Ser contra a cobrança direta por serviços, incluindo os estatais, é ser a favor do socialismo

Quando alguém diz que um serviço prestado pelo estado não pode ser cobrado de seus usuários porque “seria cobrar duas vezes”, no fundo, está defendendo o mesmo argumento socialista de que tudo tem que ser “público, gratuito e de qualidade”.

Uma pós-graduação lato sensu (como um MBA ou mestrado profissional) que seja paga ajuda a universidade a depender menos do dinheiro dos pagadores de impostos e mais da iniciativa privada, afinal, se não houver demanda pelos cursos, ninguém pagará por eles.

É fácil enxergar isso quando você usa a mesma lógica para outros serviços estatais. Se a polícia federal deixasse de cobrar pelo passaporte, os Detrans deixassem de cobrar pela carteira de motorista e as companhias de energia elétrica e abastecimento de água (que são estatais ou concessões feitas pelo estado) deixassem de cobrar a conta, o que você acha que aconteceria?

Ou então imagine que o Banco do Brasil não cobrasse juros por ser estatal, ou que o Sedex dos Correios fosse “gratuito” porque é estatal. O resultado seria ainda mais impostos cobrados de todos, ao invés de taxas cobradas apenas daqueles que usam os serviços. Não existe almoço grátis.

Socialistas contrários à PEC 395 que permitia a cobrança em pós-graduações lato sensu nas universidades estatais protestam na Câmara

Elas seriam privatizadas (numa lógica quase marxista de que “precisamos ampliar o estado para reduzir o estado”) ou o estado cobraria ainda mais impostos dos demais – majoritariamente pobres – para custear os serviços?

Ser contra a cobrança de serviços, mesmo que sejam estatais, é estar ao lado do PSOL, PT, PCdoB, PDT e similares gritando pela socialização dos custos com milhões de pobres.

Os liberais preferem estar ao lado da liberdade.

PS: Cabe lembrar que a Constituição proíbe que todas as universidades sejam privatizadas porque educação é um “direito”. Se nem uma PEC pra aprovar a mera cobrança de cursos lato sensu foi aprovada, que dirá aprovar uma PEC (ou pior, uma nova Assembleia Constituinte) que retire esse “direito” da Constituição.

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