Por que todo trabalhador deve defender a extinção do FGTS, do INSS e do 13° salário

Muito tem se falado ultimamente, principalmente nas redes sociais, no caos que seria o Brasil com a extinção de três “direitos” sociais: previdência social, 13º salário e FGTS.

SE EU PUDESSE, ABRIRIA MÃO DE TODOS ELES!

Você está louco, professor? Por que essa revolta, jovem? Você bebeu, Ali?

Não, estou (aparentemente) dentro dos meus parâmetros de normalidade.=)

Voltando ao artigo, temos algumas PREMISSAS a serem observadas:

a) Quando você trabalha, na condição de empregado em uma empresa, você paga do seu bolso, em regra, 11% do seu salário bruto de contribuição previdenciária. Sendo que tal contribuição respeita o teto de R$ 5.189,82 (valor para o exercício 2016), ou seja, se você recebe R$ 10.000,00 mensais, a sua contribuição de 11% incidirá sobre o citado teto apenas. Não obstante, o seu patrão também deve pagar mensalmente uma contribuição patronal de 20% sobre o seu salário, sem respeitar nenhum teto, ou seja, no exemplo citado, a contribuição será de 20% sobre o salário de R$ 10.000,00.

b) A previdência social no Brasil (também conhecida como INSS) adota o regime de repartição simples, ou seja, a contribuição que você paga, bem como aquela que o seu patrão paga servem exclusivamente para sustentar os benefícios previdenciários de quem é aposentado ou pensionista. Em resumo, quem está na ativa financia quem está na inativa, por isso, tal regime recebe a carinhosa e pomposa alcunha de “pacto de gerações”. Em outras palavras, esses dois recolhimentos mensais não formam um fundo monetário (uma poupança, em grosso modo) em prol de você mesmo, o que é péssimo do ponto de vista financeiro (não precisa ser economista para perceber o engodo presente no sistema de repartição adotado em terras tupiniquins), mas sim financiam uma pirâmide financeira que depende da entrada de novos recolhimentos para pagar aqueles que já recebem os benefícios.

c) Quando se fala em extinção do 13º salário, entende-se que o seu valor deve ser diluído nos 12 meses que compõem o ano civil, ou seja, em cada mês você receberá 1/12 da sua gratificação natalina. Essa é a lógica por trás da “extinção” do benefício. No caso em tela: R$ 10.000,00 / 12 = R$ 833,33 a mais por mês. Ao invés de esperar os meses de junho e/ou dezembro de cada ano para receber a sua parcela única ou as suas duas parcelas de 13.º salário, por que não receber de forma diluída em 12 vezes? Você dispõe do salário de forma antecipada e pode investir/utilizar tal benefício de forma regular.

d) O FGTS, por sua vez, é uma parcela de 8% do seu salário bruto mensal que o seu patrão recolhe numa conta da Caixa Econômica Federal em seu nome. Em algum momento da sua vida (dispensa sem justa causa, aposentadoria, quitação de financiamento imobiliário, etc.) você poderá levantar (sacar) esse valor corrigido. Poxa, que legal que o governo é! Não, não se iluda, meu caro! A remuneração (correção) desses valores depositados é feita com base na Taxa de Referência (TR) + 3,0% ao ano, ou seja, nos últimos 3 anos, essa correção foi, em média, de 4,5% ao ano. Isso é muito ou pouco? Isso é MUITO POUCO! A taxa básica de juros (Selic) vai fechar 2016 acima dos 14,0% e a inflação bem acima dos 8,0%! Em resumo, o FGTS, ao invés de proteger o trabalhador, é um ardil adotado pelo governo para captar dinheiro do trabalhador, investir em aplicações rentáveis (ou empreiteiras do Minha Casa Minha Vida) e devolver o dinheiro futuramente com uma correção pífia ao trabalhador. É praticamente um roubo institucionalizado em lei.

Representando a previdência social estatal em uma imagem
Representando a previdência social estatal em uma imagem

Com base nessas premissas podemos tirar algumas conclusões, a saber:

– A previdência social é um péssimo negócio! Eu trabalho e pago a aposentadoria de quem já está inativo. E quando chegar a minha vez de me aposentar vou depender do trabalho de quem está na ativa. É um sistema que não se sustenta financeiramente e tende, no médio-longo prazo, a entrar em colapso, como toda pirâmide financeira. É uma conta que nunca vai fechar! Por essa dependência entre as gerações (ativos x inativos) e pela ineficiência adotada no sistema de repartição, os valores de aposentadoria não são corrigidos conforme a inflação, ou seja, cedo (após três anos) ou tarde (após dez anos), TODOS OS APOSENTADOS ESTARÃO RECEBENDO UM SALÁRIO MÍNIMO DE APOSENTADORIA. É trágico, mas é a mais pura verdade. Um sistema que não capitaliza o dinheiro investido e apenas reparte nunca vai dar certo, seja no Brasil, no Japão, na União Europeia ou nos Estados Unidos.

– Não faz sentido ter que esperar determinadas épocas do ano (junho e/ou dezembro) para receber o 13º salário! É melhor fazer um fluxo contínuo de 12 parcelas durante o ano. Melhora muito a programação financeira do trabalhador e da sua família.

– O FGTS, como podemos perceber, é um roubo institucionalizado, onde o governo capta capital e o devolve com mais umas migalhas, sendo que quase a totalidade de rendimentos fica com o próprio governo, que aplicou o SEU DINHEIRO em investimentos lucrativos.

Para entender como o FGTS é um assalto ao trabalhador

Agora que você conheceu os malefícios embutidos nos institutos citados (previdência social, 13º salário e FGTS), vamos realizar um estudo de caso onde o trabalhador e/ou empregador, ao invés de realizar os recolhimentos devidos (previdência e FGTS) e pagar o 13º em uma ou duas parcelas, utilizasse tais recursos em prol do trabalhador de maneira eficiente e SEM A PRESENÇA DO GOVERNO. Vamos nessa?

ESTUDO DE CASO I:

Danilo, engenheiro mecânico numa empresa multinacional, recebe um salário nominal de R$ 12.000,00. No nosso estudo de caso, os valores devidos de Previdência Social e FGTS seriam revertidos em renda todos os meses e, não obstante, o 13º salário seria parcelado em 12 vezes, ou seja, incorporado aos salários mensais.

Diante dos dados, teríamos:
Salário: R$ 12.000,00
Contribuição patronal: R$ 12.000,00 x 20% = R$ 2.400,00
Contribuição do empregado: R$ 5.189,82 x 11% = R$ 570,88
FGTS: R$ 12.000,00 x 8% = R$ 960,00
13º salário: R$ 12.000 / 12 = R$ 1.000,00

Observe que a soma das contribuições previdenciárias, do FGTS e do 13º salário parcelado resultaria num montante de R$ 4.930,88 a mais no salário de Danilo, ou seja, um AUMENTO REAL DE 41,1% DA SUA RENDA MENSAL.

Entretanto, ele não poderia contar com a previdência social (aposentadoria) e nem com o saque futuro do seu saldo de FGTS. O que fazer?

Simples, desse aumento de R$ 4.390,88, poderíamos subtrair R$ 1.000,00 (13º salário parcelado mensalmente) para gastos pessoais e depositar todos os meses o valor de R$ 3.390,88 (previdência social + FGTS) em uma aplicação financeira e sacar, após 30 ou 35 anos de trabalho, o valor acumulado.

E isso seria muito ou pouco?

Depende no que o Danilo iria aplicar o seu dinheiro mensalmente. Depende do perfil dele (conservador, moderado ou agressivo).

Para efeitos de cálculo, vamos pegar o pior e mais famoso investimento existente no Brasil, a poupança. Para constar, toda as vezes que alguém me fala que deixa boa parte da sua reserva financeira na poupança eu sempre fico na dúvida entre chorar ou rir da pessoa que me deu essa notícia. =(

Enfim, vamos focar no artigo.

No caso, Danilo trabalharia 30 anos (360 meses) e iria se aposentar. Sendo assim, ao final dessas três décadas, considerando a (BAIXÍSSIMA) correção de 0,70% ao mês da poupança, Danilo teria o seguinte montante acumulado:

R$ 6.401.271,09

Esse valor equivale a 378 salários de R$ 16.930,88 (R$ 12.000,00 + R$ 4.930,88).

EM RESUMO, APÓS 30 ANOS TRABALHANDO, DANILO TERIA JUNTADO MAIS DE 31 ANOS DE ALTÍSSIMO SALÁRIO PARA DESFRUTAR A APOSENTADORIA DE FORMA DIGNA E HONROSA (SEM CONTAR COM OS JUROS CAPITALIZÁVEIS QUE CONTINUARÃO TRABALHANDO EM PROL DO SEU PATRIMÔNIO FINANCEIRO). Isso investindo em uma péssima aplicação como a poupança. Imagine se ele investisse em uma aplicação (como o Tesouro Direto) com a taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano. Ou em ações com maior risco.

Se você não acredita que dividir uma pizza em 13 pedaços ao invés de 12 aumenta o tamanho da pizza, por que acredita que o 13° salário aumenta seu salário?
Se você não acredita que dividir uma pizza em 13 pedaços ao invés de 12 aumenta o tamanho da pizza, por que acredita que o 13° salário aumenta seu salário?

ESTUDO DE CASO II:

Para evitar alegações de que para remunerações menores a minha análise seria falha, façamos um segundo raciocínio.

Luiz, auxiliar de metalurgia, em início de carreira numa montadora de automóveis, recebe um salário nominal de R$ 880,00 (um salário mínimo atual). Entretanto, se os valores devidos de previdência social e FGTS fossem revertidos em renda todos os meses e, não obstante, o 13º salário fosse parcelado em 12 vezes mensais, teríamos:

Salário: R$ 880,00
Contribuição patronal: R$ 880,00 x 20% = R$ 176,00
Contribuição do empregado: R$ 880,00 x 8% = R$ 70,40
FGTS: R$ 880,00 x 8% = R$ 70,40
13º salário: R$ 880,00 / 12 = R$ 73,33

Observe que a soma das contribuições previdenciárias, do FGTS e do 13º salário parcelado resultou num montante de R$ 390,13 a mais no salário de Luiz, ou seja, ele teve um AUMENTO REAL DE 44,3% DA SUA RENDA MENSAL.

Entretanto, como no caso de Danilo, ele não poderia contar com a previdência social (aposentadoria) e nem com o saque futuro do seu saldo de FGTS. O que fazer?

Simples, desse aumento de R$ 390,13, Luiz utilizaria R$ 73,33 (13º salário parcelado) para gastos pessoais e depositaria mensalmente o valor de R$ 316,80 (previdência social + FGTS) em uma aplicação financeira e sacaria, após 30 ou 35 anos de trabalho, o valor acumulado.

E isso seria muito ou pouco?

Novamente, dependeria no que o Luiz fosse aplicar o seu dinheiro mensalmente e do seu perfil (conservador, moderado ou agressivo). Supondo novamente que fosse a poupança e que Luiz trabalhasse por 30 anos (360 meses) antes de se aposentar, ao final dessas três décadas, considerando a (BAIXÍSSIMA) correção de 0,70% ao mês da poupança, Luiz teria o seguinte montante acumulado:

R$ 515.895,34

Um valor equivalente a 406 salários de R$ 1.270,13 (R$ 880,00 + R$ 390,13).

EM RESUMO, APÓS 30 ANOS TRABALHANDO, LUIZ TERIA JUNTADO QUASE 34 ANOS DE SALÁRIO MAJORADO PARA DESFRUTAR A APOSENTADORIA (SEM CONTAR COM OS JUROS CAPITALIZÁVEIS QUE CONTINUARÃO TRABALHANDO EM PROL DO SEU PATRIMÔNIO FINANCEIRO). Isso, lembrando, investindo em uma péssima aplicação como a poupança. Imagine se ele investisse em uma aplicação (como o Tesouro Direto) que rendesse próximo da taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano. E supondo que Luiz mantivesse a renda baseada em um salário mínimo a vida inteira.

