Cabify e Uber afirmam que projeto aprovado na Câmara extingue aplicativos no Brasil

As empresas Cabify e Uber afirmaram hoje (05) que seus serviços de motoristas particulares serão extintos no Brasil caso prevaleça o texto do PL 5887/16 aprovado pelos deputados federais ontem (04), que transforma o serviço em táxis tradicionais, matando um modelo de negócios que possui pelo menos 15 milhões de usuários no país. As empresas 99 e Easy, que também ofertam o serviço para os taxistas tradicionais, se posicionaram de forma igualmente contrária ao projeto aprovado na Câmara.

De acordo com a 99, “a supressão do termo ‘transporte privado’ do texto do Projeto de Lei é tecnicamente inconsistente. Somos a favor da liberdade de escolha, da igualdade de oportunidades e da livre iniciativa”, afirmou a empresa.

O diretor geral da Cabify no Brasil, Daniel Velazco Bedoya, foi além. “Se o modelo táxi funcionasse bem, não estaríamos tendo essa discussão hoje. Então, nos preocupa bastante. Não é um modelo positivo a longo prazo. Tratar como público, ter preços fixos, criam limitações de entrada. No momento em que exige uma licença por carro, já muda todo o modelo. Limitar o número de carros vira um bloqueio. Diferentemente dos taxistas, que estão há 20 anos trabalhando, nós operamos com sazonalidade. Tais mudanças inviabilizam o modelo atual de negócios dos aplicativos intermediadores, vão contra a voz da população e simbolizam um retrocesso ao movimento que acontece hoje no País – e no mundo – em prol da mobilidade urbana, oferecendo entraves que prejudicam o direito de ir e vir da população da maneira que lhe é mais conveniente”.

De acordo com a Easy, “O texto aprovado, além de descaracterizar o transporte privado, traz para o setor inúmeras ineficiências (contra as quais a Easy luta amplamente) existentes no setor de táxi. A caracterização de transporte público irá burocratizar o credenciamento de novos motoristas; não garante a qualidade do serviço prestado; e irá limitar a competitividade entre os sistemas, tão benéfica para a redução de preços aos passageiros”.

Para a Uber, “o PL 5587/16 propõe uma lei retrógrada que não regula a Uber no Brasil, mas tenta transformá-la em táxi, proibindo este modelo de mobilidade”.

As empresas diretamente interessadas não foram as únicas a se queixar do projeto aprovado. Entidades representativas do setor de tecnologia da informação, Assespro e Brasscom divulgaram nota se posicionando contrariamente ao PL 5887/16.

“Rechaçamos medidas que na prática inviabilizam ou que configurem a proibição do uso de tecnologias para transformar mercados a benefício da sociedade”, dizem as entidades, para quem o projeto institui “exigências e obrigações desmesuradas e injustificadas, sem o devido respaldo de estudos que evidenciem suposta falha de mercado ou risco ao consumidor ou à sociedade”.

A expectativa é que o projeto seja alterado no Senado. “A pressão popular junto ao Senado é a nossa prioridade. É possível reverter, até porque a opinião pública não foi levada em consideração. Foi uma opinião de classe. Então existe um campo de mobilizar as pessoas que acreditam que estão sendo bem atendidas”, disse o representante da Cabify.

A americana Uber, que já opera em 40 cidades brasileiras, possui 13 milhões de usuários ativos (pessoas que usaram o aplicativo pelo menos uma vez nos últimos três meses) e mais de 50 mil motoristas no país. A espanhola Cabify pretende investir US$ 200 milhões este ano para expandir suas operações no país e está presente em São Paulo, Santos, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Brasília, possuindo 1,5 milhão de usuários e 100 mil motoristas cadastrados. A brasileira 99, que nasceu como empresa focada no setor de táxis e hoje também trabalha com transporte privado, possui 200 mil motoristas, incluindo todas as categorias de serviços.

