir o vestibular e todo o Brasil estudar nas universidades, eeeee), o dinheiro da educação estatal cai do céu (“educação pública, gratuita e de qualidade”) e todos devem ter “direito” a tudo, dado pelo estado com o dinheiro roubado dos outros, claro. E que, apesar de estar cercada de coisas providas por empresas capitalistas, “o capitalismo não serve” e precisamos de uma “revolução anticapitalista” para “acabar com a propriedade privada” e “tomar os meios de produção” por meio do estado (que é o real assaltante do fruto do trabalho de milhões de pessoas e não os “empresários”) e assim ter uma sociedade “realmente igualitária e livre” (stalinismo e liberdade!!!). E tudo isso defendido com o dinheiro roubado de 44 milhões de pessoas.

Esse é o discurso de Século XIX que ainda domina os movimentos estudantis na ampla maioria das universidades brasileiras. Um discurso sem a menor noção de história, de economia e dos avanços que o capitalismo produziu: ou seja, um discurso de esquerda.

Mas a história não acabou por aí. Com raiva (como afirmou em seu perfil no Facebook) da repercussão do vídeo original, Jessica fez um novo vídeo – usando um óculos “capitalista opressor”, gravado em uma câmera produzida por uma empresa igualmente “capitalista opressora” e disponibilizado no Youtube, controlado por uma das empresas mais “capitalistas opressoras” do mundo, o Google – em resposta ao que chamou de “ataques reaças” do ILISP. Reproduzo o vídeo abaixo e comento logo depois:

O vídeo mostra claramente como a esquerda é totalmente ignorante sobre o que tenta criticar. Iniciando pela afirmação de que somos “de direita” – o que é uma inverdade, somos liberais e não somos “de direita” (conservadora) – Jessica mostra claramente que ficou incomodada com a divulgação e repercussão do vídeo. Seja na crítica aos comentários “reacionários” (como a esquerda desconhece o significado de “liberdade de expressão”, tende a relacionar a existência de liberdade de expressão plena nos comentários com ser responsável e favorável aos mesmos) seja por tentar qualificar nossa divulgação (“eles estão putos” e “desesperados”, como se nós tivéssemos denunciado em massa o vídeo para que saísse do ar), o vídeo é uma nova coleção de afirmações totalmente sem sentido e que são facilmente refutadas pela própria realidade.

Faço então uma breve – na medida do possível – análise do vídeo para compor a tréplica. Ignorarei o fato de uma aluna de Letras dominar tão pouco a língua portuguesa e as mentiras fora do plano das ideias, especialmente as relacionadas à USP, bem como a lógica absurda de dizer que “queremos esconder essa galera” (anticapitalista), sendo que nós mesmos divulgamos o vídeo original. Vamos lá.

Uma das pautas defendidas por Jessica é a “estatização das universidades para que todos possam estudar”. É realmente curiosa essa afirmação em um país onde o estado mal consegue prover 30% das vagas do ensino superior – mesmo gastando quatro vezes mais por aluno do que gasta no ensino fundamental e médio – e mesmo controlando totalmente o ensino por meio do MEC – que regula até mesmo o currículo que as universidades privadas têm que adotar – não consegue colocar uma universidade brasileira que seja entre as 100 melhores do mundo. Fora as greves, as invasões, a falência das universidades pelo inchaço de gastos – como no caso da própria USP – e a total alienação que muitas universidades enfrentam em relação às demandas do mercado.

Outra pauta curiosa da esquerda universitária é “fora polícia da universidade”. Ainda mais vindo de uma estudante da USP, que sofreu com um assassinato e casos de estupros e roubos dentro da universidade há pouco tempo, é bastante irresponsável imaginar que as universidades não devem ter a entrada da polícia – infelizmente, um monopólio do estado – e que serão guardadas pelo Batman ou pelo Super Beck. Alguém precisa prestar o serviço de segurança e a guarda universitária não tem poder de prender ninguém, exceto em flagrante. No mais, os liberais defendem o fim da guerra às drogas (Jessica entra em choque neste momento), o que certamente faria reduzir e muito as incursões da polícia nas comunidades pobres – que ainda seriam necessárias em caso de crimes.