Tem certeza que esse punhado de papel te garante "direitos"?
Tem certeza que esse punhado de papel te garante “direitos”?

Se você ainda pensa que a Previdência Social e o FGTS são “direitos” inegociáveis, uma verdadeira “vitória dos trabalhadores”, lembre-se do seu avô, da sua avó, do seu pai ou da sua mãe que é aposentado do INSS há alguns anos e tem que se virar com R$ 880,00 por mês e o saldo do FGTS já se foi há pelo menos uns 10 anos.

Grande abraço!

SHARE
Ali Mohamad Jaha
Professor de direito previdenciário, legislação previdenciária e legislação da saúde do Estratégia Concursos e auditor fiscal da Receita Federal do Brasil.

246 COMMENTS

  1. O que acaba confundindo as pessoas é o risco de voce sofrer um acidente e ter que se aposentar ainda novo. Acho que voce poderia acrescentar ao artigo alguns seguros contra acidentes pessoais, invalidez e etc.

    O que voce acha?

    • Pra isso existem os planos de previdência privada, que são opcionais e rendem bem mais que o INSS..

    • Caro professor, você é muito bom em direito previdenciário. Mas em matemática financeira acredito que matou muitas aulas. Vejamos suas contas. Você pegou o valor investido, aplicou a taxa de juros por 30 anos e dividiu e achou um valor de salário de x por tantos anos. Você só se esqueceu do elementar: e a corrosão do poder de compra? Vejamos suas contas:

      R$ 6.401.271,09

      Esse valor equivale a 378 salários de R$ 16.930,88 (R$ 12.000,00 + R$ 4.930,88)

      Este valor de R$ 16.930,88 será o valor daqui a 30 anos. Se projetar a inflação de 30 anos, ou seja, 5% ao ano que é baixíssimo, você terá uma corrosão 432,19%.

      Você somente terá ganho se aplicar a uma taxa maior que a inflação. Exemplo:

      Se você aplicar a um juro de 7% ao ano e a inflação for de 5% ao ano, você vai aplicar R$ 3.930,38 a 2% em 30 anos, que daria um valor de R$ 7.120,25. Se conseguir uma taxa somente 1% acima da inflação o mesmo valor valeria hoje R$ 5.298,23. Você simplesmente corrigiu o dinheiro mas se esqueceu de descontar a inflação. Ou seja, R$ 16.930,88 daqui a 30 anos, não vale R$ 16.930,88 hoje.

      • O artigo desconsidera a inflação da mesma forma que desconsidera os aumentos salariais ao longo dos anos. É uma forma de simplificar o cálculo para facilitar o entendimento. Mesmo porque definir a inflação atual como se fosse a futura seria um exercício de futurologia. Por isso mesmo o ideal é investir em algo que renda acima da inflação e não abaixo como o FGTS.

    • Mas isso geraria um ônus ao trabalhador. Os valores de previdência complementar / privada, seguros e outros não tem garantia alguma (vide diversas previdências complementares falidas como as de instituições como Caixa, Banco do Brasil, etc). Sobre previdência, da mesma forma que você paga para outros, outros pagarão por você. E sobre o 13º seria muito fácil “diluí-lo” nos 12 meses. Isso facilitaria muito e realmente, a primeira vista, seria mais fácil planejar, porém, será que quando aumentasse o salário, haveria novamente o recalculo sobre o 13º diluído? Creio que não porque, se fosse por exemplo um aumento de 5%, no montante de um salário de R$ 1.000,00, seria um aumento direto para R$ 1.050,00, somando com o valor diluído, teríamos um salário de R$1.187,00 aproximadamente, o que corresponderia a um aumento quase 14%, o que seria o suficiente para o empregador alegar que não é o acordo feito (de 5%) e não repassar esse aumento real. A previdência precisa ser revista, pois bancar salários de trinta, quarenta ou cinquenta mil reais (e em alguns casos muito mais do que isso) para um seleto grupo é o que quebra o sistema. Aposentar um determinado grupo após 8 anos de serviços prestados (com salários enormes), aposentadoria especial para alguns cargos (juízes e outros), isso causa realmente um desencontro junto as contas. Mas para o trabalhador, que recebe os R$ 880,00 por mês, saber que terão uma segurança em caso de desemprego é mais do que necessário, e que o mesmo aconteceria caso viessem a sofrer algum acidente de trabalho (e que se fosse para pagar um seguro a parte, dependendo do trabalho pode ser alto). E sem falar no final do ano, que é a chance que se tem de tentar reduzir as dívidas (quase que empurradas com a barriga durante os outros períodos do ano). Por isso acho meio crítico dizer isso, sem falar que a grande maioria do país depende de um salário mínimo incapaz de cobrir as principais dívidas e gastos mensais.

  2. Estou de pleno acordo. Agora, como resolver o problema dos que já se aposentaram? O Estado teria que arcar com eles durante 25-30 anos?

  3. Este artigo só me fez reforçar sobre o que eu penso sobre os tais “direitos trabalhistas”. Porém, tem algo que me chamou a atenção: Dentro desse modelo, se o trabalhador quiser ou tiver alguma urgência, ele poderia mexer nesse, digamos, investimento ou teria que esperar os 30 anos?

    • O investimento seria privado. Logo, o trabalhador poderia mexer nele a qualquer momento, ao contrário do INSS e do FGTS.

    • Temos aqui o famosos tripé
      RISCO x GANHO x LIQUIDEZ
      Se o trabalhador quiser liquidez ele deverá abrir mão de um dos outros dois, talvez até mesmo os dois

      O governo hoje faz com que não haja risco em detrimento aos outros dois, foi basicamente isso que o autor provou. Mas o governo também não dá opção uma vez que essas “contribuições” são obrigatórias.

  4. Os estudos de casos foram excelentes, mas o que defendemos num é modificar o recebedor (o que já seria muito melhor em relação ao que temos hoje), mas a total extinção desses “b.e.n.e.f.c.i.o.s”.

    Mas ressalvo que o projeto Liberal deve ser a curto, médio e longo prazo.
    Essa ideia pode ser mais a curto prazo para que, futuramente, pensemos na completa abolição da CLT.

    • Defendo a CLT no que concerne à segurança do trabalho e algumas outras poucas coisas que não me veem à cabeça no momento. A importância dos sindicatos é questionável – ainda não tenho opinião formada.

  5. Fiquei curioso sobre sua “vontade de rir ou chorar” a respeito da poupança, se não ela, qual outro meio indica para uma economia mais saudável?

    Muito boa a matéria, clareou muita coisa para mim.

  6. Olá, talvez seja desconhecimento meu, mas acredito que todas essas taxas qua você aplicou sobre o estudo de caso são aplicadas sobre o salário bruto. Então quando temos que Luiz recebe R$880, temos:
    Salário bruto – contribuição do empregado/patronal – FGTS = 880
    Salário bruto – 36% = 880
    880 – 76%
    bruto – 100%
    88000/76 = 1157 salário bruto (o que o empregador gasta para manter um funcionário ganhando 880 [ignorando o 13º])
    1/12 . 1157 = 96,41
    1157 + 96,41 = 1256,41 salário que o empregado deveria receber se não fossem os encargos trabalhistas.
    Nós estudamos apenas os direitos trabalhistas, se levássemos em conta todas as outras taxas, direta ou indiretamente pagas pelo empregador e empregado.

  7. Primeiramente, parabéns pelo esclarecimento.
    Excelente artigo.
    Realmente parece bom… mas há algumas dúvidas:
    -quem financiaria os já aposentados?
    -o que aconteceria com as contribuições já arrecadada do então trabalhador?

    Obs: Nós, brasileiros, não temos maturidade financeira para administrar esse montante que seria o seguro do nosso futuro. Como lidar com isso também?

    • – A aposentadoria tem que ser privada, com os rendimentos poupados pelo trabalhador gerando a renda para a aposentadoria, como mostrado no artigo.
      – Obviamente que as contribuições já feitas ao INSS e FGTS teriam que ser devolvidas ao trabalhador se o sistema fosse privatizado.

      • o problema é pagar as taxas de adm.. desses bancos.. mas n discordo de vc 100%. outro caso do metalurgico vc descontou a inflação? esses 500 mil são ganhos acima da inflação? pq se nao.. n vale muita coisa.

        • Concorrência. Só há taxas de administração porque há pouca concorrência bancária. E só há pouca concorrência bancária porque o estado interfere no setor.
          O cálculo não desconta a inflação, mas também não considera os aumentos salariais ao longo de trinta anos.

        • O Tesouro, não há jeito. O ponto é evitar que o rombo futuro seja ainda maior. O atual não há o que fazer.

  8. Ao final de 31 anos, R$ 16.930,88 não será um valor tão alto assim, considerando-se o índice de inflação.

    • O cálculo também não considerou os aumentos que o salário do trabalhador têm ao longo de 30 anos.

    • Perfeito. .. era isso que ia escrever. Para tornar o calculo real, deve-se tirar as correções da poupança.
      Além do rendimento, tem inflação e aumento de salário (dissidio anual + mérito/promoção).

  9. Excelente artigo. É algo assustador, principalmente pela obviedade do roubo a que estamos sujeitos, e que a imensa maioria das pessoas simplesmente não se dar conta, porque é muito mais fácil simplesmente repetir o discurso “indignado” de sindicalistas e outros canalhas que dizem se preocupar com “direitos” dos trabalhadores, mas que na verdade não dão a mínima pra eles.

  10. Uma dúvida: No valor do “montante acumulado” não seria o certo colocar somente o valor que foi depositado na conta poupança ao invés de colocar o valor inteiro do salário? A final, o valor para a aposentadoria do indivíduo seria o valor que ele depositou na poupança.

  11. Ler artigos como este (que descreve exatamente minha opinião) é muito satisfatório.

  12. Primeiro você deveria ensinar a TODOS os brasileiros a ganharem 12 mil reais, aí depois viria com esses cálculos.
    Porque fora isso, é algo inútil.

    • O que acha de estudar para ter maiores oportunidades?

      Ele não pode ensinar você como ganhar dinheiro, ter um bom salario é consequencia das escolhas que fez durante sua vida escolar.

      O engenheiro mecanico ganha R$ 12 mil, porque investiu tempo e dinheiro estudando, o metalurgico, escolheu o caminho mais facil de vender o seu trabalho, porem não quis fazer uma especializaçao, para ter melhor salario.

      Para resumir, quer ganhar bem?

      Estude.

      Ps. Desculpem a falta de acentuação.

      • O metalúrgico realmente escolheu? Foi-lhe dada essa oportunidade e ele a recusou?
        Raciocine o mínimo e reveja sua colocação.

      • O seu comentário é imoral, típico de quem acredita em meritocracia em um país tão desigual como o Brasil.
        O engenheiro conseguiu estudar porque teve o mínimo de oportunidade para isso. Já os que não puderam fazer o mesmo, provavelmente, tiveram, em algum momento, abrir mão do estudo para trabalhar para sobreviver. Ou vc acha que alguém escolhe ser o lado mais fraco da cadeia produtiva por escolha própria?

        • Correto. Sem contar que em países mais livres a condição do auxiliar de mecânica seria MUITO melhor e de modo algum “ultrajante” socialmente, mas apenas uma escolha de vida, que pode ser muito bem ocasional e passageira.

      • Diga isso pro metalúrgico que não tem condições de pagar uma faculdade. Nada é tão simples como simplesmente correr atrás do que quer. Não seja simplório e puramente meritocrático.

        • Ele não consegue pagar uma faculdade porque ela tem 38% de impostos nas matrículas, baixa concorrência no setor graças ao controle do MEC e ainda sofre com a concorrência das universidades estatais “gratuitas”.

