Chinês perde dinheiro com Bitcoin, processa empresa usando Marx e perde ação

A Corte Popular do Distrito de Haidian, na China, rejeitou uma curiosa ação judicial contra uma bolsa de negociações de criptomoedas.

De acordo com a petição inicial, um homem identificado como Sr. Wang investiu mais de 100 milhões de iuanes (cerca de 50 milhões de reais) na criptomoeda Bitcoin em outubro de 2016 por meio da bolsa Huobi. Após alguns meses de negociações, o investidor perdeu mais de 40 milhões de iuanes (cerca de 20 milhões de reais) – na ação judicial, ele afirma que “as transações ocorriam 24 horas por dia e não consegui me manter atento ao mercado, o que impactou minha mente e espírito”. Decepcionado, o Sr. Wang cancelou todas as suas transações e sacou o dinheiro restante, confirmando o prejuízo.

Para reaver o dinheiro perdido, o investidor teve então uma ideia: processar a bolsa de negociações com base na teoria de Karl Marx. Em sua petição, o investidor afirmou que o Bitcoin não existiria porque é inútil e, portanto, não possuiria “valor de uso” e nem poderia ser identificado como mercadoria. O investidor também alegou que o Bitcoin não é emitido pela autoridade monetária governamental, não possui status legal de moeda e não é uma moeda real. Com base nesta argumentação, o Sr. Wang solicitou à corte pequinesa que todas as negociações de Bitcoin realizadas por ele fossem consideradas inválidas e o dinheiro fosse restituído.

A corte concordou com parte da argumentação do Sr. Wang – a de que o Bitcoin não é emitido pela autoridade monetária governamental, não possui status legal de moeda e não é uma moeda real – mas rejeitou a argumentação marxista do investidor socialista. Para a justiça pequinesa, “não há leis e regulações que proíbam explicitamente as partes de investirem em Bitcoin e/ou realizarem outras transações, e as pessoas são livres para fazê-lo assumindo os riscos”. Dessa forma, a ação foi julgada improcedente.

3 COMMENTS

  1. Marcelo Achei bem interessante mas seria muito interessante, ter uma fonte, sei que no Brasil muito do que é publicado consta como fato, mas deixar fontes podem ajudar a evitar induções incorretas.

    eu particularmente acredito que isso é possível, mas ao mesmo tempo vejo que muito gente se vitimiza quando sofre perdas grandes.

    outro ponto que eu acho bem estranho mas ao mesmo tempo diz o quanto a miopia-intelectual é um matrimônio não uma doença..
    Em boa parte das publicações acadêmicas sobre Bitcoin no Brasil, não tem o endereço do projeto bitcoin core, não tem um definição sequer do que é dinheiro.
    e o mais divertido, muitos inserem apenas o “Bitcoin: A moeda na era digital” do Fernando Ulrich, o que ao meu ver é super “OK”, mas o livro tem um ótima base em escola austríaca, mas adinha o que Keynesianos fazem? ignoram a base do livro sobre escola austríaca e so publicam o que convem… sequer lendo o projeto oficial, sequer lendo o documento fundamental( WP ), sequer definindo que é dinheiro, ou ignorando a logica de Best Sellers como Duck tales e fullmetal alquimist, que imprimir dinheiro é o maior causador de inflacao, ou transformar metais em ouro é um fator que pode gerar inflação.

    o triste é que isso afeto todos os niveis acadêmicos, texto de Iniciação Ciêntífica, artigo ( não veja o portal da capes sobre isso, da tristeza so de pensar ), dissertações de mestrado ( sério que voce tem faculdade e escreveu isso? ahh a tua banca acredita em marxismo, blz.. ta promissor ) doutorado ( ok viés político e so isso? )

    enfim se puder escrevam algo sobre bitcoin e o mundo acadêmico no Brasil.

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