Empresa privada consegue pousar foguete no mar e torna factível a viagem à Marte

A empresa privada SpaceX, criada pelo bilionário Elon Musk, conseguiu fazer algo inédito, que nenhuma empresa estatal conseguiu até então: pousar um foguete que esteve na órbita terrestre em uma plataforma marítima no Oceano Atlântico.

“Isso aumenta dramaticamente a minha confiança de que uma cidade em Marte é possível”, afirmou Musk, quando conseguiu pousar seu primeiro foguete.

Esse tipo de tecnologia além de tornar a viagem factível, pois os tripulantes têm a opção de voltar após o pouso, também tem ganhos com economia de custos. Ao reutilizar as capsulas, ganha-se em média 200 mil a 300 mil dólares, fora os eventuais reparos necessários.

Para que nós realmente possamos oferecer acesso ao espaço, temos que conseguir a reutilização completa e rápida. E ser capaz de fazer isso com o principal propulsor de foguete terá um enorme impacto no custo”, disse Musk

O Mercado já tem concorrentes

A reutilização dos foguetes já não é novidade no mercado. Outra empresa privada, a Blue Origin, que pertence ao Jeff Bezos, o fundador da Amazon, também realizou sua primeira aterrissagem em terra firme em novembro do ano passado. Esse foguete chamado Vulcan, porém, tinha ido a uma altitude menor: 100 km.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Pessoal, sei que a ideia de vocês é enaltecer o livre mercado e as empresas privadas, e acho ótimo… Sou simpático ao liberalismo. Porém não posso deixar de notar diversos erros no texto que precisam ser corrigidos urgentemente. Vamos lá:

    1) Primeiro parágrafo, onde diz “(…) pousar um foguete que esteve na órbita terrestre em uma plataforma (…)”. O foguete nunca esteve na órbita terrestre. Ele é um veículo lançador apenas… A trajetória dele é uma enorme parábola… ou seja, ele não chega a alçar orbita. Quem entra em órbita é o segundo estágio e a carga… E esses permanecem em orbita.

    2) No terceiro parágrafo, “(..) pois os tripulantes têm a opção de voltar após o pouso (…)”. Importante lembrar que o veículo lançador não é tripulado. O objetivo de pousar o veículo lançador é tão somente poder reaproveita-lo para que ele possa lançar outra carga no futuro, pois de outra forma, o veículo simplesmente cairia no oceano, sendo completamente destruído com o impacto. Isso reduz custo de lançamento, e por consequência, torna a exploração espacial mais viável. Importante lembrar também que em missões tripuladas, a tripulação sempre possui meios para retornar a terra, e isso independe do veículo lançador.

    3) Ainda no terceiro parágrafo, “Ao reutilizar as capsulas, ganha-se em média 200 mil a 300 mil dólares, fora os eventuais reparos necessários.”. O erro aqui é que não há nenhuma capsula envolvida neste pouso. Quem pousou foi o veículo lançador… A capsula está em orbita, e atualmente está ancorada à estação espacial internacional (ISS).

    O “ganho” neste caso, foi de 40 milhões de dólares (o preço de um veículo lançador). Os 300 mil dólares são o custo apenas do combustível… Ou seja, por ter conseguido reaproveitar o veículo, a SpaceX gastou apenas o combustível… que representa menos de 1% do valor do veículo.

    4) A diferença entre o foguete da SpaceX e o da Blue Origin é que o primeiro é destinado a missões orbitais, e o segundo é destinado a missões sub-orbitais. Enquanto o foguete da SpaceX precisa de mover horizontalmente para alçar velocidade orbital (ele separa-se do segundo estagio a aproximadamente 7000 km/h), o da Blue Origin move-se apenas verticalmente, atingindo pouco mais de 3000 km/h. A diferença de escala também é enorme, já que o foguete da SpaceX é 4x maior do que o da Blue Origin.

    Ou seja, eles não são concorrentes… São dois veículos completamente diferentes, com propósitos diferentes.

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