  13. Excelente raciocínio, mas tenho uma dúvida, em caso de adoção desse sistema, como ficariam aqueles que hoje utilizam o INSS para aposentadoria precoce, em caso de invalidez ou doença?

    • Provavelmente o sistema de previdência privada teria que trabalhar com seguro de vida embutido ou o contribuinte teria que contratar o serviço a parte (como já acontece no sistema atual). Pagariamos uma vez pelo serviço prestado.

    • Pagamos imposto (IR) direto na fonte, ou seja, registrado no contracheque. Sem contar nos impostos que pagamos no consumo! Isso seria suficiente para “bancar”, mas como o estado é corrupto e ineficiente, pagamos várias vezes pela incompetência…

  14. Artigo lindo e maravilhoso. Mas porque não escreve um artigo onde pede o trabalhador defender o fim do 13º, 14º, 2 férias por ano (que se calcular, vai dá uns 90 dias somando os dias que não trabalham ou mais) o fim da aposentadoria por trabalhar por 8 anos, vários benefícios, muitas regalias etc, estou falando dos deputados. Um artigo como esse ninguem escreve.

    • 1. Uma coisa não exclui a outra.
      2. Nós escrevemos continuamente contra regalias de políticos. Aliás, se dependesse de nós o cargo de boa parte deles sequer existiria.

  15. Isso é bonito, mas parece que só vale pra quem vai começar a trabalhar agora. Eu já tenho 20 anos de carteira assinada, como ficaria minha situação?

    • Como ele sugeriu no artigo, caso o cenário fosse a previdência estatal sendo abolida, o Governo teria a obrigação de te devolver toda a arrecadação que você fez ao longo destes anos, para que você possa investir em uma previdência privada.

    • A mesma, você sacaria o seu FGTS, investiria em um fundo um pouco mais rentável “Poupança”, e continuaria seus depositos mensais em poupanças a partir de seu aumento real de salário.

  16. Professor, apenas uma pergunta: e como ficaria a base de cálculo do IR para efeitos desse “aumento” de renda?!

  17. Olá.

    Gostaria de tirar uma dúvida, não entendo muito bem sobre o assunto, mas se acontecesse isso, o que garantiria que o meu patrão depositaria este dinheiro a mais? Vocês defendem alguma criação de lei para isso?

    E também não teríamos um problema de cultura? Por exemplo, o auxiliar da metalúrgica talvez não tenha o conhecimento de como investir, seria um choque cultural e todos deveriam ir atrás de aprender a investir, é isso?

    • Sem leis. O aumento da concorrência se encarregaria de fazer isso. Se a empresa A não aumentar o valor repassado aos trabalhadores, a concorrente B aumenta e leva os melhores trabalhadores da A embora.

      • Maravilha! Aí está a resposta a uma pergunta que ia fazer.
        É óbvio que com a incorporação desses valores no salário eles seriam diluídos em pouco tempo pela rotatividade provocada. Ou seja, aquele trabalhador que teve os valores incorporados, passando de 10 mil para os quase 13 mil será demitido e o substituto contratado por 10 mil.

        • Se fosse assim os trabalhadores do setor de informática, que majoritariamente ganham por meio de PJ e não CLT, estariam mal de vida e não com uma das maiores médias salariais do país no setor privado.

          • Você está dando exemplo de mao se obra especializada que gera competição sobre esses profissionais. Sobre seu artigo você não previu falência do setor da previdência privada cujo os investidores ficarem a ver navios. E não acho que a reforma trabalhista será com único intuito de modificar a forma de recolhimento. Ao invés de passar pro setor público transferi la para o setor privado sem nenhum respaldo legal. Muita loucura isso.

          • O artigo não é meu, sou apenas um dos editores do site. Não sei da onde você tirou que o setor de previdência privada faliu se ele é majoritariamente controlado por bancos e eles vão muito bem (com a ajuda do estado, infelizmente). Loucura é manter esse sistema estatal que assalta os trabalhadores.

      • Ou simplesmente a empresa A entra em acordo com a empresa B para nenhuma das duas aumentarem o salário para assim conseguir pagar o mínimo possível para o funcionário, o que é muito mais facil do que fazer um reajuste salarial para todos. Assim como elas fazem para inflar o preço para nós consumidores e superfaturar licitações publicas.

        • É impossível fazer isso com milhares de empresas ao mesmo tempo. Isso só é possível quando há um cartel de poucas empresas, geralmente criado pelo estado. Assim como acontece nas licitações e concorrências públicas.

    • Uma maneira de criar essa cultura no país seria pela escola primeiramente e depois a própria empresa poderia ensinar e aconselhar seus trabalhadores a investir numa previdência privado e etc; Isso de cultura seria muito fácil de resolve o que é difícil é reverter essa cultura de direitos trabalhistas;

  18. Tudo isso que foi dito é realmente muito interessante se fosse possível de ser feito. Entretanto, caso o governo desonere o setor privado destas contribuições NÃO existe nenhuma garantia de que aquele setor faria o repasse integral desta desoneração aos empregados e trabalhadores. Certamente iriam aumentar seus lucros.

    • Claro que existe. Por motivos simples:
      1. Para o setor privado você já custa o valor do salário + os “benefícios” que a empresa paga graças ao governo. Logo, repassar o valor ao trabalhador não teria impacto maior nos custos da empresa.
      2. Se a empresa A não fizer, o concorrente B faz e leva os funcionários da empresa A embora. O que faz as empresas evoluírem é a concorrência.

      • Isso só ocorre com o equilíbrio macroeconômico e pleno emprego. Enquanto tem desemprego, é uma luta por vagas, e não uma disputa por empregados.

        • Errado. Concorrência não se dá apenas com pleno emprego. As leis econômicas básicas de oferta e demanda funcionam perfeitamente no mercado de trabalho. Lembre-se que as vagas são para funções específicas que somente uma parte dos trabalhadores possui qualificação para executar. Uma cozinheira não concorre com um pedreiro para uma vaga na construção de um prédio, por exemplo.

          • Outra medida de inclusão social seria o fim do salário mínimo, que traria milhões ao mercado de trabalho, que produziriam, consumiriam, estimulariam ainda mais a produção e sua melhoria técnica e funcional, fazendo a macro-economia crescer, refletindo em inevitável maior poder de compra, que lhe permitiria pagar por um curso de qualificação ou uma faculdade ou até mesmo investir em um negócio próprio – o que necessitaria também de uma política de baixa tributação e desburocratização do empreendedorismo, e assim giraria a roda da economia em prol de todos, sobretudo dos mais pobres – ressalta-se que a condição de pobreza seria extremamente efêmera nesse cenário e não implica dizer que os “mais pobres” necessariamente vivam mal.
            A melhor prova do pudim é comê-lo. Os comunistas diziam – e dizem até hoje – que o capital tende a acumular-se na mão de poucos em detrimento proporcional do “proletariado”, o que jamais ocorreu, haja vista que as famílias tradicionais de industriais mais ricas da época da revolução industrial sequer existem mais e a condição de vida do trabalhador europeu subiu, até os dias de hoje, cerca de 40 (QUARENTA) vezes. Em Cuba pessoas se deslocam como animais em trens cargueiros quase centenários, enquanto que na Coréia do Sul o operário vai ao seu trabalho com o seu Hyundai – que certamente não é o hb20 1.0 – novinho.

      • Honestamente a empresa não repassará esses valores ao trabalhador “sem impacto maior aos custos da empresa”, é uma oportunidade para a redução de custos e isso aconteceria no primeiro momento.
        E como comentado abaixo, sim, uma cozinheira não concorre com um pedreiro, mas com outras centenas de cozinheiras que precisam, a qualquer custo, levar o jantar para casa. A concorrência não é leal e não regularia o mercado na situação que temos hoje.

        • É a concorrência que faz as coisas avançarem. Se não quer concorrência no mercado de trabalho, você é livre para mudar para a Coreia do Norte, lá todo mundo trabalha pro estado. Só não vai ter acesso ao Facebook, à Internet, nem liberdade.

          • Uma coisa é concorrência por mão de obra especializada, outra bem diferente é a concorrência de milhares de brasileiros que mal têm o ensino médio completo e lutam por uma vaga. Em outras palavras, essa mudança teria de ser acompanhada por uma reforma educacional (e eu diria até cultural).

            No geral, a ideia é ótima, desde que as empresas sejam obrigadas por lei a cumpri-las.

          • Essa concorrência já existe. Mas graças à querida CLT, 12 milhões estão desempregados.

  19. Excelente artigo! Sempre soube de tudo isso, mas tinha preguiça de falar para evitar pessoas como as que aparecem nos comentários, com sua falta de conhecimento, alto “senso crítico”, pessimismo de sobra e comodismo infinito.

  20. Ótima matéria. No entanto acredito que estamos em um país que não tem cultura de poupar. Desta forma deixa para o trabalhador a responsabilidade de poupar sua aposentadoria poderia gerar um problema social la na frente. Digo isso pois vejo muitos aposentados que estão na ativa pq não fizeram uma aposentaria complementar para compor a renda na aposentadoria. No entanto é fato que o rendimento do fgts e não ter limite para o empregador contribuir no inss são uma vergonha.

    • Muito bem. Temos que brigar por correção descente para o FGTS. Trabalhadores no geral, não são qualificados e pouco conhecimento de financeiro. Nosso país não está preparado para perder estes direitos.
      Está ideia só se aplicaria para o caso do autor , em particular, que tem conhecimento e esclarecimentos, mas não serve para a massa trabalhadora.

      • Não existe “correção decente” para o FGTS. Mesmo a poupança corrige abaixo da inflação atualmente. A correção “decente” é deixar o dinheiro com o trabalhador e ele investir em algo que renda mais do que a inflação.

    • Olha
      Hoje sabendo que o Estado vai assegurar pelo menos um salário mínimo
      Pra quem não tem renda… o povo brasileiro já não tem conhecimento algum da previdência imagina precisando administrar os seus próprios recursos
      E mais … todo mundo só estaria segurado em até 250.000,00 por aplicação nos bancos … o resto sem garantia alguma
      A previdência tem recurso pra devolver tudo aos trabalhadoras ?o governo já está quebrado, digo endividado!
      Precisamos debater sim a previdência e mudar para o sistema capitalista seria o ideal sim, lembrando apenas que uma aplicada indevida pode destruir a aposentadoria de uma brasileiro no futuro
      E digo mais…. o cálculo para quem ganha um salário mínimo é muito errado! Pode
      Levar em conta o crescimento salarial, inflação do período, rotatividade, risco ….
      Uma mudança tão brusca assim vai fazer muita gente perder dinheiro

  21. Porem neste estudo de caso II , os 500 mil devem descontar a inflação desses anos… oque nao seria nada significativo.

    • O valor do salário no estudo também não considera os aumentos salarias que a mesma inflação irá gerar.

  22. Não podemos esquecer que haveria custos de seguros que o profissional teria de contratar para cobrir todos os benefícios que a Previdência Social fornece. Seguro Saúde, Desemprego, Invalidez Parcial/Permanente etc.
    Isso pode piorar bem essas contas.
    Além disso, seria necessário um bom processo de divulgação de Educação Financeira, que deveria fazer parte da grade curricular desde a ensino fundamental pois, se o trabalhador não seguir esse conselho de guardar o dinheiro, ele não vai ter nada em sua aposentadoria e isso pode criar uma geração de milhares de aposentados sem aposentadoria.
    Outro ponto é considerar que a Previdência Social tem um papel de assistencialismo àqueles que não tem condições de trabalhar (aqueles que nasceram com deficiências físicas e mentais etc) mas isso poderia ser financiado por outros meios.
    É um bom ponto de vista, mas precisa ser mais estudado pois há arestas que precisam ser aparadas.

