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Venezuela: uma ditadura controlada por Cuba e onde a “oposição” é igualmente socialista

Muitos analistas políticos tem falhado ao analisar as forças que atuam no conflito venezuelano, sejam de situação ou oposição. Falam de uma guerra civil, mas aqui há um conflito internacional não declarado.

A ditadura de Nicolás Maduro (que, suspeita-se, seja colombiano e não venezuelano) articulou-se com governos e forças terroristas estrangeiras para aumentar seu poder de repressão: Cuba, FARC (Colômbia), ELN (Colômbia), ETA (Espanha) e Hezbollah (Líbano). No centro de tudo isso está o governo cubano, aquele que realmente dá as cartas no país. Infiltrado em todos os níveis, controla praticamente tudo e extermina os venezuelanos.

Não existe oposição real. Todo espectro político é esquerdista, governo e oposição. Por isso, não há um confronto real contra o sistema. A oposição não pensa diferente de quem está no poder. O principal grupo oposicionista, a Mesa de Unidade Democrática (MUD), defende um “socialismo democrático”. Ou seja: MUD e Maduro são dois lados da mesma moeda, afinal, não existe “socialismo bom”. Sua única finalidade é ganhar eleições, sendo uma plataforma eleitoral que procura co-governar este sistema. Sua oposição é apenas à figura do ditador Nicolás Maduro, não à mentalidade socialista.

Esta “oposição” têm-se utilizado ao longo dos anos de ferramentas constitucionais, pacíficas e democráticas para tentar derrubar uma tirania socialista assassina. Insistem em pedir diálogo e eleições quando temos visto que isso não tem funcionado. Não há soluções institucionais quando as próprias instituições estão totalmente controladas por cubanos e pela ditadura socialista, à exemplo do Tribunal de Justiça e do Conselho Nacional. Eleições, constituição ou ferramentas democráticas não funcionam contra uma ditadura socialista. Acreditar nisso é loucura. Como teremos mudanças eleitorais se não podemos falar contra o governo? Como vamos realizar eleições em um ambiente onde a fraude eleitoral tomou conta de todo o sistema? Como sair do socialismo propondo socialismo?

Enquanto essas facções socialistas brigam pelo poder, a Venezuela vive um dos momentos mais críticos de sua história: miséria, fome, escassez generalizada de alimentos e medicamentos, violência urbana em níveis alarmantes, perseguições e morte a opositores, além de ocorrências quase diárias de linchamentos. Essa tragédia é o resultado do socialismo-comunismo em sua versão “chavista-bolivariana”, que chegou ao poder com apoio e suporte do Foro de São Paulo, do PT brasileiro (especialmente de Lula) e de Fernando Henrique Cardoso na sustentação diplomática do regime.

Nossa luta é pela liberdade, é para expulsar Cuba e seus aliados que roubaram e continuam roubando nossos recursos naturais em prol da revolução socialista-comunista em todo o continente. Lutamos por independência e por uma vitória desastrosa não apenas para o Foro de São Paulo, mas para os planos dos chineses e russos que emprestam dinheiro para uma ditadura falida que paga suas dívidas com bacias de petróleo.

É diante desse quadro monstruoso que envolve Foro de São Paulo, potências nucleares e terrorismo islâmico que precisamos da solidariedade ativa de toda América. A Venezuela não é apenas uma ditadura: ela faz parte de um plano muito maior.

Emma Sarpentier
Psicóloga formada na Universidad Central de Venezuela. Mora em Caracas.

2 COMMENTS

  1. É bom saber o ponto de vista de alguém que mora lá. Assim não aparece um mortadela para ficar vangloriando o regime de Maduro e criticando quem escreve! No Brasil a oposição também é esquerdista, não existe nenhum partido realmente de direita.

  2. Conheci uma venezuelana ano retrasado. Estávamos em um hostel em Vitória-ES. Ela era formada em engenharia química e tinha mestrado na Alemanha. Falava espanhol, inglês e alemão. Perguntei, com o máximo de jeito possível, se ela era contra ou a favor o governo. Ela disse que com o tempo tinha ficado contra. Disse também que não desejava nem ao pior inimigo a mesma situação que a família dela passava na Venezuela. Após terminar de viajar pelo Brasil, iria mudar para o Chile, pois não via mais futuro em seu país de origem. Penso que países como Cuba e Venezuela, assim como ocorria maciçamente com a URSS, perdem muitos ‘cérebros’ de altíssimo potencial pois sabem que todo o seu período de estudo não seria valorizado em um país socialista (quem se motivaria a estudar para ser médico em um país como Cuba, onde o salário mínimo mensal é de cerca de 20 dólares?). Do socialismo só não foge quem não tem condições.

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