No ano da Copa, Museu Nacional teve reforma aprovada, mas governo Dilma não liberou verba

Mais antigo do país, o Museu Nacional – atingido por um incêndio na madrugada do último domingo (02) – teve um orçamento de R$ 20,95 milhões de reais aprovado em 2014 (ano da Copa do Mundo de futebol realizada no Brasil) para a realização de reformas na estrutura do prédio, modernização de áreas expositivas e restauro artístico. O governo Dilma Rousseff, entretanto, jamais liberou a verba necessária para a realização das obras.

A aprovação dos recursos se deu por meio de emendas parlamentares incluídas na Lei de Orçamento Anual (LOA) de 2014. Os deputados da Bancada Federal do Rio de Janeiro destinaram um total de R$ 20 milhões para o Museu Nacional, sendo R$ 12 milhões para construção de um prédio anexo para os Departamentos de Invertebrados e Entomologia (DI/DE), no Horto do Museu; e R$ 8 milhões para restauração e ampliação do prédio da biblioteca, incluindo uma central de atendimento à pesquisa documental e um espaço para convenções. Outras duas emendas parlamentares individuais destinaram R$ 750 mil para a restauração da sala do trono e R$ 200 mil para a aquisição de novas vitrines para o circuito de exposições.

A verba, entretanto, nunca chegou ao Museu Nacional. De acordo com informações do Siga Brasil do Senado Federal, tanto a emenda de R$ 20 milhões quanto a de R$ 750 mil sequer foram empenhadas, ou seja, o governo federal sequer reservou o valor para efetuar os gastos. A única verba empenhada, no valor de R$ 200 mil, nunca foi gasta.

A liberação de verbas para as obras da Copa do Mundo de futebol de 2014, entretanto, ocorreu fartamente. Só em estádios, o governo Dilma Rousseff gastou R$ 8,3 bilhões no mesmo período.

Trechos do Diário Oficial da União de 21 de janeiro de 2014 com a Lei de Orçamento Anual (LOA) daquele ano: emendas parlamentares para o Museu Nacional foram aprovadas, mas o governo Dilma não liberou a verba

3 COMMENTS

  1. Pareceria que Odmir tem razão, mas faltam mais informações. De um lado e do outro, os dois parecem ter razão.

  2. Não importa se Dilma, Temer, Pezão o problema é de gestão no ponto. Os gestores do Museu, reitor, pro-reitores, assistentes só se locupletam com o cargo e deixam de lado a responsabilidade de gerirem o patrimônio publico, seja ele funcional, histórico ou de qualquer natureza. Cabe ao executivo promover a arrecadação e distribuir a verba e aos gestores pontuais busca-la e cuidar daquilo que está sob sua responsabilidade e não vir a público agora tentar se eximir.

    • Eles não vinharem a publico agora. A anos que eles tem alertado sobre esse problema, e ido atrás de licitação pra isso. O problema foi que eles pediam a verba pra instalar medidas de segurança, e não recebiam. Não tem haver com zelo nesse caso.

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