Aumento de impostos irá financiar reajustes salariais dados a funcionários federais

O governo federal confirmou nesta quinta-feira (20) o aumento das alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis para que o governo tire mais R$ 10,4 bilhões do bolso dos pagadores de impostos somente esse ano. A medida deve elevar os preços de diversos setores, dos transportes municipais aos alimentos.

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O aumento de impostos ocorre depois do governo federal elevar os salários de mais de 1 milhão de funcionários federais. Somente em 2017, o impacto dos aumentos salariais dados à verdadeira elite brasileira será de R$ 23 bilhões, mais do que o dobro do valor a ser arrecadado com as novas alíquotas de impostos.

Em junho de 2016, foi publicada a MP que beneficiou analistas, gestores e especialistas do Poder Executivo; servidores da Previdência, Saúde e Trabalho; das agências reguladoras; das carreiras jurídicas; do Banco Central, além de outra dezena de carreiras. O impacto desse aumento para os cofres públicos soma R$ 53 bilhões, somente até 2018, beneficiando 1,1 milhão de servidores civis.

Já a MP 765, aprovada neste mês – um dia antes de perder a validade – concedeu aumentos para 70 mil servidores, de oito categoria. Foram beneficiadas as carreiras de alto nível do Poder Executivo Federal: auditoria-fiscal da Receita Federal; auditoria-fiscal do Trabalho; perito médico previdenciário; carreira de infraestrutura; diplomata; oficial de chancelaria; assistente de chancelaria; e policial civil dos ex-territórios. Esse pacote de bondades vai custar R$ 11,2 bilhões no bolso de todos os brasileiros até 2019 e beneficiará 70 mil funcionários estatais, ou 0,04% da população brasileira.

A lista de “bondades” feitas pelo governo aos funcionários federais com o dinheiro dos pagadores de impostos incluiu o pagamento de bônus de eficiência para Auditores Fiscais da Receita Federal, no valor mensal de R$ 3 mil, inclusive para aposentados e pensionistas da carreira. A carreira passou a ter salário básico inicial de R$ 19.211,01 podendo chegar a R$ 24.943,07. Em 2019, o vencimento básico mais baixo da carreira será de R$ 21.029,09 e o mais alto R$ 27.303,62. Os valores são os mesmos para ativos e aposentados. A carreira ainda recebe auxílio pré-escola e auxílio alimentação.

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10 COMENTÁRIOS

  1. Há coisas que fica difíceis de explicar para o povo como por exemplo, que há privatizações necessária para diminuir a corrupção, que se os políticos ganhassem menos e não tivessem um monte de “aspones” pendurados o estado gastaria menos e assim a inflação diminuiria e claro que a maioria dos cargos públicos não servem pra nada e sim só para aumentar a corrupção.
    Mas fale isso, todo mundo se revolta, porque o sonho do brasileiro é ser um político ou um funcionário público, mesmo que nunca seja. É como o hino da CUT que ouvi: “por uma terra sem amos”, mas se você abre uma empresa você não passará de “servo para amo”? Se há terra não há amos, então seria o quê? Uma anarquia? Ou um totalitarismo?

  2. Esta é a razão de ser privatizada toda a saúde e educação no Brasil que só faz dar despesas. Deve-se reduzir o estado ao mínimo do mínimo. Quer quiser usar os serviços que pague. Não existe almoço grátis.

  3. Só esqueceu de dizer que os gastos públicos hoje tem um teto constitucionalmente previsto e que se esse teto for ultrapassado, nada de reajuste é conferido aos servidores, uma vez que é vedado crédito suplementar para tal finalidade. Na prática, a máquina pública já está sendo enxugada. Omitir esse pequeno detalhe tira toda a credibilidade do texto, que passa a ser um ataque gratuito contra o funcionalismo em geral e não contra problemas reais existentes. Trocando em miúdos: fake news.

    • O Brasil precisa acabar com o excesso de funcionários públicos que existem,um absurdo,tem até pessoas que a unica coisa que vejo fazer é colocar processos na mesa de juízes do STF,e puxar a cadeira para eles sentarem, .E quanto ganham para fazer isto, e se é ´necessário,.estes são alguns dos muitos absurdos que as vezes podemos ver pela TV

  4. Mas, o grosso do funcionalismo federal, permanece, desde o Governo FHC, sem aumento linear, são mais de 18 anos…

    • Pois então o salário era altissonantes senão não ficaria 18 anos sem aumento, sinceramente eu não acredito que faz 18 anos que não ,gostaria que se pudesse citar a que categoria pertencem estes Funcionários,de uma coisa tenho certeza não são nem do JUDICIÁRIO e nem do LEGISLATIVO.
      e também não são fiscais,nem policiais rodoviário federais nem da policia Federal,nem fiscais e auditores de qualquer espécie(aliás estes nem precisam de aumento já ganham muito).Devem ser funcionários normais ,que não tem nenhum cargo desses que falei.

  5. A revolta com os salários do funcionalismo é 100% correta e justificada. O que não me parece correto é essa tentativa de carimbar o dinheiro e passar a imagem de um governo que aumenta o estado enquanto aumenta impostos. Sabemos muito BEM, os que são do mercado pelo menos, como eu, que essa alta de impostos tem um nome(ou dois) : Janot (e Joesley), porque sem esse(se) senhor(es) a Reforma da Previdência já estaria aprovada e não estaríamos falando de alta de impostos. Para que fique claro, sou TOTALMENTE contra os altos ganhos do funcionalismo público e por lógica e relação consequencial sou totalmente contra a atuação da PGR e do MPF ,que em grande parte foi motivada para manter suas benesses que seriam ajustadas com a reforma! Quando o povo pede sangue nas ruas e caça as bruxas o povo da força a essas elites do funcionalismo, que em nome dos seus interesses selecionam alvos e ignoram a constituição, aí fica mais difícil depois vociferar contra os aumentos!!!!

  6. Mas quem te explora é o seu patrão. kkkkkkk
    O pior de tudo é que um texto simples e verdadeiro como esse gera horrores nos funcionários públicos. Eles vivem de falsas premissas. Uma delas é acreditar que há capital disponível para se fazer de tudo, bastaria acabar com a corrupção. Eles nem tem a decência de aceitar o fato de que a renda média de um brasileiro é abaixo dos 2 mil reis por mês. E que qualquer um que ganhe acima dos 5 mil reais faz parte de uma pequena elite. E convenhamos que deve ser muito difícil achar um funcionário público federal que receba menos de 5 mil reais. Enfim, todo brasileiro é um corporativista nato. Funcionários públicos são corporativistas que têm acesso fácil àqueles que podem lhes dar regalias. Resultado tá aí.

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