Mais um ponto curioso mencionado no vídeo é a esquerda que quer “se ligar aos trabalhadores para barrar demissão, para barrar ajuste”. Ora, nenhuma empresa quer demitir trabalhadores e fazer ajustes. Pelo contrário. Todo empreendedor sonha em fazer a sua empresa crescer e prosperar, e isso envolve contratar o máximo de funcionários necessários para cumprir a função da empresa. “Barrar demissão e ajuste” acaba “barrando” as próprias contratações – como já ocorreu em alguns países do mundo, como Espanha e França, que tiveram ou estão tendo que voltar atrás em suas legislações trabalhistas – e impede que as empresas sejam eficientes, o que leva ao fechamento das empresas (“genial”, ao invés da empresa demitir alguns, fecha e demite todos) ou elevação dos preços (para compensar a ineficiência). O mundo não é um arco-íris colorido com unicórnios socialistas saltitantes: cada intervenção do estado na economia tem efeitos nefastos sobre como ela funciona.

Cabe destacar também a menção a esquerda ser “contra os privilégios”. Ora, ora. Mas quem defende o estado não é própria esquerda? Quer privilégio maior do que ter estabilidade laboral, ter seu salário pago às custas de milhões de pessoas e ser praticamente um semi-deus que pode acusar qualquer um que o contrariar de “desacato”? Não há nada mais *a favor* dos privilégios do que defender mais estado. São os liberais – aqueles que defendem essa iniciativa privada “malvada e opressora” – que são realmente contra os privilégios.

Enfim, chego finalmente aos pontos que me interessavam mais. Jéssica menciona que nós falamos que o capitalismo deu certo e que isso é um absurdo porque “as pessoas vivem na miséria, passam fome”. Bom, provavelmente nossa esquerda não sabe – ou ignora – mas o Brasil está MUITO longe de ser um país capitalista. Estamos apenas na 122a posição no ranking de liberdade econômica da Heritage e 118a posição no ranking da Fraser. Somos um dos países onde mais se leva tempo para abrir e fechar uma empresa, onde o estado rouba cinco meses do suor de milhões de trabalhadores todos os anos, há excessiva regulação estatal, burocracia extrema até mesmo para pagar impostos, legislação trabalhista fascista e totalmente controlada pelo estado, agências reguladoras de todos os tipos para beneficiar os amigos corporativistas do poder e até mesmo o pobre que tenta trabalhar na rua é perseguido. Isso não tem NADA a ver com capitalismo. Capitalismo é sobre LIVRE mercado, trocas voluntárias totalmente livres e bem longe do estado. Isso JAMAIS houve no Brasil. É justamente o estado que a esquerda tanto defende que mais contribui para a miséria no Brasil e no mundo.

Curioso também Jessica afirmar que “o capitalismo mata” enquanto defende a ideologia mais assassina de todos os tempos, o socialismo. Não foi o capitalismo que matou mais de 100 milhões de pessoas somente no Século XX, boa parte delas de fome, fora os tiros na nuca, revoluções, armas e guerras. Estados invadindo outros estados para tomar seus recursos naturais, promover guerras e/ou matar milhares (muitas vezes, milhões) de pessoas não tem NADA a ver com capitalismo. Liberais são totalmente contrários a essas intervenções. A fome foi historicamente gerada ao redor do mundo por regimes socialistas e – graças ao capitalismo – pela primeira vez na história da humanidade *menos* de 10% da população mundial está na pobreza extrema e nunca houve tão poucos famintos. Nunca o mundo teve tanto acesso à tecnologia, bens e serviços, incluindo milhares deles que não eram acessíveis nem mesmo a bilionários do começo do século passado.

A esquerda insiste em acreditar que economia é um jogo de soma zero, onde alguém só pode ser rico se outros são pobres, quando a história econômica do mundo mostra totalmente o inverso. E tudo isso enquanto são contra os 62 “milionários” (na verdade, bilionários – Jéssica tem um sério problema com exatas) que teriam 1% da riqueza mundial (que é ativo, ou seja, diferente de renda), mas defendem a instituição que rouba, só no Brasil, 2 trilhões de reais por ano de pobres e ricos: o estado. No mais, não é o capitalismo que está causando a “diáspora” do Oriente Médio – ou, geralmente, de qualquer outro lugar – é justamente a intervenção do estado. Do contrário, os refugiados não buscariam asilo em alguns dos países com maior liberdade econômica do mundo – como a Alemanha e outros países europeus – mas sim na China, Rússia e outros países onde há forte intervenção estatal.

