Vigilância Sanitária assalta chef e joga 160 kgs de comida no lixo por “falta de selo”

A chef  Roberta Sudbrack usou as redes sociais nesta sexta-feira (15) para criticar o assalto praticado pela Vigilância Sanitária no restaurante dela dentro do Rock in Rio. De acordo com Roberta, foram roubados cerca de 160 quilos de alimentos, sendo 80 quilos de queijos e 80 quilos de linguiça fresca, ingredientes que seriam usados para fazer o sanduíche sudrockdog, e que foram jogados no lixo pelos assaltantes estatais.

A chef é conhecida por utilizar produtos artesanais de pequenos produtores de diferentes regiões do Brasil e afirma que os ingredientes foram previamente aprovados pelo controle do evento. Indignada com a ação, ela escreveu: “A vigilância sanitária do Rio de Janeiro invadiu o meu estande no Rock in Rio com quase 15 pessoas e decretou que os queijos brasileiros, bem como a charcutaria brasileira da melhor qualidade, meus fornecedores há pelo menos 20 anos, não são bons o bastante para comercialização. O motivo? Faltava 1 carimbo, um selo, uma coisa qualquer”.

Na opinião da chef, responsável pelas refeições no Palácio da Alvorada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, o orgão agiu “sem nenhum bom senso ou razoabilidade”. Ela afirmou ainda que “todos os alimentos foram inspecionados pelos órgãos sanitários dos seus Estados”. 

Roberta informou que cancelou sua participação no festival. “Estou fechando a minha operação no Rock in Rio porque a minha ética, o meu profissionalismo e as minhas convicções não me permitem ver uma cena dessas. Comida da melhor qualidade sendo jogada fora enquanto tantas pessoas morrem de fome no mundo. O meu prejuízo provavelmente é do tamanho desse mesmo mundo, mas minha dignidade e as minhas crenças são maiores!”

Por fim, a chef afirmou que vai entrar com uma liminar para salvar o restante da mercadoria apreendida para doá-la a quem precisa. “E me comprometo não só a doar, mas preparar essa comida da melhor qualidade e da qual eu me orgulho de servir há mais de 25 anos”.

A Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro confirmação o assalto e declarou que um balanço final da operação será divulgado em breve. O órgão afirma que vai atuar diariamente no Rock in Rio com quarenta técnicos para pentelhar os estabelecimentos que comercializam alimentos, postos médicos, ambulâncias, salões de beleza, ambientes de uso comum, água de consumo, condições de trabalho e destinação do lixo.

20 COMENTÁRIOS

  1. Estou vendo vários comentários dizendo que lei é para ser cumprida. Concordo plenamente com isso. A lei diz que quem sofre impeachment perde automaticamente seu direitos políticos por 8 anos; a lei diz quem se torna réu não pode ocupar cargos na linha de sucessão presidencial; a lei diz que as alterações em impostos (combustíveis) só passam a valer após um período de 90 dias; a lei diz que o presidente da câmara dos deputados não pode ser reeleito. E por ai vai… Vamos cumprir as leis.

  2. Que pena ler que pessoas com um pouco de lucidez escrevem que uma ação da vigilância sanitária eh um assalto.
    Quem faz produto de qualidade não tem medo da fiscalização e nem de se submeter a todas as regras necessárias para ter os devidos registros.
    Jeitinho seria liberar o uso de alimentos que não cumprem a legislação.
    Assalto deve ser o valor que estes produtores seriam comercializados dentro do evento.

  3. Olha como c a democracia a liberdade de expressão é tudo!!!
    Os políticos falam a mentira c a maior cara de pau do mundo…E site como estes escrevem boçalidades como esta ao comparar ato fiscalizatorio com “assalto”….
    Se houver una crítica que o sistema regulatório desperta dúvidas eu acho razoável o questionamento, mas para quem é leigo não para quem vive no segmento a décadas…

  4. Selo e carimbos não imprdem de comermos lixo. Olha os recentes escândalos do Paraná, Mato Grosso e Goiás. Marcas famosas que estavam colocando produtos podres nas gôndolas dos mercados tudo devidamente carimbado e selado. Apenas “otários” confiam cegamente nessa “fiscalização”. Esta mulher tem um “nome a zelar” e não creio que iria correr o risco de perder o seu maior patrimônio vendendo alguma coisa de má qualidade. Com certeza não quis pagar propina para os “eficientes” fiscais cariocas. E a internet continua dando voz aos idiotas …

  5. Compro desde pequeno, queijos e requeijão dos produtores mineiros, nunca me decepcionei, inspecionei um a um meus fornecedores e não vi nada que ferisse a legislação… Hoje sou fã da charcutaria brasileira no sul, salames, linguiças e demais produtos… Na Europa esses produtos são os melhores e vivem a séculos sendo produzidos da mesma forma… já no BR, as grandes se acham no direito de por papelão na sua salsicha…

  6. Parte dessa burocracia toda, pode estar partindo de grandes empresas do mesmo ramo, que fazem muito para que os pequenos agricultores não vendam mais seus produtos e isso acontece.

  7. Aos defesores da ação estatal: As carnes podres e carnes fracas, ambas operações da polícia federal, descobriram que carnes podres e fracas, desfarçadas em nobres, eram vendidas com todos os selos e carimbos que o Estado previa!

