DOE

Perícia oficial confirma que procurador que investigou Cristina Kirchner foi assassinado

Na madrugada do dia 18 de janeiro de 2015, o corpo do procurador argentino Alberto Nisman foi encontrado estendido no banheiro de seu apartamento em Buenos Aires. Poucas horas depois, ele deveria comparecer no Congresso argentino para prestar um depoimento que era considerado explosivo para o governo da então presidente Cristina Kirchner. Chefe da investigação do atentado contra a sede da Associação Mutual Israelita da Argentina (Amia), Nisman havia denunciado Cristina e o seu chanceler Héctor Timerman por crimes de traição à pátria. Com base em milhares de horas de escutas telefônicas obtidas legalmente, o procurador estava convencido que a Casa Rosada havia firmado um pacto com o Irã, a fim de encobrir os responsáveis pelo atentado que resultou na morte de 85 pessoas e feriu outras 300.

Em menos de doze horas, as autoridades argentinas cravaram que a morte do procurador era o resultado de um suicídio. A própria Cristina Kirchner fez essa insinuação. E desde então, no lugar de uma investigação, deu-se início à construção de uma narrativa. Nesta semana, finalmente, os jornais argentinos começaram a publicar partes da nova perícia oficial que será entregue às autoridades.

Segundo os peritos federais argentinos, Alberto Nisman foi assassinado. A análise do local do crime, disposição do corpo e todos os rastros que foram deixados pelo criminoso (ou criminosos) não deixavam dúvidas de que o procurador foi executado a sangue-frio.  “A quantidade de evidências que comprovam que Alberto Nisman foi executado é tão grande, que todas as perícias anteriores que comprovam o contrário só podem ter sido feitas sob encomenda para justificar uma história oficial”, disse a VEJA um ex-funcionário dos serviços de inteligência argentinos.

Ainda em 2015, perícias independentes contratadas pela família de Nisman já indicavam que ele havia sido assassinado. Mas, como não eram oficiais, não tinham o mesmo valor da que está prestes a ser entregue à Justiça.

Finalmente, a verdade sobre o caso Nisman está perto de ser revelada. Restará descobrir o principal: quem o matou e quem mandou matar.

 

Está gostando do conteúdo? COMPARTILHE!

Mais Recentes

Liberdade para Trabalhar avança em Anápolis-GO com 297 atividades liberadas de alvará
Lançado no dia 29 de junho...
Ranking mundial da Forbes reconhece o ILISP como um dos think tanks com maior alcance nas redes sociais
Dois artigos publicados na Revista Forbes...
Liberdade para Trabalhar avança em Nova Friburgo-RJ com 289 atividades liberadas de alvará
Lançado no dia 29 de junho...
Projeto Liberdade para Trabalhar é lançado em Sergipe
Lançado nacionalmente no dia 29 de...
Liberdade para Trabalhar: Boa Vista-RR dispensa 297 atividades da necessidade de alvará
Lançado no dia 29 de junho,...
Em evento no Senado, ILISP lança o Mapa da Liberdade para Trabalhar
Um pequeno empreendedor que tirou a...

Leia Sempre Primeiro

Cadastre-se na nossa Newsletter e receba sempre em Primeira Mão!