Concluindo, não poderia deixar de mencionar a completa ignorância sobre as ideias liberais – como previsto. “Missi” (hahaha) e Ráiqui (Hayek) jamais defenderam que “o capitalismo seria igualitário”. Pelo contrário, os liberais entendem que as pessoas são diferentes – obviamente – e que tentar torná-las iguais (geralmente por meio do estado) é não apenas anti-natural, como leva ao fim da liberdade, à fome, à miséria e à geração de alguns que são menos iguais do que os outros, uma casta de ricos às custas do dinheiro roubado dos demais: os membros do estado. É por isso que defendemos Menos “Marques”: além de sua teoria furada ter sido amplamente desmentida pela realidade, foram os economistas liberais da escola austríaca de economia (MISES, Hayek, Bohm Bawerk, Menger) que comprovaram que todas as afirmações de Marx estavam incorretas, incluindo falácias como a “exploração do trabalho” (baseada na furada “teoria do valor-trabalho”), a “mais-valia” e o socialismo em si. Não é à toa que Marx tem sido cada vez MENOS lido (conforme pode comprovar o Google Trends): as pessoas estão realmente procurando as ferramentas para transformar sua realidade e essas ferramentas estão no liberalismo, não no marxismo.

Graças aos liberais, cada vez mais pessoas vêem como é absurdo o discurso da esquerda e como a solução para o país é mais liberdade e menos estado. Vídeos como esses apenas nos ajudam nessa missão – basta ver os mais de 10 mil descurtir no link original do novo vídeo de Jessica. A esquerda está desesperada e isso é só o começo.

Vaquinha O ILISP tem atuado contra a legalização do aborto e em defesa do direito à vida no STF. Para custear a causa, lançamos uma vaquinha. Os interessados em nos ajudar podem fazê-lo por meio do botão abaixo:

43 COMENTÁRIOS

  1. apenas akonselho (vivamente) duas koisitas:
    1) terapia da fala
    2) português básiko (ela anda mesmo na universidade! km eh k pode?!)

    ah! e umas lições da História tb dariam jeito à moçoila!!!!

    😀 😀 😀

  2. esse texto está naturalizando todos os problemas gerados pelo capitalismo, colocando toda a culpa no estado “malvado”, o engraço é a utilização do senso comum como argumento “cientifico”, fugindo dos reais problemas, com afirmações falaciosas, tudo bem vocês podem até não concordarem com os estudos marxistas, porem tapar o sol com a peneira, da forma que este texto está fazendo, não encarando os fatos e dados científicos que nos mostram que o capitalismo só deu certo para um pequeno extrato da sociedade, que explora claramente os trabalhadores para acumulo de riqueza é no mínimo infantilidade, falar que a culpa é do “estado” que não dá a liberdade para o livre comercio é uma grande falácia, o estado é burguês as empresas que financiaram campanhas políticas do PT, PSDB, PMDB, DEM entre outros, são exatamente as mesmas, eles ditam as regras, os grandes empresários, a leis são feitas para privilegiar os mesmos. A crise econômica é mundial não é apenas “privilegio” do Brasil, os liberais gostam de criticar o “estado malvadão” como se o mesmo não favorecesse os empresários, vamos nos lembrar que em 2008 na crise imobiliária americana, foi o estado americano que refinanciou a dívida de várias empresas para que não falissem, os Estados Unidos o grande exemplo de país capitalista fez isto, vale ressaltar que o valor emprestado para os bancos americanos era correspondente a quitação de todos os imóveis americanos, mas o governo escolheu ajudar os bancos e outras empresa ao em vez da população, vamos nos lembrar também que aqui no pais Brasil o BNDS faz a todo momento grandes empréstimos para empresas, as grandes construtoras que o digam. O título do texto é discurso do século XIX, bem está claro que quem quer voltar para o século XIX é o ILISP, com seu discurso que prega a “liberdade” porem está maquiando sua real intenção que é cada vez mais acabar com os poucos direitos dos trabalhadores, talvez o fim da CLT seja o sonho burguês e em fim voltar para o século XIX onde trabalhávamos 14 horas por dia em troca de migalhas.

