Venezuelanos contrabandeiam comida e produtos básicos da Colômbia para sobreviver

Milhares de venezuelanos que vivem próximos da fronteira com a Colômbia descobriram que contrabandear produtos venezuelanos subsidiados (como a gasolina) para o país vizinho os fazia ganhar mais dinheiro do que os salários de empregos comuns. Mas com a Venezuela em crise e afetada pela escassez de alimentos gerada pelo socialismo, alguns mudaram o modelo de negócio e passaram a comprar farinha, arroz e outros alimentos básicos, além de remédios e produtos de higiene, para manter os venezuelanos vivos.

“A Colômbia é que está nos salvando”, disse um dos trabalhadores que contrabandeiam comida colombiana para vendê-la em mercados do estado de Táchira ou na capital venezuelana, Caracas. O ditador socialista da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou o ano passado que todas as fronteiras com a Colômbia fosse fechadas para acabar com o contrabando.

Muitos imploram aos militares para que possam cruzar a fronteira. Outros usam barcos de madeira para cruzar a fronteira sem serem impedidos pela Guarda Nacional e pelo Exército Bolivariano. Outros subornam funcionários para cruzar à pé e alguns poucos nadam de um país para o outro.

O negócio é impulsionado pela crise econômica causada pelo socialismo na Venezuela, que transformou 81% da população do país em pobres, gerando filas de horas para comprar comida e uma grande parte da população que sequer consegue comer três vezes ao dia. Uma mulher chegou a ser assassinada esta semana quando populares invadiram e saquearam um dos estoques de alimentos do governo, geralmente sempre cheios.

Os preços dos produtos contrabandeados da Colômbia são geralmente mais baratos do que os preços do mercado negro venezuelano. O arroz, por exemplo, pode ser comprado na Colômbia por cerca de 1300 bolívares e vendido na Venezuela por 1800 bolívares, enquanto o mercado negro vende o produto nacional por 2000 bolívares (683 reais pelo câmbio oficial).

“Se não houvesse contrabando, morreríamos de fome”, disse Clarissa García, 37 anos, que havia comprado sabonete, farinha e açúcar na Colômbia para vender na Venezuela.

2 COMENTÁRIOS

  1. Querer que a Dilma volte, é pedir que ela continue a falir este Brasil e desejar que viremos uma Venezuela arruinada.
    Fora com todos os políticos corruptos deste país, seja qual for sua cor política.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here