Porta dos Fundos obteve 3,5 milhões de reais via lei similar à Lei Rouanet para fazer filme

O Porta dos Fundos, formado por Antonio Tabet, Fábio Porchat, Gregório Duvivier, Ian SBF e João Vicente de Castro, obteve até o momento 3,5 milhões de reais dos pagadores de impostos, por meio da Lei do Audiovisual, para realizar seu primeiro filme, “Contrato Vitalício”.

A informação, que está disponível no site da Ancine, também mostra que o grupo ainda pode obter mais 3,8 milhões de reais por meio da mesma lei, dado que a Ancine aprovou até 7,3 milhões de reais para o projeto.

A Lei do Audiovisual funciona por meio da “renúncia fiscal” de impostos que seriam pagos por empresas mas que são destinados a projetos selecionados pela Ancine, num modelo similar à Lei Rouanet. Na medida em que tais impostos já foram pagos pelos consumidores nos produtos e serviços consumidos destas empresas, se trata, na prática, de dinheiro dos pagadores de impostos destinado para projetos de amigos do estado.

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25 COMENTÁRIOS

  1. Eu sou de esquerda, provavelmente discordo deste site na maioria do que ele diz. Além disso, gosto do Porta dos Fundos. Acho que o estado tem de arrecadar mesmo. Para mim, o modelo que devemos seguir é o dos países nórdicos, não o dos Estados Unidos. O imposto no Brasil não é alto, é roubado e desperdiçado, aí é que está o problema.
    Contudo, qualquer ser verdadeiramente pensante não apenas adere. Neste ponto da cultura, eu concordo plenamente com o autor deste blog. É uma vergonha. Cultura é uma força. Não tem como impedir alguém disposto a fazer cultura. Não existe uma relação direta entre gasto com cultura e relevância cultural, que se comprova ao longo do tempo, com o que fica para posteridade. Por essa impossibilidade de identificarmos o valor cultural com objetividade de algo sem o filtro do tempo, o Estado deveria gastar apenas com a preservação cultural do que já está consagrado. Uma reconstituição de uma pintura importante, por exemplo.
    De todo o resto do site eu discordo veementemente.

    • O imposto não é alto?? Vc trabalha? Que bolha vc vive, que nao percebe que o brasileiro paga caro por serviços ineficientes, e tem que trabalhar o triplo pra pagar os mesmos serviços particulares? Paga imposto pra escola publica e trabalhha pra depender da particular.. paga pelo SUS e trabalha pra bancar plano de saude.. senao morre. Pra vc dizer que o imposto nao é caro, ou alguem te banca ou vc não sabe fazer conta

  2. Pagaram o preço pela escolha política que fizeram… Uma pena mesmo! Eu gostava muito dos caras… porém, o povo está demonstrando que dá mais valor a um futuro melhor para o País.
    Democracia é isso… se não concorda com a postura de um artista, não paga para assistir seu trabalho. É simples assim. Não é manipulação política, “facismo” ou “ditadura”… É simplesmente a vontade do povo.

  3. Parabéns pelas informações. Gregório e toda a corja que tenta desqualificar o Cristianismo estão por fora!!! Quebraram a cara.

  4. Acho que a mira da arma está apontada para o alvo errado.

    Se a lei audiovisual permite ao governo praticar a ‘renúncia fiscal’ dos impostos desde que a empresa invista (ou comprove que investiu) a quantia devida em uma produção audiovisual listada na Ancine isso quer dizer que o governo não receberá este montante. O dinheiro sairá do caixa da empresa e vai direto pro filme, não é isso?

    Sendo assim seria o caso de boicotar os produtos e serviços da empresa que financiou e não dizer que é culpa da lei A ou Governo B, não?

    • Não, esse dinheiro saiu dos impostos pagos por milhões de pessoas sobre o valor dos produtos da empresa. Ele continua saindo dos pagadores de impostos.

  5. Como se cada um pagasse impostos apenas para serem gastos unicamente com o que pessoalmente a pessoa quer…se fosse assim não gastariam meu dinheiro com idiotas que bebem e precisam de cirurgia, com babacas que fumam a vida inteira e depois dão gastos com internação pública, entre outras coisas…mas isso se chama democracia né, fazer oque.

  6. A lei do Audio Visual é de 93. E só agora tu ficou brabinho com isso? Conveniente tua revoltinha agora né?!

  7. Não entendi, qual o problema? Eles são talentosos, acredito que seria muito difícil conseguir este valor de outra forma, não me importo de pagar um imposto em um produto que comprei se a empresa que fabrica vai destinar o valor para um projeto cultural como o filme do porta dos fundos, boa parte dos impostos que pago vai para corrupção, acho que é com isso que deveria se preocupar.

    • Se você não se importa em pagar, ótimo. Doe voluntariamente. O problema é eu e outros 199.999.998 brasileiros sermos obrigados a pagar.

      • Cara, nao eh assim que o estado funciona, né. Se fosse assim eu nao queria pagar tratamento pra gente que come fast food demais e tem problema com hipertensao/diabetes, nao queria pagar quarto de hospital pra internar quem fumou cigarro por 50 anos, nao queria pagar subsidios dos transportes publicos pq nao uso, etc.

        • Há uma grande diferença entre gastar com algo realmente necessário, como saúde, e jogar dinheiro fora para fazer filme com artista famoso.

    • porta dos fundos, maior canal do youtube br, com atores famosos, com contratos de publicidade milionarios, ai você ouve que seria dificil arrecadar esse dinheiro.
      Essa verba poderia servir de incentivos para projetos de pequenas produções nas periferias, ou projetos coletivos que ocorrem sem um centavo publico e que realmente necessitam

    • Não, eles não são talentosos.
      Se a ideia do imposto é estimular o desenvolvimento cultural, então não desperdice os (nossos) recursos com bobagens.

  8. Amigo, fomento à cultura não é ação partidária, é ação cultural e não exige apoio político. Só groselha o que você está querendo inferir neste texto.

    • Cultura não tem que ter “apoio” nenhum com o dinheiro roubado dos outros. Quer fazer cultura, faça como todos os demais setores: arrecade dinheiro ou use o próprio e financie.

      • Discordo, cinema é a 7ªmaravilha e faz parte da cultura também tão quanto teatro, e deve sim ser incentivado para que não apenas Hollywood tenha o monopólio dos filmes, Brasil grande se faz com cultura e educação!
        Nenhum dinheiro foi roubado Marcelo Faria, nós brasileiros assinamos um contrato social em que damos parte do nosso dinheiro para o Estado e em retorno recebemos cultura, educação, saúde e segurança contra ataque interno e externo, nosso único problema no momento é a questão política, temos ladrões de vermelho(esquerda) e de azul(direita) que pensam apenas individualmente e roubam tanto do nosso dinheiro.

        • Que contrato social? Assinamos quando? Aonde? Como faço para revogar minha assinatura desse “contrato”?

        • “em retorno recebemos cultura…”
          NÃO QUERO!
          Cultura não é produto para ser entregue pelo estado. Cultura é abstrato e pessoal.
          Trabalho com cinema e já tive direito à Rouanet, em reunião combinamos em renunciar ao uso e partir para o financiamento coletivo. Achamos mais “justo” já que nosso trabalho era para um nicho específico. (mesmo sendo um documentário brasileiro sobre uma parte deste próprio país)
          Por que eu apoiaria esse dinheiro para uma comédia ficcional?

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