    • Milhões de brasileiros já têm “seguro saúde” (também conhecido como plano de saúde) e já há centenas de seguros de vida e de invalidez privados que são infinitamente mais baratos do que financiar o INSS. No mais, considerar que o trabalhador é um imbecil que precisa do estado pra cuidar do próprio dinheiro dele é uma visão bastante preconceituosa da qual discordamos.

      • Ótimo artigo Marcelo.
        Só acredito que, apesar do ponto do “trabalhador não ser imbecil” ser bom, a educação financeira também é algo importante. Afinal, se não existisse tanta ignorância, o volume de dívidas/inadimplência seria melhor, não acha?
        Acredito valer um incentivo do setor privado para melhorar a cultura financeira dos seus funcionários. Criando um plano vinculado a empresa de aprendizado e outro para investimento com retorno (alto – taxa de administração da empresa), poderia ser gerado um retorno financeiro (apesar de pequeno) e do lado do funcionário, crescimento cultural/intelectual.
        Evoluindo o conhecimento, teríamos apenas alguns casos extremamente excepcionais. Com planos privados vinculados ao setor privado, teríamos inclusive mais mercado e rotatividade monetária, apesar de depender de um mínimo de controle das pessoas.

        Infelizmente, vejo muitas pessoas que não ganham mal, se descontrolando e não conseguindo economizar no fim do mês. Uma solução talvez seria ser descontado direto da folha vinculado a planos previdênciarios e de investimento.

        De qualquer forma, não um bom motivo para não dar certo. Obrigado pelo artigo.

      • Marcelo, obrigado pelo retorno. Seguem minhas novas considerações:
        1) Quando disse Seguro Saúde não estava falando em Plano de Saúde. O Seguro Saúde que eu me referia seria um benefício por incapacidade, causado por uma doença, que torna o trabalhador temporariamente incapaz para o trabalho. Nesse tempo ele não vai poder trabalhar e esse seguro vai ter que pagar o salário dele durante esse período. No INSS se chama Auxílio-Doença.
        2) Em nenhum momento disse que qualquer pessoa seria considerada um(a) “imbecil”.
        3) Você realmente acha que a população geral teria disciplina, de uma hora para a outra, para alocar esses recursos adicionais em prol de sua aposentadoria? Um programa de conscientização precisaria ser feito se essa mudança ocorresse de fato.
        4) Concordo que há diversos seguros de poderiam cobrir todos esses benefícios (uns já existem e outros seriam criados), mas isso entraria na conta e reduziria o montante acumulado.
        5) Não podemos esquecer de que a aposentadoria oficial perdura até a morte do segurado, então a conta tem de ser feita pelo método de perpetuidade e não considerando 30-35 anos, pois desta forma haverá o risco do aposentado sobreviver ao seu dinheiro, isto é, o dinheiro acabar e ele ainda estar vivo depois deste período.
        6) Como ocorrerá a transição para este novo programa?
        7) A conta tem de ser feita com juros reais pois, daqui a 30-35 anos, o valor sugerido valerá de 4 a 5 vezes menos do que ele vale hoje. Acho que uma rentabilidade anual líquida de 4% a 5% a.a. seria um valor razoável e factível.

        Uma forma de remediar o risco dos trabalhadores não guardar o salário adicional seria fazer como nas Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Fundos de Pensão), onde esse valor adicional, é depositado em uma conta em nome e de direito do trabalhador, no qual ele só poderia usufruir a partir de sua aposentadoria (ou em algum caso excepcional), mas no período de acumulação ele poderia tomar a decisão de investimento (poupança, fundos, tesouro, ações etc).

      • Marcelo, em um país que não investe em educação, não podemos esperar que o povo tenha inteligência emocional e discernimento para fazer a gestão destes fundos. Quer um exemplo de com o povo é imbecil? “Eleições e Media”; imagine o que poderiam fazer com suas economias!!!! Lembrese que apenas 6% da poupulação possuí curso universitário.

        • Você quis dizer: em um país onde o estado monopoliza a (caríssima) educação pública e controla a educação privada por meio do MEC? Realmente, absurdo isso, por isso mesmo liberais defendem privatizar tudo.

      • Plano de saúde só funcionam enquanto se tem renda para pagar as mensalidades, seguros apenas pagam um determinado valor que dificilmente é suficiente para o sustento pelo tempo necessário, geralmente apenas ajuda a quitar parte das despesas resultante da doença ou acidente além de criarem uma série de exigências na hora de pagar.

      • Trabalhei no INSS, não dá, se vc soubesse o fraco nível de ensino da população geral ficaria assustado, não tem como chegar para seu Francisco agricultor com 7 filhos e falar, então seu Francisco esse dinheiro aqui é para investir, com essa qntidade de juros… aí vc já perdeu ele(e não venha com tem q ensinar para uma pessoa q mal sabe escrever o nome), ahh e essa outra parte o senhor tem q contratar um seguro para caso de doença ou morte, qnto ao preço pode ficar tranquilo q o mercado da um jeito.
        O modelo atual é péssimo sim, o q foi apresentado vc sabe q não cola para a maioria dos trabalhadores do Brasil pq é o modelo atual ou nada, eles não vão atrás e isso eu aposto fácil com qualquer um. Essa de não queremos acreditar q o brasileiro é ignorante só é usada pq facilita o ponto de vcs(mesmo q falar q não queremos acreditar em violência, vc não precisa acreditar para ela existir), de alguém q já trabalhou com isso: O brasileiro é sim ignorante com seus ganhos econômicos.
        Até ser apresentado algo melhor fico com esse horroroso sistema, ah se todo o dinheiro da Seguridade social fosse investido nela mesmo, não estaríamos tão mal.

        Desculpe os erros, respondi pelo celular

        • Se você acha que as pessoas são estúpidas e não sabem cuidar do próprio dinheiro, o preconceito é todo seu. Que tal deixar elas escolherem entre INSS e receber o próprio dinheiro pra ver o que acontece?

          • Acho que possibilitar a opção seria o melhor caminho. Se não me sinto seguro/capaz de gerenciar minhas finanças a longo prazo, “pago” para que o governo faça por mim, do contrário eu mesmo resolvo.

            É possível fazer uma comparação bem cretina com um planejamento de viagem. Você pode ir atrás dos hotéis, passagens e atividades que você fará em suas férias, o que te deixa com mais dinheiro para gastar, melhores acomodações e tempo otimizado para aproveitá-la melhor. Ou você contrata uma agência, que irá se preocupar com tudo mas cobrará pelo serviço, deixando a sua viagem mais cara ou com opções piores.

            De qualquer forma, gostei bastante da matéria e fiquei com vontade de saber mais sobre o assunto. Parabéns!

        • Que pena que continuem a achar que as pessoas são incapazes e precisam de tutores. Essa é a forma que a ditadura usa para se postarem como os protetores dos mais fracos. Deixem as pessoas administrarem a sua vida. Quem tiver necessidade irá procurar o treinamento e aconselhamento necessário e pagará mais barato do que o que é gasto por toda essa estrutura falida e desmotivada que se chama de funcionalismo público.

      • Seria muito lindo, porém é tão utópico quanto o socialismo. O trabalhador brasileiro é um imbecil sim, infelizmente. Se não fossem imbecis não aceitariam esse país da forma como está.

  23. Boa, boa e boa! Eu não acho certo esse negócio de pagar todos os aposentados, inclusive os que por qualquer coisinha, que nada os impede de trabalhar, se aposentam; e ainda os que continuam trabalhando mesmo depois de aposentados, recebendo 2 salários (um absurdo, na minha opinião!). A previdência deveria ser somente privada, ou seja, cada um recebendo de volta o seu, o que o próprio contribuinte acumulou.

  24. Não é bem assim, não.
    O INSS do jeito que está vai quebrar mesmo. Concordo.
    Mas o fgts viabiliza o crédito imobiliário para a população de baixa renda, não financia empreiteiras.
    Se o fgts for capitalizado pela Selic, ninguém mais que ganhe até uns R$ 4mil por mês vai conseguir comprar sua casa própria.
    Quanto ao 13°, o brasileiro não sabe poupar. Se o trabalhador receber ao longo do ano, quando chegar em dezembro-janeiro não terá reserva nenhuma para as despesas extras dessa época: presentes, festas de natal e ano novo, IPTU, material escolar…

    • Não é necessário que haja FGTS para financiar casas. Que tal eliminar os impostos sobre material de construção, aumentar a concorrência no setor bancário e reduzir os juros da forma correta, reduzindo o tamanho do estado e aumentando a confiança dos investidores? O estado é o problema, não a solução.
      No mais, se o “brasileiro não sabe poupar”, é necessário que aprenda. E não que o “papai estado” o obrigue a só receber parte do salário no final do ano.

      • Hoje já existe a opção de quem não quer fgts e inss trabalhar como PJ. Simples.

        Pq tirar o direito (opção) dos demais trabalhadores?

        Quem viu o discurso do golpis… Digo presidente Temer e prestou atenção vai ver que ele disse com todas as letras, que fará um governo para a indústria e empresários… Ou seja, todos esses “benefícios” cortados não irão para o bolso do trabalhador e sim para o bolso do empresário. Simples assim.

        Sobre o Fgts, qualquer um pode saca-lo a cada 2 anos se souber investir em imóveis…
        Mas, no fundo, acabar com o fgts é para acabar com a multa rescisória… Ou seja, pro empresário fica ótimo, contrata por menos, dispensa quando quiser e o trabalhador não tem nenhuma garantia…

        • Nossa legislação trabalhista fascista obriga a contratação por CLT. A contratação via PJ é sempre um risco, dado que a “Justiça” Trabalhista é amplamente tendenciosa em prol do trabalhador.
          No mais, se o FGTS, INSS e 13° salário são tão bons assim, por que não deixar que sejam optativos? Certamente isso não faria diferença dada a “excelência” desses programas. Ou será que são tão “bons” que precisam ser enfiados goela abaixo dos trabalhadores?
          Por fim, sua lógica de que “irá para o bolso do empresário” decorre da falta de entendimento de como os salários são definidos pelo mercado e não apenas pelo empregador.

          • Então explique como os salários são definidos pelo mercado e não apenas pelo empregador.

            No mundo real, o empregador define o menor salário possível, oferece menos, e ainda assim tem gente se matando pela vaga.

          • No mundo real existem diversas regulações trabalhistas estatais que impedem maior oferta de trabalho, o que leva, pelo conceito econômico básico de oferta-demanda, a um maior poder dos empregadores que ofertam do que dos trabalhadores que demandam trabalho. O “preço” de cada vaga de trabalho aumenta, o que significa que o trabalhador está disposto a receber menos para ser empregado e o empresário pode pagar menos para ter esse trabalhador.
            Não é o empresário que define o salário da mesma forma que não é a indústria que define o preço dos produtos. É a relação oferta-demanda do mercado que faz isso.
            Mas isso merece um artigo que irá ao ar em breve.

    • Vou dar um exemplo de como o governo gerencia bem o dinheiro: no Mei a parcela da previdência é de 44.00, ao longo de 35 anos o valor repassado daria para apenas 21 meses de aposentadoria de 1 salário mínimo, de onde vem o restante? Claro que o governo tem que tirar de outros lugares e por isto todo produto no Brasil é mais caro do que nos EUA por exemplo. Não existe almoço grátis, é o Custo Brasil!

  25. E o que acontece se a pessoa fica impossibilitada de trabalhar, por um acidente por exemplo, logo no início de sua vida laboral?

    • Existem seguros para essas situações, que podem ser pagos por mês e com valores acessíveis a qualquer um. Além de melhor garantia e agilidade, se comparado com o INSS.

      • Ninguém está livre disso meu amigo, hoje o senhor está forte e saudável, mas o amanhã só pertence à Deus.

        Não existe cura para todas as doenças, possivelmente você nunca esteve num hospital.

        A vida te provará que está errado, seja por você ou por alguém que você goste, mas Deus de perdoará nobre amigo, se você se arrepender.

