Surgiu o mais forte pré-candidato à Presidência pelo “Centrão”: Michel Temer

Surgiu o mais forte pré-candidato à presidência do “Centrão” (o bloco de partidos formado por PMDB, PP, PR, PSD, PTB, PROS, SD, PRB e afins que comanda o Brasil).

Michel Miguel Elias Temer Lulia.

Sim, você não leu errado. Estou falando de Michel Temer.

Veja um trecho do discurso dele ao decretar a intervenção federal no Rio de Janeiro:

“Nós, que já resgatamos o PROGRESSO no nosso País e retiramos, sabem todos, o País da pior recessão da sua história, nós agora vamos restabelecer a ORDEM”.

Ordem e progresso. Frase da bandeira nacional. E um ótimo slogan eleitoral. Mais patriota, impossível.

Pense um pouco. O presidente é o único que não precisa sair de seu cargo para concorrer e tem até dia 15 de agosto para decidir se participa da eleição ou não.

As opções de apoio do Centrão são tão ou mais chuchus do que ele. Se o Plano Doria for descartado, sobram Meirelles (que não tem apoio nem do próprio partido) e Alckmin (que não tem apoio do grão-tucano FHC, responsável por tentar fritar sua candidatura toda semana, e não se move nas pesquisas mesmo sendo governador do estado mais populoso do país há quase 8 anos).

Temer poderia aliar o poder da máquina federal – que continuaria comandando – com um grande bloco de apoio, o que significaria muito tempo de televisão, muito dinheiro do fundo partidário e eleitoral para campanha (limitado, no papel, a R$ 70 milhões), uma enorme estrutura local de campanha (prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais) e concorrentes a menos na disputa.

A intervenção federal no Rio, guardadas as devidas proporções, é o “Plano Real” de Temer. Se funcionar e reduzir a sensação de insegurança dos cariocas até as eleições, Temer transformará a pauta de Bolsonaro em pó. Não faz sentido votar em quem apenas promete se o eleitor pode votar em quem já faz.

Anti-esquerda? Não existe nome mais anti-esquerda no Brasil neste momento do que Temer, de acordo com a própria esquerda que grita “Fora Temer” até em fila de açougue. Note que nenhum esquerdista grita “Fora Bolsonaro” por aí.

Pautas reformistas? Temer tem a Reforma Trabalhista (com o fim do imposto sindical), a PEC do Teto, a mudança na taxa de juros do BNDES para acabar com o bolsa empresário nos próximos anos e ainda teve colhões para tentar passar a Reforma da Previdência (que, agora, ganha uma ótima desculpa para ficar para 2019: a própria intervenção federal que impede a votação de PECs). A segurança aos investidores de que a pauta de reformas continuaria estaria garantida.

FHC tinha 8% de intenções nas pesquisas no final de 1993 contra 42% de Lula. Acabou eleito no primeiro turno no ano seguinte com 54% dos votos. Sem Lula, o jogo fica totalmente aberto este ano. Não é nada impossível que Temer resolva, ele próprio, defender o seu governo numa campanha de reeleição.

E isto também interessaria aos partidos aliados. O DEM poderia ser atraído para o bloco com o apoio do MDB a candidatos a governador como Cesar Maia (RJ) e ACM Neto (Bahia), além da manutenção de Rodrigo Maia na presidência da Câmara. O PSDB custaria mais caro, talvez uma vice-presidência, o apoio a Alckmin senador (e posteriormente presidente do Senado) e Doria governador de SP (eleição ganha no primeiro turno com o pé nas costas), mas nada de outro mundo.

Tudo depende, claro, da tal intervenção funcionar. Mas você sabe como é o Brasil: tudo passa a funcionar no ano eleitoral, obras são inauguradas, tudo muito lindo e maravilhoso, e políticos são reeleitos graças a isto. Depois das eleições todo mundo percebe que não se resolve problemas complexos com intervenções pontuais (e que custam rios de dinheiro), mas aí Inês é morta.

A intervenção federal no Rio é o Temer 2018. E pode dar certo.

PS: Também estaria garantida a manutenção do novo Ministério da Segurança Pública, o qual poderia eventualmente abrigar um novo ministro em 2019, como um candidato à Presidência que tivesse a pauta da segurança…

(Agradecimentos ao Pedro Henrique Ferreira pela conversa virtual que gerou esta análise)

21 COMMENTS

  1. acontece que não é só carioca que vota.. se a sensação de insegurança no Rio diminuir, mesmo assim a imprensa vai continuar com o mesmo tom para o resto do Brasil.. pode até ser verdade tudo isso, mas que vai reduzir a pauta do Bolsonaro à pó, daí é só um wishful thinking do ILISP

  2. Eu não duvido que ganhe. O Lula está demonizado, o Bolsanaro estão demonizando e ninguém quer votar em Marina, Ciro Gomes, Alckmin ou Serra.

