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Após ser pressionado, Freixo passa a defender redução do estado para aumentar o estado

O candidato do PSOL a prefeito do Rio, Marcelo Freixo, anunciou nesta segunda-feira a promessa de cortar dez secretarias da estrutura da prefeitura (ou seja, reduzir o estado) se for eleito para cumprir suas promessas de aumento do estado. A promessa aconteceu após matérias da imprensa e ataques de seu adversário na disputa, Marcelo Crivella (PRB). É a primeira vez, desde o início da campanha, que Freixo cita um número de redução de secretarias, e citou alguns exemplos:

— Vamos reduzir das 26 secretarias para 16, fundindo algumas. É o caso da Casa Civil e da Coordenação de Governo, que viram a secretaria de Planejamento. Saneamento pode virar uma subsecretaria, incluída à pasta do Meio Ambiente. Obras e Conservação, por exemplo, podem ser uma secretaria só. É preciso enxugar a máquina porque está num momento de crise e fazê-la funcionar melhor, com mais inteligência. — afirmou Freixo, após encontro com arquitetos no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), no Flamengo.

Até então, durante a campanha, sempre que era perguntado sobre redução de gastos da prefeitura, Freixo prometia cortar os cargos comissionados, aqueles de livre nomeação pelo prefeito, sem necessidade de concurso público. Este tipo de funcionário representa uma minoria dentro do quadro da prefeitura: em julho, eram 1.477 nesta categoria, num universo de mais de 90 mil servidores da ativa.

Cabe lembrar que o programa oficial de governo de Freixo inclui um forte aumento do tamanho do estado na cidade do Rio de Janeiro, incluindo a criação de um BNDES municipal, a estatização de todos os transportes públicos, um forte aumento nos impostos municipais, criação de empresas públicas, contratação dos funcionários hoje terceirizados, aumento dos subsídios e editais para projetos culturais patrocinados pela prefeitura, além de cineclubes em cada escola municipal.

O programa de governo informa como únicas fontes de recursos para tantas propostas um forte aumento dos impostos municipais que prejudicaria sobretudo os mais pobres.

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