Iniciativa privada vai ajudar governo Dória com abrigos e cursos para moradores de rua

Ao contrário da maioria dos políticos no Brasil, que sempre desprezaram parcerias com a iniciativa privada, o novo prefeito de São Paulo, João Dória, tem feito algo bem inovador. Ao invés de remover cobertores de mendigos, como fazia o ex-prefeito petista Fernando Haddad,  a gestão Dória tem feito várias parcerias com empresas privadas para melhorar as condições dos 83 albergues municipais voltados para receber moradores de rua. Entre elas, estão a rede hoteleira Accor, a de comida orgânica Mundo Verde, a multinacional Procter & Gamble e a empresa de tintas Coral. A iniciativa faz parte de um novo projeto que pretende revitalizar esses espaços, batizado de Espaço Vida.
 

A rede Accor, por exemplo, irá ajudar a prefeitura a configurar os quartos dos albergues e oferecer cursos de capacitação. A rede Mundo Verde deve fornecer alimentos de origem orgânica e a Procter & Gamble, produtos de higiene. Além de melhor qualidade de vida, a ideia do projeto de revitalização dos albergues é oferecer também oportunidades de emprego e estudo aos moradores de rua, além de disponibilizar canis e estrutura para famílias serem acolhidas juntas. Hoje, homens e mulheres são atendidos separadamente nos abrigos e os animais são proibidos. O Senac também fechou parceria com a prefeitura para oferecer cursos profissionalizantes.

Para Filipe Sabará, secretário-adjunto de Desenvolvimento Social, a situação dos abrigos é deplorável, há ausência de vasos sanitários e comida. Sabará atribui isso à falta de fiscalização da gestão anterior em relação à execução dos contratos com as ONGs que recebem repasses mensais de 15 milhões de reais para gerir esses espaços. “Os albergues viraram um ‘centro de afugentamento’ em vez de acolhimento”, diz Sabará, autor do projeto Espaço Vida.

Segundo Sabará, as ONGs terão um tempo para se adaptar à nova gestão e, se não forem bem avaliadas, serão substituídas.

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Camilo Caetano
Cursou Ciência da Computação pela Unesp.

12 COMMENTS

  1. Essas empresas precisam de algum retorno desse investimento, como bem sabemos. Alguma isenção fiscal ou algo que o valha. Possivelmente o “prejuizo” do estado dando alguma insenção ou incentivo para as empresas, deveria se equivaler ao custo que tem em fazer a manutenção e demais investimentos desses espaços, levando em conta a efetividade dos mesmo (o estado não está parecendo ser efetivo, pelo que parece, apesar dos gastos).
    Qual seria o incentivo/retorno que motivou essas empresas para tal? Ou elas estão se valendo apenas dá publicidade em torno disso? É complicado acreditar na boa vontade e o bem sendo feito de forma voluntária nisso tudo, pois isso tudo é muito frágil e não garante estrutura segura para continuidade, que é o real interesse no que diz respeito a resolução.

    • Futura mão de obra barata e qualificada. Auxílio da prefeitura com isenção de impostos. Marketing positivo.

      Esse é o retorno.

    • Acredito que seja simples filantropia combinado ao marketing mesmo. A Mundo Verde por exemplo é do grupo do Carlos Wizard, e só de ver a história de construção e até o período em que ele deixa a empresa para fazer trabalhos missionários, percebe-se o valor em ajudar que esta por trás das pessoas que são donas das empresas. Quanto não é desperdiçado todos os dias em alimentos no ceasa de cada Estado e Municípios e nada é feito? A mundo verde vai ajudar com alimentos que poderiam estar sendo descartados. Da mesma forma a capacitação profissional das pessoas que podem almejar em futuro melhor com possibilidade de trabalho em alguma dessas empresas.

      Finalmente um prefeito Gestor, que sabe que o Estado sozinho não tem como e nem pode prover tudo que “diz” que quer, ainda mais numa política corrupta que tudo vê uma oportunidade de desviar alguma verba. Ótima iniciativa!

  2. Especto Alvo……Patético….quem não tem competência não se estabelece, é por isso que vcs (PT) LEVARAM O PÉ NA BUNDA.

  3. Dória, o atual prefeito, é um empresário bem sucedido. Não ficou milionário fazendo falcatruas e se apropriando de dinheiro dos contribuintes. Além disso, é um excelente gestor. Não importa os meios que ele está utilizando para resolver o problema dos abrigos. O que importa é está empenhado em resolver. Como dizia um conhecido meu: “Não importa se é pato ou pata. O que eu quero é comer o ovo”.

  4. Se há isenção fiscal, qual é o problema? Menos pessoas vivendo nas ruas, significa menos tráfico, menos violência, menos prostituição, menos bebedeira, menos sujeira e mais turismo. Mais turismo, significa que todos (especialmente os mais pobres) sairão ganhando. O resto é dor de cotovelo de petista que não sabe trabalhar e não se conforma em perder. Quando estão no poder, estão preocupados em roubar e fazer o diabo para se manter no poder e quando estão fora dele, se ocupam em infernizar e denegrir a imagem de todo mundo.

  5. Felizes são os paulistas, que elegem tucanos há várias décadas – e não, não acredito que não roubem, mas roubam e fazem gestão. Governos de esquerda roubam e não fazem nada, vide Raddard. Dos males o menor.

  6. Os impostos não são para retornar para os cidadãos? Nada mais justo que terem incentivo fiscal. Até melhor que i dinheiro chegue na fonte direto, em forma de serviços prestados. Se trocar de mão, tem “perdas” que conhecemos muito bem. Por isso as PPPs funcionam bem. Não são ben vistas pra quem quer sentir a tentação do dinheiro nas mãos primeiro.

  7. Realmente! Se há qualquer tipo de benefício fiscal às empresas, nada mais justo. Estamos vendo diretamente o retorno! Sou do Paraná, e aqui de “fora” assisto com admiração o que podemos agora sim chamar de gestão de governo. Que siga assim e se multiplique.

  8. O prefeito e o secretario estao certos a muita falcatrua e pouca organização os centros de acolhidas estão abandonados à merce desses abutres que lucram com a indústria da miséria não ha projeto de reinserção nenhum sei bem o que é isso pois vivo essa realidade nota 10para atual gestão

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