    • Tudo o que você criticou foi o Capitalismo Intervencionista, no qual o Estado regula o mercado através de agências estatais, leis trabalhistas, tributa de forma complexa e existiria e protege seletas empresas e corporações, as mesmas que coincidentemente financiam as campanhas dos burocratas e políticos pró intervenção, doam quantidades absurdas para ONGs e instituições de mesma ideologia que tais p

  3. Ela só teve essa grande quantidade de compartilhamentos, visualizações e comentários, provavelmente todos achando o discurso dela um absurdo e ela uma débil mental. Gostaria de saber o número de “curtidas”, pois esse deve ter sido bem baixo. E não sei porque ela fica pregando isso, não precisa… tudo que ela quer, exatamente como ela quer, já existe !! Em CUBA !! Basta pegar um avião e ir para lá, curtir a educação grátis, saúde grátis, vai pra lá ser feliz menina …. O pensamento dela é tão absurdo, que ela fala em Estatizar tudo, todas as empresas inclusive, mas ora, se vai estatizar tudo, para que “barrar demissões e ajustes” se eles serão controlados pelo próprio Estado ? Ela só esquece de 2 coisinhas… QUEM vai ser este Estado BIG BROTHER, que manda em tudo (e que na visão dela não vai ter privilégio, kkkkkkk, vide Fidel Castro, Chaves, Maduro e cia), e de onde vai vir essa imensa quantidade de dinheiro para financiar saúde e educação de qualidade de graça se não vão ter mais as bilionárias empresas capitalistas para se retirar essa grana toda via impostos ? Por que todas as multinacionais vão dar no pé quando adotarmos uma política destas…. Como disse antes, o discurso dela não convence nem uma criança de 10 anos… só sei que Letras na USP não deve ter exigência nenhuma para entrar, pois essa aí não passa nem no psicotécnico !!

  4. muito bom! esse post é uma lição de vida, ele nos ensina porque um país tão rico como brasil consegue ser ao mesmo tempo tão atrasado. enquanto esse tipo de mentalidade for predominante, continuaremos sendo terceiro mundo.

  5. Marcelo, só fiquei com uma dúvida, ao falar dos refugiados, tu citou a Alemanha como um dos países com uma das maiores liberdades economicas do mundo. De onde você tirou esse dado? Sempre pensei que a Alemanha fosse um dos estados mais presentes da europa.

    Fora isso bela tréplica, a ausência de conhecimento geral é o que destrói a esquerda.

    • Esse pessoal tem que estudar um pouco de economia e historia antes de ficar repetindo as porcarias que os socialista falam por ai … nunca escutei tanta besteira em pouco mais de 2 minutos … quanto bla bla bla contra os EUA …essa ai não tem iphone, deve usar qualquer outro Smart phone de outro país não capitalista … mas “perai”, mas existe isso? Ah, e por sinal a Shell tem origem na Holanda … Sim, socialismo funciona que é uma beleza, vide Cuba, Venezuela, Russia, Coreia do Norte, só país de primeira, com ensino de primeira, empresas de primeira … a desigualdade é tão grande em Cuba, que existe moeda para os natos Cubanos, que só podem comprar ( e limitado) nos mercados/pontos que o governo daquele pais determinar … e existe a moeda para os turistas, onde é aceita nos melhores estabelecimentos de Cuba! Ela diz que é de letras para não saber a quantidade de eleitores no Brasil … desculpa de pessoa limitada e preguiçosa !

  6. Sou da geração que testemunhou o fim da União Soviética, a transformação da China em economia de mercado, e a falência de Cuba. Agora apareceu uma geração nova, que não viu nada isso, que não estudou História, e que segue um pensamento antiquado e derrotado. Nosso sistema educacional está realmente falido pois, apesar da revolta típica dos adolescentes, não é normal que jovens de 18 anos que cheguem na universidade -em pleno século XXI – achando que isso possa dar certo.

  7. A partir do momento que você paga um cara 50 contos pra que ele te faça ganhar 100, você esta explorando ele, isso se chama extorsão da mais valia, é um roubo, o capitalismo é imoral por isso. liberdade de empreender na verdade é um parasitismo social que acontece mesmo antes que o estado coloque taxa qualquer… se você quiser ganhar dinheiro com empresa, faça o trabalho sozinho, a partir do momento que você envolve alguém na parada o que te da o direito de tomar o valor do trabalho dele? nada. o problema do capitalismo nada mais é que isso, para apoiar um sistema desse tem que ser um fdp. de qualquer forma esse sistema vai afundar sobe o peso das suas próprias contradições internas, a saturação dos mercados leva de crise em crise.. baixando salários , aumentando preços e impostos vai chegar um momento que ninguém vai ter mais dinheiro pra comprar porra nenhuma.

