4 coisas que você precisa aprender para debater com esquerdistas

O que eu tenho para falar sobre o Roda Viva com João Amoedo serve para qualquer um que deseje debater com esquerdistas:

 

  1. Saiba quais são os pontos fortes e fracos deles

É possível encarar uma bancada de esquerdistas sem grandes dificuldades. Como vocês podem perceber, a pauta econômica deles praticamente morreu porque não funciona (o que abre uma avenida para você utilizar argumentos econômicos liberais) e boa parte da esquerda passou a depender da pauta feminista / LGBT / movimento negro. Para dar alguns exemplos, já debati com esquerdistas quatro vezes:
– A primeira na PUC-SP (lugar mais hostil que já debati) onde o juiz trabalhista saiu concordando comigo que o FGTS é um assalto aos trabalhadores e INSS é uma pirâmide financeira;
– A segunda no Mackenzie com o Ivan Valente (PSOL), que no último momento levou um sindicalista para debater o tema (lei de terceirizações) que foi tão rebatido por mim que não quis me cumprimentar no final. O Ivan mesmo ficou jogando para a plateia (80% militantes do PSOL) e falando sobre tudo, menos sobre o tema;
– A terceira na Poli-USP, onde descobri que conheço mais sobre a teoria furada de Karl Marx do que um professor doutor marxista do direito da USP;

– E a quarta na Medicina-USP, onde debati contra três esquerdistas ao mesmo tempo e fiz um deles perceber que era mais liberal do que imagina (ele fez uma vaquinha e levantou dinheiro para construir uma casa que recebe LGBTs, tudo totalmente privado e voluntário).

 

2. Seja incisivo sem ser mal educado

Entretanto, não dá para fazer isso sendo passivo, é necessário bater em argumentos, fatos e ser incisivo, o que não significa ser mal educado. No caso do Brasil, é preciso estudar a falácia do “gap salarial” entre homens e mulheres (que não existe), entender como o estado brasileiro prejudicou os negros por meio da Lei da Terra de 1850 (impedindo que os escravos libertos pudessem se apropriar de terras não utilizadas), estudar os dados de mortes de LGBTs (99% não têm nada a ver com “homofobia”, são crimes similares aos outros que ocorrem com toda a população), etc. É preciso entender os argumentos alheios para refutá-los.

Jordan Peterson foi um mestre nesse sentido ao debater com uma feminista na televisão. Veja o resultado:

 

3. Saia da sua bolha

É impossível aprender a debater só indo em evento com plateia que concorda com você e realizado em área nobre da cidade. Você tem que participar de mais debates com quem discorda de você e em ambiente hostil, palestrar na favela, falar com o povão na feira, entre outros. Aí você percebe que pautas estúpidas como “gap salarial” são coisas de socialista de iPhone da imprensa e acadêmico da torre de marfim, o que deixa mais fácil argumentar com propriedade sem titubear.

 

4. Estude mais, incluindo aquilo que eles defendem

4. Estude. MUITO. Nunca pare de ler. E não apenas autores liberais (fundamentais se você quiser debater economia) ou conservadores. Você tem que entender mais do fascismo do que eles. Mais do nacional-socialismo do que eles. Mais da social-democracia do que eles. Mais do que Karl Marx do que eles (aqui você tem um ótimo começo). Acredite, é um prazer imenso debater quando você sabe mais sobre o que o seu “adversário” no debate defende do que ele mesmo.

Certamente esse texto ainda será completado com mais pontos, mas, por ora, já é um bom começo. E quem quiser me convidar para mais debates, é sempre um prazer. 🙂

44 COMMENTS

  1. Até alguns atores hollywoodianos famosos como o “Doutor Estranho” disse que irá recusar papéis quem possuem diferença salarial entre protagonistas (de gêneros diferentes).. existe gap salarial sim, e é um fenômeno mundial.

    • Ele recusar papéis pelo motivo que ele desejar não prova que o gap existe, só prova que ele não entende porque alguns atores ganham mais do que outros.

    • Atores não são produtores de um mesmo “serviço” ou “produto”. Seria como você dizer que o pior piloto de F1 deveria ser remunerado igual ao melhor. O que te impede de entender é esse binarismo de ficar olhando para o sexo, mas salários não são distribuídos igualmente e nunca serão, assim você nunca terá algo aproximado a uma distribuição uniforme (teoria de probabilidade). Atores e atrizes recebem o quanto valem: existem milhares de atrizes que ganham mais que homens. Se a média é diferente é porque o público, por algum motivo, valoriza mais um que outro, e isso chega à produção e, por consequência, na remuneração. Modelos femininas ganham muito mais na média que os homens, pelo mesmo motivo. São mais demandadas. Tem um estudo (citado por Jordan Peterson e facilmente achado legendado no YouTube) que mostra que os lugares mais igualitários do mundo (como a Noruega), do ponto de vista civil, são os lugares onde se potencializa as diferenças biológicas. Ou seja, se não há preconceito e ninguém te forçando, as pessoas ficam mais confortáveis de escolher o que gostam. E a consequência óbvia disso é diferença salarial, pq as demandas setoriais não são nem nunca serão idênticas (e se você não consegue entender isso devia ou estudar economia com afinco, ou não opinar).

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