DOE

Na calada da noite, comissão da Câmara aprova “bolsa político” de até R$ 3,6 bilhões

A Comissão Especial de Reforma Política da Câmara dos Deputados aprovou, por 25 votos a favor e 8 votos contrários e na calada da noite (a votação terminou praticamente à meia-noite) o texto do relator Vicente Cândido (PT-SP) que prevê a criação do Fundo Especial de Financiamento da Democracia (FFD), também conhecido como “bolsa político”, o qual utilizará até 3,6 bilhões de reais (0,5% da receita corrente líquida do governo em 12 meses) dos pagadores de impostos brasileiros para financiar as campanhas eleitorais em 2018.

Mesmo com o país ainda em crise econômica e um rombo nas contas públicas que pode chegar a R$ 150 bilhões só em 2017, os deputados mostraram – mais uma vez – que estão muito mais preocupados com a própria sobrevivência política do que com a população que os financia. Como boa parte do fundo será destinada para os partidos de acordo com a quantidade de deputados que possuem, a medida privilegia principalmente os maiores partidos da Câmara dos Deputados – PMDB, PT e PSDB – os quais terão mais dinheiro para campanhas eleitorais.

Outras medidas previstas no texto aprovado incluem a adoção do sistema distrital misto a partir de 2022 nas eleições para deputado federal, deputado estadual e vereador nos municípios com mais de 200 mil eleitores; a extinção dos cargos de vice-presidente da República, vice-governador, vice-prefeito e suplente de senador; e o estabelecimento de mandato de dez anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Outras emendas ainda podem ser apresentadas ao projeto antes da aprovação final na comissão.

Após passar na comissão, a PEC seguirá para o plenário da Câmara, onde deverá ser aprovada em dois turnos antes de seguir para o Senado. A proposta precisa do apoio mínimo de 308 deputados.

Votaram a favor do bolsa político:

Afonso Motta (PDT-RS)
Benjamin Maranhão (SD-PB)
Betinho Gomes (PSDB-PE)
Cacá Leão (PP-BA)
Celso Pansera (PMDB-RJ)
Cristiane Brasil (PTB-RJ)
Efraim Filho (DEM-PB)
Fausto Pinato (PP-SP)
Gilberto Nacimento (PSC-SP)
Hildo Rocha (PMDB-MA)
Irajá Abreu (PSD-TO)
Laura Carneiro (PMDB-RJ)
Lázaro Botelho (PP-TO)
Luciano Ducci (PSB-PR)
Marcus Pestana (PSDB-MG)
Miguel Haddad (PSDB-SP)
Orlando Silva (PCdoB-SP)
Renata Abreu (PODE-SP)
Rubens Otoni (PT-GO)
Sergio Souza (PMDB-PR)
Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ)
Tadeu Alencar (PSB-PE)
Toninho Wandscheer (PROS-PR)
Vicente Candido (PT-SP)
Walney Rocha (PEN-RJ)

Votaram contra o bolsa político:

Diego Garcia (PHS-PR)
Edio Lopes (PR-RR)
Henrique Fontana (PT-RS)
Luiza Erundina (PSOL-SP)
Marcio Alvino (PR-SP)
Maria do Rosário (PT-RS)
Sandro Alex (PSD-PR)
Vinicius Carvalho (PRB-SP)

Está gostando do conteúdo? COMPARTILHE!

Mais Recentes

Liberdade para Trabalhar avança em Anápolis-GO com 297 atividades liberadas de alvará
Lançado no dia 29 de junho...
Ranking mundial da Forbes reconhece o ILISP como um dos think tanks com maior alcance nas redes sociais
Dois artigos publicados na Revista Forbes...
Liberdade para Trabalhar avança em Nova Friburgo-RJ com 289 atividades liberadas de alvará
Lançado no dia 29 de junho...
Projeto Liberdade para Trabalhar é lançado em Sergipe
Lançado nacionalmente no dia 29 de...
Liberdade para Trabalhar: Boa Vista-RR dispensa 297 atividades da necessidade de alvará
Lançado no dia 29 de junho,...
Em evento no Senado, ILISP lança o Mapa da Liberdade para Trabalhar
Um pequeno empreendedor que tirou a...

Leia Sempre Primeiro

Cadastre-se na nossa Newsletter e receba sempre em Primeira Mão!