  3. Interessante como o brasileiro vive mesmo de ilusões! Nenhum,absolutamente nenhum desses candidatos que temos poderiam resolver alguma coisa,mas sempre tem os que insistem em confiar em gente que já provou que não é de nada!Vão brasileiros,votem nessas porcarias e nosso país continuará da mesma maneira.Temer presidente? Nem vou discutir mais.Chega de ser xingado e esculachado por idiotas.Tô fora!

    • Concordo em número e gênero com vc. Totalmente certo! Deixa o povo votar, MAIS UMA VEZ, em quem não vai fazer ABSOLUTAMENTE nada!

  4. Quando leio aqui e em outros lugares que as “alternativas” são Alckmin, Temer, Bolsonaro, Doria e outros escrotos (o que infelizmente é verdade) fico cada vez mais convencido de que aqui o futuro não chegará. Chamem de pessimismo ou qualquer ismo, mas o fato é que somos um povo medíocre e as forças políticas e econômicas são só um extrato disso.

    • Então você está precisando LER muito mais… Porque há vários pré-candidatos bons e você não citou nenhum deles… ÁLVARO DIAS (Podemos) e JOÃO AMOEDO (Partido NOVO) irão disputar. Agora enquanto o brasileiro continuar dando audiência e votando apenas em Organização Criminosas travestidas de partido político, tais como: PT, PSDB e PMDB… realmente, será difícil o Brasil começar a mudar para melhor…

      • Ler muito mais,estudar bastante e no fim fazer cagada né Daniel? Quem disse que temos candidatos á altura da grandeza do país? Não temos nenhum! Mas continue lendo e estudando bastante.Faz bem e quem sabe abre sua mente para a realidade.Vá em frente!

  5. Se esta imbecil for candidato, se for eleito, saio desse país imediatamente, vou para o Uruguai. Tchau.

  6. Não consigo imaginar o povo recebendo Temer no aeroporto gritando: 1, 2, 3, 4, 5, 1000…

      • Realmente, olhando por essa perspectiva, não seria utopia imaginar Temer eleito, até porque eu vejo que as pessoas não tem raiva do Temer PESSOA, mas sim da política como um todo e o próprio padrão de vida atual do Brasil.

        Meu candidato a priori é outro, o João Amoedo, com uma agenda realmente liberal, mas tenho dúvidas quanto a aplicação dessa pauta ainda nesse pleito. A agenda liberal precisa ser melhor vendida aos Brasileiros, e isso leva tempo.

        Se porventura as pessoas sentirem no dia a dia que que a vida delas está melhorando, seja ao ir num supermercado e vendo seu dinheiro render mais, seja se sentir mais “seguro” ao andar na rua, o Presidente de ocasião colhe os louros. Sempre foi assim no Brasil.

  7. Essa análise em primeiro momento soa estranho ou infantil, mas depois de refletir, percebesse a possibilidade. Vou mais a fundo, essa história de “fora temer” pelo pessoal da esquerda, creio ter sido plantada exatamente para a população achar que Temer é de direita, o que nunca foi. Lula pode não concorrer às eleições, mas pode ganhar.

  8. Votaria novamente em Temer sem o menor problema. Em um segundo mandato ele teria força e folga para fazer as reformas necessárias, e o país continuaria em sua rota (ainda tímida, admito) de crescimento. Talvez fosse bom, no entanto, mudar o nome do candidato. Em vez de Michel Temer que já está manjado e tão utilizado na boca das pessoas, sugiro que o nobre presidente lance-se como Miguel Elias 2018, ou talvez Elias Temer. Mas Michel Lulia jamais.

  9. Se ele realmente decidir se candidatar, o que acho pouco provável, não consigo imaginar ele tendo chances realistas de vitória. É verdade que existiram outros casos de candidatos que estavam lá embaixo nas pesquisas mas, próximo à eleição, decolaram e conseguiram ganhar, mas Temer tem um agravante severo: a rejeição.

    A rejeição dele tem sido uma onda generalizada no país e acho difícil reverter isso tão rápido.

    Na minha opinião, isso é uma pena, pois dentre os candidatos não libertários, vejo Alckmin como a melhor opção (também não vejo com chances realistas) e Temer como a segunda melhor.

    • Infelizmente o que move as eleições no Brasil é a compra de votos. E dinheiro, tempo de TV em estresso marketing eles têm, como Collor tinha.

  10. Seria massa ò, eu ficaria inclinado a votar nele, apesar deu saber que ele é corrupto quero ver ele fazer a reforma da previdência.

  11. A complexidade do atual quadro político permite sonhos e projeções. O que mais parece realizável é a derrota da esquerda pelas provadas incompetência e corrupção que instalaram e que hoje revolta a população economicamente ativa.

  12. É tao ridiculo, que ninguem quer comentar !!! Mas vamos lá. Eu votaria se ele colocasse a dilma janete como vice !!!!! Meu deus, essa é realmente a setima economia mundial ?

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