    • “Mais-valia” e todo o restante do seu discurso já foi destruído por Bohm-Bawerk no século XIX, meu caro. Seu discurso está 150 anos atrasado. “Valor-trabalho” não existe, o trabalho não é o único fator importante de produção.

      • “o trabalho não é o único fator importante de produção” então me diga quais sãos os demais fatores que devemos levar em considerarão ao se produzir algo, que não esta ligado ao trabalho? Existe alguma coisa neste mundo que não é produzido de forma social?
        Agora vou mais além existe alguma grande empresa neste mundo que chegou neste patamar sem ter comedido algo ilegal? Trabalho escravo? Acordo com o estado “malvadão”? Corrupção? Cartel? Monopólio? Enfim sem vender a “alma” para o “diabo”
        Vale ressaltar, que o momento que passamos, é mais uma crise do ciclo de acumulação capitalista, pois o modelo de organização social se dá mundialmente, está ligado ao modo de produção, onde o seu colapso acontece de maneira mundial. O brusco incentivo ao consumo desenfreado acarretaria sem dúvidas em um momento de recessão da população.

        • Rafael, primeiro que Marx analisou apenas o “trabalho simples”, que ignora tudo aquilo que o tornaria “complexo”: tecnologia, ferramentas e até mesmo o conhecimento. Ou seja, apenas isso tornaria inválido o uso do conceito marxista de trabalho, o qual não vale para nada além de alguém cavando um buraco com uma colher.
          No mais, o trabalho não é o mais importante na definição do salário (como bem definiu Bohm-Bawerk), nem é o “burguês” que define o preço do produto vendido (como definiu Carl Menger em um conceito base para a economia moderna, a teoria da utilidade marginal). Não pretendo dissertar sobre o assunto aqui, mas recomendo que leia a análise destruidora de Bohm-Bawerk sobre a teoria de Marx: http://www.mises.org.br/files/literature/A%20teoria%20da%20explora%C3%A7%C3%A3o%20do%20socialismo-comunismo%20-%20WEB.pdf

          No mais, liberais são a favor de trocas voluntárias, o que significa, por lógica óbvia, que somos contra o trabalho escravo, acordos corporativistas com o estado, carteis e monopólios (geralmente, criados pela própria intervenção estatal). Não vivemos uma “crise do modelo de acumulação capitalista”, o resto do mundo vai muito bem, obrigado. Viveremos, sim, uma nova crise no futuro e será a mãe de todas as crises: aquela criada pela impressão desenfreada de dinheiro feita pelos Bancos Centrais estatais de todo o mundo.

          • Marx faz uma análise sobre qualquer tipo de produção, então tecnologia, ferramentas e até mesmo o conhecimento é fruto de trabalho, são produtos também, ou seja, trabalho cria mais trabalho isto é sistêmico, todo tipo de trabalho é produzido de forma social, porem a riqueza gerada com a venda desses produtos são apropriadas apenas pelos detentores dos meios de produção.
            http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_fontes/acer_marx/ocapital-1.pdf

            1% da população mundial detêm mais riquezas do que os demais 99%, será que isto não é mais uma evidencia que Marx estava correto em seus estudos? Ou é um mero fruto do esforço de apenas 1% da população e nos mostra que os demais 99% não são poupadores e por isto não conseguem gerar riquezas e deter os meios de produção?

            O resto do mundo não vai muito bem, quem vai muito bem obrigado é apenas um extrato da sociedade, bilhões de pessoas passam fome no mundo, só nos Estados Unidos da América 47 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, a crise é mundial, uma crise gerada pelo consumismo desenfreado, o capitalismo gera crises para se renovar.

            A fome existe não pela falta de alimento, o desemprego é gerado não pela falta do que produzir, a crise que você fala, que será gerada pela intensa emissão de dinheiro ou seja uma crise gerada pelo sistema monetário está diretamente ligado ao capitalismo, o estado é burguês, líderes políticos no mundo todo são eleitos por financiamento de empresas privadas, representantes eleitos em países chamados “democráticos” porem controlam os aparelhos ideológicos com recursos financeiros, esses mesmos lideres detém os meios de produção, as mídias e os estados nacionais, controlam e administram de forma direta os Bancos Centrais.

