Carta Capital incentiva protestos com queima de ônibus como “expressão de luta”

A revista Carta Capital – aquela que é pautada por Lula e foi financiada pela Odebrecht com dinheiro de caixa 2 – publicou em seu blog “Justificando” o artigo “Queimar ônibus é uma das formas de luta pelo direito humano ao transporte público“.

No texto, os três autores – todos com formação em “Direitos Humanos” – defendem que “queimar ônibus (…) é uma das expressões da luta pelo direito humano ao transporte público, que é, em suma, um imperativo para garantia do direito à cidade. O ônibus queimado é um símbolo da indignação dos corpos incendiados diariamente dentro e nas paradas dos ônibus precários e lotados na cidade, e sua fumaça não pode servir de cortina para esconder as arbitrariedades do Poder Público.”

O texto surge em um momento do ano em que tradicionalmente há aumentos dos preços das tarifas – que também são subsidiadas pelas prefeituras e governo estaduais por meio dos impostos -, o que enseja protestos normalmente violentos e com depredação por parte de terroristas da esquerda – no fundo, defensores da total estatização do sistema disfarçada de “passe livre”.

Cabe lembrar que os serviços de transporte são concessões estatais e que cada ônibus queimado pode ser utilizado pelas empresas de ônibus como justificativa justamente para aumentar as tarifas. Somente um livre mercado no setor – sem qualquer regulação estatal – poderia permitir que houvesse diversos tipos de transportes com tarifas livres, atendendo diversos públicos que demandam o serviço nas cidades sem necessitar do dinheiro dos pagadores de impostos, evitando que aqueles que não utilizam o serviço sejam obrigados a pagar pelos mesmos.

6 COMENTÁRIOS

  1. Se a Carta Capital incentiva queima de ônibus como “expressão de luta”, então, usando a mesma lógica, quem se opõe à revista pode muito bem incentivar o empastelamento da redação da Carta Capital como expressão de luta. (De acordo com o Houiss, “empastelar = invadir uma gráfica ou redação de jornal, para inutilizar o trabalho em curso ou danificar equipamentos e materiais”.) Pessoalmente não defendo o empastelamento, mas a Carta Capital está jogando gasolina no fogo, e em algum momento vai colher as consequências.

  2. Certo! “um livre mercado no setor” como as doideras de arrumar conducao barata em cidades na Africa, ja tentou? Eu ja. Regulamentar é preciso. Alem, onibus depredacoes como acontece na Alemanha, Franca ou Grecia sao sim legitimas quando seus governos extrapolam. Nao funciona quando o governo militariza a questao, ao inves de discutir.

    • “as doideras de arrumar conducao barata em cidades na Africa” Essas “doideras” deram muito certo em Nairobi, Quênia, e em Lima, Peru.
      A regulamentação estatal é parte do problema, não da solução. O Uber está aí para provar isso.

      • Viajo todo ano para Lima e conheço a realidade do transporte público de lá. Há poucos ônibus de qualidade, o que mais se vê são microônibus e vans (chamados de combis) em péssimo estado. Não tem nada de desregulamentado no transporte público de Lima (com exceção dos táxis), as linhas de ônibus são criadas pela prefeitura e é feita concessão das mesmas para algumas empresas (pessoas com boas conexões políticas). Essas “empresas” funcionam como cooperativas, onde qualquer um que tenha um ônibus ou van (normalmente caindo aos pedaços) pode se associar (desde que pague um valor de entrada e de aluguel estipulado pelo “dono da linha”). São verdadeiras máfias, não há liberdade de entrada de concorrentes, os donos das linhas são quem decidem quem pode ou quem não pode entrar. A passagem é barata (paga-se um valor proporcional ao trajeto que vc faz), mas o serviço é péssimo, as “combis” são velhas e andam superlotadas (com o agravante que eles modificam os veículos para caber mais gente, uma van que sai de fábrica com 4 fileiras de assentos passa a ter 5 fileiras, o espaço entre um banco e outro é ridículo). Além do mais, a falta de educação dos motoristas e cobradores é a norma, como eles próprios são os donos das combis e têm uma clientela cativa, não têm o menor pudor em prestar um péssimo serviço (se vc liga pro “SAC” pra reclamar, vai falar com um comparsa do motorista). Eles frequentemente enganam os passageiros, falam que passam em tal lugar mas te deixam a vários quarteirões do lugar que vc perguntou se ele passaria. Isso já aconteceu várias vezes comigo. São pessoas grosseiras e mal educadas em sua maioria. Essas combis também são discotecas ambulantes, em todas elas há música em volume bem alto (quase sempre cumbia).

        Os táxis sim são desregulamentados, qualquer pessoa pode colocar uma placa de táxi no teto do carro e ir pra rua trabalhar. Não há taxímetro, o valor da corrida é combinado antes com o motorista (em muitos casos eles se recusam a ir em determinados bairros). Há uma grande oferta de táxis, eles estão por toda parte e o valor das corridas é bem mais barato que no Brasil. Há carros de todo tipo, desde novos até verdadeiras latas velhas que parece inacreditável que continuem rodando. A maioria dos táxis que se vê rodando pela cidade são carros bem surrados (principalmente nas periferias). Também é comum a falta de educação dos taxistas, a maioria tem um nível cultural baixo e são pouco amistosos. Mas há também empresas de táxi que prestam bom serviço, com carros novos e motoristas atenciosos, e preço maior também (mas não chegam a ser tão caros como no Brasil). Ao contrário do restante do mundo, Uber e Cabify são mais caros do que táxis em Lima, mas ainda assim têm procura pelas pessoas de maior renda que procuram um serviço de melhor qualidade.

        O que o governo deveria ter feito com os ônibus em Lima é o mesmo que fez com os táxis: nada, simplesmente sair da frente e não criar impecilhos a quem quer que seja. Assim cada um teria liberdade de escolha, tanto o passageiro quanto o prestador de serviços, coisa que não existe hoje.

        No final das contas, o mercado sempre irá suprir a demanda dos consumidores. Basta apenas o governo não atrapalhar com brucracias e regulamentações esdrúxulas.

    • Bom, de repente você rodou pelos países africanos amigos de Lula. Não se esqueça que existe Marrocos e Africa do Sul na África. E, em muitos deles, se é que você já andou por lá mesmo , não existe linhas de ônibus para transporte urbano. Sobram vans e motocicletas, chamadas de boda boda em Uganda.
      E de mais a mais, quem defende crime é criminoso. Seja na Alemanha, Grécia ou França.

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