Os artistas que “fazem sucesso” com seu dinheiro: os rappers “olímpicos” da Caixa

A interferência estatal nas artes, a mesma que fomenta legiões de artistas desconhecidos que da noite para o dia estão emprestando um pouco de seu “prestígio” para governantes corruptos com mandato, não se limita ao espetáculo habitual da Lei Rouanet. Há outras formas eventualmente mais rápidas e diretas de beneficiar artistas cooptados, sem os recorrentes e aborrecidos procedimentos de controle aos quais estão submetidos os beneficiados de incentivos fiscais.

Houve um tempo quando ser um cantor de sucesso exigia carreira construída sobre vendagem de discos e bilheteria de apresentações. Hoje, basta ser indicado para uma campanha publicitária de órgão público, por exemplo, ou contratado para shows de prefeituras pelo Brasil afora. Quem se importa se o “povo” está feliz ou não em pagar por seus serviços? Isso possibilita que um artista tenha uma carreira de sucesso sem jamais ter emplacado uma canção conhecida. A fórmula é certeira, embora perversa para quem observa de fora do círculo de influência dos políticos, e envolve não apenas estes e os próprios cantores, como também a nomenklatura representada extraoficialmente por críticos musicais e publicitários amantes do socialismo.

Pegue por exemplo o caso da campanha da Caixa Econômica Federal para as Olimpíadas do Rio 2016Em campanha elaborada pela agência Nova/sb, sete rappers desconhecidos da maior parte da população (aquela que irá cobrir o rombo da Caixa quando ele for descoberto) foram selecionados para produzir sete faixas tendo como tema a competição esportiva.

Você pode ser um brasileiro qualquer e não fazer ideia de quem sejam RAPadura ou Projota, mas eles certamente são conhecidos dos petistas. Dos sete artistas, é possível achar na web manifestações de pelo menos seis a favor de Dilma Rousseff e contra o impeachment ou alguma relação direta de cada um com o PTEdi RockRashidKarol ConcáNegra LiRincon Sapiência e ProjotaPor ora, a orientação política de RAPadura prossegue um enigma.

Em resumo: a Caixa Econômica Federal, um banco estatal, contratou um monte de cantores por meio da sua agência publicitária, quase todos militantes petistas ou apoiadores de Dilma Rousseff, para uma campanha publicitária dos Jogos Olímpicos 2016. E quem vai pagar a conta, mais uma vez, é você.

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