Privatização da Petrobras evitaria aumento de impostos da gasolina por mais de 20 anos

Entre 2001 e 2016, a Petrobras recebeu mais de R$ 100 bilhões do BNDES, banco que utiliza recursos dos pagadores de impostos para financiar empreiteiros e amigos de políticos. Além disso, para cobrir o rombo causado pela corrupção, a estatal também recebeu do governo Dilma Rousseff, em 2014, mais R$ 18 bilhões de reais. Sabe quanto o brasileiro ganhou com isso? Nada. Basicamente o brasileiro tem que pagar duas vezes, uma pelos investimentos da estatal e outra pelos prejuízos causados pelos mesmos.


Mas o que aconteceria se a Petrobras fosse uma empresa privada em um ambiente de livre mercado? Basicamente o contrário. Nenhum brasileiro teria que financiar os investimentos da empresa, afinal, se petróleo dá lucro, ela mesmo conseguiria crédito privado para exploração do produto, sem necessidade de dinheiro público. Por outro lado, se a empresa der prejuízo, os acionistas teriam que vender suas ações para pagar suas dívidas e não pedir socorro ao estado, como acontece com a Petrobras.


Se a estatal hoje se comportasse na lógica de uma empresa privada, ela teria que vender todos seus ativos (privatizar) para quitar a dívida com o Tesouro e BNDES. Mas o governo faz o contrário e permite que a estatal cobre mais caro pela gasolina para quitar a dívida ou parte dela. Além disso, o governo ainda adiciona os impostos para poder pagar parte dos repasses contínuos às estatais.


Não ficou claro? Veja bem: O governo não tem dinheiro e, mesmo sem ter, empresta para a Petrobras. A estatal, por sua vez, precisa pagar os juros de sua dívida e repassa para o preço da gasolina. E finalmente, para fechar a conta, o governo aumenta impostos da gasolina para quitar o rombo causado devido a esses repasses. Conclusão, os brasileiros pagam mais caro pela gasolina para manter a empresa estatal e ainda paga mais impostos ao governo para cobrir o seu rombo.


O governo Michel Temer pretende arrecadar com o recente aumento de impostos da gasolina cerca de R$ 10 bi por ano dos brasileiros, dinheiro que poderia ser pago pela própria Petrobras. Afinal, quem deu prejuízo ao governo é a estatal e não os brasileiros. A venda dos 60% de ações do governo federal (50% do Tesouro e 10% da BNDESPar) na Petrobras poderia arrecadar mais de R$ 200 bi, dinheiro equivalente a mais de 20 anos de arrecadação da nova taxa da gasolina.
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16 COMENTÁRIOS

  1. É tanta fome em privatizar a petrobras. E por que não deixam a empresa em paz e constroem uma empresa privada pra explorar petróleo e concorrer com a petrobras. Já sei a resposta. É a praga do monopólio. O monopólio é a desgraça e não a petrobras.

  2. Privatizar por privatizar não resolve nada. Privatização não é solução mágica. Sairíamos de um monopólio estatal para um monopólio privado. Está cheio de empresas privadas quebradas, mau administradas e que só prejudicam a sociedade. Vide Oi, que está quebrada e em RJ; BRF; Usiminas; e por aí vai, a lista é enorme.
    O que precisa ser feito é fatiar a Petrobras em quatro, seis ou mais empresas, depois privatizá-las, abrir totalmente o mercado à concorrência internacional e impedir a concentração. A função do Estado deveria ser apenas facilitar a concorrência, simplificar regulamentações, reduzir burocracias, e não o que ocorre hoje, que é justamente o contrário.

    • Concordo com você Carlos, privatizar e manter apenas a Petrobras no mercado seria temerário. O correto é desregulamentar o mercado e permitir que outras empresas atuem no setor de combustíveis e também privatizar a Petrobras e deixar ela competir com Shell, BP, Texaco, PEMEX, etc….Isso obrigara a Petrobrás a rever seus custos se quiser sobreviver. E com isso os consumidores serão os beneficiados.

