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Por que o feijão está mais caro e como o sistema de preços livres solucionará o problema

Muitos têm reclamado ultimamente do preço do feijão. Somente nos últimos meses, o preço desse alimento típico da culinária brasileira disparou 28%. A explicação para essa disparada não é somente a inflação causada pela impressão de dinheiro feita pelo Banco Central, mas principalmente motivos climáticos. Algo semelhante aconteceu em 2013, quando o preço do tomate disparou 220% devido à seca no Nordeste e às cheias na região Sul.

Mas por que o preço sobe? Felizmente, o Brasil ainda possui um sistema de preços livres para alimentos, ou seja, o governo não controla ou congela os preços dos alimentos, como tem feito o presidente Maduro na Venezuela e como já aconteceu no Brasil durante o Plano Cruzado. Como os preços são livres, quando há queda na oferta de determinado produto, o preço sobe, controlando a demanda. No caso do feijão, como há menos oferta do produto no mercado devido à queda na produção, o preço sobe. Isso explica porque as prateleiras estão vazias na Venezuela, onde os preços dos produtos foram congelados. Sem a possibilidade de aumentar os preços quando a oferta diminui ou os custos aumentam, os produtores simplesmente param de produzir ou reduzem a produção.

O aumento de preços não é nada agradável aos consumidores e não é à toa que milhares de brasileiros têm reclamado da alta do preço do feijão nas redes sociais. Então, será que o sistema de preços livres realmente ajuda os consumidores? Primeiramente, os consumidores possuem uma enorme variedade de produtos produzidos graças ao livre mercado, ou seja, enquanto o preço do feijão está caro, outros alimentos estão com preços acessíveis e os consumidores podem optar por eles. Por outro lado, quando um produto fica caro significa que produzir o produto é mais lucrativo, o que estimula os produtores a aumentar a produção deste produto. No longo prazo, o preço do produto, no caso, o feijão, tende a cair por conta do aumento da produção.

O sistema de preços livres, como explicou o economista Ludwig von Mises em seu ensaio “O Cálculo Econômico sob o Socialismo”, é o que permite realizar o cálculo econômico. O mercado utiliza a variável preço para descobrir quais produtos precisam ser produzidos, dado que os recursos são escassos e precisam ser alocados da forma adequada para que não falte produtos. Em uma economia socialista, onde os preços são definidos pelo estado e não seguem a lógica de mercado, o estado é incapaz de descobrir as demandas do povo, o que resulta em escassez de produtos. As prateleiras vazias na Venezuela e no Brasil do Plano Cruzado, além da lista limitada de produtos existentes na economia cubana, validam essa teoria.

O aumento do preço do tomate em 2013 no Brasil mostra como o sistema de preços livres é eficiente. Com a menor oferta de tomate, o mercado subiu o preço para não faltar o produto. Os produtores, ao perceberem que produzir tomate era mais lucrativo do que produzir outros alimentos por conta do preço elevado, começaram a alocar recursos para produzir tomate na safra posterior. O resultado disso foi o excesso de tomates no ano seguinte. O tomate ficou tão barato que alguns produtores os jogaram na terra para utilizá-los como adubo e produzir outros alimentos, pois o preço do transporte era mais caro do que o próprio preço do tomate vendido no mercado, o que reduziu o excesso de tomates no mercado e, portanto, estabilizou os preços no ano seguinte.

Basta haver qualquer mudança brusca de preços no mercado para a esquerda aproveitar a situação e culpar o sistema de preços livres pelos problemas existentes, como se o mercado fosse culpado pelo fator climático que afetou a produção de feijão. Um produto caro em um mercado livre é uma oportunidade de ganhar dinheiro. Pode estar certo: vai sobrar feijão na próxima safra porque não faltarão produtores querendo ganhar mais dinheiro com os altos preços atuais. Enquanto isso, no “maravilhoso” sistema socialista, onde o estado controla os preços na canetada, ao invés de haver feijão barato, o povo é obrigado a racionar todos os alimentos ou ficar horas nas filas de supermercados sempre desabastecidos para não morrer de fome.

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