Circulação da grande mídia brasileira caiu até 14,8% no primeiro semestre de 2017

A grande mídia brasileira, amplamente dominada pela esquerda, segue em processo de decadência. Dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC) compilados pelo Poder360 mostram que, no primeiro semestre de 2017, os principais jornais e revistas do país – com exceção do Correio Braziliense – tiveram queda na circulação total (soma de circulação impressa e digital) de até 14,8%.

Cabe salientar a expressiva queda na circulação dos principais jornais impressos – em média 5% em apenas seis meses – do país: Folha de São Paulo, O Globo, Super Notícia, Estadão e Zero Hora.

Dados de circulação da grande mídia brasileira no primeiro semestre de 2017
Dados de circulação da grande mídia brasileira no primeiro semestre de 2017: a queda continua

A análise dos números desde janeiro de 2015 deixa ainda mais clara a rápida decadência dos principais jornais brasileiros impressos em dois anos e meio: mesmo os que possuíam mais de 200 mil exemplares impressos por dia – como Folha de São Paulo e O Globo – hoje vendem menos de 150 mil exemplares diários.

Principais jornais impressos brasileiros: em queda acelerada
Principais jornais impressos brasileiros: em queda acelerada

Por outro lado, as assinaturas digitais – as quais geralmente têm preço muito inferior ao das assinaturas impressas – não têm crescido suficientemente para manter o número de edições em circulação dos jornais e revistas brasileiros. O jornal O Globo, inclusive, chegou a ter uma grande perda de assinantes digitais, sem explicação até o momento.

O número de assinaturas digitais cresceu, mas não o suficiente para compensar a perda de circulação dos jornais impressos
O número de assinaturas digitais cresceu, mas não o suficiente para compensar a perda de circulação dos jornais impressos

4 COMMENTS

  1. Marcelo, assinante não sustenta jornal. Vide G1, que não tem assinantes. Anunciantes, e preferencialmente os estatais, ou grandes corporações que se escoram em governos, mantém eles vivos. Assinante é gado. Assinante é lixo pra eles. Assinante é SDN: Sem Direito Nenhum.

  2. A grande mídia é um negócio econômico. Entrando dinheiro, eles estão se lixando para o assinante. É como jornal de sindicato: o imposto sindical paga o jornaleco impresso distribuído aos empregados. Eles não dependem de assinatura, leitores ou propaganda.

    A grande preocupação dessa mídia é com a redução de despesas do governo federal. Só em 2015 a Globo perdeu aproximadamente R$ 206 MILHÕES de reais em verba publicitária do governo federal. É por tal razão que a Globo bate impiedosamente no Temer mas pouco fala sobre o “nove dedos” e quando fala mal é de forma bem escondidinha ou com algum “especialista” contrapondo ou relativizando opiniões contrárias.

    A mídia dança conforme a MU$ICA e a Sinfonia Vermelha está em seus adágios finais.

  3. Sou um dos que desistiram, Xará. Mas não fui quito. Enviei uma carta de finalização do relacionamento:

    Carta de Despedida à Folha de São Paulo

    Após mais de 20 anos como assinante da Folha e 35 como leitor, chegou o momento de dizer: não dá mais. E não foi por falta de boa vontade. Ah, Folha, quem te viu e quem te vê! De jornalismo sério, honesto, com conteúdo e qualidade, se transformou em um “blogão” a serviço da satisfação de egos de jornalistas progressistas. E o problema não está no esquerdismo do jornal, tendência que aliás, a Folha sempre teve. O problema está no abandono da cobertura real dos acontecimentos para dar lugar a opiniões ideológicas; está na manipulação de manchetes e de conteúdo para induzir o pensamento do leitor desavisado; está na ocultação de fatos relevantes à informação pública ou valorização de outros que não mereceriam destaque nem mesmo em folhetins de partidecos revolucionários; está no abandono da ética, da verdade, do correto, do justo, da moral e da honestidade; está na mão leve com uns e pesada com outros. Os jornalistas da Folha já não seguem mais sua “escola” famosa por prezar a comprovação da verdade dos fatos e a verificação da fonte. A Folha abandonou seus leitores e assinantes. Virou uma “Fake News” que chega ao cúmulo de citar como fonte outras mídias “Fake News”. Apostou que apenas o seu grande nome e sua reputação conquistada às custas de muita gente competente no passado, seriam suficientes para manter viva essa maravilhosa máquina jornalística. Apostou que jovens doutrinados e com capacidade jornalística limitada, que mal conseguem dominar a língua portuguesa e orientados por velhas e inflexíveis figuras “socialistóides” poderiam honrar a responsabilidade de manter o jornalismo acima de seus anseios ideológicos. Apostou e se deu mal. Muitos já lhe deixaram, a ponto do jornal impresso contar com apenas 3 cadernos diários. E agora chegou a minha vez. Lhe escrevi, escrevi, escrevi e fui ignorado. A redação me ignorou, as “ombusdsman” me ignoraram, o painel do leitor me ignorou e agora quero ver se o Jornal consegue se sustentar apenas com “likes” de um público que não preza por pagar o que consome. Já que nós não temos importância, que garantam a sobrevivência entre os seus. Nós assinantes estamos desistindo de apoiar um grupo que não nos respeita mais. Ou será que vocês não precisam mais de nós para sobreviver e já contam com financiamento de algum grupo globalista estrangeiro para plantar idéias comunistas e anticristãs? O Brasil está em sua maior crise econômica por culpa de um grupo de irresponsáveis desonestos e mentirosos que tentaram implantar o Bolivarianismo em nossas terras, mas vocês insistem em apoiá-los. Milhões de pessoas que compõem a classe média desse país, classe que compra e assina jornais e que paga pela informação, são diariamente tratados como os vilões do fracasso dessa republiqueta de idealistas covardes. Quero ver do que irão viver esses jornalistas progressistas, quando nossa desistência e a crise que eles ajudaram a provocar, levarem a Folha definitivamente à lona. Nós, leitores mais antigos, que temos o hábito, por prazer, de ler o Jornal em papel, não caímos nessa falsa imagem de pluralidade alardeada pela Folha. Se ainda houvesse gente com visão nesse grupo, saberia que essa tática, que sabemos muito bem de onde vem, de tentar repetir uma mentira para que ela se torne verdade, saberia que isso não atinge gente do nosso nivel intelectual. Saberia que não nos engana ao falso discurso de pluralidade que nos tenta passar contratando colunistas de opiniões opostas. Um grande jornal é feito de notícias. Notícias verdadeiras, sem tratamento ideológico e sem manipulação. Isso a Folha não tem mais. E como disse, não se trata apenas da notícia informada de forma tendenciosa, mas sim da notícia ocultada, do desprezo dado a figuras que estão lutando pela salvação do país, da valorização de pessoas e grupos que defendem o Estado gigante e pobre, além é claro de ditadores sanguinários. Provavelmente essa mensagem será desprezada, como tantas outras já foram nos últimos anos. Provavelmente a Folha continuará demitindo, reduzindo e rumando ao seu fim. Ultimamente a maior utilidade desse jornal para mim tem sido para embrulhar copo quebrado e forrar o chão para pintar paredes. E depois do fim da Folha será a vez do UOL, pelos mesmos motivos.

    Adeus. Já vou tarde.

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