  3. Com tanta mordomia nos três poderes, com um Estado mastodôntico que temos, não existe dinheiro que atenda as necessidades da população em saúde, educação, segurança, etc. É preciso reduzir o tamanho do Estado, fazer uma reforma tributária onde o lucro seja bem tributado e a arrecadação de impostos seja bem utilizado. Infelizmente jamais vai acontecer, pois os eleitores sempre votará em bandidos para nos governar.

    • Não precisamos de reforma tributária para “tributar bem o lucro”, ele já é tributado até demais. Precisamos mesmo é de uma reforma para MENOS impostos, não mais.

  4. O terceiro setor, no Brasil, é mais uma caixa preta de recebimento de recursos do governo do que propriamente um setor que existe fora da área de intervenção do estado. Se pesquisar a quantidade de dinheiro que o governo repassa para as ONG e OSCIP, vai entender do que estou falando.

  5. Se os privatizados entrar em crise, vale o governo socorrer com dinheiro público depois? A “liberdade” seria na alegria e na tristeza, na saúde e na doença? Se sim, não vai valer socorro como o governo americano fez aos bancos em 2008, hein.

    • Não, vale deixar quebrar, como os liberais sempre defenderam, inclusive durante a crise criada pelo governo americano cuja bolha de crédito estourou em 2008.

  6. Olá, eu gostaria de saber a posição do ILISP em relação ao terceiro setor.

    O Partido Novo é a favor da diminuição de impostos no Brasil, só que para que isso seja possível, é preciso diminuir os gastos do governo, e tem um jeito bastante inteligente de conseguir isso: expandindo o terceiro setor. Um dos segredos para o sucesso dos Estados Unidos que são o país mais distinto do resto do mundo, além da grande liberdade econômica, e que pouca gente sabe, é a força do terceiro setor lá. A população americana é altamente filantrópica e voluntária. Para vocês terem noção, o terceiro setor emprega 11% da população americana e compreende 6% do PIB dos Estados Unidos (https://en.wikipedia.org/wiki/Voluntary_sector#United_States)! Lá a cultura do endowment (doação) é muito forte, é praticamente impossível encontrar um hospital ou universidade cujos recursos originados do governo sejam maiores do que os recursos originados dos endowments, e isso impulsiona a ciência americana. Todos os novos prédios de universidades, e são muitos, são construídos com dinheiro da doação de bilionários, sem um centavo de dinheiro do governo, ao contrário do que acontece no Brasil.

    Enquanto isso no Brasil, as empresas sem fins lucrativos não possuem isenção fiscal para a venda de serviços e produtos, a cultura do voluntarianismo é fraca, e eu não lembro de ter visto um bilionário daqui doando dinheiro para a construção de um hospital ou prédio de universidade. O governo precisa incentivar o terceiro setor no Brasil, atrair mais empresas sem fins lucrativos. Quanto maior o terceiro setor, menor os gastos do governo.

    Por isso eu gostaria de perguntar qual a posição do ILISP em relação ao terceiro setor.

    • Como todos os liberais, somos favoráveis a ações feitas de forma voluntária, incluindo o terceiro setor. O problema é que, no Brasil, a ampla maioria das ONGs esquecem do “N” e vivem às custas dos pagadores de impostos. O governo não tem que “incentivar” nada, pelo contrário, ele tem é que parar de atrapalhar.

      • O governo precisa incentivar o terceiro setor, inclusive dando isenção de impostos, pois quanto maior o terceiro setor, menor os gastos do governo, como ocorre nos EUA.

        • O governo não cobrar impostos não é incentivo, é não atrapalhar. “Incentivo” no Brasil significa exatamente o oposto, o governo escolher alguns amigos para distribuir dinheiro. Vide as “leis de incentivo” como Rouanet e Audiovisual.

          • É tem razão amigo, no Brasil a palavra “incentivo” acabou ficando com uma denotação pejorativa graças aos governos d PT. Eu estava me referindo mesmo apenas a dar isenção de impostos para empresas sem fins lucrativos, nada além disso. Eu acredito que fazendo isso, o terceiro setor assumiria tarefas que hoje são feitas pelo governo, o que por sua vez faria o governo diminuir de tamanho e economizar bilhões por ano, tornando assim possível uma maior diminuição de impostos pra toda a população, que o país necessita urgentemente.

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