O recado das urnas para justiceiros sociais, cientistas políticos e jornalistas “imparciais”

Sim, querido lacrador justiceiro social das redes sociais, Trump venceu no estado onde os LGBTs são mais perseguidos porque não se combate criminosos com CDs da Beyonce e pianos tocando Imagine, se combate com armas.

Sim, querido amante dos hispânicos que ajudou a derrubar o site da imigração canadense (mas nem pensou em dar uma olhada no site da imigração mexicana), Trump venceu em boa parte dos estados onde há mais hispânicos nos EUA. E não foi porque parte desses hispânicos “pensam que são homens brancos”, como disse o lacrador-tolerante-nem-um-pouco-racista Guga Chacra, mas porque ter emprego e comida na mesa importa mais do que mimimi.

Sim, querido sindicalista defensor dos trabalhadores, Trump venceu nos estados do (antigo) “cinturão azul” industrial que sempre votou na esquerda principalmente porque vocês chutaram os operários da working class, enfiando cada vez mais regulações e “proteções” sobre os trabalhadores, o que levou, como qualquer liberal sempre aponta, ao aumento do desemprego e à redução da renda nesses estados. Não adianta ter Obamacare se não há comidacare.

Sim, querido “cientista político” que magicamente sabe que a solução para melhorar a vida dos mais pobres é votar nos candidatos que a esquerda e a mídia apoiam, Trump venceu nos rincões mais pobres dos EUA enquanto Hillary venceu nas partes mais ricas do país. Talvez porque na cabeça de um “pobre” americano (que é, em média, mais rico que 88% dos brasileiros), um cara que ficou bilionário na iniciativa privada – gerando empregos para milhares de pobres – entende mais sobre os pobres do que uma política que ficou milionária fazendo acordos secretos com ditaduras do Oriente Médio.

Sim, queridos jornalistas que se dizem imparciais mas que consideram a Hillary linda-maravilhosa-mulher-lacradora-empoderada, as urnas deram mais uma banana pra opinião tendenciosa de vocês e mostraram que estão pouco se lixando para as manipulações que vocês promoveram durante meses para tentar eleger Hillary.

Sim, querida esquerda militante, eu sei que vocês novamente não aprenderão a lição e reforçarão ainda mais a ideia de que a solução para voltar ao poder é menos armas e mais Imagine, mais Obamacare, mais “impostos sobre as grandes fortunas” e mais “candidata de esquerda linda maravilhosa votem nela” sendo colocado na mídia a cada segundo.

E o resultado disso todos nós sabemos qual será: as redes sociais e as urnas falando, cada vez mais e em diversas partes do mundo, o quanto apoiam cada vez menos todos vocês.

8 COMENTÁRIOS

  1. A vitória de Trump, de fato, mostra que as tendências centro-esquerda e globalizadoras encontraram um fim. Um fim breve, defendo, pois a política em diversos países do mundo é complexa a tal ponto que tenha demandas que nem a esquerda nem a direita conseguem responder à altura. O que caracteriza a crise política que leva à abstenções recordes às urnas de modo que pouco podemos dizer que os eleitos seriam legítimos representantes, se pensarmos para além do processo legal. Mas uma coisa defendo: as demandas que têm a política atual, nem a esquerda nem a direita respondem à altura. A centro-esquerda vem com o argumento supostamente benevolente tal como “não somos egoístas, lutamos pelo justo, correto” o que os leva à arrogância de afirmar medidas políticas. Enquanto a direita vem com o argumento supostamente assertivo tal como “não temos ‘mimimi’, lutamos pelo o que funciona de fato” o que os leva à mesma arrogância do outro. Mas ambos possuem visões bem reducionistas de política, apesar de darem certa diretriz em casos específicos, admito. E por mais que conheçamos a “ciência do caos” lembremos de que esta trabalha com probabilidades- como aparece em um interessante livro do prêmio Nobel Ilia Prigogine, “As leis do caos” – e tem pressupostos que não cabem à política (mesmo que nos dê certa perspectivas, em contexto limitado), sendo que esta se caracteriza em gestos e não possibilidades ou promessas.

  2. 2016 ! O ANO da morte da Grande Imprensa.
    O jornalismo, cujo papel deveria ser o de descrever e noticiar fatos da realidade se tornou outra coisa: um órgão DISSIMULADO de PROPAGANDA, disfarçada de “isenção” com o propósito de manipular o pensamento do público com a falsificação descarada dos fatos.
    Mas A REALIDADE sempre acha uma brecha, um meio de superar a ficção, e foi o que aconteceu com a eleição de Dória e Donald Trump.
    Qualquer coisa que seja Trump, sua vitória é um alento, porque nos lembra que a alternância de poder é tão importante quanto o voto.
    Porque a extrema-esquerda não tolera – pois é autoritária por natureza – a “democracia dos outros”… A democracia cujo resultado não lhe agrade, embora as regras tenham sido observadas.

    • Ana, temos e-mail (na seção de contato do site), Facebook e Twitter (estão na coluna à direita do texto).

  3. eu analiso condado por condado, distrito. Onde não tem negro (só oito guetos no sul) e latinos (border texas, nm, arizona e california onde ganha latinos democratas), eles democratas perdem feio exceto na super esquerdista nova inglaterra (perderam no maine). e para presidente só um estado confederado votou democrata, a Virginia. O texas e o demais que adoram armas fecharam com trump. democrata é tudo de ruim possível. também fecharam evangélicos. tirando esquerda caviar praticamente ninguem votou democrata. na florida o cubano marco rubio foi reeleito pro senado. lá deu quase tudo republicano na house porque são latinos cubanos que odeiam esquerda.

  4. Eu queria deixar esse comentário aqui, espero que seja interessante e que seja aprovado, a Globo tem um canal de ouvidoria, as pessoas podem dar dicas e podem também fazer reclamação
    vocês podem Flodar e reclamar da imparcialidade deles, é bem facil, eu vou escrever textão reclamando

    GloboNews na Web Fale Conosco: http://g1.globo.com/globo-news/fale-conosco.html
    Central de Atendimento ao Telespectador: 4002-2884

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