      • Então a proposta do autor não é uma alternativa segura e sim uma jogada de alto risco.
        Para a proposta ser levada a sério, necessariamente deveria-se colocar os custos em contratar ótimos seguros de vida, sem os quais ninguém tem garantir de nada.
        Se a ideia é pensar no futuro, melhorando as condições de vida, esse planejamento deve ser bem executado.

  26. De qualquer forma é muito melhor esse dinheiro na mão do empresário, que pode aumentar os salários, investir na empresa criando novas vagas de emprego, do que na mão do governo.

  27. De qualquer forma é muito melhor esse dinheiro na mão do empresário, que pode aumentar os salários, investir na empresa criando novas vagas de emprego, do que na mão do governo.

  28. Prezado, sou liberal há mais de 30 anos e a favor da medida !!!
    Considerando que trazemos o cálculo para os dias de hoje pois tanto os 316,80 quanto o valor dos salários vão variando com o tempo. E considerando que o valor da variação do salário seja igual a da poupança. Então, teríamos 35 anos de contribuição, uma economia de 133.056,00 o que nos daria 151 salários ou seja, 12,6 anos vivendo com esse salário.
    Obs.: As pessoas devem fazer os cálculos prevendo algumas coisas:
    — Supondo que o trabalhador iniciou a contribuir com 20 anos, trabalhando 35 anos, aos 55 (novo ainda) anos ele teria a aposentadoria conforme abaixo):
    – Esse capital caso o(s) beneficiário(s) direto(s) faltasse antes dos 12,6 anos, ou a qualquer tempo reverteria para seus herdeiros. (Hoje só desonera o governo que fica com a sobra também);
    – Após 12,6 anos passados da aposentaria, nada restaria. (Isso é o que cada um tem que cuidar); A expectativa de vida do brasileiro hoje é 72,7 anos, nesse caso faltaria 5,1 anos. Para equalizar ele teria que depositar mais 128,22 por mês ou trabalhar mais cerca de 3 anos e estaria garantido. Isso já é muito melhor do que o que temos hoje no país.

  29. Muito bom o artigo. Mais interessante ainda, a meu ver, é a visão, correta, de que o Estado é o problema e não a solução. Dessa premissa, deriva todo o resto. É bom saber que existe vida inteligente no planeta.

    No detalhe, também como outros, fique me perguntando sobre do porquê de um empresário pagar os 20% de contribuição. Talvez, de fato, a competição resolva isso mesmo. Além disso, o Chile, pelo que sei, privatizou a Previdência há décadas e o pais continua bem.

    Finalmente, o fato do empregador ter de pagar ~100% além do salário por um empregado fará, quase certamente, com que o nível de emprego aumente. Isso seria uma consequência importante, além de outras que a redução do tamanho do Estado geraria. Talvez, ai então, chegássemos finalmente ao sec. XX…

  30. Assim quando eu falo que tudo isso e furada , alguns nem da bola , mal ele sabe que aposentadoria , esta de dias contados e cada sistema falido que só ainda vive por que segura a corrupção, 13° estão de dias contado , galera estamos no século XXl , ta mais que na hora de atualizar . aina quero ver esta população o mais rápido possível mudar a mente

  31. Simplesmente,PARABENS.Excelente artigo,uma pena que Nosso país está tão enterrado em corrupção que pegar um artigo desse,transforma-lo em ideia é tentar colocar em prática,seria o mesmo que alguém inventar um motor veicular movido a AGUA, ou eles matariam o inventor e sumiriam com o projeto ou cobrariam R$ 10,00 o litro de água .Mas reafirmou,otimo pensamento,parabens.

  32. Olá Marcelo!

    Primeiramente gostei muito do artigo, ele vem a calhar, justo agora que começo minha carreira e tenho que pensar nessas coisas!

    MAS eu me dei conta de uma coisa: caso sejam ‘extintos esses direitos trabalhistas’, em nenhum momento se fala que as empresas AINDA teriam a obrigação de pagar ao empregado os valores de Contribuição patronal(20%) + FGTS (8%) + 13º salário(S / 12). O que se subentende nesses boatos de extinção de direitos trabalhistas é que isso seria extinto e que as empresas NÃO teriam mais que pagar esse monte de ‘pendurico’ para o funcionário, e, que, no fim das contas, ele teria é que separar do salário dele o equivalente a 44,3%, ou seja, tirar do próprio bolso quase METADE do salário para poder fazer um pé de meia.

    Em nenhum momento é esclarecido que esses valores AINDA SERÃO COBRADOS da empresa, e que será adicionado ao salário do empregado e que ele poderá gerir esse aumento real de 43% ao longo da sua carreira. Esse é o meu questionamento. Como funciona isso? Porque é muito bom presumir que extinguindo esses valores da folha de pagamento dos empregadores eles continuarão pagando a bom grado e voluntariamente os empregados. Se eu estiver enganada, por favor me esclareça!!!

    Muito obrigada!!!!

    • Mesmo que o empregador nao repasse esses valores diretamente ao trabalhador. Ele repassaria essa grana, em forma de descontos, no valor dos seus produtos. Beneficiando toda a população.
      Se a empresa A nao fizer isso. A empresa B vai la e faz. E se a empresa B nao existe, é porque a empresa A agiu junto ao estado para barrar a entrada de concorrentes. Pois onde há demanda, sempre haverá competição.

  33. FGTS e INSS eu sou a favor que acabem mesmo. Mas 13º só se passarmos a receber o salário semanalmente, porque 13º salário não é extra, é a diferença das semanas que não recebemos durante o ano.

  34. Ainda está faltando a cobrança que é feita pela empresa por gerar o emprego (além dos 20% pro INSS) e que (se não me engano) pode chegar a outro salário.

  35. Para quem não entendeu muito bem, vou dar outros exemplos. Seguinte, supondo que você trabalha e pega o dinheiro do seu INSS + FGTS e deposite ele na poupança durante os 30 ou 35 anos de trabalho, no final de 30 a 35 anos você terá um dinheiro na poupança que rendendo 7% ao ano ou 0,7% ao mês, esse rendimento mensal na poupança que você a acumulou renderá duas vezes e meia a mais que o que você iria receber se fosse aposentado pelo INSS. Ficou claro ? E outra, estamos falando de poupança que é um péssimo investimento mas com certeza bem melhor que INSS e FGTS. Agora supondo que você pegue o dinheiro do seu INSS e FGTS durante 30 anos e aplique mensalmente no Tesouro Direto em uma aplicação Prefixada de 10 ou 12% durante 30 anos, no final de 30 anos você vai sacar uma quantia alta pagando 15% de imposto, mas essa quantia que você sacar jogar ela numa poupança, vai render quatro vezes mais que se fosse aposentar pelo INSS. Isso sendo novamente conservador pois o que vai render no tesouro direto durante 30 anos será uma quantia alta se por exemplo depositar R$500 por mês, uma quantia tão alta que o banco ao receber esse dinheiro facilmente vai te dar uma rentabilidade de 1% do que você depositou, e essa quantia fica em torno de 1 milhão e 400 mil reais, ou seja, um salário de 14 mil por mês para torra a vontade. Isso são números bem conservadores. 500 por mês no tesouro durante 30 anos em uma prefixada seria a mesma coisa que você jogar direto um valor fixo de R$50.000, ou seja, você joga um valor de um carro popular completo hoje no tesouro e daqui a 30 anos você tem uma aposentadoria de no mínimo R$10.000 por mês.

    Em uma simulação depositando R$500 a todo mês durante 30 anos, você terá na poupança R$ 824.976,23, R$ 1.470.166,90 no tesouro prefixado e R$ 1.859.393,88 no tesouro IPCA já descontando impostos.

  36. Só para informar, nos Estados Unidos nao eh assim que funciona, la nao tem nada disso, e as pessoas vivem muito melhor que aqui… Procurem saber pra depois falar!

  37. Excelente artigo! Penso de forma semelhante. A pessoa tem que administrar seu próprio dinheiro e decidir quando irá se aposentar. Só acho que nos estudos de caso, provavelmente para não deixar o cálculo muito complexo, você nao considerou o fator imposto de renda. Pois se considerarmos que a pessoa passará a receber esses valores (inss pessoal, inss patronal, 13 e fgts) no seu salário bruto, incidirá sobre eles o imposto de renda (No 13 já incide). No final, o valor ainda será interessante, mas menor do que o apontado. Isso se a pessoa decidir aplicar apenas o que passou a receber a mais, claro… Seria bem interessante fazer um estudo de caso mais profundo incluindo os descontos do Leão. Depois vou fazer uma simulação pessoal considerando aplicação em CDB e o valor a ser aplicado após a dedução do IR. Obrigado e parabéns!

  38. Bom mesmo é ver a paciência do camarada Marcelo Faria em responder a alguns questionamentos nitidamente provocativos, que não visam engrandecimento nenhum à discussão. Parabéns pela atitude fleumática!

      • E o que acontece se a pessoa fica impossibilitada de trabalhar, por um acidente por exemplo, logo no início de sua vida laboral?

        • Primeiro, há a opção de seguros de vida. Segundo, dificilmente um acidente inabilita totalmente uma pessoa a trabalhar hoje em dia, ainda mais com trabalhos que podem ser feitos de casa por um computador. Se duvida disso, assista as paralimpíadas que começarão essa semana.

  39. Matéria excelente, mas tem alguns pontos: o trabalhador não ganha 880, esse é o salário bruto, dele os 11% do INSS e 8% do fgts já são descontados, ou seja, a única coisa q poderia somar ao salário do trabalhador são os 20% q a empresa contribui de INSS + o 13°dividido por 12.
    Outro ponto é q se a pessoa capitalizasse em uma instituição privada não haveria como garantir os atuais inativos já q não estaria em uma instituição pública.

  40. Recomenda-se investir esse dinheiro em ações e papeis de empresas sérias como a OGX de Eike Batista, Banco Santos, Bamerindus, Petrobrás, Oi, assim em 30 anos teremos o dinheiro aplicado com altas taxas de rendimentos.

  41. Interessante. Mas depois de tudo algo me gerou incômodo. Como ficaria o desconto do Leão? Ao fim ainda perderiamos muito pro governo.

  42. Muito bom o artigo. Concordo que o Estado não sabe usar o nosso dinheiro. Li todos os comentários e algumas perguntas são bem pertinentes e cabe reflexão mesmo. A minha dúvida é se existem países que já adotam modelo semelhante ao proposto no artigo?

  43. Muito bom o esclarecimento e as colocações…temos muitos parazitas sugando nos trabalhadores…sem falar nos sindicatos das “classes” q so benefeciam a eles mesmo…afff…100% a favor da extinção ds 3 maléfico “benefícios”

  44. Como patrão, eu ficaria extremamente feliz em não precisar ficar “guardando” o dinheiro que pertence ao funcionário. Preferia pagar tudo diluído mensalmente….FGTS, previdência, 13° e até as férias.

  45. O difícil no entanto, é criar no brasileiro o hábito de poupar ou investir, uma vez que na nossa realidade, mal ganhamos o suficiente para a nossa subsistência e de nossos familiares, e também, que os bancos ofereçam taxas realmente rentáveis independente da renda do trabalhador, de quanto ele possa investir…

  46. Esse cálculo leva em conta o vpl ou para o caso de um salário recebe 1200 independente do salário da época ?

    • O artigo desconsidera a inflação da mesma forma que desconsidera os aumentos salariais ao longo dos anos. É uma forma de simplificar o cálculo para facilitar o entendimento. Mesmo porque definir a inflação atual como se fosse a futura seria um exercício de futurologia. Por isso mesmo o ideal é investir em algo que renda acima da inflação e não abaixo como o FGTS.

  47. Concordo com a matéria, mas o que fazer com aqueles que ainda estão aposentados ou que venha a aposentar? De onde eles receberão recursos?

    • Financiar com o Tesouro, não há jeito. O ponto é evitar que o rombo futuro seja ainda maior. O atual não há o que fazer.

