Diretório do NOVO deu amplos poderes a ex-advogado de Bolsonaro para representar o partido

O Diretório Municipal do Partido NOVO em São Paulo aparentemente prefere o bolsonarismo baiano aos advogados paulistas.

Por meio de seu presidente, Julio Cesar Nogueira Rodrigues, o diretório paulistano do NOVO contratou o advogado Tiago Leal Ayres, com endereço profissional em Salvador/BA, para representar – com amplos poderes – o diretório de São Paulo/SP na justiça eleitoral. A contratação veio a tona quando o diretório local ingressou com uma representação contra Guilherme Boulos (PSOL) na Justiça Eleitoral.

Tiago Ayres é primo do ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto, coordenou a área de Direito Eleitoral da campanha de Jair Bolsonaro à Presidência da República em 2018 e fez parte da equipe de transição do governo bolsonarista.

Por “coincidência”, Tiago também foi contratado por Filipe Sabará – o candidato a prefeito de São Paulo pelo NOVO tão envolvido em polêmicas que o próprio partido tenta impedir sua candidatura – para ser coordenador jurídico da campanha. Já na pré-campanha, Sabará fez declarações públicas sinalizando alinhamento a Jair Bolsonaro.

Parece que o partido laranja tem laranjas do Bolsonaro.

Procuração assinada pelo presidente do Diretório Municipal do Partido NOVO, Julio Cesar Nogueira Rodrigues, dando amplos poderes para o ex-advogado da campanha de Bolsonaro – com escritório em Salvador/BA – para representar o partido na Justiça Eleitoral. Fonte: Representação na Justiça Eleitoral.

2 COMENTÁRIOS

  1. Com relação à matéria do ILISP, o NOVO-DMSP esclarece que contratamos um advogado para nos auxiliar a coibir propaganda eleitoral irregular por parte de outros pré-candidatos à prefeitura de São Paulo. O advogado agiu com sucesso contra as pré-candidaturas da Joice e do Boulos. O contrato com esse advogado já expirou, e a procuração em questão não tem mais validade para outros processos. O fato de um advogado ter outros clientes não representa vínculo entre eles. O ILISP não tentou contato com o diretório para qualquer esclarecimento antes de publicar a matéria.

    • E onde está a prova de que o contrato expirou e a procuração não tem mais validade? E por que só se manifestaram sobre o tema após a publicação da matéria, sendo que o advogado foi contratado há três meses?

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