Economista de Ciro deseja câmbio a 4 reais, ou seja, te deixar mais pobre

O economista Nelson Marconi (FGV) é um dos coordenadores do programa de governo de Ciro Gomes, pré-candidato à presidência da República pelo PDT. Marconi faz parte da Associação Keynesiana Brasileira (AKB) e integra o grupo dos pesquisadores do Centro de Estudos do Novo Desenvolvimentismo da FGV.

Como “bom” desenvolvimentista, Marconi defende uma velha saída para aumentar as exportações: elevar artificialmente o câmbio do dólar para algo entre R$ 3,80 e R$ 4,00, protegendo os empregos de quem trabalha no setor exportador e garantindo os lucros do baronato industrial que vive de exportações.

Quem pagaria por isto? Todos os demais brasileiros que perderiam bem-estar (renda) com o aumento dos preços de produtos e serviços importados, o aumento dos preços de produtos que concorrem com importados (os primeiros não teriam mais razões para manter os preços menores dado que os concorrentes importados custariam mais, reduzindo a concorrência) e o aumento dos preços de produtos industrializados nacionais cuja fabricação depende de máquinas e insumos importados.

Em outras palavras, o apoio a Ciro Gomes e seu programa “desenvolvimentista” significa duas coisas: ou você trabalha no setor exportador e quer garantir o seu emprego às custas de milhões de brasileiros, ou você tem um desejo masoquista de ficar mais pobre.

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20 COMENTÁRIOS

  1. Que ataque americano? Que ataque russo? O dia que esses dois se enfrentarem seriamente, o mundo acaba. O que importa é o dia a dia. E nisso, os EUA estão perdendo de goleada. Acabei de ler notícia que os EUA vão reclamar com a Índia sobre problemas no câmbio. Eles enlouqueceram. Arrumam briga com todo mundo e vão ficar sozinhos na pista.

  2. Interessante o argumento reverso defendido pelo autor do artigo. A população de renda baixa a média, ou seja, os não-industriais, dependem de um câmbio generoso. SQN! Esqueceram de mencionar que a política desenvolvimentista não visa a exportação, mas sim o consumo interno de produtos que hoje pagamos caro e estão indexados ao dólar (trigo, diesel, agrotóxicos, tecnologias de informação e comunicação, dentre outras). Expandir a indústria nacional para atender as demandas mais prementes da sociedade faz com que a flutuação do câmbio não seja sentida. Isto sim é pensar o local e não o global.
    PS: assista o debate entre Ciro Gomes e Rodrigo Constantino que entenderá melhor o que eu estou dizendo.

    • Essa política “desenvolvimentista” de “substituição de importações” foi tentada nos anos 1980. O resultado foi um imenso atraso da indústria brasileira, redução dos investimentos estrangeiros e, claro, um imenso prejuízo a milhões de brasileiros que foram obrigados a pagar mais caro por produtos piores da “indústria nacional” que passou a atuar com menos competição. Não é preciso assistir debate algum, basta estudar economia.

      • Basta estudar história pra saber q o fato q vc fala foi em detrimento da alta corrupção e falta de prestígio da ditadura brasileira fora do país. Se assim fosse, a China n seria a segunda econômia mundial e maior credora dos EUA

    • Somente se a nossa (ou a sua) demanda for de mandioca ou jabuticaba. Mas, acho que até para colheita destes produtos seriam necessários maquinários vindos do exterior. Expandir merda geralmente dá em diarréia. Somos atrasados em praticamente tudo, e nos fecharmos só agravaria a situação. Fossemos um pais reconhecido por cientistas, engenheiros e pesquisadores de excelência, até poderia fazer sentido. Mas, por enquanto, só formamos professores de historia e filosofia retardados e retardadores.

  3. hauhauhauhahuahuahuahu.. esse cara de cima deve ter doença. Doente, tudo que você consome é dependente do mercado internacional (até o que é produzido nacionalmente depende de capital internacional). Se você não entender que as coisas irão encarecer e que a população mais pobre irá se ferrar (pois o que mais gasta com consumo liquido é o pobre) você realmente precisa se tratar da sua esquizofrenia.

    • James, você deve ser um brasileiro frustrado. Sua mente deve estar doutrinada pela hegemonia cultural americana. Tudo que você pensa não pode fugir desse quadrado. Não afirmei que somos potência industrial em coisa alguma, retardado. Disse que precisamos potencializar a indústria local e, das duas uma, ou continuamos a vender mandioca, minério e as demais commodities a preços ridículos para tentar comprar os produtos “tecnológicos” dos europeus, americanos e asiáticos (o que seria uma estupidez, pois essa conta não vai fechar nunca), ou começamos a construir um parque industrial brasileiro, para começar a atingir algum nível de sustentabilidade. Vá vender tua ideologia barata lá nos EUA. Acho que nem lá daria certo, pois o Trump está impondo barreiras alfandegárias que diferem em muito dessa sua ideologia barata.

      • “Brasileiro frustrado”? E qual não é?
        “Mente doutrinada”? Tipo Keynes?
        “Conta não vai fechar”? Balança comercial é conta de soma zero?
        “Construir parque industrial brasileiro”? Sobre os escombros do construído há 40 anos (que não estava sob as asas da Fiesp)?
        “Trump impondo barreiras”? Então concorda que governo interferindo sempre dá m*rda?
        O pior é que um “ser” desse ainda chama os outros de retardados…

  4. kkkkkk Os rentistas que gostam de aproveitar o dólar barato pra ir pra Miami já estão começando a espernear. Imaginem quando o Cirão for eleito e o Bresser criar o COPOC (Comite de política Cambial)… O céu é o limite para a taxa de câmbio!!