  48. Marcelo so esqueceram de calcular o peso do IR se tudo isso fosse incorporado ao salário do trabalhador. Daria uma boa diferença nos cálculos finais de quem paga imposto. A idéia é boa mas ainda acho que teria que ser gradual talvez começando pelo 13 pra ver se os empregadores iriam mesmo repassar. A logica reguladora do mercado nao evita acordos entre os empregadores principalmente em areas com pouca concorrencia.

    • Se dependesse de nós nem existiria Imposto de Renda. E a lógica de que “irá para o bolso do empresário” decorre da falta de entendimento de como os salários são definidos pelo mercado e não apenas pelo empregador.

  49. Tudo isso que o Sr. explanou não inclui o fator “administração ” e também a gestão sem paticipação do verdadeiro interessado. Assim os governos fazem o que bem entendem.

  50. Essa proposta eu já fiz em algum comentario da net, faltou incluir o Pis e férias só de 15 dias,

  51. Eu concordo plenamente com o artigo.
    Quanto a ideia de que parte da população não saberia investir é culpa do próprio Estado paternalista que tomou para si essa função. Se nunca tivesse feito isso a cultura sobre o dinheiro seria diferente e nossos bisavós teriam aprendido que tem que poupar pra quando ficar velho. Infelizmente teríamos um ou duas gerações sofrendo por ignorar a poupança e mas as seguintes já teriam aprendido a lição e certamente já estaria poupando desde a infância.

  52. Ninguém é obrigado a ser um empregado registrado. Vá agora a seu patrão e peça para mudar seu contrato de trabalho e argumente que você quer receber o valor com esses acréscimos e pronto!!! Seja feliz da forma que quiser…

    • Na verdade, de acordo com a nossa legislação trabalhista fascista, o trabalhador é obrigado a aceitar esses “direitos” trabalhistas. A contratação “sem carteira assinada” sempre é um risco para o empregador, dado que a Justiça Trabalhista é extremamente tendenciosa em prol do trabalhador que ingressa com uma ação.

  53. Um grande benefício adicional com a extinção do 13° seria a eliminação da sazonalidade que afeta muito negativamente toda a cadeia produtiva e a comercial reduzindo significamente a sua eficiência e a estabilidade de empregos.
    A modificação dos períodos de contagem dos tempos e de pagamentos de mensal para semanal eliminaria as distorções existentes, especialmente para trabalhadores mensalistas.
    Quanto ao aprendizado dos trabalhadores, não me parece que todos aqueles que emigram para países onde não existem os nossos “benefícios” se queixam da falta deles.
    Não é curioso que são justamente os países mais desenvolvidos e com melhor qualidade de vida?

  54. Eu já fiz esse tipo de conta levando em consideração que o salário minimo tem elevado 10% ao ano e que a inflação caminha junta nesse sentido. No final, aplicado à poupança, Se você colocar sempre 3 salários por mês, por 360 meses, no fim das contas você vai ter 360 salários corrigidos para a época e não 1080 salários como o calculo do artigo supõe. O único jeito de você colocar um salário hoje e recolher um salário amanhã é em um investimento que renda ao ano no mínimo aí na faixa dos 11 ou 12% ao ano. A população no geral não tem conhecimento sobre investimento nem salários que sustentem uma boa renda extra para poupar e investir. se um cidadão comum conseguisse colocar meio salário por mês na poupança, em 30 anos ele teria 60 salários poupados apenas, por isso existe essa forma de previdência social que garante ao menos que ele tenha todo mês um novo salário para continuar sobrevivendo

    • O artigo desconsidera a inflação da mesma forma que desconsidera os aumentos salariais ao longo dos anos. É uma forma de simplificar o cálculo para facilitar o entendimento. Mesmo porque definir a inflação atual como se fosse a futura seria um exercício de futurologia. Por isso mesmo o ideal é investir em algo que renda acima da inflação e não abaixo como o FGTS.

  55. 1) O Governo Temer não quer acabar com a Previdência Social e sim tentar impor o máximo de barreiras para que o trabalhador não receba pelo que ele contribuiu. Ele quer o dinheiro recolhido da gente para usar para outros fins (por exemplo a previdência pública e a dos próprios políticos ou pagamento de juros de dívida)
    2) Nem o Governo, nem o patrão quer diluir o décimo-terceiro entre os 12 meses. A idéia é continuarmos sim receber exatamente o que recebemos mensalmente e eles se livrarem do ônus do décimo-terceiro.
    3) Desconheço proposta do governo contra o FGTS, fonte importante de geração de dinheiro super barato para eles. Eu iria adorar se o dinheiro do FGTS ficasse no nosso salário e a gente desenvolvesse alguma cultura de poupança de forma que guardássemos esse dinheiro em investimentos bem mais rentáveis que esse FGTS.

  56. Gostei dos esclarecimentos . vc teria como comparar em relação aos outros países para termos um parâmetro e saber como funciona com eles? Obrigado e parabéns pelo artigo.

    • O Tesouro, não há jeito. O ponto é evitar que o rombo futuro seja ainda maior. O atual não há o que fazer.

  57. Marcelo, excelente texto.
    Tenho uma dúvida, o contexto é bom, entretanto, também se aplica aos políticos que se aposentam com o teto máximo e em pouco tempo?
    Obrigada,

    • Político nem deveria ter aposentadoria. Nem benefícios. E nem alguns dos maiores salários do país.

  58. A idéia é boa e sempre a defendi, porém, como sabido e dito na matéria, quem financia o atual sistema são os trabalhadores da ativa.
    Me pergunto, o que seria feito com os que já estão aposentados, e com os que estão prestes a se aposentar (que teriam pouco tempo a frente para poupar).

    • Não haveria jeito senão financiá-los com o Tesouro. A questão é mudar o sistema agora para evitar que o rombo futuro seja ainda maior.

  59. O sistema proposto pelo autor é basicamente o que temos aqui na Austrália. Aqui não existe FGTS, 13° ou previdência social.

    O que existe é um recolhimento obrigatório para aposentadoria (superannuation) de 9,5% do salário todo mês. Esse dinheiro vai para uma conta que é administrada por um fundo. Ex: australiansuper.com

    Existem vários destes fundos e eles são regulados pelo governo. Existe concorrência entre eles e as taxas de administração são baixas.

    Por quê existem estes fundos? Porque é a forma que o governo encontrou para forçar o trabalhador a fazer um mínimo de esforço para poupar para sua aposentadoria, já que não existe previdência social.

    O trabalhador pode, se quiser, escolher aplicar mais uma parte do seu salário neste fundo (além dos obrigatórios 9,5%). Se chama “salary sacrifice”, e é retirado do salário sem incidir imposto de renda (veja mais abaixo).

    Também pode, se quiser, administrar seu próprio fundo e fazer investimentos mais arriscados, como investir em ações. O dinheiro é do trabalhador e ele tem opções de investimento. Se for um mau administrador, perde. Se for bom, ganha. Se não quiser ter dor de cabeça ou for conservador, pode deixar que o fundo faça os investimentos. Eles garantem um retorno razoável.

    Os fundos também oferecem opções de seguro de vida, invalidez parcial ou permanente, e “income protection”, que é um salário (uns $500 AUD) que o trabalhador recebe se ficar impossibilitado de trabalhar por um tempo.

    Meu contra-cheque (payslip) é muito simples:
    | Salário base
    | Salário bruto = salário base – financiamento de curso superior (se houver) – parte adicional do salário que eu quiser aplicar no fundo de aposentadoria (além dos 9,5% obrigatórios)
    | Salário a receber = salário bruto – imposto de renda

    Simples assim. Nada de contribuição para sindicato patronal e outras coisas comuns no contra-cheque do brasileiro.

    * financiamento de curso superior é um benefício oferecido pelo governo chamado HELP. O jovem pega um empréstimo do governo para financiar seus estudos e só começa a pagar de volta ao governo apenas quando começar a trabalhar, e os juros são ridiculamente baixos.

    Não pense que não existe assistência social. Existe sim e chama-se CentreLink. Há pessoas com dificuldades em todo lugar do mundo e aqui não é diferente. O CentreLink garante assistência do governo e alguns pagamentos e concessões para os cidadãos.

  60. Realmente foi desconsiderada a inflação no cálculo do rendimento da poupança. Em 2015 por exemplo ela rendeu abaixo da inflação. Se for considerado o aumento do salário ao longo da vida fica ainda pior: Ao se aposentar o salário será o maior da carreira, de forma que o saldo poupado representará menor número de salários (salário do fim da carreira, como engenheiro sênior por exemplo).

    • A inflação foi desconsiderada nos cálculos da mesma forma que o aumento dos salários. E o autor menciona que a poupança não é um bom investimento. É uma forma de simplificar o cálculo para facilitar o entendimento.

  61. Acho que precisa entender uma coisa:
    Sinônimos de extinção:
    aniquilação, aniquilamento, destruição, desaparecimento, eliminação, chacina, fim, obliteração, extermínio, apagamento, término, revogação, cancelamento, abolição, derrogação, anulação, cessação, supressão.

  62. Excelente!!

    Só uma correção, a contribuição do empregado não deve fazer parte da soma adicionada ao salário bruto por que ela é retirada deste salário. Na realidade, ele deixaria de gastar o valor…

    Um único problema é que muitos brasileiros não são acostumados em poupar qualquer montante. Mas, se estes tiverem uma educação financeira, lucrarão muito mais!!

  63. Excelente o artigo, sólido nas argumentações e muito esclarecedor, concordo plenamente. Apenas um ponto que tive dúvida: Numa eventual extinção, como seria feito o pagamento de quem já está aposentado, dos inativos?
    Desde já agradeço!

  64. Discutir é sempre enriquecedor!
    Achei o artigo muito didatico! Muitos questionamentos dos comentarios poderiam ser resolvidos nas proprias leis de extinçao dos “beneficios”, como aposentadoria social, por invalidez, é claro que há casos de transiçao entre as legislaçoes e regulaçoes minimas para corrigir algumas distorçoes da “mão do mercado”, mas nada impede de incluir no curriculo escolar a educaçao financeira, alias, poderia ser vinculada aos descontos em impostos pagos pelos bancos a adoçao de escolas para o ensino de educaçao financeira. Vide o japao: um povo que poupa, muda a realidade, deum estado rural, devastado pela guerra, em uma potencia tecnologica.

    A mudança gera muita resistência, pela insegurança..pois no nosso pais as mudanças tendem a sempre prejudicar ainda mais a populaçao.

    Mas nao seria lindo que durante o periodo de transiçao, que ja pudessemos escolher se recolhemos como é hoje ou se recebemos os valores para escolher como investir? Os mais conservadores seguiam como está, os mais liberais arriscariam receber ja e investir e para o empregador nao faria diferença. Ai ao longo de uma decada de transiçao investindo na formaçao financeira obrigatoria de trabalhadores e nas escolas e faculdades, todos teriam capacidade de escolher….e ouso dizer que, entao, poucos restariam com duvida sobre o que escolher!!

    Ou sera que nao?

  65. e se o governo através de seus bancos pagasse os juros melhores para o saldo do FGTS recolhido, o trabalhador sairia ganhando. Infelizmente o governo não vai repor aos trabalhadores o ganho real e vai perder a oportunidade de ter primazia nos recursos, se isso ocorresse.

    • Dinheiro não cai do céu. Se o governo aumentar “magicamente” os rendimentos do FGTS por meio de uma canetada, isso viria indiretamente dos próprios pagadores de impostos que financiariam o rendimento maior. Não existe almoço grátis.

  66. Não sei porque petista se preocupa com direito trabalhista, já que só atinge quem trabalha rs

  67. Não engane as pessoas. Inflacione. Esses 34 pseudo-salários de 1.200 não daria para comprar mais do que alguns pãezinhos em 2046.

