Filme do “Porta dos Fundos” tem apenas 14 mil espectadores em 3a semana e é retirado dos cinemas

Mesmo contando com ampla divulgação nas redes sociais, jornais, revistas e televisões, e tendo estreado em 515 salas de cinema pelo país, o filme “Contrato Vitalício”, do Porta dos Fundos, se tornou um dos maiores fracassos de bilheteria do ano.

Financiado com dinheiro de milhões de pagadores de impostos brasileiros (3,5 milhões de reais de uma lei similar à Lei Rouanet), apenas 14 mil pessoas foram assistir o filme em sua terceira semana em cartaz, deixando-o apenas no 13° lugar nas bilheterias da semana e fazendo o filme alcançar um público total de 440 mil pessoas e R$ 6 milhões de faturamento (que não voltarão para os bolsos dos pagadores de impostos que financiaram o filme). Com o fracasso, a ampla maioria das salas de cinema que apresentavam o filme já o retiraram de cartaz, substituindo-o por filmes com maior sucesso como “Procurando Dory”, “A Era do Gelo: O Big Bang” e “Carrossel 2”.

O filme brasileiro mais visto no ano, “Um Suburbano Sortudo”, teve em suas duas semanas no cinema um público de 741 mil pessoas.

Dessa forma, fica fácil entender por que artistas como Gregorio Duvivier não são fãs do livre mercado: porque quando há liberdade, filmes como esse provavelmente sequer teriam sido feitos de forma privada, dado o baixo interesse do público.

68 COMENTÁRIOS

  1. “…filmes como esse provavelmente sequer teriam sido feitos de forma privada, dado o baixo interesse do público.” E seriam feitos filmes de que tipo, se o brasileiro não quer nada nacional que não seja comédia pastelão? Seriam feitos filmes do mesmo gênero, mas de produtoras diferentes, ou acham que, de forma privada, o público vai pedir e clamar para que sejam produzidos filmes nacionais de drama, terror, fantasia, etc? Acham tudo ruim, por igual.
    O problema não é o filme. É ruim? É, mas brasileiro só assiste clássico hollywoodiano ou nacional de comédia, então as salas de cinema vão colocar em cartaz o que dá público. Na verdade, grande parte dos brasileiros nem ao menos sabem que nosso país possuí grande potencial audiovisual, produções excelentes que não são comédias pastelão – aqueles quem não tem chance nas salas de cinema, só em festivais – e faculdades de Cinema, públicas, inclusive.
    De forma privada, filmes como este continuariam existindo, porque é o que o público assiste. Este, em específico, foi um fracasso, mas puxa os dez filmes nacionais que mais fizeram bilheteria esse ano. E ano passado. E ano anterior. Quantos deles não-são comédias pastelão? Pois é.

  2. Os adoradores de lulla e Dilma, críticos da operação lava jato e inimigos declarados do juiz Sérgio Moro ficaram sem o dinheiro dos “COXINHAS”!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  3. Tô pensando aqui que não há uma mísera matéria reclamando de coisas que existem… ah… há mais de 14 anos, desde quando o Brasil publicou sua Constituição de 1988: sistema de saúde público que não atende de maneira correta; rodovias com pedágios altíssimos além de mal pavimentadas; salários de magistrados e membros do legislativo e executivo, suas mordomias e direitos, os quais são um custo alto para o erário público. Pasme: tudo pago com dinheiro de imposto!!! Oh!!! Ah, não! Tem deputado pagando manicure da esposa com o meu imposto!!! Eles usam plano de saúde – TODOS !!! Ah, é, até vocês usam!!! Que porcaria de matéria, viu?

    • O que mais temos nesse site é matérias falando da saúde, segurança, transportes e políticos. Basta aprender a usar a barra de pesquisa do site.

  4. A mairoria dos atores do porta dos fundos é Petralha. Antes eu via os vídeos deles depois de ver eles falando merdas e puxando saco de Dilma e Lula parei.

