A Noruega criou um imposto voluntário, mas nem o líder da esquerda quis pagar

Aqueles que desejam mais impostos ou fazem malabarismos teóricos para tentar desmentir – sem sucesso – que impostos não passam de um roubo estatal têm um ótimo lugar para se mudar: a Noruega.

Criticado pela oposição – de esquerda – por cortar impostos (o nível de impostos foi reduzido de 42,1% do PIB em 2011 para 38,1% em 2015), o governo de centro-direita norueguês criou uma forma de testar, na prática, se as pessoas consideram que “imposto é roubo”: uma contribuição paga voluntariamente ao governo por aqueles que desejarem. E o resultado foi um desastre: apenas 1325 dólares arrecadados em um país com 5,3 milhões de habitantes.

“Esse modelo de pagamento de impostos foi criado para permitir que aqueles que desejam pagar mais impostos possam fazê-lo de forma simples e direta. Assim aqueles que afirmam que ‘os impostos estão baixos’ podem pagar mais, voluntariamente”, afirmou a Ministra de Finanças, Siv Jensen.

O principal partido de esquerda do país, o Partido Trabalhista, lutou contra os cortes de impostos promovidos pelo governo de centro-direita, afirmando que eles beneficiariam “os ricos” e “aumentariam a desigualdade”. Ironicamente, o líder do partido, Jonas Gahr Store, possui mais de 8 milhões de dólares em ativos e até o momento não pagou o imposto voluntário.

4 COMENTÁRIOS

  1. Nao há civismo para as obrigacoes relacionadas a sancoes fortíssimas. Joao Guimaraes nao entendeu o texto ou finge nao entender.

  2. Contradição nos termos. Um imposto é pecuniário, unilateral, coercivo, definitivo e não sendo um sanção. Se lhe tiramos o caráter coercivo tem de haver um prémio associado. É o que acontece nos jogos de azar públicos. Só joga quem quer mas o pay-out é sempre baixo de 100.
    Claro que há um caráter político na experiência norueguesa mas é preciso antes de mais ser rico para “brincar” dessa forma com os impostos, porque os 1 e trocos captados devem ter sido os mais caros da história. Nesse sentido é obsceno.
    Ainda mais num país que, à semelhança dos seus mais próximos vizinhos, tem um muito elevado sentido cívico quando se trata de pagar impostos.

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