    • Os salários também tendem a acompanhar a inflação. Fora que dificilmente um trabalhador se mantém no salário por 30 anos sem melhorar de qualificação e buscar um salário melhor.

  68. Acho excelente com algumas resalvas, a grande maioria do povo brasileiro não tem a capacidade de administrar esse tipo de aposentadoria, e se acontece algum problema com o trabalhador durante esses 35 anos que ele não possa mais trabalhar, como que esse trabalhador vai poder de sustentar? Fica a questão.

    • O que você está querendo dizer é que milhões de trabalhadores são imbecis que não conseguem administrar a própria vida e por isso precisam do “papai estado” e seus burocratas para fazer isso por eles. Nós não acreditamos nessa visão.

  69. 1.Uma maneira de assegurar que no final da vida o trabalhador tenha o dinheiro contabilizado seria subistituir a atual previdência por uma previdência privada nos moldes que você colocou, onde o Inss e fgts já fossem depositados e o 13. Viria com o salário, assim as pessoas com baixa escolaridade e sem conhecimento de sistema financeiro teriam os valores deles assegurados após os 30 anos.
    2.Da mesma maneira hj com o salario de 12.000,00 pode se fazer esse investimento guardando quase 4.000,00 33% do salário e recebendo após os 30 anos o montante proposto ou até mais dependendo do investimento que o mesmo tenha feito. O difícil é alguém aceitar e viver com 66% do salário mínimo mas para quem ganha mais não é tão difícil assim.

  70. Mas supondo que começassemos a aplicar isso hoje. Como seria? Por exemplo, meu pai contribuiu a vida toda e daqui há uns anos irá se aposentar. Como ficaria a situação para ele e outras pessoas que fizeram o mesmo? Ou tudo seria implantado aos poucos e de maneira progressiva num médio/longo prazo?

    Parabéns pelo artigo

    • O ideal é permitir que quem deseje pare de investir no FGTS e no INSS hoje. Obviamente que haveria um descasamento nas contas do INSS, mas não tem outra forma de fazer. E o justo seria que o dinheiro do seu pai atualmente no FGTS fosse liberado para uso dele (para mudar o investimento, por exemplo) no mesmo dia.

  71. Concordo! Deve-se ser educado (na escola, mesmo), desde bem cedo, a economizar, a investir e a juntar um patrimônio, visando a inatividade na velhice, tornando-se independente do governo (o que não é intenção dos políticos, pois eles precisam de mostrar que são “necessários”) Mas, não se pode esquecer de forma alguma que, vivendo em uma economia instável, a inflação mais aumenta do que diminui ao longo do tempo. Então, as aplicações financeiras precisam de render o suficiente p/, também, compensar a inflação REAL (e não a fictícia do governo).

  72. A proposta é ótima! Já sou aposentado, minha renda já caiu demais, não consigo mais viver como antes. E para mim, não tem mais solução. Seria uma proposta ou como estamos perdendo dinheiro para o governo!!!

  73. Uma coisa que me intrigou, e eu não fiquei nem um pouco animado, e acredito que o autor do artigo não tenha notado, e que se hj em começar a contribuir para o meu fundo privado e melhor nele so em 30 anos, os salários Resultantes do fundo de aplicação, podem manter o mesmo salário, mas não o mesmo valor.
    Ex: 2016, meu salário= 1200.
    2046, salario resultante do fundo de aplicaçao=1200
    2076, 1200.
    Repare que o salário sempre se mantém em 1200, mas a essas alturas o salário mínimo já estará a 10 mil reais. O que me levaria a gastar muito rápido todo o meu dinheiro do fundo privado.

    • O salário mínimo não estará em 10 mil reais, a não ser que algum socialista assuma o poder e resolva desempregar o país inteiro. E o cálculo também não considera o aumento dos salários e dos rendimentos. A conta é propositadamente simples para que seja mais fácil entender.

  74. Não seria mais fácil lutar por leis que otimizassem a forma com que os recursos dos trabalhadores são geridos, acabando com os problemas de rentabilidade e mantendo os direitos protegidos? Além de evitar que trabalhadores sem conhecimento técnico de investimentos fizessem uma gestão temerária dos recursos, pondo assim sua própria açosentadoria em risco.

    • Não há forma melhor de otimizar a gestão dos recursos dos trabalhadores que deixando que eles mesmos decidam o destino desses recursos. Ou você acha que um punhado de burocratas entende mais da vida de milhões de trabalhadores do que os próprios?

      • Sem contar que é uma tolice generalizar. Até parece que os trabalhadores são máquinas e que todos têm os mesmos objetivos. Cada um investe o dinheiro no que bem lhe entender e se não quiser não investe, oras. Ainda a pessoa acredita mesmo que os brasileiros não iriam se ligar nos acontecimentos e buscar aprender sobre as melhores opções de como investir o própria dinheiro? Isso sim é preconceito, considerar os financeiramente desprovidos de burros, bah. E ainda devemos considerar que existem pessoas que não consideram que um alto padrão de consumo, bens materiais, etc sejam a melhor maneira de viver suas vidas, o que consequentemente interfere no quanto de dinheiro ela precisa ‘juntar”, se é que me entendem.

    • Que mania de achar que as pessoas são incompetentes e sempre precisam de um “indivíduo superior” que precisa ajudá-los , cargos geralmente exercícios por funcionários públicos , em sua grande maioria pouco motivados e preocupados em apenas manter a estabilidade de seu emprego e uma aposentadoria melhor que a grande maioria da população.

      Cargos públicos estes mantidos justamente em grande parte com o dinheiro que é retirado dos trabalhadores através não só da contribuição previdenciária e FGTS, mais impostos abusivos aplicados diretamente na fonte de renda e na produção (quando deveriam ser só aplicados sobre o consumo e no excedente de renda) . O governo democrático pode ser comparado ao síndico de um condomínio , guardadas as suas proporções, e ninguém quer o síndico se apropriando e gerenciando o seu salário e os seus rendimentos dizendo o que tem que ser feito . Isso que está aí é herança da ditadura de Getúlio Vargas. Inspirada pelo fascismo.

  75. Raciocínio interessante, entretanto, ficou uma dúvida: quanto valerá 16.930,88 caso I e 1.270,13 caso II. Daqui há 30 ou 35 anos? Pois só teremos este valor no final do período. Se trouxemos a valor presente pela mesma taxa, não teremos 3.930,88 e 316,80 respectivamente os valores aplicados?

  76. Eu concordo com seu ponto de vista, a principio teria de ser decidido como pagar a aposentadoria de quem já está no mercado a algum tempo ou dos aposentados mas pra quem está entrando no mercado agora (ou entrou a pouco tempo) seria muito mais interessante.
    Uma coisa que eu não pude deixar de notar após ler todos os comentários é que quase todos os comentários são iguais… não importa se a resposta da pergunta/argumento já tenha sido dada voltam a perguntar querendo ouvir a mesma coisa.

  77. Minha única duvida é, se fosse extinguido todos estes “benefícios”, como ficaria a situação dos já aposentados?
    Se todos parassem de contribuir, hoje, os aposentados perderiam seus benefícios? Fora isso, sou totalmente a fovor da extinção destas algemas trabalhistas.

  78. O dinheiro dos trabalhadores sustenta a máquina pública. Veja que o dinheiro do FGTS foi usado no BNDES ou algo similar. Ninguém fala hoje efetivamente em mudança dos direitos trabalhistas, mas só na reforma da previdência, que representa o dinheiro que em algum momento volta para o trabalhador. 2) O apelo dos direitos trabalhistas perde o encanto, com o aumento dos empreendedores e autônomos, como eu e outros milhões, que não têm esses direitos constitucionais. 3) o Brasil continua mantendo os analfabetos na ignorância para não entenderem os temas complexos e ainda dizem que “defendem ” a população.

  79. É o imposto de renda? Roubo pior n existe pagar imposto de uma suposta renda q não tenho pq salário não considero renda!

  80. Análise muito pertinente, porém o exemplo da poupança foi muito ruim. Ela não apresenta hoje ganho real com relação à inflação, e investimentos com ganhos reais sempre têm um risco associado, mesmo que pequeno (até a poupança corre o risco de encontrar um Collor).Outro ponto é que imagino que se todos tivessem a consciência financeira citada a inflação escalaria ao longo do tempo e/ou os ganhos reais dos investimentos tenderiam à zero, esse último a gente consegue notar no Japão por exemplo

    • Foi usado o exemplo da poupança porque é o “investimento” mais conhecido. O texto menciona que há investimentos com retornos melhores.

  81. Esquecemos também de citar que o trabalhador teria mais dinheiro em mãos, ajudando assim é também a economia.

  82. Então, aqui onde eu estou a viver o pensamento liberal não tem vez. O que os trabalhadores e as empresas recolhem pagam as aposentadorias sim e também pagam os “subsídios” para quem está desempregado; promove justiça social; evita a desigualdade; gera segurança. Temos menos liberdade. Temos muita segurança. E aí? Eu já há 10 anos que contribuo para a manutenção do Estado Social satisfeitíssima!! Todos os anos quando faço contas ao que eu gastava no Brasil com o básico : saúde + educação + segurança, faço a correção para os dias atuais, converto em Euros, ainda é 3 vezes mais o que pago aqui em impostos. Está bom assim! Achei a sua argumentação muito boa. Parabéns!

    • Agora pesquisa como foi que o país que você está gerou a riqueza para tanto “estado de bem estar social” e vê os índices de dívida do governo para saber quanto tempo vai durar. 😉

  83. Esqueceu de mencionar que com as pessoas na mão da CLT, e todos os encargos trabalhistas em função do estado e dos sindicatos, na hora da aposentadoria o trabalhador ainda continuaria trabalhando, porque a contribuição dele aos anos, o governo não paga aquilo que ele contribuiu e assim esse recém-aposentado continua no trabalho mesmo após a aposentadoria, pegando a vaga de pessoas jovens que realmente necessitam. E ainda as pessoas se surpreendem com o desemprego dessa estatura.

  84. Na verdade, o rombo é bem maior. Tem os 25,8% referente à contribuição patronal, mais o sistema “S”. desnecessário.
    Ou seja, mais 25,8% de aumento. Há que se falar dos planos de saúde que a empresa oferece numa época em que não os utilizamos muito. Na verdade estes planos são mesmo necessários a partir dos 50 anos. A partir dos 50, vem as aposentadorias e fim dos planos que as empresas oferecem.
    Eles poderiam ser incorporados aos salários.
    Tudo isto somado, geraria milhares e milhares de empregos, coisa que o sistema atual desistimula.

  85. Há muita controvérsia sobre a matéria, já se passaram vários governos … PSDB,PMDB,PT e ninguém levantou essa bandeira, por que será ? Nem os politicos, nem os sindicatos, nem os empresarios !!! Tudo isso acontece ha mais de 30 anos.

    • Porque são todos de esquerda, em maior ou menor grau, e defendem a intervenção do estado nas relações trabalhistas.

  86. Sinceramente, vender esse liberalismo, a todo custo, coloca vocês no mesmo lado daqueles que defendem o totalitarismo estatal. Embasamentos justificados por suposições enviesadas, pois imaginam um mundo perfeito sobre a ótica do que acreditam. Pelas respostas, existe um modelo pronto para o sucesso. Desculpe, mas precisam de mais conteúdo e menos achismos.

    • Há diversos países pelo mundo sem esses “direitos” trabalhistas que geram mais emprego e renda para os trabalhadores. Não há nada de achismo, apenas realidade.

  87. Esqueceu de falar do aumento anual, esse aumento é ainda maior roubo que o próprio FGTS, e ainda é, a principal causa de aumento de preços.

  88. Sou empresario e concordo com o Marcelo Faria, os direitos de hoje nada mais é que uma enganação. Hoje pagamos aos nossos funcionários o seguro contra acidentes pessoais, no valor de 1 milhão de reais, e que bonifica com rendimento mensal em caso o colaborador se envolva em acidentes, recendo o mesmo valor de salario caso se machuque e tenha parcialmente que ficar parado.

