As femimimistas e mais uma hipocrisia nada leve

A polêmica de hoje foi o funk (me recuso a chamar de música) excluído do Spotify porque femimimistas o acusaram de fazer “apologia ao estupro”. O “cantor”, MC Diguinho, foi atacado por causa do trecho “taca bebida, depois taca pica e abandona na rua”.

Vamos ignorar, neste texto, o fato das femimimistas atacando o funkeiro serem as mesmas que defenderam, em nome da “liberdade artística”, uma garota de cinco anos tocando em um homem nu dentro de um museu. Curioso como elas não reclamaram de apologia ao estupro naquele caso.

Enfim, resolvi dar uma olhada em outros funks no “Top 10” do Spotify.

A primeira, “Vai Malandra” de Anitta, tem trechos como “vai malandra, ê, tá louca, tu brincando com o bumbum”, “descer, quicar até o chão”, “taca, taca, taca”, “see my zipper put that ass on it” (“veja o meu zíper, coloque essa bunda nele”) e “I’m tryna spank it” (“estou tentando espancá-la”). Mesmo assim, foi exaltada pela mídia e por toda a esquerda, incluindo as femimimistas, como exemplo de “empoderamento feminino”.

A terceira, “Agora Vai Sentar” de MCs Jhowzinho e Kadinho, é igualmente “educativa”: “Você vai sentar por cima e o DJ vai te pegar, tu pediu, agora toma, não adianta tu voltar, menina, agora você vai sentar, dou tapinha na potranca, com o bumbum ela balança”. Nem um pio das femimimistas.

A oitava, “Ritmo Mexicano”, do MC GW, então, é uma beleza: “Novinha do popô grande, quantos anos você tem? Êta, novinha, tu tá rebolando bem” e “esse é seu momento e faz o que tô te pedindo”. Novamente, zero choro.

Ou seja, a não ser que as femimimistas brasileiras sejam ouvintes de Bach, Beethoven e Mozart – e tenham descoberto apenas em 2018 que funk é sinônimo de putaria – é possível perseguir praticamente todos os funks já feitos no Brasil. É LIXO puro.

Ou você pode, por exemplo, não fazer um auê por causa de um funk, levando-o para toda a mídia de uma vez, o que certamente fará o “cantor” ganhar ainda mais fama e dinheiro.

Melhor ainda: que tal parar de ouvir merda e aprender a ouvir música? Garanto que o funk não durará muito tempo se todos fizerem isto.

PS: Abaixo-assinado e boicote magicamente deixou de ser “censura” (nunca foi, na verdade). Bom saber.

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11 COMENTÁRIOS

  1. Olá, gostei do conteúde de seu blog, muitas pessoas buscam assuntos como esse, obrigado por compartillhar.

  2. Vou respeitar as feministas quando forem para o Irá ou para a Arábia defender os direitos das mulheres.

  3. Como canta o falcão: “porque homem é homem,” menino é…., viado é…., e vc é um Homem (com h maiúsculo).

  4. Marcelo,
    Primeiramente quero dizer que gostei muito do seu artigo, apesar de discordar parcialmente da sua afirmação de que funk é lixo e não música. Porém, pelo pouco que vejo na mídia e nas ruas, penso também que as feministas dão um tratamento MUITO incoerente e parcial ao funk brasileiro de maneira geral.
    Falando puramente em termos musicais, o funk brasileiro, tendo seu ritmo próprio e alguma melodia, já é música por si só. Não tem, não deve ter e nunca terá o mesmo refinamento e complexidade das baladas de Chopin, da sonata a Kreutzer de Beethoven ou das “Quatro Estações” de Vivaldi; obras essas que são para se apreciar com sua alma por inteiro. Mas quando estou na festa e quero chamar uma mulher pra dançar, faço isso quando tá tocando forró, arrocha, brega… Percebe a diferença? Para as pessoas que gostam de música em geral, sem ficar presas a determinados estilos, dá para gostar de vários estilos e querer que eles toquem em diferentes momentos – mesmo que alguns estilos careçam de “qualidade” musical. As “modinhas” do momento e alguns flashbacks conseguem animar muito mais festas e resenhas” do que clássicos consagrados e música refinada.
    Novamente sobre o funk brasileiro, é triste seu próprio nome ser uma apropriação indevida do nome daquele ritmo americano fascinante que nasceu da fusão de soul, jazz e R&B. Bem que poderia chamar-se só “pancadão”, “batidão carioca”, “embrazabeat”, sei lá! Os bailes funk sempre tiveram alguma polêmica envolvida, seja por traficantes adotarem o ritmo como sua “trilha musical”, seja por alguns MCs em seus shows, fazerem apologia direta às drogas ilícitas e à violência contra policiais, entre outros motivos. Nada que justique a proibição do funk como música em geral. Existem letras e letras. Eu gosto quando toca Anitta (porque tem muitas músicas leves e animadas), ao mesmo tempo em que penso ser um tremendo absurdo coisas como “Os menor preparado pra foder com a xota dela” e “Polícia nós atira”. Viu que podemos tentar fazer uma distinção, de um lado, entre letras de apologia a estupro, homicídio e outros crimes e, de outro, letras leves para animar festas ou letras sensuais NÃO-EXPLÍCITAS? Para mim, é a diferença básica entre os funkeiros que vão para a delegacia e os que podem chegar ao topo das paradas.
    Ano passado, tivemos uma polêmica sobre o assunto com a Sugestão Legislativa 17/2017 (https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/129233), que visava à Criminalização do Funk como crime de saúde pública a criança aos adolescentes e a família”. Foi arquivado, pela pressão da mídia e dos artistas e provavelmente porque carecia de embasamento e diretrizes especifícas.
    Para terminar, mais um exemplo: passei o réveillon 2016/2017 aqui em Brasília, na Esplanada. O GDF montou uma estrutura legalzinha pra shows e fogos, e foi uma festa animada. Só que teve um show que, por favor! MC Carol! A única coisa que eu entendia aquela “cantora” falar era “porra” e “caralho”. Minha mãe, meu padrasto e eu ficamos com cara de bunda, nos perguntando “É nisso que tá sendo gasto o dinheiro do contribuinte?!”

    • Kkkkk! Textão para defender funk! Música? Suas teorias musicais são esdrúxulas!

  5. Ué, e a “expressão da cultura popular”, a “voz da periferia”, dos “excluídos pela sociedade”, o “lugar de fala”? Pelo menos algumas feministas estão percebendo que feminismo e a histeria identitária e o socialismo são incompatíveis.

  6. As feministas atacaram a música porque seu absurdo foi tão grande que todos (principalmente os homens) começaram a cobrar a “cadê o feminismo contra essa música” nas redes sociais e no you tube. Geralmente a maioria trata o funk como expressão cultural assim como a “repressão do islã” contra as mulheres como expressão religiosa. Agora se essa música fosse um rock, a gritaria iria ser instantânea.

    • O problema é que todas as os funk’s têm esse tipo de assunto. E, em todas as músicas, homens e mulheres Conservadores combram das feministas a atitude que elas tanto dizem que sempre estão tomando, mas, raramente, o fazem.

  7. Lá fora estavam censurando o filme The Red Pill ano retrasado. As feministas tiraram do netflix, tiraram das salas de cinema fazendo baderna e vandalismo.
    Não é novidade.

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