    • Você tá brincando com a minha cara não é? Você estuda algum caralho de economia ou é só vendo vídeo do Ciro Gomes? Você acha que existe economia forte com moeda fraca?

      • kkkkkkkk O coxinha rentista coloca “Mises” no nick. Logo quem… Um rentista que odiava o mais poderoso e sutil meio de financiamento estatal (a inflação).

        • Erlyc, pode nos tirar das trevas da ignorância iluminando-nos com sua sapiência explicando:

          1) Dado que é exatamente a concorrência que leva à melhor eficiência, qualidade e melhor preço, como tornar a indústria nacional mais eficiente e produtiva impedindo-a de concorrer?

          2) Qual o problema em explorar o potencial de exportações de commodities, se há vocação natural do Brasil para isso?

          3) Explique o sucesso de países como a Austrália e o Chile quando o assunto é desenvolvimento, pois são exportadores de commodities, sequer têm indústria automotiva, mas têm economias bem mais livres que a brasileira, que aplica teses desenvolvimentistas há décadas e por isso tem uma das economias mais fechadas do mundo?

          3) Explique como usar os escassos recursos que temos para desenvolver indústria de “produtos tecnológicos” para entrar no mercado e concorrer com os de países que estão décadas à nossa frente pode ser mais inteligente e trazer resultados mais rápidos do que investir os mesmos escassos recursos que temos no incremento da exportação de commodities para gerar mais riqueza, aos poucos ir dominando novas tecnologias para então buscar papel de destaque na exportação de “produtos tecnológicos”?

          4) Dado que desvalorizar a moeda significa encarecer a importação de insumos e equipamentos necessários para fabricar tanto produtos para o mercado interno quanto para a exportação, como essa desvalorização pode dar competitividade de forma sustentável aos produtos brasileiros no mercado internacional?

          5) Desde 2003 até 2008, quando o real valorizou-se frente ao dólar, passando da casa dos R$4,00/US$1,00 para R$1,87/US$1,00. Já que na sua concepção, na de Ciro, na do dr. Marconi e nas dos demais desenvolvimentistas, por favor, explique porque naquele período as exportações aumentaram a nível récorde enquanto o real valorizou-ze?

          6) Dado que desvalorizar uma moeda é destruí-la e, com ela, destruir o poder de compra da população que a utiliza, pode explicar como a desvalorização defendida por desenvolvimentistas como você pode ser benéfica para ela?

          • Essa questão 2 é bem interessante.

            Olha o caso de Iitabara, MG como prelúdio de TODOS os municípios mineradores. Quando o recurso esgotou o município que não se preparou, faliu.
            Eleva isso a um nível nacional, e temos a Venezuela, que dependeu tanto do petróleo que foi ao caos.

            A Noruega quando descobriu o seu potencial petrolífero, criou mecanismos de defesa do câmbio (não a desvalorização da moeda, claro, não são suicidas como o Ciro). Acho que o principal mecanismo foi IMPOSTOS e aplicar em um fundo exterior esse imposto, tirando a moeda do país.

            Mas no Brasil, o paraíso dos subsídios governamentais, aumentar imposto é morte política, e criar um fundo é pedir para alguém passar a mão.
            Aí surgem ideias malucas como desvalorizar a moeda…

        • Acho graça de esquerdinha falar mal de rentistas enquanto defende aumento de gastos estatal, inflação, etc.

          Isso já não é ideologia. É patologia!

          • Alex, prefiro a ironia em seu questionamento à falta de modos dos que lhe antecedem. Mas, respondendo aos itens, tenho a lhe dizer:
            1) A indústria nacional está estagnada há décadas. Logo, não há competitividade frente às empresas estrangeiras. A proposta não é se fechar, mas se preparar para abertura. Para isso, algumas medidas são necessárias: inverter a política de juros altos, reduzindo a acumulação de capital não-produtivo (que se beneficia do cenário atual) em prol do capital produtivo (industrial de preferência); formação interna bruta de capital (reinvestir o que produz gera independência); investimento em larga escala na educação pública de qualidade (valorização do magistério) formando massa crítica para inovação tecnológica; manutenção da taxa de câmbio em níveis aceitáveis, dentro de um cenário que não promova a ilusão de que o consumo de importados representa desenvolvimento econômico.
            2) Nenhum problema em explorar esse potencial natural. Contudo, apenas isso não basta para bancar nosso padrão de consumo. Basta olhar em volta para perceber que grande parte do que compramos vem de fora. Neste aspecto, voltamos ao item 1.
            3) Em ambos os casos, houve investimento em massa na educação pública de qualidade, gerando diferencial competitivo com a formação de massa crítica para inovação tecnológica. Algo que também é proposto por Ciro.
            4) Não se trata de “desvalorizar” a moeda. A busca por um câmbio estável e sustentável permitirá ampliar o consumo interno, mas gradativamente. No atual quadro, como já falado, não há que se falar em capacidade instalada da nossa indústria nacional. Isso vale para os demais pontos: o cenário só será favorável com o incremento de todas as etapas do projeto nacional de desenvolvimento.

    • Cirão eleito? Uhum com essas propostas e intenção de voto no máximo esse cara vai passar muita vergonha isso sim.

    • Ô seu animal de rabo e orelhas compridas, pelo visto você não entendeu nada do texto, né? Só mais um analfabeto funcional. Faz parte de 75% da população brasileira.

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