  89. Concordo que alguns ajustes nessa na previdência sejam necessários, mas tem outro ponto que torna a extinção da previdência um equivoco. Usando o mesmo exemplo do auxiliar metalúrgico citado na reportagem, caso ele sofra um acidente de trabalho e necessitasse ficar parado por um ano, por exemplo, quem seria o responsável por manter o seu salario por esse período de tempo? Ou pior se ele chega perder um membro, como ele iria se aposentar sem a previdência, ele viveria do que? Outro exemplo é o pequeno agricultor ou dona de casa que muitas vezes tem que esperar a idade para poder se aposentar, sem previdência de onde eles tirariam seu sustento quando não puderem mais trabalhar? Por isso acho que a previdência deve sim ser mantida, reformada de modo que que a otimize ao empregado e empregador mas mantida.

  90. Olha, isso funciona. Mas em um país que não tem o total retorno dos seus serviços, não.
    Um trabalhador não iria dar conta dos gastos com saúde, educação, alimentação, etc.
    O próprio exemplo com um salário médio da maioria prova isso. O MBL é a favor, a classe
    trabalhadora que tem que prover para os seus filhos um futuro melhor, não.

    • Não há “retorno total dos serviços” justamente porque eles são monopolizados e controlados pelo estado. Um trabalhador daria plenamente conta de todos os gastos (e muito mais) se houvesse menos impostos, mais concorrência privada e menos participação estatal, como ocorre em diversos países do mundo. E quem é você para falar em nome da “classe trabalhadora”?

  91. Ao invés de excluir esses “benefícios” o ideal eh reformá-los. A previdência deveria ser individual e poderiamos escolher em qual banco ter o dinheiro rendendo, podendo mudar a qualquer hora. Porém somente utilizá-lo quando estivesse aposentado ou x circunstâncias.

    O fgts deveria também ser algo depositado pelo empresário em uma conta de escolha rendendo acima da inflação, podendo ser sacado para as regras atuais ou com a demissão.

    Sobre o 13° adoro receber final do ano. Por isso o. nome eh decimo terceiro, senão seria: bônus.

    • Todos deveriam ser facultativos. Se você gosta de algum deles, basta negociar para continuar recebendo no modelo atual.

  92. Muito boa a análise, porém vc esqueceu de corrigir os salários nos dois casos com a inflação, o que diminuiria bastante o poder de compra daqui a 30 ou 35 anos…

  93. creio que se um trabalhador ganhasse 100 (cem reais) e todo mes guardasse 8 reais dele ou seja referente ao fundo , ganharia 108 reais. Porem o inss sobre o salario dele seria em cima dos 108 reais e não sobre os 100 reais correto? ou seja o desconto do inss acabaria com o ganho que ele teria projetado.

  94. Muito coerente esse raciocinio mas ha alguns detalhes que não podemos deixar de lado. O primeiro detalhe esta lá atras, na Historia,nos ideos de 1945. Havia um tipo de previdencia social,as aposentadorias eram garantidas pelos antigos IAPs,que eram os institutos de aposentadoria de cada categoria de trabalhadores. Com o advento dos militares no governo,foi criado este sistema atual de previdencia,bem como o fgts e a lógica,na época, era de que o trabalhador,por si só, não tinha condições nem conhecimento em aplicações financeiras. Não havia internet,ok? Seria preciso,então, que o Governo tutelasse o trabalhador e no caso, seria o Governo que administraria os recursos descontados do trabalhador. Como tudo que se faz no Brasil, esse era mais um plano em que quem pode leva vantagem e era o Governo que tinha o poder,entao fizeram leis que ludibriavam os trabalhadores, as mesmas leis que estao hoje vigorando. Voltando à sua analise, pergunto: quantos,entre milhões de contribuintes,teriam a capacidade de administrar fundos de investimentos por 30 ou 35 anos? Quantos, na primeira crise que surgisse não meteriam a mão no dinheiro,arriscando seu futuro? A grande maioria dos trabalhadores brasileiros não tem instrução nas areas de economia e finanças, conhecem muito bem o preço da cerveja da caninha e outros bens nesta categoria. Como alguem ja disse: a teoria, na pratica, é bem diferente.

    • A velha história de que milhões de pessoas são ignorantes e precisam do “papai estado” para cuidar delas. Como se elas não vivessem por si mesmas.

  95. achei muito interessante… o problema é que os calculos teriam de ser refeitos sem os 20% de contribuição patronal… porque do mesmo jeito que hoje se é obrigado a deixar 8% pro governo, e uma vez que tal obrigação acabe, os 8% volta pra pessoa, o patrão é obrigado a dar 20% ao estado em nome da pessoa, o que nao quer dizer que uma vez que essa obrigação acabe, que ele dará de bom grado a pessoa.

  96. Vc esqueceu de considerar a ausência do SUS, que faz parte da previdência, sem arrecadação previdenciária não existiria SUS e nem creches, adicione ai um gasto de pelo menos 180,00 de plano de saúde e refaça os cálculos, vamos ver em quanto esse miserável que recebe salario minimo vai ter no final de 30 anos.

    • Agora considere os brasileiros não tendo que financiar um sistema caro e ineficiente que custa 100 bilhões de reais por ano, e vai ver que sobraria ainda mais dinheiro aos mais pobres.

  97. Excelentes argumentos, ficou faltando apenas complementar que o servidor público contribui com 11% para previdência, não há teto, no seu exemplo caso o servidor ganhe 10 mil pagará 1100 de imposto.
    Se acontecer a reforma da previdência como esta proposta, igualando os regimes previdenciários e todos passarem a contribuir com um teto, haverá um rombo maior ainda na previdência

  98. E o autor nem considerou imposto de renda, que no 13 não retorna uma parte ao trabalhador. Fica tudo para o governo.

  99. Muito elementar os demonstrativos do professor.
    Temos que ponderar dentro de uma previsão relativamente concreta e projetar os cálculos considerando os riscos do período que são muitos e indefinidos. Começa pela medida da inflação que é manipulada e não reflete os custos das necessidades de cada família.
    Depois existem os períodos de desemprego e à medida do envelhecimento a dificuldade natural para empregar-se.
    A garantia que o empregador cumpra a legislação se descumpre com a imposição do poder público. Ele vai procurar sempre achatar os salários devido aos compromissos mensais e atrasar o pagamento dos encargos sociais.
    Problemas de doenças, invalidez permanente etc..
    Outra coisa é mudar os costumes consumistas nos brasileiros quando fomos criados todos atraídos pelo consumismo e gastando através de empréstimos consignados 6 anos futuros.
    Não é possível implantar a mentalidade poupadora aos trabalhadores dentro desse sistema consumista. Caberia no Japão e países europeus consagrados, nem nos EUA.
    Existe muito mais oposições que condenam hoje tais medidas. Isto precisaria de tempo para amadurecimento e aí sim talvez seria válido. Mesmo assim os riscos de medidas econômicas e as instabilidades de um país que não adquiriu forma para o desenvolvimento e contando com um sistema financeiro especulativo é muito temeroso. Só observar estes últimos 32 anos e toda a insegurança acarretada no tempo.
    Não deixa de ser uma posição inicial a ser debatida e aperfeiçoada porque alguma coisa deve ser debatida pois o futuro de trabalhadores e aposentados é negro.
    Minha maneira de entender.

  100. Toda lógico pode até estar correta, mas faltou um detalhe. Conheço muitas pessoas, profissionais autônomos, advogados, médicos, engenheiros, que ganham quantias bem superiores a do primeiro exemplo e não têm nem noção de como se poupa. Pessoas que ganham quase 50 mil reais por mês e que pagam cheque especial. Uma pessoa assim, e imagino que seja a grande maioria, não iria aproveitar a diluição do 13º em 12 parcelas ou o pagamento do FGTS/Previdência e fazer uma poupança, iriam trocar de carro, ir para Miami e trocar de iPhone todo ano. Quando houvesse algum acidente/crise/desemprego o que iria acontecer? O governo, que não pode simplesmente abandonar o cidadão sem educação financeira, iria ter que tirar dinheiro sabe-se lá de onde para o bon vivant não viver na miséria.
    Imagine agora um cara que ganha 880 reais por mês e mal sobrevive. Se vc der 10, 20, 500, mil, 5 mil a mais pra ele, quem que passou fome e vontade a vida toda em sã consciência vai falar: “Vou pegar esse dinheiro e poupar para quando eu tiver 70 anos ter uma vida digna”?
    É uma ideia muito bonita o cara poupar 30% do salário todo mês para se aposentar e poder ir pro mediterrâneo todo ano, mas 99%, assim que precisar (por precisar entenda querer trocar de casa, carro, roupa, celular, TV) vai ver aquela grana parada na conta e vai pensar na vida daqui a 30 anos?
    E ainda tem todo o problema da assistência social, saúde e outras coisas que são financiadas com o dinheiro do INSS.

  101. Parabéns pelo artigo.
    Não tenho grande conhecimento em direito tributário, menos ainda em matemática financeira. Mas acredito que a disponibilidade do valor referente aos “direitos trabalhistas” como renda mensal seria muito vantajoso para o trabalhador, pois este poderia investir no presente e receber maiores lucros no curto ou longo prazo, segundo a vontade do trabalhador em utilizar os recursos agora ou depois.
    Vejo uma outra possibilidade também. Muitos são os que morrem antes de ter direito de acesso a qualquer dos benefícios citados, afinal, o Brasil tem uma taxa de mortalidade bem alta, então, 8% de FGTS + 11% DO INSS + 20% DA CONTRIBUIÇÃO PATRONAL + 1/12 AVOS DO SALÁRIO + EM MÉDIA 5,8% PARA OUTRAS ENTIDADES (SISTEMA S) , representa um desencaixe relativamente grande para as empresas, além das contribuições de PIS 0,65%/1,65%, COFINS 3%/7,60% , CSLL 9% e outras determinadas por sindicatos. Se tudo isso fosse revertido diretamente ao trabalhador, mensalmente, ou se as empresas deixassem de pagar esses valores e o salário mínimo nacional aumentasse para um valor que realmente pudesse suprir as necessidades das pessoas, de forma a garantir uma “vida” realmente digna, aí sim, acredito que seria uma forma justa de distribuição de renda. Esperar por direitos na velhice (quase morte) e deixar dinheiro à disposição do governo em detrimento de uma vida mais digna, no presente não é o que se pode considerar como “correto”.

    Além do que, com isso, as pessoas teriam que aprender a investir e a poupar, em detrimento de esperar que o governo faça isso por elas, seria um crescimento pessoal também.

    Opinião de leigo sobre direito trabalhista e matemática financeira.

  102. Não entendo porque estão falando que as empresas poderiam não pagar ess diferença pois, hoje isso já é pago. Não diretamente ao trabalhador e sim para o governo. Só passaria direto para o trabalhador e se tornaria um salário maior. Se a empresa não pagasse seria como não pagar o salário. Aliás, seria até melhor para o trabalhador porque tem empresa que não deposita o FGTS e quando o trabalhador sai da empresa, O FGTS está zerado. Se a empresa falir, dificilmente ele recebe esse valor.

    Outro detalhe interessante é que como ele vai estar com dinheiro “a mais” do que ele recebe normalmente, fica mais fácil dele fazer outras coisas com o dinheiro, como por exemplo comprar uma casa financiada e alugar e com ambos os rendimentos “a mais” (aluguel e o que ele está recendo junto ao salário agora), pagar esse financiamento com tranquilidade. Ou pagar um plano de saúde mais completo e se livrar do lixo da saúde pública.

    Conheço vários trabalhadores que ganham pouco mais do que um salário mínimo que têm dois filhos ou mais, casa própria, moto e já estavam planejando comprar carro ou aumentar a casa.

LEAVE A REPLY