  5. Vejam acima.. Alguns não entendem que dinheiro quando não entra de qualquer forma é dinheiro que não é recebido…. nascem em árvores…

  6. Queria este mesmo empenho do autor desta critica, e da população, para acabar com as regalias dos políticos…!!!

  7. Cara, vc sabe como funciona a lei de fomentação audiovisual? Não tem dinheiro de imposto “nosso” ai não.
    Não defeque pela boca, se o filme não é bom, são outros quinhentos.

    • Óbvio que tem. Renúncia fiscal significa que milhões de pessoas pagaram os impostos, mas que ao invés deles serem destinados ao Tesouro, foram destinados a projetos de audiovisual escolhidos pelo governo.

    • Bem vindo de volta ao planeta Terra: “Os recursos que compõem o Fundo Setorial do Audiovisual são oriundos do Orçamento da União e provêm de diversas fontes, principalmente da arrecadação da CONDECINE – Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, e de receitas de concessões e permissões, principalmente o FISTEL – Fundo de Fiscalização das Telecomunicações.”

        • Imposto é utilizado de maneira genérica para se referir a tributo. Tecnicamente, imposto é uma modalidade de tributo, tal como a contribuição também é. Ambos são arrecadados do contribuinte pelo Estado. Portanto, ambos são dinheiro do contribuinte indo para filmes!

        • E quem disse que contribuição era imposto? Contribuição não é imposto, mas é tributo, o que na prática não muda nada, especialmente no Brasil, onde contribuições (que em teoria são tributos vinculados) deveriam ser usados apenas para destinações específicas, mas na prática acabam sendo usados para arrecadar mesmo (e se você conhece mesmo o assunto, sabe que não deveria ser assim).

  8. Se o filme deles alcançou 440 mil, e o de maior sucesso do ano 741 mil, nao achei tao mal assim.
    O que reflete e a mal qualidade dos filmes feitos no Brasil, ou nao? Ou a tendência dos brasileiros de apoiarem os filmes nacionais, talvez.

  9. Olha cara, realmente me assusta a tua ignorância a respeito da Lei Rouanet ou a lei do Audiovisual. Chega a ser hilário ver uma pessoa que escreve um artigo tão pífio sem o mínimo de fundamento só pra satisfazer aquela raivinha que tens com o grupo de humor. Diga pra mim, qual filme de sucesso NO MUNDO que teve parte do lucro distribuído para os (como você diz erroneamente e ignorantemente) pagadores de impostos? Hahahahahahahahaha coitado de você!

    • Ignorância alguma, não apenas sabemos como funciona, como temos dois artigos para resolver o problema com abordagens diferentes:
      http://www.ilisp.org/artigos/ser-liberal-e-defender-a-extincao-da-lei-rouanet/
      http://www.ilisp.org/artigos/uma-proposta-liberal-para-eliminar-os-abusos-e-democratizar-lei-rouanet/
      No mais, o filme do Porta dos Fundos usou a lei do Audivisual, e não a Lei Rouanet (se tivesse aberto o link na matéria, saberia disso), e em boa parte do mundo os filmes são feitos com dinheiro privado, não com dinheiro estatal, logo é justo que fiquem com os lucros (ou prejuízos) que gerem.
      Abraço.

      • Bem, a notícia é bem ruinzinha, porém deita bem claro de que o filme não trás nenhum cunho realmente cultural, no âmbito nacional. Em segundo lugar, somente beneficiou um pouquíssimo grupo de pessoas. Por fim e indiretamente, o filme foi bancado, como tantos outro, com dinheiro legalmente desviado de impostos pela lei Roaunet, a partir do momento que x% dos impostos que seriam pagos por empresas privadas são direcionadas para projetos ditos culturais. Poucos são os realmente culturais. Sem falar que a empresa patrocinadora ainda ganha um logotipo no banner do evento. Assim fica fácil! Ainda mais quando alguns produtores e artistas são ovacionado por uma parte da mídia, mas com grande relevância no cenário nacional!

  10. Se não investiram nenhum centavo do próprio bolso e arrecadaram 6 milhões, ainda sim ta bom. Otário é o povo que banca o filme e não recebe sua parte no lucro.

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