Contra “gramática machista”, vereadores proíbem uso do gênero masculino para tratar mulheres

Em mais um projeto de “alta relevância” para os “pagadores e pagadoras” de impostos, a Câmara Municipal de Belo Horizonte – MG aprovou em primeiro turno o Projeto de Lei 159/17 que proíbe o uso apenas de palavras no gênero masculino para tratar homens e mulheres, determinando que “as alusões a cargos, empregos e funções públicas (…) em documentos expedidos por órgãos e entidades da Administração Pública Municipal direta e indireta (…) conterão, obrigatoriamente, referência aos gêneros masculino e feminino, inclusive quando utilizados em número plural”. A medida também determina que “se a norma culta da língua contiver previsão do uso de substantivo comum aos dois gêneros, (…) será obrigatório o emprego de neologismo (…) para formação de novas palavras com o intuito de assegurar a flexão de gênero”.

O projeto foi aprovado no Plenário em primeiro turno, nesta segunda-feira (11), por 38 votos a favor e apenas 1 contrário do vereador Mateus Simões (NOVO).

Segundo a autora do projeto, a feminista Nely Aquino (PMN), “a gramática tradicional (…) termina por promover e disseminar uma situação de inferioridade e subordinação das mulheres (…) dado que a alusão abstrata a cargos, empregos e funções públicas é promovida sempre pelo emprego do gênero masculino, passando-se a impressão de que pessoas do outro sexo (…) constituem verdadeiras anomalias”. Desta forma, quando “abrem-se concursos, a título de ilustração, não para o provimento de cargos de procurador ou procuradora, mas estritamente para o cargo de procurador, é como se apenas homens pudessem postular essa relevante função pública”.

Para a vereadora Nely, “as pessoas se referem ao conjunto sempre no masculino (…) porque é uma construção social histórica ideológica para inviabilizar a mulher”, o que seria corrigido utilizando obrigatoriamente a referência aos gêneros de forma distinta “como procurador/procuradora, professor/professora, advogado/advogada” para combater a “gramática machista”.

De acordo com a própria autora do projeto, em declaração feita durante a votação, o projeto surgiu após ela receber uma mensagem nas redes sociais:

 

Um emenda apresentada pela Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor ao projeto também visa obrigar a flexão de gênero e o uso do “nome social” ao tratar com “travestis e transexuais”. O projeto e sua emenda passarão por nova análise nas Comissões da Câmara dos Vereadores antes de serem apreciados em segundo turno pelo Plenário e irem à sanção do prefeito Alexandre Kalil (PHS).

19 COMMENTS

  1. Políticos sempre preocupados com futuro do país. Fazendo “grandes” mudanças nas nossas leis.

  2. O dia em que eu for a BH vou me comunicar só em inglês ou japonês para não infringir nenhuma lei já que esses idiomas não têm flexão por gênero…

  3. É que na verdade sempre foi assim: “estrela/estrelo, vaca/caco, boi/boi, cavalo/cavala… No pipoca; É uma sacanagem!

  4. Imagino esses poços de sensatez lendo sobre a novilíngua em 1984 e pensando “que boa ideia!”

  5. Fui a um evento musical cujo pianisto e pianista, bem como os percusionistos e percusionistas eram todos e todas muito bons e boas. Algum deles e alguma delas exercem uma outra função, a de funcionário publico e funcionária publica, pois são dentisto e dentista. Vixe!!!!

  6. Esses vagabundos de esquerda deveriam ser proibidos de se candidatar. Porque não trabalham, não se preocupam com a precária realidade na saúde, educação, mobilidade urbana, emprego e o mais uso dos recursos públicos. Pagar salários a essa corja esquerdista é dinheiro jogado na lata do lixo.

  7. Feminismo é um movimento de mediocrização da mulher. Reduz a mulher a seres patéticos. Bando inúteis frustadas e incompetentes. Vergonha!!!

  8. Puxa! Que belo trabalho!?!?! Coitados! Gastaram neurônios a rodo! Merecem umas férias!!! Rsrs

  9. Será que os nobres vereadores que são regiamente remunerado à custa de nossos impostos absurdos não teriam coisas mais produtivas para fazer? Temos que prestar atenção nisso na hora de irmos as urnas.

    • E vaga para ascensorista,acho que só vão existir repartições públicas no andar térreo !!!

  10. “será obrigatório o emprego de neologismo (…) para formação de novas palavras com o intuito de assegurar a flexão de gênero”.

    deveria ser possível expulsar um político da vida pública provando que ele é analfabeto funcional

  11. um bando de analfabetos que já não sabe ler não consegue entender o impacto disso na linguagem, na prosódia, na inteligência.. imagina a toda hora ter que repetir a mesma palavra, fulano e fulana, os e as

  12. PQP…alguém tem que arrumar trabalho para esses vereadores de belo horizonte fazer.
    Será que não tem coisas relevantes e urgentes em Belo Horizonte.
    Trabalho neles !!!!

  13. Quando existem muitos e muitas pessoas atoa, recebendo sem ser cobrado cobrada pra não fazer absolutamente nada, temos estás aberrações de projeto como mudar nome de rua etc. Deveria exigir competência comprovada em área específica para poder ser candidato ao que quer que seja, para evitar que mais analfabetos assumam cargos públicos.

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