Leilão da primeira edição de “O Capital”, de Karl Marx, irá refutar o marxismo

A primeira edição da obra “O Capital”, de Karl Marx (1818-1883), que leva a assinatura do autor e foi dada para seu amigo Johann Eccarius, será leiloada pela casa Bonham de Londres em 15 de junho. A peça tem um preço estimado de saída de entre 80 mil e 120 mil libras (US$ 115 mil e US$ 173 mil) e leva data de 18 de setembro de 1867, quatro dias depois da publicação do primeiro volume.

Ironicamente, o leilão irá refutar um dos pontos centrais da própria teoria marxista, na medida em que o valor da obra será definido pelo mercado (como apontado pelos escritos de Menger) utilizando diversos critérios – onde o trabalho é o menos relevante deles – e não pelo “burguês capitalista” explorando a “mais-valia” do próprio Karl Marx após a sua morte, como define a visão marxista. Não houve cálculo do “valor-trabalho” incorporado na obra e até o momento nenhum socialista criticou o “fetichismo” desta mercadoria.

4 COMENTÁRIOS

  1. Uau, esperava mais deste instituto. O Brasil precisa de uma crítica liberal séria, problematizando questões de economia política, desburocratização das relações e transparência total dos gastos do governo.

    Ao invés disso, encontrei uma crítica de ensino médio sobre o pensamento marxiólogo. O cara escreveu isso há quase 200 anos, em outro capitalismo, sobre outro tipo de trabalho. Acreditem, não eram boas as condições das fábricas inglesas do século XIX. Aceitem as teorias pelo que são e construam em cima delas.

    Acho que os liberais de hoje se prendem mais na obra de Marx, por birra, do que os vermelhinhos.

    Uma pena, vejo que este instituto nunca será relevante.

    • A crítica é de “ensino médio” porque é uma notícia de duas linhas, não um artigo sobre o assunto. E já é mais do que muito “marxista” leu sobre o próprio Marx. Irônico você querer debater contexto sem nem perceber isso.

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