    O Estado é expert nisto, doa a dificuldade, para depois, vender a facilidade por meio de seus burocratas corruptos.

  8. A questão não é e nunca foi o selo… A questão é suborno, propina, roubo. Sem sombra de duvidas os fiscais foram extorquir e ao perceber que não levariam salario extra, se vingaram causando prejuízos so proprietário. Com um simples telefonema daria para imprimir 300 etiquetas e o problema seria resolvido, mas, não foram para resolver, foram para roubar.

  9. Isso é o que o ESTADO faz, dessa mesma forma os grandes produtores de carne como o Joesley JBS, induzia políticos comprados a criarem perseguições aos pequenos produtores, hoje se um pequeno produtor for pego matando e limpando um boi, toda a carne é apreendida e a multa é salgada!!! Viva o comunismo, eles fizeram isso para reter e canalizar toda a renda do país para os cofres públicos para que fossem roubados!

  10. A lei tem que ser cumprida , a lei é para todos , tá com produtos sem notas,sem inspenção municipal,estadual ou federal. A mercadoria tem que ser apreendida mesmo,não interessa a quem pertence

  11. A lei deve ser cumprida.
    Todo o cuidado é pouco no controle da procedência dos alimentos e absurdo seria se a Anvisa desse um “jeitinho” de liberar mercadoria irregular.
    Podem fazer textão à vontade e espernear, mas foi correta a ação.

    • Não tem jeitinho, a mercadoria é de primeira qualidade, muito superior a muita coisa que a tal vigilância sanitária aprova, e essa historia de que a lei deve ser cumprida é (com o perdão da palavra) merda pura, as leis devem ser cumpridas quando são justas(e sim existe um critério não subjetivo e independente das crenças pessoais de cada um para julgar isto);Leis injustas dão a cada ser humano não só o direito mas o dever de descumpri-las, e esse caso foi sim um exemplo de injustiça e irracionalidade do estado brasileiro.

      • Prefere então um leite com selo do SIF, regulamentado e “inspecionados’ pelo mesmo órgão, ditos seguros mas com formol na composição? Ou então carnes processadas fora do prazo de validade e acrescidas de papelão??? A coisa vai além do que se vê ou se sabe meu chapa, muitos produtores artesanais são muito melhores que as grandes marcas.

      • Que tremenda bobage. De onde voc6e tirou essa maluquice? Na sua concepção, o traficante que vende cocaina esta certo, por que ele acedita que a lei não éj justa, u que o estrupador pode julgar se pode ou não estrupar. Você esta equivocadíssimo. A lei é para ser cumprida e ninguém, ninguém meu caro, tem o direito de não conhece-la, ou de alegar ignorância sobre ela. Se você é advogado, deve ter matado muita aula de direito constitucional.

        • Antes que o “professor”de portugês apareça aqui novamente vou corrigir a digitação: Que tremenda bobagem. De onde você tirou essa maluquice? Na sua concepção, o traficante que vende cocaina esta certo, por que ele acedita que a lei não seja justa, ou que o estrupador pode julgar se pode ou não estrupar. Você esta equivocadíssimo. A lei é para ser cumprida, doa a quem doer e ninguém, ninguém meu caro, tem o direito de não conhece-la, ou de alegar ignorância sobre ela. Se você é advogado, deve ter matado muita aula de direito
          constitucional.

    • Concordo, sem esse selo qualquer como vamos saber a procedencia do alimento ?
      Gosto do site mas chamar de assalto o simples fato de cumprir a lei… é um tanto quanto ridiculo.

      • Vocês falam como pessoas que ignoram a legislação. Os produtos tinham selo e certificação de qualidade Municipal e Estadual em suas origens, ou seja, atendiam as boas práticas de manipulação e higiene, PORÉM não tinham o selo do SIF aquele mesmo das carnes podres dos matadouros do grupo JBS e de outros que exportavam do Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul. Comentários desnecessários feito com pessoas ignorantes que valorizam a ação policialedca eirresponsável de um “estado” eivado de corrupção e desmandos.

    • Mais de 100 kilos no lixo por falta de um selo e ainda tem gente que aplaude? Tá te faltando passar fome pra entender o quão sério isso é. Concordo que segurança é necessária mas deveriam haver outros métodos pra verificar a qualidade da comida além de “selo”.

    • Amigo, se todos as pessoas e empresas seguissem todas as leis, regras e regulações e pagassem todos os impostos, este país pára. A informalidade sustenta este país, o pandemônio econômico, tributário e burocrático que é o Brasil. Foi assim na URSS e em todos os países socialistas/comunistas. A informalidade é uma válvula de escape para a panela de pressão criada pelo estado.

  12. Dói ver esse tipo de coisa. Gente que não produz nada seguindo protocolos fajutos para atrapalhar quem produz. Se vc procurar qualquer órgão de fiscalização público, seja do município, do estado ou federal verá que os funcionários raramente conhecem as legislações de suas respectivas áreas de atuação. Então esses boçais provavelmente apreenderam produtos que obedecem a legislação, mas como são de uma categoria excepcional – artesanais – não pareceram se enquadrar no padrão a que estão acostumados. O estado mais uma vez fez o que melhor sabe fazer, destruir riqueza.

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