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Mesmo tendo as maiores reservas petrolíferas do mundo, Venezuela fica sem gasolina

Após transformar a Venezuela em um dos países com mais miseráveis no mundo, o regime socialista adotado pelo governo venezuelano conseguiu mais uma proeza: fazer faltar gasolina no país com as maiores reservas de petróleo do mundo.

Na quinta-feira (23), no sudeste de Caracas, as filas de carros bloqueavam o tráfego nas artérias adjacentes aos postos de gasolina. Em Puerto Ordaz, no Estado de Bolívar, formam-se longas filas de veículos desde o fim de semana, como também em Ciudad Bolívar, a capital do Estado. Entre segunda e terça-feira, os motoristas da região central estavam ansiosos por saber se o desabastecimento havia chegado para ficar. Vários postos permaneceram fechados. Nos Estados de Lara, Carabobo e Aragua, no centro-oeste do país, a metade dos postos fechou.

Na espera, alguns motoristas reviveram as longas filas que se formaram entre dezembro de 2002 e janeiro de 2003, quando a administração da PDVSA iniciou uma paralisação que buscava a renúncia de Hugo Chávez. O falecido ditador socialista derrotou a greve importando combustível do Brasil e demitiu mais de 20.000 funcionários que fizeram parte do movimento, estatizando o setor petrolífero do país.

A irregular distribuição de gasolina começou há 15 dias, mas seu surgimento em Caracas, uma cidade que o regime sempre protege das contingências, provocou a reação informal dos dirigentes da PDVSA, que afirmou que o problema foi “produto do atraso no transporte da gasolina por navios”. A falha em Caracas obrigou a estatal a redirecionar de outras regiões cerca de 200 caminhões-tanque para abastecer os postos de combustível.

Reportagens da imprensa local indicavam na quarta-feira que na capital só restavam estoques do combustível de 91 octanas, o de valor mais baixo no país. Na quinta-feira em Valência, a principal cidade do Estado de Carabobo, polo da indústria central do país, permaneciam fechados 13 postos, de acordo com a Associação de Vendedores de Gasolina, segundo o jornal local El Carabobeño.

Iván Freites, delegado sindical da indústria petroleira, afirmou que as falhas na distribuição resultam dos problemas das refinarias da Venezuela, que não estão trabalhando a plena capacidade por causa de problemas operacionais e pela falta de pagamento em dia aos provedores internacionais que estão suprindo essas deficiências. A falta de profissionalismo nas operações e de manutenção nas instalações após a estatização provocou uma queda na produção de petróleo. A Venezuela produzia no final dos anos 90 pouco mais de 3 milhões de barris de petróleo, mas hoje mal chega aos 2 mil.

A Venezuela enfrenta uma escassez crônica de alimentos e medicamentos, a inflação mais alta do mundo (projetada pelo FMI em 1.660% para este ano), cortes nos abastecimentos de água e energia elétrica e uma criminalidade galopante graças ao socialismo.

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