Livro com fotos de Chico Buarque será financiado via Lei Rouanet ao custo de R$ 417 mil

A farra com o dinheiro dos pagadores de impostos brasileiros destinados a projetos “culturais” aprovados pelo governo ganhou mais um exemplo: um livro de fotografias de Chico Buarque foi aprovado para obter até R$ 417 mil por meio da Lei Rouanet.

De acordo com a descrição do projeto, o objetivo é “promover, através da produção de 2000 livros, ação educacional que tenha em vista a disseminação do conhecimento cultural de forma tangível à sociedade”. As etapas do projeto também incluem “agendamento de apresentações e negociação com teatros”, “definição e contratação de shows”, “gravações em estúdio, mixagem e masterização”, “realização dos espetáculos” e “assessoria de imprensa com clipagem”, o que indica que os recursos solicitados pelo projeto podem ser destinados para serviços fora da área fotográfica.

A Lei Rouanet permite que empresas destinem o dinheiro dos pagadores de impostos – aqueles que efetivamente pagaram pelos produtos e serviços – para projetos aprovados pelo governo. De acordo com dados do Ministério da Cultura, quase R$ 15,2 bilhões dos pagadores de impostos foram destinados a projetos “culturais” desde que a lei foi criada.

Os apoios à sugestão legislativa que visa acabar com a Lei Rouanet continuam abertos e podem ser feitos por meio deste link.

9 COMMENTS

  1. Esse site não pode ser confiável e as opiniões aqui são hilárias, pois mostra o alto grau de desinformação e ignorância do povo brasileiro. Primeiro que a lei Rouanet nada tem a ver com o PT, já que foi criada no governo Collor; segundo que o dinheiro é captado pelos artistas corresponde à até 4% dos valores de impostos de grandes empresários, sendo que não sai um centavo dos cofres públicos; terceiro e melhor de todos os tópicos é que cada 1 real investido retornam no mínimo 4 reais aos cortes públicos em forma de impostos, afinal atrás de qualquer espetáculo,show, exposição de arte… enfim, existem profissionais envolvidos que pagam seus impostos, portanto antes de falarem qualquer coisa passando vergonha, investiguem, façam buscas rápidas no Google ou entrem no site do governo! Não me surpreende que o povão que não se liga em cultura acreditar em inverdades, afinal é assim que alguns políticos gostam, ou seja, povo burro e manipulável!!

  2. Chico Buarque, esquerdinha caviar, parafraseando uma de suas músicas, vai trabalhar vagabundo… pare de se pendurar em Lei Rouanet.

  3. Desconheço essa nova forma de uso da Lei Rounet. Até onde sei a Lei Rounet abre mão de receber o imposto de renda de quem apoia a cultura no valor equivalente ao projeto. Portanto se uma empresa iria pagar R$ 1 milhão de imposto e patrocinou um projeto cultural em R$ 200 mil, pagará somente R$ 800 mil de imposto pois o restante foi pago em apoio cultural. Esta lei é extremamente democrática, pois ela deixa aberta à população e empresas a melhor forma de gastar o dinheiro cultural, mas aparentemente tantas críticas me fazem ver que o brasileiro acredita que o governo gasta o dinheiro melhor que a população.

    • O dinheiro não cai do céu. Os R$ 200 mil que “patrocinam o projeto cultural” continuaram sendo pagos – e pelos clientes da empresa, aqueles que pagaram o imposto embutido nos produtos e serviços que ela fornece. Democrático seria a lei não existir, as empresas (e o setor cultural) pagarem menos impostos e elas destinarem seu lucro – aí sim, dinheiro privado – para o que desejassem.

      • Marcelo Faria, o que você está falando não faz sentido: uma empresa não pode destinar o dinheiro de seu caixa para um projeto de sua escolha porque aquele dinheiro serviria para pagar impostos? Pela sua lógica ninguém poderia pagar nada, já que todo dinheiro que circula na economia seria destinado ou teria sido usado para pagar um imposto embutido de alguma coisa.

  4. “Particularmente, a classe dos intelectuais — isto é, os produtores de palavras e não os produtores de bens — será a primeira a ser comprada e corrompida. Dado que a demanda de mercado por palavras — ao contrário da demanda de mercado por bens e serviços — é ínfima, intelectuais estão sempre desesperados por qualquer tipo de ajuda para sobreviverem. E o estado, que está em permanente necessidade de apoio ideológico para seu implacável ataque conta a justiça e o direito natural, estará sempre disposto a oferecer tal ajuda para esses intelectuais, utilizando seus serviços como educadores públicos e os colocando em sua folha de pagamento em troca da propaganda em prol do regime.” Fragmento de artigo publicado em 17/03/16 na página do IMB.

  5. Toda verba pleiteada para qualquer projeto cultural e artistico (individual ou coletivo) deve ser submetida a consulta pública, com ampla divulgação, antes de sua aprovação final. Em caso de o referendo popular ser favorável, ai sim, a verba seria destinada. Caso a sociedade viesse a rejeitar o projeto, esse seria imediatamente cancelado e outras propostas passariam a ser candidatas ao pleito, devendo todas, sem distinção, passar pelo crivo da sociedade, que afinal é quem será beneficiada ou prejudicada. É preciso responsabilidade e transparência com o uso dos recursos públicos. É preciso mudar a cultura do dinheiro fácil. Assim como os recursos naturais são escassos, o dinheiro também o é.

  6. O POVO BRASILEIRO ESTÁ INDIGNADO COM ESSAS E OUTRAS ABERRAÇÕES E VAGABUNDAGENS EM PATROCINAR TODO TIPO DE ESCULHAMBAÇÃO E LIXO PETISTA E ESQUERDOPATA, NÃO VAMOS FICAR CALADOS DIANTE DESSAS ATROCIDADES QUE ATENTAM CONTRA A SENSATEZ E INTELIGÊNCIA DO POVO BRASILEIRO!!!

  7. Não me conformo com todo patrimônio histórico do Brasil despencando. E continua -se investindo em ideologias.
    Quero me desfazer de toda a obra que tenho arrependida de ter investido nele, Alguém aqui paga tão bem assim?

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