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Como o “Plano Temer” está correto em evitar o aumento do salário mínimo

Diversas críticas sobre o “Plano Temer” estão surgindo nas últimas semanas. Uma das críticas é contra a possibilidade de Temer desvincular os benefícios do salário mínimo, sendo que a mesma pode beneficiar a sociedade brasileira nesta crise econômica atual.

Para que o Brasil saia da crise e não permaneça nesse quadro econômico drástico, se faz necessária a redução de gastos públicos, por isso os benefícios podem ser afetados. Para que as empresas possam manter em dia o pagamento de salários de seus funcionários, é preciso evitar o aumento do valor deste, pois, caso contrário, manter os mesmos em dia não será possível. Não sendo possível realizar tais pagamentos, consequentemente, haverá demissões, elevando a taxa de desemprego.

Nessa situação, os empregadores tendem a cortar aqueles que preenchem vagas de menor prioridade das empresas, geralmente os mais jovens e menos qualificados. Uma vez que o empregador é obrigado a pagar salários acima do “preço” que esses empregados valem para o mercado, equivalente à sua produtividade marginal, ele é demitido. Isso não ocorre porque os empresários são seres malignos que, em sua ânsia por lucro, acabam tirando emprego do trabalhador em benefício próprio. Ocorre porque, sem o lucro, não há razão de ser para a empresa, pois não faria sentido para o empresário investir na mesma sem que houvesse retorno para isso.

É normal que um produto se acumule no mercado, caso seu preço venha a ser mantido acima do valor que seria determinado como resultado das trocas voluntárias. Ou seja, se o preço de um bem é mantido acima do que a demanda está disposta a pagar por ele, o mesmo é acumulado. “Muitos economistas logo admitiriam que manter o preço de qualquer bem acima da quantidade que equilibraria o mercado faria que os excedentes não vendidos se acumulassem. Contudo, eles relutam em admitir que o mesmo vale para o trabalho”. (ROTHBARD).

As promoções que ocorrem numa loja de roupas, por exemplo, somente ocorrem em razão daquelas roupas não terem sido adquiridas pelos consumidores da loja, são bens acumulados porque as pessoas não desejaram adquiri-los, por motivos diversos. Assim, a loja expõe na vitrine que estas peças específicas estão na promoção por valor menor para que as pessoas disponham desse novo valor em troca daquela peça, uma vez que agora ela alcançou um valor considerado desejável para os consumidores. Pelo valor anterior, as pessoas preferiam permanecer com o dinheiro e usá-lo em coisas diversas, ou mesmo guardá-lo, a adquirir a peça, mas, pelo novo valor, elas adquirem a peça por acharem que “vale a pena”. Ainda, aqueles que não tinham condições financeiras de pagar pelo valor inicial agora podem adquirir a peça em razão da redução do preço. Ou seja, a peça adquire valor real, aquele que os consumidores estão dispostos a pagar para adquiri-la.

O mesmo ocorre com os empregos. Se o empregado tem um valor pré-determinado acima do que ele poderia vir a ter num mercado desregulamentado, a depender do serviço que ele presta, ele não é “desejável” para o empregador, não valendo a pena trocar esse valor pré-determinado pelo trabalhador. Nesse caso, o empregado (melhor dizendo, desempregado) torna-se a “peça acumulada” da loja, ficando fora do mercado de trabalho caso esse valor continue sendo requisito legal para a contratação dele.

Dito isto, é completamente razoável frear o aumento do salário mínimo para evitar a elevação na taxa de desemprego e manter os empregos atuais.

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