Após reitoria cortar salários de quem não trabalha, servidores da USP encerram a greve

Depois de quase 70 dias, os funcionários da Universidade de São Paulo (USP) decidiram encerrar a greve e retomar as atividades. Em assembleia realizada nesta segunda (18), na Cidade Universitária, foi deliberado pelo Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) que todos os grevistas voltarão ao trabalho na terça-feira (19).

A decisão de encerrar a greve, de acordo com Cavali, diretor do Sintusp, se deve pelo corte de salários da USP. Os funcionários não estão sendo remunerados neste período de paralisação. “Estamos em julho e já começa o terceiro mês sem salário. Seria suicida continuar em greve”, diz. O diretor do Sintusp reforça, no entanto, que as reuniões no sindicato continuarão acontecendo. “Melhor ter organização neste retorno, para evitar ameaça e assédio da universidade com aqueles que entraram em greve”, afirma Cavali.

A greve se encerra também após uma forte pressão interna de grupos, como o USP Livre, que têm denunciado a atitude fascista dos grevistas. Vídeos de membros do Sintusp tentando agredir alunos foram colocados nas redes sociais e criou-se uma enorme repercussão negativa da greve. O ILISP também denunciou os altos salários dos servidores públicos em uma outra matéria.

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