        • O valor de um bem não é determinado pelo trabalho de produzí-lo. Se você for até o fundo do mar e pegar uma pedra, seu trabalho não valeu nada porque aquela pedra não significa nada para ninguém. Se fizer o mesmo trajeto e pegar uma pérola, seu trabalho tem valor. Você pode passar a vida trabalhando em um livro, mas se ninguém quiser ler seu trabalho não valeu nada. Não é o trabalho que determina o preço e nem uma suposta exploração do trabalhador que determina o lucro do proprietário dos meios de produção. Sobre crises e ciclos de acumulação, ao contrário do que pensa, isso é o que caracteriza a sofisticação do sistema de livres trocas e não o contrário. A teoria dos ciclos econômicos da EAE é o tiro de misericórdia nesse suposto fim do capitalismo por suas contradições internas. Outra coisa. A desigualdade está longe de ser um mal em si mesma, o problema não é a desigualdade relativa e sim a miséria absoluta. Alguém pode ter 1 bilhão de doláres, mas não pode ter 1 coca cola 1 bilhão de vezes melhor que a sua. Marx errou tudo e um dos seus maiores erros foi imaginar que aquilo que pensou ser o fim do capitalismo era seu início.

    • José repete a profecia de Marx no século XIX, que não aconteceu: “esse sistema vai afundar sobe o peso das suas próprias contradições internas, a saturação dos mercados leva de crise em crise.. baixando salários , aumentando preços e impostos vai chegar um momento que ninguém vai ter mais dinheiro pra comprar porra nenhuma.” Cito então, Carlos Drummond: “E agora José? E agora você?” “Sem parede nua para se encostar!”

      • A crítica do capitalismo que marx fez vai bem além de papos estéreis sobre economia política, é uma crítica antropológica, entender que um grupo humano que estabelesce esse tipo de relação entre os indivíduos vai pra lugar nenhum. fazer uma grana na cara do outro pra que? acumular , se expandir para que? O egoismo e o individualismo liberal, vão destruindo aos poucos o que só a coesão do grupo unido consegue fazer, e numa sociedade que se valoriza com principios bonitinhos de “democracia”, “igualdade” e “direitos humanos” ou tem para todos, ou tem para ninguém, o desemprego e a pobreza não fazem sentido. A união soviética era um capitalismo de estado e afundou, é verdade, mas agora que o capital ta livre, qual é o problema? por que que os estados unidos tão em recessão? a europa nem falo, e o brasil ta um paraiso é só abrir a janela para constatar.. tem que privatizar mais ainda? não ta liberal o suficiente? por que que os trabalhos mais inúteis são os mais bem remunerados? vamos falar disso também sem baratino, o empreendendor ta arriscando blabla….

    • Se você pega uma matéria prima trabalha ela, agregando valor, o preço dela sobe, quem adquiriu a matéria prima? quem possui o local e as ferramentas necessárias para beneficiar a matéria prima? Teu argumento é tão fraco que se esqueceu disso, ou será que o trabalhador cria o produto do nada?

  8. Parabéns, isso que você disse é justamente o que penso, pensei em fazer um texto nesse padrão, só não teria as referencias a escola austríaca pois é um assunto que não domino, no mais aguardo as cenas dos proximos capítulos.

  9. O discurso de Jéssica prova aquela máxima: “a melhor propaganda anticomunista é deixa um comunista falar’. Obrigado, Jéssica pelo seu serviço e pagada de mico de sua parte.

  10. Sensacional, ILISP respondendo categoricamente cada uma das acusações ignorantes que a “esquerda fácil” tenta impregnar atualmente. Muito bom post, assino embaixo de cada resposta dada, vocês são demais!

  11. Muito bom; a liberdade é mesmo o futuro. Tenho 17 anos, sou da classe média e afirmo com certeza: ao menos na juventude, cada vez menos se idolatra – pois é isso que os esquerdistas fazem – o Socialismo ou correntes semelhantes. Não tenho sequer um amigo que compactue com essa ideologia fracassada, e a ampla maioria concorda com os ideais divulgados pelo ILISP.

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