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O experimento Seattle: como aumentar o salário mínimo aumenta o desemprego e reduz a renda

A cidade de Seattle, no estado norte-americano de Washington, aprovou em 2014 uma medida que a esquerda americana lotada no Partido Democrata sempre defendeu: um aumento do salário mínimo saindo do piso estadual de $9,47 / hora (R$ 30,00) para um salário mínimo municipal “ideal” de $15,00 / hora (R$ 48,50), iniciando com um aumento do salário mínimo pago por grandes empresas para $11,00 / hora (R$ 35,60) em abril de 2015, novo aumento para $13,00 / hora (R$ 42,08) para todas as empresas em janeiro de 2016, até chegar aos $15,00 / hora (R$ 48,50) para todas as empresas em 2017. Em outras palavras, um trabalhador que trabalhe 8 horas por dia numa empresa local, em um típico mês com 22 dias úteis, agora recebe mensalmente por lei pelo menos $2.288,00 (R$ 7.406,00).

Entretanto, como os liberais sempre afirmam, a medida reduziu os salários reais e aumentou o desemprego, de acordo com um estudo que a própria prefeitura da cidade encomendou à Universidade de Washington. O estudo analisou somente os dados de 2015, o que significa que o impacto do novo aumento de salário mínimo para $13,00 / hora (R$ 42,08) feito no início de 2016 não foi avaliado até o momento.

O salário médio por hora para os trabalhadores afetados pela medida subiu de $9,96 para $11,14, mas o estudo concluiu que os salários teriam subido de qualquer maneira com o crescimento econômico. E como o custo para as empresas aumentou, o resultado foi uma redução na produtividade e nas horas trabalhadas, o que na prática levou a uma redução dos salários reais na ordem de $5,22 (R$ 16,90) por semana e a uma redução da velocidade com que os salários reais dos trabalhadores menos qualificados subia em relação ao restante do estado de Washington.

Com custos maiores definidos pelo estado, as empresas passaram a empregar menos pessoas ou mesmos substituir parte dos trabalhadores por máquinas, o que fez o desemprego dos trabalhadores menos qualificados subir 1,2% em oito meses e reduziu o número de pessoas que têm dois empregos. Em outras palavras: o aumento do salário mínimo tornou parte dos trabalhadores muito caros para contratar ou manter, inclusive levando 3% dos trabalhadores a buscar empregos em outras cidades, piorando a vida justamente daqueles que a medida buscava “ajudar”.

O impacto na economia da cidade só não foi maior porque Seattle cresceu três vezes mais do que a média nacional nos últimos anos, e esse crescimento não teve relação com o aumento do salário mínimo. Na verdade, foi o crescimento econômico que absorveu boa parte dos efeitos negativos do aumento do salário mínimo, evitando impactos ainda maiores na economia da cidade.

Mesmo com os resultados em Seattle, uma das propostas de Hillary Clinton, candidata do Partido Democrata à presidência, é mais do que duplicar o salário mínimo de todo o país de $7,25 / hora (R$ 23,45) para $15,00 / hora (R$ 48,50), ignorando uma das leis mais básicas da economia: quando o custo de um produto ou serviço aumenta, a demanda por este diminui. E no caso do trabalho, isso significa mais trabalhadores de baixa qualificação desempregados.

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