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13 COMENTÁRIOS

  1. Sou taxista e acredito que o único culpado é o governo. Nossa classe está sendo tachada de vilã no segmento e não é bem assim.
    As empresas de transporte privado possuem diversos argumentos como por exemplo a livre concorrência de preço que realmente é benéfica ao mercado para os usuários, porém quem pensa nos motoristas ? Quais são os controles de qualidade que tanto falam ? Oferecer cortesias como água e balinhas muitos taxistas o fazem também eu mesmo sou um. Mas quem controla e fiscaliza esse serviço condições do veículo por exemplo, não me refiro a apresentação do veículo, mas as condições de segurança, nós taxistas somos fiscalizados, taxados com impostos, regulados por legislação municipal, estadual e Federal, temos diversos protocolos e regras a Serguei e mesmo assim existem os maus profissionais que por diversas vezes rotular toda uma classe. Porém hoje a discussão não uma guerra entre motorista privados e públicos, muitas vezes criada midiáticamente para fomentar ponto de vista de empresa do setor.
    A pressão das empresas do setor privado não são a favor da regulamentação pia isso na verdade criaria a possibilidade de maior concorrência entre elas, um controle maior do seus serviços e possivelmente a geração de impostos e taxas, o que nesse país significa pagar a conta dos erros e falta de competência dos governantes.
    Pois bem, não sou contra as empresas do transporte privados, embora acredite que a sazonalidade que elas defendem tenha a ver com o fato de muitos de seus motoristas não suportam esse modelo de negócios a longo prazo, pois efetivamente com custo de vida, combustível, manutenção, jornada de trabalho exaustiva e baixo lucro real no final das contas acaba não compensando hoje e se tornar cada vez menos interessante com o ingresso de mais motoristas autônomos. Além disso algumas plataformas exploram mais seus cololaboradores que as vilãs frotas de táxis por exemplo.
    Mas o fato principal é que para realmente se ter uma concorrência digna no mercado o que deveria ser feito é ser liberado o serviço de transporte privado nos moldes que se tem hoje e desburocratizar o serviço de táxis, afinal não somos nós taxistas que estipulando o preço e sim o governo, dissemos por ai que o táxi é mais caro que o uber, sim é um fato o que ninguém explica é o porquê, então vamos a um exemplo bem básico se você pega um táxi em um município para ir a outro esse taxista volta para a sua cidade de origem vazio, pois se for pego atuando em outro município terá seu carro apreendido, já o uber não.
    Então liberem os taxistas para trabalhar da mesma maneira que os privados, ai sim não teríamos justificativas para gerar a manipulação de uma classe contra a outra, a concorrência será justa e os preços competitivos, mas não me venha com a desculpa de que o melhor para a população e acabar com uma profissão que está no mercado a tanto tempo dançando conforme a música do governo . O governo sempre faz que a população pague o preço taxista também tem família, trabalha honestamente, não altera preço em horário de pico e somos uma classe que precisa de formação, seguir regulamentação e pagar taxas e impostos não somos vilões somos vítimas de um sistemas que não se aplica aos motoristas privados e isso pra mim é concorrência desleal a culpa não é deles e do governo.

  2. Bom dia Marcelo!
    Sou um liberal, empresário e taxistas na cidade de Salto, interior de SP desde 2005. Tenho 52 anos e meu início no transporte de passageiros foi em 1996, onde comprei uma Van. Fiz de tudo para regularizar meu trabalho na época e pelo governo, eu era considerado um clandestino. Depois de multas e apreensões da Van, eu desisti no ano de 2000. Como na época eu tinha clientes, comecei a fazer o serviço com carro particular ( meu carro era um Ômega), um serviço direcionado para executivos, com emissão de Nota Fiscal para as empresas (em 1996 eu abri uma ME). Em 2005 eu adquiri um ponto na cidade de um amigo (eu paguei pelo ponto) já pensando nos benefícios para aquisição do veículo, isenções e facilidades que o táxi tem por transitar em uma cidade como São Paulo, livre de rodízio e liberado nas faixas e corredores de ônibus.
    Não possuo frota, nestes 21 anos conquistei clientes pelo bom serviço que faço e meus serviços excedentes​, compartilho com colegas taxistas e também com um motorista de Uber.
    Eu só estou ainda neste trabalho, pelo bom serviço que faço, pela confiança e segurança que passo para os meus clientes. Eu diria que sou conhecido pelos 4 cantos do mundo e sou considerado como “O melhor” (já ouvi muito isso) e não mais um. Eu dirijo em média 150 mil km no ano e em todos esses anos, nunca sofri um acidente e nuca tive a CNH caçada.
    Tenho uma vida dura de trabalho, muitas vezes sem feriados e finais de semana e as férias, nem sei mais o que é, tiro uma semana entre Natal e Ano Novo, estou 24 horas a disposição dos meus clientes. Tenho que pagar escola particular, faculdade, saúde, aposentadoria, etc…
    O que eu quero dizer com esse depoimento é que além de ter espaço para todos, o trabalho honesto e bem feito vai fazer a diferença, independente de ser motorista de táxi ou outro motoristas chapa cinza.
    A tendência é que o mercado regulariza, os bons motoristas ficam e os ruins que se reciclem ou vão procurar outro serviço. Aqui na cidade, só tinha carros básicos no táxi e o meu sempre foi de luxo, hoje isso está mudando.
    Como todo negócio, aprimore ou morre.
    Abraços!
    Fabio Adriano

  3. Já já o brasileiro volta a andar de carroça, pqp que país pra ser contra o progresso é esse… Sempre que algo beneficia o cara que ganha pouco e prejudica quem ganha mais esse país vai contra o fraco. A tanto tempo o taxista explora a classe média e ninguém nunca votou porra pra abaixar preço ou o “imposto” que esses exploradores (taxistas) repassam pro cidadão

  4. Que palhaçada chegou o nosso país desgerar emprego!!!! Que ridículo desempregado quem quer trabalhar toma vergonha zaratini vc é do partido dos trabalhadores ou do partido dos desempregado cara vc foi além da patifaria.

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