Brasil despenca em ranking de liberdade econômica: somos mais socialistas do que China e Rússia

Lançada hoje, a versão 2017 do Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation mostra o efeito do desastre criado pelos últimos anos do governo Dilma Rousseff (e até o momento não revertido por Michel Temer) na liberdade econômica do país.

Apenas em um ano, o país caiu 3,6 pontos percentuais no ranking, estando agora na 140a posição. Em outras palavras, somos tão socialistas quanto Togo (138°), Burundi (139°), Paquistão (141°) e Etiópia (142°), e mais socialistas do que países como Gabão (103°), Tadjiquistão (109°), China (111°, ainda controlada pelo Partido Comunista), Rússia (114°, o coração da antiga União Soviética), Nigéria (115°), Congo (117°), Senegal (120°), Zâmbia (122°), Tunísia (123°), Grécia (127°) e Quênia (135°).

Comparação da liberdade econômica de Brasil (cinza), China (amarelo) e Rússia (azul) nos últimos anos em relação à média mundial (rosa) Fonte: Heritage Foundation

De acordo com a análise da Heritage Foundation em relação ao Brasil, a interferência do estado na economia brasileira tem sido crescente, enquanto os serviços estatais continuam sendo de péssima qualidade. A implantação de qualquer reforma tem sido difícil e as barreiras ao empreendedorismo incluem altas taxas, excesso de regulação e uma rígida legislação trabalhista (a fascista CLT). Os escândalos de corrupção fizeram a população acreditar cada vez menos nas instituições, contribuindo para a queda do país no Ranking de Competitividade do Fórum Econômico Mundial (uma das 42 variáveis que compõem o ranking da Heritage). O aumento dos gastos do governo (39,5% do PIB), o contínuo aumento da burocracia para abertura ou expansão de empresas e o excessivo protecionismo governamental em relação às importações contribuíram para a queda do país no ranking.

Em relação à China, a análise da Heritage Foundation destaca que o país continua majoritariamente socialista (com o estado controlando todas as terras, por exemplo), mas que os avanços feitos no sentido de reduzir impostos, a manutenção de certa liberdade trabalhista (maior do que a brasileira) e uma maior liberdade para importação e exportação colocaram o país à frente do Brasil no ranking.

No caso da Rússia, a análise destaca que o país está igualmente longe de ter liberdade econômica (com uma crescente intervenção do estado na economia gerando problemas para empresas privadas e maior inflação), mas que o país tem impostos menores do que o Brasil – alíquota de imposto de renda para pessoas físicas fixa em 13% e uma alíquota máxima de 20% para empresas, em comparação com as alíquotas de até 27,5% para pessoas físicas e até 34% de impostos para empresas -, menores gastos e dívida pública (17,7% do PIB na Rússia contra 73,7% do PIB no Brasil), maior liberdade para abertura e fechamento de empresas do que o Brasil e maior facilidade para importação e exportação, garantindo a Rússia na 114a posição do ranking.

Os países com maior liberdade econômica (ou seja, com maior liberdade para trocas capitalistas e menor intervenção do estado na economia em comparação com os demais) do mundo continuam sendo Hong Kong, Singapura, Nova Zelândia, Suíça e Austrália. No continente americano, os países com maior liberdade econômica atualmente são Canadá (7°), Chile (10°) e Estados Unidos (17°, a cada ano caindo mais no ranking).

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Marcelo Faria
Presidente do ILISP e empreendedor.

10 COMMENTS

  1. O Brasil vai pagar muito caro por essa atitude leviana com relação a liberdade economica. Observem que falta pouco para o Brasil entrar na lista dos países com economia considerada repressiva onde aparecem nessa lista a Coreia do Norte, Cuba, Venezuela, etc…
    Anteriormente o Brasil estava na posição 122 e antes estava na posição 99. Despencou bem rapido e quem acha que o Brasil não pode virar uma nova Cuba ou Venezuela precisa pensar melhor de novo, não falta muito…

    • Só para adicionar, se as pesquisas eleitorais estiverem corretas e o Lula ou outro candidato socialista for eleito, então o Brasil estará condenado, pois subir a liberdade econômica é que não vai…

      • É mesmo? O curioso é que o gráfico mostra que os anos que ele governou tivemos uma melhora no índice… Vai entender, né?!

        • Volte ao gráfico e perceba que você está errado. O Brasil deu um salto durante o governo FHC (simples constatação; não tenho simpatia pela figura), manteve a média, mas já com tendência de queda, no primeiro governo Lula e despencou no segundo.

  2. hahahahaha dos mesmos criadores do “fisica quantica é doutrinação marxista”. esses caras deviam tentar carreira no humorismo, sao uma comédia!!

    • 1. Não somos os autores desse artigo. Você deveria aprender a diferenciar sites.
      2. Não há “humor” algum na matéria, basta conferir os links no próprio artigo.

  3. Esse relatório analisado de acordo com as premissas dele próprio induz a essa conclusão mas no caso do Brasil o problema é muito diferente dá grande maioria dos outros. Aqui temos taxas de juros altíssimas para remunerar o financiamento do estado pelos investidores nos papéis do governo. Esses juros impedem o empreendedorismo e concentra os investimentos em grandes conglomerados que tem capacidade de captação de recursos. Por outro lado, para compensar a falta de empreendedorismo o governo mantém uma política protecionista e assistencialista. Somado a tudo isso temos um cenário de corrupção e de nepotismo. A saída para o Brasil é o avanço político social de forma que a população comece a tomar pé do seu destino é de fato interferir na gestão pública mas isso olhando pelo bem comum e não apenas para o seu próprio benefício.

  4. Solução? Tem… Vamos de NOVO – 30,o único Partido liberal e ficha limpa. Filiem-se !”

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